5 de junho de 2026

Herodoto, Florestan Fernandes e outras sugestões de leituras

 
Li alguns destes livros, mas faria uma outra lista de livros que considero indispensáveis.
 
No topo da lista eu colocaria OS NOVE LIVROS DA HISTÓRIA de Herodoto, pois o historiador grego dedicou a mesma atenção e interesse aos povos gregos quanto àqueles que os gregos consideravam bárbaros. Herodoto sempre será um exemplo intelectual de despreendimento culturas e combate ao nacionalismo irracional (ideologia que infelizmente novamente está se tornando muito comum no Ocidente, inclusive na Grécia).
 
Outro livro que considero fundamental é O INCÊNDIO, de Jörg Friedrich. O jornalista alemão deesfaz o mito da “boa guerra” vencida por EUA e Inglaterra, ao focar a cruel e desnecessária destruição das cidades históricas alemãs sem importância militar pelos bombardeios incendiários realizados por norte-americanos e ingleses. O mito da “boa guerra” precisa deixar de ser explorado pelos vitoriosos, que já começam a se comportar exatamente como os infames nazistas alemães.

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A FUNÇÃO SOCIAL DA GUERRA NA SOCIEDADE TUPINAMBÁ de Florestan Fernandes também é essencial. O grande brasileiro fez uma profunda pesquisa sobre os usos e costumes dos principais inimigos dos portugueses ajudando-nos a compreender aspectos mais estranhos e obscuros da antropofagia.
 
ARTE Y SOCIEDAD, de Herbert Read (minha edição é espanhola) introduz o leitor com muita precisão nas relações existentes entre sociologia e arte. Este não é um livro muito fácil de ser lido. Mesmo assim é indispensável para quem quer pretenda compreender melhor a função da arte e sua utilização por regimes políticos tão dispares quanto o soviético e o fascista.
 
Poderia citar e comentar aqui vários livros de literatura considerados clássicos, mas não farei isto. Indicarei apenas O PASSA-PAREDES, de Marcel Aymé, livro que tem me sido um bom companheiro há décadas. Li este livro na adolescência e o reli agumas vezes desde então em fases diferentes da minha vida. Os contos fantásticos que compõe a obra são instigantes. Se o leitor conseguir penetrar nas metáforas criadas pelo autor entrará em contato com uma percepção profunda e irônica das contradições que são inerentes à condição humana.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. anarquista sério

    31 de dezembro de 2013 5:17 pm

    Se vc não for

    Se vc não for atendente,motorista ou cobrador, médico ou enfermeiro do SUS, com certeza estará no tédio.

                 Então,leia. A leitura te transpoprta pra outro mundo aonde vc incorpora o personagem.

              Vc pode ser Hitler,Gandhi,Fidel ou Tacher,Tio Patinhas ou João Bafo de Onça,sério ou brincalhão.herói ou coarde,mas vc assumirá sua idendidade naquele livro específico.

              Ler é o maior barato.Faz a gente viajar melhor que o L S D ,cocaína ou extasy.

                 No fundo é isso memo– a leitura vicia.

                  Eta vício bom e saudável.

                 Troque sua droga ou tédio por um livro.

                 São meus votos pra 2014.

     

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