4 de junho de 2026

Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

16 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. macedo

    30 de dezembro de 2013 3:39 am

    Centro de Engenharia do Google no Brasil em MG

     

    http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/12/18/quem-procura-acha/

    Quem procura acha

    Centro de Engenharia do Google no Brasil responde por mudanças relevantes no sistema de busca

    YURI VASCONCELOS | Edição 214 – Dezembro de 2013, Revista Pesquisa Fapesp

      

    © LÉO RAMOS

    A partir da esquerda, Berthier Ribeiro-Neto, Bruno Pôssas, Paulo Golgher, Bruno Fonseca e Hugo Santana (em pé)

    A partir da esquerda, Berthier Ribeiro-Neto, Bruno Pôssas, Paulo Golgher, Bruno Fonseca e Hugo Santana (em pé)

    Duas piscadas de olho – tempo que corresponde a um quarto de segundo –, esse é o intervalo médio que o Google, principal ferramenta de busca na internet no mundo, leva para fornecer uma resposta ao internauta. São 100 bilhões de consultas realizadas por mês no buscador – uma média de 3,3 bilhões de pesquisas por dia, 137,5 milhões por hora e incríveis 2,3 milhões por minuto. Mais de 20 bilhões de endereços na web são analisados a cada 24 horas pelo Google, que depara com 500 milhões de procuras diárias inéditas, ou seja, que nunca haviam sido feitas antes. Aqui no Brasil o site detém 91% de participação no mercado de buscas pela internet. O que poucos sabem é que, para dar conta de tanta informação, a empresa de tecnologia com sede em Mountain View, uma das maiores cidades do Vale do Silício, na Califórnia, nos Estados Unidos, conta com o talento de uma equipe de pesquisadores brasileiros no Centro de Engenharia do Google para a América Latina, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

    Localizada em um prédio da região central da capital mineira, a unidade foi criada em 2005 e hoje é um dos mais importantes entre os cerca de 30 centros de pesquisa e desenvolvimento da empresa espalhados por cidades como Nova York (Estados Unidos), Zurique (Suíça), Tóquio (Japão), e Bangalore (Índia). “Cem por cento dos resultados de busca realizados globalmente, a cada dia, são melhores, em termos de relevância para a consulta, devido a projetos desenvolvidos pelo time de BH”, diz o cientista da computação Berthier Ribeiro-Neto, diretor de engenharia do Google e um dos líderes da equipe brasileira. “Somos responsáveis pela segunda mudança mais relevante na melhoria de busca da história do Google. Além disso, cinco dos 30 principais projetos experimentais com usuários do buscador saíram do nosso escritório”, diz o pesquisador, de 53 anos. Essa segunda inovação mais importante – que não pode ser descrita em detalhes por ser uma informação sigilosa – está relacionada a dois problemas fundamentais dos mecanismos de busca: compreender com precisão o que o usuário está expressando na consulta e entender o que cada um dos documentos na web quer dizer. É o casamento desses dois “entendimentos” que, ao final, tornam a informação apresentada pelo buscador mais próxima daquela que o internauta quer encontrar.

    Google:Centro de Engenharia para a América Latina Belo Horizonte, MGNº de funcionários:500 pessoasPrincipais produtos:Buscador na internet, Gmail e rede social G+

    A principal área de atuação dos pesquisadores de BH é o ranqueamento – core ranking, em inglês –, que é a ordem em que os links são apresentados na página de resultados. “O foco do nosso grupo é a qualidade de busca. Trabalhamos para garantir que o resultado da consulta do usuário seja o melhor possível, e que a primeira resposta do ranking apresentado pelo Google atenda de fato o que o internauta está procurando”, diz o cientista da computação Hugo Pimentel de Santana, de 32 anos. “Um dos nossos maiores esforços é entender que certas consultas escritas de forma diferente representam a mesma intenção do usuário”, diz ele. Formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com mestrado na mesma instituição na área de inteligência artificial, Hugo é engenheiro de software do Google há seis anos e lidera uma equipe de 16 pessoas do time de ranking. Ele viaja de duas a três vezes por ano para Mountain View a fim de participar de treinamentos e encontros com a equipe global da empresa. A sede abriga o principal centro da máquina de busca do Google.

    O desafio para melhorar o core ranking é grande e cada sugestão passa por um longo e criterioso processo de avaliação. Apenas em 2012, 118.812 ideias para tornar a ferramenta de ranking mais eficaz foram apresentadas pelos engenheiros da empresa no mundo. Desse total, menos de 10% (10.391) receberam análises de um grupo de usuários contratados pelo Google, os raters. Cerca de 30% dessas implementações não vingaram e 7.018 foram para a fase seguinte, de implantação parcial, quando passaram por avaliações de grupos de usuários reais. Ao final do processo, somente 665 mudanças foram aprovadas e incorporadas ao engenho de busca do Google.

    © LÉO RAMOS

    Descontração e trabalho nas unidades de Minas Gerais e São Paulo

    Descontração e trabalho nas unidades de Minas Gerais e São Paulo

    Um indicativo da relevância do Centro de Engenharia de BH é que alguns de seus pesquisadores têm acesso irrestrito ao algoritmo de busca do Google, a enorme sequência numérica que faz o mecanismo funcionar. O algoritmo é um código altamente confidencial e tem para a empresa a mesma importância da fórmula da Coca-Cola para o fabricante do refrigerante – ele é a base de seu sucesso. “São poucos os grupos de fora da sede em Mountain View que trabalham na melhoria do algoritmo de busca”, diz Bruno Pôssas. Aos 36 anos, com graduação, mestrado e doutorado em ciência da computação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Pôssas é o responsável por todas as melhorias propostas pela equipe de Belo Horizonte no algoritmo do Google.

    Para Pôssas, o conhecimento dos pesquisadores brasileiros numa área teórica de fundamental importância para a construção de máquinas de busca, conhecida como “recuperação de informação” (information retrieval, em inglês), explica a boa reputação que a unidade mineira goza junto ao escritório central no Vale do Silício. “O Google começou em BH com um grupo muito bom em recuperação de informação, que era reconhecido pela comunidade científica internacional pela qualidade dos artigos que publicava”, afirma Pôssas. Ele se refere à equipe que criou no ano 2000 a empresa mineira Akwan Information Technologies, adquirida cinco anos depois pelo Google para ser transformada em seu centro de pesquisa no país.

    Empresas Google_214Máquina de busca

    A Akwan era dona de um engenho de busca centrado na web brasileira, chamado TodoBr, que tinha sido desenvolvido por um grupo de professores do Departamento de Ciência da Computação da UFMG. “O TodoBr tinha uma qualidade muito melhor do que a busca do Google para o Brasil na época. Em pouco tempo, nosso buscador explodiu e decidimos criar uma empresa”, recorda-se Ribeiro-Neto, um dos seis fundadores da Akwan – os outros foram os professores Nívio Ziviani, Alberto Laender e Ivan Moura Campos, todos da UFMG, e os investidores de mercado Guilherme Emrich e Marcus Regueira. Com o crescimento da empresa, Ribeiro-Neto decidiu licenciar-se da universidade para tocar o dia a dia do negócio.

    “Enfrentamos uma dificuldade inicial por não conseguir financiamento a baixo custo. Batemos na porta do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e recebemos um ‘não’. Sobrevivemos vendendo soluções para o mercado corporativo de São Paulo, até que, no final de 2004, um colega fez a intermediação com um vice-presidente de engenharia do Google. Em poucos meses fechamos negócio”, diz Ribeiro-Neto. O objetivo do Google ao comprar a Akwan, segundo Ribeiro-Neto, era construir um centro de P&D no país. Quando os norte-americanos adquiriram a empresa brasileira cancelaram todos os seus contratos, mas mantiveram os funcionários. “O Google percebeu que aquele grupo de acadêmicos havia feito uma ferramenta na fronteira do conhecimento. Tínhamos ideias próprias de como lidar com o problema dos mecanismos de busca. Fomos a primeira aquisição global da empresa fora dos Estados Unidos”, diz Ribeiro-Neto, destacando que “o foco do trabalho do grupo sempre foi o desenvolvimento de inovações globais”. O pesquisador foi o único dos seis fundadores da Akwan que permaneceu no Google.

    Desde que iniciou suas operações em 2005, o Centro de Engenharia já recebeu investimentos superiores a US$ 150 milhões. Atualmente trabalham nele por volta de 100 engenheiros, sendo que 75% têm mestrado ou doutorado em ciência da computação. A maioria dos pesquisadores é brasileira, mas há também profissionais de outros países, entre eles Estados Unidos, Índia, Chile, Colômbia e Venezuela. “Buscamos engenheiros com boa formação técnica, pró-ativos, criativos e com iniciativa própria”, diz Ribeiro-Neto, que é coautor do livro Modern information retrieval. Publicada originalmente em 1999, a obra é importante entre cientistas da computação e foi fonte de consulta dos fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, durante a pós-graduação na Universidade Stanford, quando desenvolveram o projeto que deu origem à empresa de busca.

    Empresas Google_214-2No Brasil são mais de 500 funcionários, divididos entre o centro de P&D de Belo Horizonte e o escritório central de São Paulo. Os funcionários desfrutam de um ambiente descontraído com espaços de lazer dedicados ao ócio criativo, equipados com redes para balançar, espreguiçadeiras, mesas de sinuca,videogame, gibiteca e pufes para relaxar em forma das teclas ctrl, esc, alt e del.

    A equipe de Belo Horizonte também se dedica a pesquisar e a desenvolver produtos para a rede social Google+, lançada em 2011 para concorrer com o Facebook, e é responsável pela gestão do Orkut, que já foi o mais popular site de relacionamentos virtuais do país. Quando o Google comprou a Akwan, em 2005, o Brasil era o principal mercado mundial do Orkut – três anos depois, a subsidiária brasileira passou a ser a responsável global pela plataforma, que chegou a ter 30 milhões de usuários no país. “O setor que lidero tem cerca de 40 pessoas e é um dos três mais relevantes junto com os times de Mountain View e Zurique”, diz o diretor de engenharia do G+, Paulo Golgher, de 36 anos. O dia a dia dos engenheiros é criar novas funcionalidades para o Google+ e desenvolver programas que tornem a rede social mais segura e fora do alcance de hackers. “Projetamos sistemas automáticos para que a própria plataforma detecte ameaças e abusos, como conteúdos pornográficos, vírus e spam”, conta o engenheiro de software Bruno Maciel Fonseca, de 32 anos.

    Pesquisa acadêmica
    Além de investir em inovações voltadas aos seus próprios produtos, o Google também financia projetos acadêmicos em universidades brasileiras. O programa Google Brazil Focused Research Grants, lançado em 2013, distribui cerca de R$ 1 milhão entre cinco pesquisas de doutorado que procuram entender como as pessoas se comportam no ambiente virtual da internet. A empresa tem tradição em fomentar a pesquisa em áreas de seu interesse em instituições de ensino superior americanas e europeias, mas esta é a primeira vez que apoia projetos brasileiros. O financiamento não tem como contrapartida a cessão dos direitos de propriedade sobre as pesquisas. “No processo de seleção, enviamos convite a 25 pesquisadores e recebemos 20 propostas. Escolhemos as cinco que tinham qualidade compatível com a marca Google”, explica Ribeiro-Neto.

    Um dos projetos contemplados é uma pesquisa do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cujo objetivo final é melhorar a qualidade do ensino a distância no país. O projeto pretende analisar as reações de alunos desses cursos durante as videoaulas e identificar seu nível de atenção. Liderado pelo professor Edmundo de Souza e Silva, coordenador do grupo de pesquisa da Coppe, o estudo é feito por meio de uma série de sensores e aparelhos conectados ao aluno, que fornecem informações sobre seu estado mental durante a aula a distância. Enquanto uma webcam filma suas expressões faciais e o tamanho da pupila, uma pulseira dotada de biossensores mede a condutividade da pele, uma faixa na cabeça capta suas ondas cerebrais e um sensor mede a movimentação domouse. “O nível de condutividade da pele e a dilatação da pupila são indicadores de que a pessoa está mais ou menos atenta”, explica Silva.

    © LÉO RAMOS

    Experimeto realizado na UFRJ analisa o nível de atenção em alunos de ensino a distância

    Experimeto realizado na UFRJ analisa o nível de atenção em alunos de ensino a distância

    Segundo ele, numa aula tradicional, o professor pode observar as reações dos alunos e perceber o quanto ele está atento ou desatento. Já nos cursos a distância isso é impossível. “O sistema que estamos desenvolvendo pretende ajudar a cobrir essa lacuna”, diz Silva. Durante uma videoaula, caso o sistema conclua, por meio dos dados enviados pelos aparelhos (webcam, pulseira e sensores), que o aluno está desatento, ele automaticamente altera o curso da aula, por exemplo, pedindo para o estudante fazer alguma tarefa ou mudando o conteúdo que está sendo exibido. Conduzida em conjunto com a professora Rosa Leão, da Coppe, o doutorando Gaspare Bruno e o mestrando Thothadri Rajesh, a pesquisa tem como alvo inicial alunos do curso de sistemas de computação do Cederj, consórcio formado por sete instituições públicas do ensino superior do Rio de Janeiro, entre elas a UFRJ e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

    Outro projeto apoiado pelo programa do Google no país busca compreender o que faz um conteúdo postado no canal de compartilhamento de vídeos YouTube se tornar popular. “Queremos entender os vários fatores que podem afetar a audiência de um vídeo e, assim, predizer sua curva de popularidade no tempo”, afirma a professora Jussara Almeida, do Departamento de Ciência da Computação da UFMG. A pesquisa faz parte do trabalho de doutorado do cientista da computação Flavio Figueiredo. A metodologia criada na UFMG é capaz de melhorar em mais de 30% a média de previsão de popularidade dos vídeos em relação à técnica mais renomada usada para tal fim, desenvolvida por Bernardo Huberman, pesquisador do HP Labs, localizado em Palo Alto, na Califórnia. Durante a pesquisa, foram monitoradas centenas de milhares de vídeos no YouTube e coletadas informações diversas no site, entre elas a categoria do vídeo, a curva de visualização no tempo, desde o upload, e a origem dos links utilizados para chegar a esse vídeo.

    “Ao analisar a curva de visualizações destes vídeos, vimos que um número pequeno de padrões de curvas de popularidade se repete. Percebemos que, se conseguirmos prever essa curva, podemos melhorar a predição e dizer como a popularidade de um determinado conteúdo irá evoluir ao longo do tempo”, diz Jussara. Uma das conclusões do estudo foi que a qualidade do conteúdo do vídeo nem sempre é determinante para sua popularidade. Muitas vezes, o vídeo “bomba” na web depois que um link para ele foi postado em algum site externo, como um blog ou mesmo o Facebook. A compreensão dessa dinâmica pode fornecer informações importantes para anunciantes de bens e serviços na internet, além de produtores de conteúdo.

    O mesmo Departamento de Ciência da Computação da UFMG teve outro projeto contemplado com os recursos do Google. O professor Marcos André Gonçalves e o doutorando Daniel Hasan utilizaram algoritmos e técnicas computacionais para aferir automaticamente a qualidade de artigos e conteúdos postados na web 2.0, aquela cujas páginas são criadas a partir da colaboração dos internautas. A enciclopédia virtual Wikipedia, com mais de 14 milhões de artigos, foi o foco inicial da pesquisa. “Começamos com a Wikipedia e estendemos o estudo para fóruns de pergunta e resposta”, explica Gonçalves. Para determinar o grau de confiabilidade das páginas, os pesquisadores elaboraram um conjunto de 68 critérios de qualidade, como legibilidade do texto, estrutura e organização dos artigos e o histórico de revisões dos conteúdos postados. “Criamos um aplicativo, ainda não comercial, que dá uma nota para cada um dos critérios”, diz o professor da UFMG. Dentre as várias metodologias existentes que se propõem a fazer algo similar, a projetada por ele e seu aluno fornece os melhores resultados quando submetida à experimentação. “Nossa metodologia pode funcionar como uma bússola mostrando ao internauta quais são os conteúdos da web com mais qualidade e credibilidade. Imaginamos que, no futuro, ela poderá ser usada para ordenar as páginas retornadas em uma busca conforme algum critério de confiabilidade”, afirma Gonçalves.

     

  2. Assis Ribeiro

    30 de dezembro de 2013 8:42 am

    Feliz Ano Novo aos colegas do blog

    Mensagem de Ano Novo

     

      Feliz Ano Novo

     

    1. Jussara Lourenço

      31 de dezembro de 2013 12:03 am

      Feliz Ano Novo para você

      Feliz Ano Novo para você também, Assis!

  3. Assis Ribeiro

    30 de dezembro de 2013 9:57 am

    Para quem não acredita em previsões

    Dez previsões para o Brasil em 2014

    por Wagner Iglecias, especial para o Viomundo

    1- Uma certa candidata continuará fazendo seus discursos vibrantes e empolgantes.

    2- Um certo ex-presidente dirá, em algum momento, que nunca antes na História desse país…

    3- Um certo partido de oposição continuará indignadíssimo com a corrupção. Dos outros.

    4- Uma outra certa candidata, ou eventual candidata, dirá que é possível governar com os melhores do PSDB, os melhores do PMDB, os melhores do PT…e fazer uma política diferente. Só não dirá como.

    5- Uma famosa revista semanal fará alguma capa falando mal do governo, do PT, da Dilma ou do Lula. Ou de todos eles.

    6- Certos veículos de imprensa e certos analistas econômicos tentarão provar por A mais B que a economia brasileira está a beira do abismo, ainda que nossos shoppings, aeroportos e supermercados pareçam verdadeiros formigueiros.

    7- Manifestações de norte a sul ocorrerão no país, e muita gente boa vai achar que estará mudando o Brasil, e não sendo usada para interesses eleiçoeiros.

    8- Se o Brasil ganhar a Copa teremos uma ducha de água fria nos protestos. Mas se cair fora logo, na primeira fase, ou nas oitavas de final, faltando ainda 15 ou 20 dias para a grande final, o pau vai quebrar.

    9- Analistas chatos, como eu mesmo, continuarão fazendo suas análises.

    10- E o povão, a massa do eleitorado que decide a eleição, vai dar de ombros pra tudo isso, e votar pensando é na vida concreta, como era, como está hoje e como deverá ficar no futuro.

    http://www.viomundo.com.br/humor/wagner-iglecias-e-suas-dez-previsoes-para-o-brasil-em-2014.html

  4. Tenente Aldo Raine

    30 de dezembro de 2013 10:40 am

    Caro Luis,aqui no seu blog

    Caro Luis,aqui no seu blog funciona mais ou menos assim:chega um intruso,da a testa,com argumentos,leva uma certa vantagem sobre um comentarista oficial do blog.O editor do blog não gosta,e de maneira sutil,convida o intruso a se retirar.De que maneira?Decapitando os comentários do intruso,para que nunca mais volte aqui.Uma coisa aprendi aqui,a fidelidade aos comentaristas oficias do blog,em nenhum outro tem.Aqui também se prática o tão combatido efeito manada.Quem ver,caia na besteira de contrapor um comentárista oficial daqui.A turba cai de pau em cima de você.Para camuflar que aqui prática a democracia,posta tudo isso que eu disse acima,meu nem sempre caro e nobre Luis Nassif.

  5. Aroeira

    30 de dezembro de 2013 10:41 am

    Joaquim Barbosa e Rede Globo

    Pensaram que era de graça?!
Olha a propaganda eleitoral gratuita aí...

    1. emerson57

      30 de dezembro de 2013 6:59 pm

      mas,

      e no phinal

      mostrará o 

      DARF?????????????????????????????????????

  6. Tenente Aldo Raine

    30 de dezembro de 2013 10:57 am

      Caro Luis,esqueci de

      Caro Luis,esqueci de mencionar uma coisa importante no post anterior.Aqui definitivamente não e um blog de esgoto.Longe,muito longe disso,mas tem lá suas manhas,meu caro e nobre Luis Nassif.

  7. emerson57

    30 de dezembro de 2013 11:02 am

    blog do nassif

    manual de uso do blog do nassif para quem usa chrome:

    1) abra a página inicial,

    2) aguarde um instante até a página abrir completamente,

    3) clique no botão atualizar,

    4) pronto, após a atualização aparecerão os últimos post’s.

     

    ótimo ano novo à todos!

  8. Marco St.

    30 de dezembro de 2013 12:41 pm

    O Comerciante de Hitler

    Hildebrand Gurlitt, “o comerciante do Führer”

     

    Uma pesquisa descobre os profundos laços do tesouro artístico encontrado em Munique com as altas esferas nazistas

    El País

     

     

    Imagem de Hildebrand Gurlitt nos arquivos municipais de Düsseldorf.

     

    Quando nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial recebeu a visita de tropas norte-americanas, Aschbach era um pequeno povoado da região da Alta Francônia que abrigava no topo o castelo dos Pölnitz, uma família de aristocratas. Seus quartos foram revistados pelos soldados, que prenderam o chefe local do partido nazista, o barão Gerhard von Pölnitz. Eles também encontraram um homem chamado Karl Haberstock, que estava em uma lista de procurados do Escritório de Serviços Estratégicos, precursor da Agência Central de Inteligência [CIA]. Haberstock, comerciante de arte, havia vivido durante meses no castelo.

    Ao inspecionar o local, os membros da brigada dos Monuments Men, cujo trabalho de buscar obras roubadas pelos nazistas será tema de um filme produzido, dirigido e estrelado por George Clooney (previsto para estrear no festival cinema de Berlim), encontraram um armazém gigante de pinturas e esculturas do museu próximo a Bamberg e de uma galeria de arte em Kassel; seus diretores haviam tentado protegê-las de bombas aliadas. Eles também encontraram peças pertencentes a vários membros de alta patente do exército alemão. E um dos monument man observou: “Além disso, no castelo, foram descobertos quartos contendo quadros, tapeçarias, esculturas, móveis e documentos valiosos que pertencem a dois conhecidos negociantes de arte alemães”. Eram as coleções de Karl Haberstock e de um tal Hildebrand Gurlitt, proprietário ilegal de um sensacional tesouro de 1.400 obras descoberto há pouco mais de um mês em Munique nas mãos de seu filho, Cornelius. Hildebrand tinha morado no castelo com sua família desde que sua casa de Dresden foi queimada.

    O castelo dos Pölnitz, em Aschbach, onde Gurlitt se retirou com a família no fim da II Guerra Mundial.

    Nos anos seguintes, os estudiosos de arte norte-americanos escreveram cartas, memorandos, inventários, relatórios e dossiês para esclarecer as origens destas obras. Em relação a Haberstock, sentenciaram: “É o colecionador de arte mais célebre da Europa. Era o comerciante particular de Hitler, e durante anos se apropriou de tesouros artísticos na França, Holanda, Bélgica e, inclusive, na Suíça e Itália, utilizando métodos ilegais, sem escrúpulos e até brutais”.

    Diziam que Gurlitt era um “colecionador de Hamburgo ligado às altas esferas nazistas. Atuava em nome de outras autoridades nazistas e fez muitas viagens à França, de onde levou a seu país coleções de arte. Há razões para pensar que essas coleções particulares eram formadas por obras roubadas de outros países”. Para os Monuments Men, Gurlitt era um “comerciante de arte do Führer”.

    Entre as obras encontradas recentemente em um apartamento no bairro Schwabing, em Munique, há 380 pinturas retiradas dos museus por serem consideradas em 1937 como “arte degenerada”. A descoberta incluía outras 590 obras que o regime nazista e seus seguidores possivelmente arrebataram de proprietários judeus. O dono do apartamento é filho de Gurlitt, Cornelius, atual herdeiro da coleção, que no fim da guerra tinha 12 anos e vivia em Aschbach.

    O governo alemão está estudando a origem de cada obra de arte

    Com a origem das pinturas individuais ainda a ser esclarecida, um grupo de trabalho nomeado pelo governo alemão está investigando a história de cada uma das obras. A tarefa será longa. Uma pesquisa jornalística realizada em locais como os arquivos do Ministério de Assuntos Exteriores francês e Museu Nacional de Breslau, na Polônia, revela o considerável alcance do tráfego de Gurlitt com a arte roubada e suas práticas cruéis.

    Os monuments men interrogaram Hildebrand em Aschbach em junho de 1945. Estava “extremamente nervoso”; não parecia dizer a verdade. Foi, então, quando Gurlitt criou uma nova identidade: a de vítima dos nazistas, a de um homem que havia salvado valiosas obras de arte da destruição e que jamais havia feito mal a alguém. Nem tudo o que contou aos norte-americanos era mentira. Ele ressaltou que os nazistas o haviam considerado “mestiço” por causa de sua avó judia. Também disse que, depois de 1933, havia temido por sua vida, o que o levou a colaborar. Durante um interrogatório de três dias, Gurlitt declarou que, ao ser o que chamavam de “um quarto judeu”, havia o risco de que o recrutassem para fazer trabalhos forçados na Organização Todt, um grupo civil e militar de engenharia do Terceiro Reich. Gurlitt também afirmou: “Tive que escolher entre a guerra e o trabalho para os museus. Nunca comprei uma pintura que não me oferecessem voluntariamente”.

    Então, em Aschbach os delitos de Haberstock pareceram os mais atrozes. Foi detido em maio de 1945 e em agosto foi levado a Altaussee, na Áustria, onde os grandes criminosos ligados à arte foram obrigados a testemunhar perto de uma salina cheia de obras. Gurlitt teve permissão para ficar em Aschbach. Mais tarde, Haberstock disse aos funcionários alemães que os norte-americanos haviam subestimado o papel de Gurlitt durante o período nazista.

    Linz tinha de ser a sede do colossal Museu do Führer. Nunca chegou a ser construído, embora os nazistas tenham comprado obras para encher três pinacotecas. Hermann Voss esteve à frente do programa de compra a partir de 1943. Desde então, Gurlitt trabalhou para Hitler por intermédio de Voss. Também comprou arte para os museus alemães obrigados pelo regime a adotar suas diretrizes, assim como para cidadãos particulares.

    Em 1930, o historiador de arte Gurlitt havia sido destituído de seu cargo como diretor do museu da cidade oriental de Zwickau por ter sido considerado apreciador da arte moderna. Foi para Hamburgo, onde assumiu a responsabilidade da pinacoteca local, até que voltaram a demiti-lo devido à sua preferencia pela vanguarda, assim como por seus antepassados judeus.

    Ele permaneceu em Hamburgo, tornou-se comerciante de arte e abriu uma galeria. Naquela época, o tipo de arte moderna que tinha apoiado havia se tornado um negócio arriscado. Gurlitt comprava e vendia cada vez mais antiguidades. Ele tinha dom para os negócios e travou uma relação especial com grandes colecionadores. Em pouco tempo estava comprando arte de pessoas perseguidas, principalmente judeus, que vendiam suas obras porque se viam obrigados a fugir da Alemanha, haviam perdido seus empregos e precisavam de dinheiro para alimentar suas famílias, ou foram obrigados a pagar o chamado “imposto sobre o patrimônio dos judeus”. Gurlitt também comprou obras de arte apreendidas pela Gestapo. Tornou-se o comerciante oficial da “arte degenerada”, obras que deixaram de ser consideradas aceitáveis no Terceiro Reich.

    Até 1942, ele ficou em Hamburgo. Nos primeiros anos da guerra, ele ampliou sua presença na Holanda, Bélgica e França. Quando as bombas destruíram sua galeria, levou sua mulher e os dois filhos para a casa de seus pais em Dresden. Ele fez suas primeiras compras em 1941, um ano após a invasão da França. O fato de que os quadros vieram do país ocupado aumentava o seu valor. Coleções importantes foram confiscadas, ou seus proprietários foram obrigados a vendê-las a preços incrivelmente baixos. Ele cercou-se de personagens obscuros no mundo da arte, incluindo representantes, intermediários e outros informantes. Ele era um homem muito procurado, já que dispunha de milhões de marcos do Reich para gastar.

    Ficha do exército norte-americano de uma obra de Jules Pascin encontrada no castelo de Aschbach.

    Naqueles anos, o barão Gerhard von Pölnitz, proprietário da mansão de Aschbach, estava em Paris como alto comandante da Força Aérea alemã. Em seu tempo livre trabalhava para Haberstock e Gurlitt, fechando acordos e atuando como representante. Há um relatório do historiador de arte Michel Martin sobre Gurlitt nos arquivos do Ministério de Assuntos Exteriores da França. Durante a ocupação, Martin trabalhou no departamento de pintura do Louvre, onde emitia licenças de exportação das obras. Gurlitt, escrevia Martin, tinha acesso a um “crédito em constante expansão” e adquiriu obras por um total “entre 400 e 500 milhões de francos”. De acordo com sua versão, também adquiriu em Paris obras para sua coleção particular. “Quando resistíamos em exportar sua arte, pegava obras sem autorização”. Enquanto isso, Hildebrand insistia que era “um simples funcionário” que estava seguindo ordens.

    Terminada a guerra, os norte-americanos submeteram Gurlitt a prisão domiciliar em Aschbach. Para ocupar o tempo, dava palestras sobre Durer e Barlach e sobre o kitsch na arte religiosa à pequena congregação eclesiástica local. Escrevia cartas nas quais tentava justificar suas compras na França.

    Comprava obras dos perseguidos, judeus que precisavam fugir ou de dinheiro rápido

    Em uma carta enviada em 1947 a uma historiadora francesa, insistia que havia sido “um verdadeiro amigo da França e opositor do regime nazista”, uma pessoa que “de palavra e por escrito” havia “sempre defendido a arte francesa”. Não mencionou seu trabalho para o museu do Führer em Linz.

    A prisão domiciliar de Gurlitt foi suspensa e em janeiro de 1948 ele se mudou para Düsseldorf, onde se tornou diretor do seu museu. Seus anos em Aschbach eram “passado”. Em 1950, as obras foram devolvidas a ele pelo arquivo de propriedades expropriadas conhecido como Ponto de Coleta Central de Wiesbaden. Ele foi absolvido de todas as acusações. Os norte-americanos haviam apreendido um total de 140 obras. Mas Gurlitt também havia escondido parte de sua coleção em um antigo moinho de água.

    Ele voltou a ser um membro respeitado da sociedade e ganhou o apoio dos industriais de Düsseldorf para incluir as obras deles em suas exposições. Até começou a mostrar novamente sua coleção com o provável objetivo de saber se os verdadeiros donos reivindicariam as obras. Em 1956, ano da sua morte, Gurlitt enviou quadros de sua coleção para Nova York, entre os quais havia obras de Beckmann e Kandinsky. Ele escreveu um perfil autobiográfico para o catálogo, que nunca foi publicado. Nele, descreveu a si mesmo como um homem bravo e corajoso, um herói cuja atividade durante a guerra foi um “ato de malabarismo perigoso”.

    Ele morreu em um acidente de carro em 1956. Seu obituário o elogiou como uma figura importante no mundo artístico do pós-guerra da Alemanha Ocidental. Sua viúva, Helene, mudou-se para Munique na década de 1960, onde adquiriu dois apartamentos caros em um novo prédio em Schwabing. Os mesmos que os agentes alfandegários recentemente encontraram um tesouro que voltou a colocar a Alemanha de cara com seu passado.

    Com informação de: Ulrike Knöfel, Sven Röbel and Michael Sontheimer. Traducción de News Clips.

  9. GEORGE Vidipo

    30 de dezembro de 2013 3:11 pm

    O brasileiro visto por outros olhos.

    Vi esse post em outro site e achei curioso. O que somos, visto por outros olhos. O que tiraríamos ou acrescentaríamos na lista abaixo? 

    Link: http://www.forte.jor.br/2013/12/29/estrangeiro-cria-lista-de-motivos-pelos-quais-odiou-morar-no-brasil/

    _______________________________________________

     

    Estrangeiro cria lista de motivos pelos quais odiou morar no Brasil

     

    Uma lista feita por estrangeiros aponta defeitos dos brasileiros e do Brasil. Logo, a lista circulou e foi criado uma espécie de fórum gringo incorporando mais itens que os gringos odeiam no país.

    Finalmente, um americano, casado com uma brasileira, morou em São Paulo por 3 anos, voltou para sua terra natal e fez questão de criar uma lista de 20 motivos pelos quais odeia viver no Brasil.

    Resumindo, toda essa atividade de apontar defeitos e falar mal do Brasil gerou essa lista:

    1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me”, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

    2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

    3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

    4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

    5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

    6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

    7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

    8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

    9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

    10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

    11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

    12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

    14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

    15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

    16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

    17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

    18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

    19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

    20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

    O fórum gringo adicionou estas outras críticas:

    21. A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.

    22. Calçadas no meu bairro são cobertos com mijo e coco de cães que latem dia e noite.

    23. Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove .

    24. Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.

    25. Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.

    26. Ir a Shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada pra fazer se você não gastar. Há um parque principal e está horrivelmente lotado.

    27. O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas, dobradiças , tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.

    28. Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.

    29. Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez ais.

    30. Os brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.

    31. A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.

    32. As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que você é incapaz de mover qualquer coisa, além da sua cabeça.

    33 . O Brasil é um país de 3° mundo com preços ridiculamente inflacionados para itens de qualidade. Para se ter uma idéia, São Paulo é classificada como a 10ª cidade mais cara do mundo. (New York é a 32ª).

    34. A infidelidade galopante. Este não é apenas um estereótipo, tanto quanto eu gostaria que fosse. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais ” virís ” por sairem com várias mulheres .

    35. Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.

    36. Quando calçadas estão em construção espera-se que você ande na rua. Alguns motoristas se recusam a fazer o menor desvio a sua presença, acelerando a poucos centímetros de você, mesmo quando a pista ao lado está livre.

    37. Nem pense em dizer a alguém quando você estiver viajando para o EUA. Todo mundo vai pedir para você trazer iPods, X-Box, laptops, roupas, itens de mercearia, etc. em sua mala, porque eles são muito caros ou não disponíveis no Brasil.

    38. A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.

    39. Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior). Mesmo ao meio-dia podem ter engarrafamentos enormes que torna impossível você andar mesmo em um pequeno trajeto limitado, a menos que você tenha uma motocicleta.

    40. Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.

    FONTES: jornalistas H. Aleluia e Wilson Ibiapina

     

  10. Walker

    30 de dezembro de 2013 4:10 pm

    O Embuste ideologicoDENIS

    O Embuste ideologico

    DENIS LERRER ROSENFIELD (O Globo)

    Publicado: 30/12/13 – 0h00

    O assassinato político de Jang Song-Thaek, tio e mentor político de Kim Jong-un, Líder Máximo da Coreia do Norte, apesar de grotesco, não deixa de ser algo, digamos, “normal”, dada a característica stalinista deste regime político. Nada muito diferente do que a esquerda totalitária fez na extinta União Soviética, nos hoje amplamente conhecidos Processos de Moscou, que eliminaram a velha guarda bolchevique.

    Em outro célebre episódio, Trotsky primeiro foi apagado de uma foto junto a Lênin em uma comemoração revolucionária para, depois, ser “apagado” com uma machadinha na cabeça, no México. Quem perpetrou tal assassinato foi um agente de Stálin, Ramón Mercader, que acabou placidamente os seus dias, em Cuba, com todos os privilégios da nomenclatura castrista.

    Nada tampouco distinto do que Mao fez na China. Os camaradas, amigos de ontem, tornavam-se os inimigos de hoje, taxados de contrarrevolucionários a serviço do capitalismo.

    No Brasil, ainda atualmente, há os que admiram Marighella e a guerrilha do Araguaia, que compartilhavam das mesmas concepções marxistas. Há, em todos esses casos, uma patológica perversão das ideias.

    O assassinato político tornou-se uma forma “corriqueira” de a esquerda resolver os seus conflitos intestinos. Processos jurídicos de fachada, tortura, acusações infundadas e mortes eram características próprias da esquerda no Poder. Não há sequer uma experiência histórica de compatibilização entre socialismo/comunismo e democracia. Lá onde o socialismo vingou, a democracia jamais germinou. Cuba e Coreia do Norte são rebentos deste período.

    Se tomarmos a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, teremos uma oportunidade rara de comparação entre socialismo e capitalismo. O capitalismo sul-coreano produziu uma sociedade próspera, com alto grau de desenvolvimento industrial, científico e tecnológico. Empresas e universidades lá se retroalimentam. Sua educação tornou-se referência mundial. A democracia é o seu regime político.

    A Coreia do Norte, por sua vez, é um regime tirânico, liberticida, que reduz a sua população a uma vida miserável. A fome grassa e os servos deste país sucumbem à falta de alimentos. Nada funciona, a não ser o Exército dotado de armamento nuclear, usado como ameaça constante à Coreia do Sul. Os seus processos políticos são uma caricatura, tendo sido neste país instaurada uma monarquia comunista, com direito de hereditariedade!

    O século XX também apresentou outra experiência altamente significativa. Só os tolos hesitam em extrair dela o seu ensinamento. Havia duas Alemanhas, a Ocidental, capitalista, e a Oriental, socialista.

    A primeira se caracterizava pela pujança, pelo respeito às liberdades, por uma vida sindical forte, por um crescimento econômico notável e por condições sociais invejáveis. Sua indústria tornou-se um exemplo mundial. Veio a ser uma das maiores economias do Planeta.

    A segunda tinha como característica central a dominação violenta de sua população, com uso do partido e de sua polícia política. As suas condições sociais eram precárias e a liberdade era sistematicamente pisoteada. Tais eram seus problemas que o socialismo sucumbiu às suas próprias contradições. Nem os prussianos resistiram ao socialismo. A queda do Muro de Berlim foi um símbolo da derrocada socialista/comunista. A ideia socialista esborrachou-se no chão.

    A esquerda tupiniquim, porém, teima em nada aprender. Parafraseando Talleyrand, discorrendo sobre a aristocracia emigrada, que se obstinava em não reconhecer os eventos revolucionários: “Eles nada aprenderam e nada esqueceram.”

    Para essa esquerda, o socialismo continua plenamente vigente, sendo superior ao capitalismo, compreendido como fonte de todos os males. Trata-se de uma visão religiosa: o capitalismo é o pecado, o mal sobre a Terra, a origem do egoísmo e do lucro, enquanto o socialismo seria a redenção da humanidade, a solidariedade enfim conquistada entre os homens.

    O embuste consiste no seguinte. O capitalismo não é comparado ao socialismo. Se isto fosse feito, a comparação, por exemplo, deveria ser entre a Alemanha capitalista e a socialista, ou ainda, entre a Coreia capitalista e a socialista. Os termos da comparação teriam parâmetros que serviriam de critério para qualquer avaliação.

    A “comparação” é de outro tipo. Compara-se o capitalismo real, existente, com a ideia do socialismo, forjada por aqueles que lhe atribuem todas as perfeições. Ou seja, atribui-se ao socialismo todas as perfeições e, de posse destes atributos, passa-se a verificar se eles “existem” no capitalismo.

    Isto é equivalente a comparar uma sociedade perfeita a uma imperfeita, ou ainda, a comparar o homem a Deus. É claro que o homem, com suas imperfeições, sairá sempre perdendo quando comparado a Deus. O mesmo destino teria a comparação entre uma sociedade perfeita (ideal) e uma imperfeita (real).

    Mais curiosa ainda é a afirmação de alguns segundo os quais haveria plena compatibilidade entre socialismo e democracia, quando isto não se verificou historicamente em nenhum lugar. O socialismo no Poder se caracterizou pela tirania totalitária. O “pensamento” esquerdista, se é que se pode utilizar essa palavra, é totalmente capturado pelo dogma, esse repouso dos que se recusam a pensar. É o mundo das ideias descontroladas, que não podem ser verificadas empiricamente. Ora, só onde o capitalismo prosperou é que a democracia representativa foi consolidada e os cidadãos puderam usufruir da liberdade.

    Há uma mentalidade religiosa, teológico-política, que guia a esquerda tupiniquim. Vive de “preconceitos” contra a economia de mercado e o direito de propriedade, postulando, como se fosse uma coisa teoricamente séria, a “utopia” ou o “socialismo” enquanto ideias “superiores” ao capitalismo. Na ausência de conceitos, contenta-se com diatribes contra o “neoliberalismo” e outras patranhas do mesmo tipo, como se fazer política residisse somente em enganar o próximo, em abusar da inteligência alheia.

     

     

  11. Tamára Baranov

    30 de dezembro de 2013 7:22 pm

    Jovens especialistas formam batalhão de defesa cibernética

    Jovens especialistas formam batalhão de defesa cibernética de grandes empresas

    CAROLINE BINHAM | DO “FINANCIAL TIMES”

    Em algum lugar na sede da empresa de consultoria PwC (PricewaterhouseCoopers), em Londres, uma projeção de pontos multicoloridos cintila na parede branca de uma sala de reuniões.

    Cada um dos pontinhos lilás ou rosados representa um passo no fascinante percurso da caça aos hackers.

    Para os membros da mais nova equipe de segurança da PwC –uma matilha de investigadores cibernéticos, quase todos com idade inferior aos 30 anos–, as luzes coloridas representam sinais de alerta para outras empresas.

    Para os detetives da PwC, uma sequência aparentemente aleatória de letras e números pode liberar a entrada em e-mails, permitir acesso a contas bancárias e até –possivelmente– controlar armas a milhares de quilômetros de distância.

    Dan Kelly, 28, é investigador forense de códigos de computação. Ele identifica pistas que formam uma chamada “ameaça de inteligência”. A equipe dele conseguiu detectar o ataque de um hacker agindo sozinho.

    Acompanhando a difusão do malware, Kelly e seu pessoal puderam perceber que ele estava sendo usado contra “ativistas dos direitos humanos, contra governos e contra alvos industriais. Por isso, é muito provável que ele tenha sido criado por ordem ou com ajuda de um Estado”.

    A equipe de resposta cibernética da PwC, que faz também auditoria, é parte de uma fronteira em expansão na segurança privada. Cada vez mais empresas buscam proteção contra fraudes virtuais.

    A PwC decidiu responder na mesma moeda, e nos últimos dois anos promoveu uma onda de contratações para criar um batalhão de mais de 80 jovens especialistas, britânicos e de outros países.

    A secretaria do gabinete britânico calcula que o custo do crime cibernético para a economia do Reino Unido chegue a 27 bilhões de libras ao ano, enquanto um estudo da Casa Branca sobre política cibernética, publicado este ano, estima que o roubo de dados de empresas norte-americanas tenha custo da ordem de US$ 1 trilhão.

     

    Integrantes da equipe de defesa cibernética da PwC: Chris Doman, a nova estrela, e Dan Kelly, investigador forense de códigos de computação

    Integrantes da equipe de defesa cibernética da PwC: Chris Doman, a nova estrela, e Dan Kelly, investigador de códigos de computação

    CERTINHOS NÃO SERVEM

    Os especialistas em questões cibernéticas são uma categoria de profissional diferente daqueles que as empresas convencionais costumam contratar. “É preciso saber que esse jovem não é certinho como o mundo dos negócios”, afirma John Berriman, da PwC.

    muitas das fraudes e ataques cibernéticos que os analistas investigam dependem apenas de antiquadas vulnerabilidades humanas.

    O mais recente integrante da equipe digital forense, Chris Doman, 27, contratado depois de seu desempenho excepcional em uma competição do Departamento da Defesa dos EUA, o Digital Forensics Challenge, que reproduz invasões de sistemas.

    Na PwC, o salário inicial para um associado sênior como Doman é de mais de 40 mil libras anuais (cerca de R$ 156 mil).

    A oferta de adolescentes ou de jovens dotados da capacidade necessária a montar ataques ou defesas cibernéticas é escassa. Mas o mercado para isso –legítimo ou não– está se expandindo.

    A crise econômica também pode estar engrossando as fileiras mundiais dos chamados “hackers de chapéu preto”, que se envolvem em atividades ilegais.

    Da mesma forma que a PwC e outras empresas tiveram de abrir as portas a candidatos menos ortodoxos, o lado criminoso teve de adotar um modelo mais empresarial. As quadrilhas muitas vezes recrutam pessoal em fóruns fechados.

    Robson Matias/Folhapress

     

     

    http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/12/1390751-jovens-especialistas-formam-batalhao-de-defesa-cibernetica-de-grandes-empresas.shtml

  12. Tamára Baranov

    30 de dezembro de 2013 7:23 pm

    Quatro estádios da Copa à beira da falta de rentabilidade

    Quatro estádios da Copa estão à beira do abismo da falta de rentabilidade

    Estádio Mané Garrincha está pronto e recebeu jogos da Série A em 2013 Foto: Anderson Regio / Terra

    Estádio Mané Garrincha está pronto e recebeu jogos da Série A em 2013 Foto: Anderson Regio / Terra

    As autoridades brasileiras estão “queimando os miolos” para encontrar soluções imaginativas, uma fórmula mágica, para obter rentabilidade em quatro estádios da Copa do Mundo de 2014 que, segundo os críticos, correm sério risco de se transformar em monumentos ao desperdício.

    Manaus, Brasília, Cuiabá e Natal são as quatro sedes que terão estádios novos e que só em poucas ocasiões conseguiram ter algum time na elite do futebol nacional, por isso que carecem de um calendário esportivo que garanta uma renda regular.

    Realizar shows de música, “importar” equipes de futebol de outras cidades e impulsionar esportes estranhos nestas latitudes, como o futebol americano, são as principais ideias que os responsáveis dos estádios tiveram a cinco meses do Mundial.

    Mas os poucos lucros obtidos até agora no único potencial “elefante branco” que já está operacional, o Estádio Nacional Mané Garrincha, de Brasília, põem em dúvida que se possa compensar os enormes recursos investidos nas obras.

    Foto da Arena das Dunas de 6 de setembro Foto: Glauber Queiroz/Portal da Copa / Divulgação

    Foto da Arena das Dunas de 6 de setembro Foto: Glauber Queiroz/Portal da Copa / Divulgação

    O estádio de Brasília é um coliseu monumental com capacidade de 72.777 pessoas e que será o mais caro dos 12 construídos ou em construção para a Copa. O orçamento chegou a R$ 1,403 bilhão e foi desembolsado integralmente pelo Governo da capital, onde os clubes locais, de recente criação, ainda não conseguiram cultivar uma torcida.

    A solução achada pelas autoridades locais foi alugar o estádio para grandes equipes de Rio de Janeiro e São Paulo, como Flamengo e Santos. O estádio recebeu este ano nove partidas do Campeonato Brasileiro e um amistoso da Seleção Brasileira, com um público médio de 34.414 espectadores, e também organizou três shows, com o que no total arrecadou R$ 22 milhões.

    Desse valor, o Governo do Distrito Federal cobrou cerca de R$ 3 milhões pelo aluguel do estádio, segundo fontes oficiais. O secretário especial de Brasília para a Copa, Cláudio Monteiro, disse que “não se deve pensar na amortização” do estádio, mas em seu “impacto na economia local”.

    Segundo cálculos da Companhia de Planejamento do Distrito Federal, cada evento no estádio injeta R$ 12 milhões na economia local, o que beneficia restaurantes, hotéis e taxistas, entre outros. Para 2014, Brasília manterá a mesma receita e já tem apalavradas “mais ou menos” oito partidas do Campeonato Brasileiro, segundo Monteiro.

    Foto da Arena da Amazônia do início de 2013 Foto: Gideão Soares/Portal da Copa/ME / Divulgação

    Foto da Arena da Amazônia do início de 2013 Foto: Gideão Soares/Portal da Copa/ME / Divulgação

    Essa solução é mais difícil de se aplicar em outras cidades, como Manaus, por causa de sua distância de Rio e São Paulo, o que obrigaria as equipes a fazer voos de cinco horas. O Governo do Amazonas abriu uma licitação para contratar uma empresa de consultoria que encontre a melhor opção ao estádio Arena da Amazônia, de 44.480 lugares, que no futebol local tem uma saída difícil, porque a melhor equipe da cidade, o Nacional, joga na quarta divisão.

    A média de público do Campeonato do Amazonas de 2013 foi de 770 espectadores, o que se justifica em parte pela falta de iluminação na maioria dos estádios, que obriga muitas partidas a serem disputadas em horário de trabalho, uma carência que será solucionada com o novo estádio.

    O que se descartou totalmente é a ideia de usar o estádio como um centro de detenção, sugestão de um juiz preocupado com as deficiências do sistema penitenciário, segundo assegurou um porta-voz da Unidade Gerente do Projeto Copa do Mundo do Governo do Amazonas.

    Foto da Arena Pantanal de 9 de dezembro Foto: Reuters

    Foto da Arena Pantanal de 9 de dezembro Foto: Reuters

    Em Cuiabá, o Luverdense, a melhor equipe da cidade, teve este ano uma média de público de 1.466 pessoas, apesar de ter conseguido a ascensão para a segunda divisão. Em 2014 o clube aspira preencher os 26 mil assentos da Arena Pantanal na partida contra o Vasco da Gama, que caiu para a Série B, e a ter uma boa renda no resto da temporada com o atrativo de contar com um estádio novo e confortável.

    “Temos certeza de que precisávamos de um palco assim para fazer um bom futebol e atrair público”, disse o presidente do Luverdense, Helmute Laswich. O novo estádio também vai se transformar na casa do Cuiabá Arsenal, atual campeão brasileiro de futebol americano, esporte que a cada dia tem mais torcidas na região, segundo disse o vice-presidente e linebacker da equipe, Paulo César Machado.

    Na partida do título, o Cuiabá Arsenal recebeu cerca de 4.000 espectadores, número nada desdenhável e que superou amplamente os de um esporte tão tradicional quanto o futebol.

    Com duas equipes na segunda divisão, Natal está menos preocupada com a rentabilidade da Arena das Dunas. No entanto, a cidade também quer fazer caixa e se oferecer como centro de treinamento para equipes europeias no inverno, uma ideia que só o tempo dirá se é viável para alcançar a ansiada rentabilidade.

    http://esportes.terra.com.br/futebol/copa-2014/quatro-estadios-da-copa-estao-a-beira-do-abismo-da-falta-de-rentabilidade,553bd54121633410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

  13. CELSO ORRICO

    30 de dezembro de 2013 8:33 pm

    Álvaro Garcia Linera: Às esquerdas da Europa e do mundo Falando
    Álvaro Garcia Linera: Às esquerdas da Europa e do mundo

    Falando no IV Congresso do Partido da Esquerda Europeia, vice-presidente da Bolívia apresentou cinco propostas para a esquerda europeia e mundial.

    O IV Congresso do Partido da Esquerda Europeia (PIE) reuniu 30 formações de esquerda europeias em Madri, entre os dias 13 e 15 de dezembro, em busca de um discurso para unificar estratégias frente às políticas de austeridade e de submissão de Bruxelas às exigências dos mercados. Este foi o discurso do vice-presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Álvaro Garcia Linera, convidado para o encontro.

    Permitam-me celebrar este encontro da Esquerda europeia e, em nome de nosso presidente Evo, em nome do meu país, de nosso povo, agradecer o convite que nos fizeram para compartilhar um conjunto de ideias, reflexões neste tão importante congresso da Esquerda Europeia.

    Permitam-me ser direto, franco, mas também propositivo.

    O que vemos desde fora da Europa? Vemos uma Europa que enfraquece, uma Europa abatida, uma Europa ensimesmada e satisfeita de si mesmo, até certo ponto apática e cansada. Sei que são palavras muito feias e muito duras, mas é assim que vemos. Ficou para trás a Europa das luzes, das revoltas, das revoluções. Ficou para trás, muito atrás, a Europa dos grandes universalismos que  moveram e enriqueceram o mundo, que empurraram povos de muitas partes do mundo a adquirir uma esperança e mobilizar-se em torno dessa esperança.

    Ficaram para trás os grandes desafios intelectuais. Essa interpretação que faziam e que fazem os pós-modernos de que acabaram os grandes relatos, à luz dos últimos acontecimentos, parece que só encobre os grandes negócios das corporações e do sistema financeiro. 

    Não é o povo europeu que perdeu a virtude ou a esperança, porque a Europa a que me refiro, cansada, a Europa esgotada, a Europa ensimesmada, não é a Europa dos povos, mas sim esta Europa silenciada, encerrada, asfixiada. A única Europa que vemos no mundo hoje é a Europa dos grandes consórcios empresariais, a Europa neoliberal, a Europa dos grandes negócios financeiros, a Europa dos mercados e não a Europa do trabalho.

    Carentes de grandes dilemas, horizontes e esperança, só se ouve – parafraseando Montesquieu – o lamentável ruído das pequenas ambições e dos grandes apetites.

    Democracias sem esperança e sem fé, são democracias derrotadas, são democracias fossilizadas. Em um sentido estrito, não são democracias. Não há democracia válida que seja simplesmente um apego aborrecido a instituições fósseis com às quais sem cumprem rituais a cada três, quatro ou cinco anos para eleger os que virão decidir (mal) sobre nossos destinos. 

    Todos sabemos e na esquerda mais ou menos compartilhamos um pensamento comum de como chegamos à semelhante situação. Os estudiosos, os acadêmicos, os debates políticos oferecem um conjunto de linhas interpretativas sobre a situação que estamos e como chegamos a ela. Um primeiro critério compartilhado de como chegamos a isso é que entendemos que o capitalismo adquiriu – não resta dúvida – uma medida geopolítica planetária absoluta. Ele cobre o mundo inteiro. O mundo inteiro tornou-se uma grande oficina mundial. Um rádio, uma televisão, um telefone, já não tem uma origem de criação. O mundo inteiro se converteu nessa origem. Um chip é feito no México, o desenho  vem da Alemanha, a matéria prima é latino-americana, os trabalhadores são asiáticos, a embalagem é norte-americana e a venda é planetária.

    Esta é uma característica do moderno capitalista, não resta dúvida, e é partir dessa realidade que devemos agir.

    Uma segunda característica dos últimos vinte anos, é uma espécie de retorno a uma acumulação primitiva perpétua. Os textos de Karl Marx, que retratam a origem do capitalismo nos séculos XVI e XVII, se repetem hoje como textos do século XXI. Temos uma permanente acumulação originária que reproduz mecanismos de escravidão, mecanismos de subordinação, de precariedade, de fragmentação, retratados excepcionalmente por Marx. O capitalismo moderno reatualiza a acumulação originária. Ela a expande, a irradia a outros territórios para extrair mais recursos e mais dinheiro. Mas há algo que vem junto com esta acumulação primitiva perpétua – que vai definir as características das classes sociais contemporâneas, tanto em nossos países como no mundo, porque reorganiza a divisão do trabalho local, territorialmente, e a divisão do trabalho planetário. 

    Junto com isso temos uma espécie de neo-acumulação por expropriação. Temos um capitalismo depredador que acumula, em muitos casos produzindo nas áreas estratégicas: conhecimento, telecomunicações, biotecnologia, indústria automobilística, mas em muitos de nossos países, acumula por expropriação. Ou seja, acumula ocupando os espaços comuns: biodiversidade, água, conhecimentos ancestrais, bosques, recursos naturais. Esta é uma acumulação por expropriação – não por geração de riqueza -, por expropriação de riquezas comuns que se tornam riqueza privada. Essa é a lógica neoliberal. Se criticamos tanto o neoliberalismo, é por sua lógica depredadora e parasitária. Mais que um gerador de riquezas ou um desenvolvedor de forças produtivas, o neoliberalismo é um expropriador de forças produtivas capitalistas e não capitalistas, coletivas, locais, de sociedades inteiras.

    Mas a terceira característica da economia moderna não é somente a acumulação primitiva perpétua, acumulação por expropriação, mas também por subordinação – Marx diria subsunção real do conhecimento e da ciência à acumulação capitalista. O que alguns sociólogos chamam de sociedade do conhecimento. Não resta dúvida, essas são as áreas mais potentes e de maior desdobramento das capacidades produtivas da sociedade moderna.

    A quarta característica e cada vez mais conflitiva e arriscada, é o processo de subsunção real do sistema integral da vida do planeta, ou seja, dos processos metabólicos entre os seres humanos e a natureza.

    Estas quatro características do capitalismo moderno redefinem a geopolítica do capital em escala planetária, redefinem a composição de classes da sociedade e das classes sociais no planeta.

    Não estamos falando só da externalização – para as extremidades do corpo capitalista, da classe operária tradicional, que vimos surgir no século XIX e início do século XX, e que agora se transfere para as zonas periféricas, Brasil, México, China, Índia, Filipinas -, mas também do surgimento, nas sociedades mais desenvolvidas, de um novo tipo de proletariado, um novo tipo de classe trabalhadora. Professores, pesquisadores, cientistas, analistas, que não se veem a si mesmos como classe trabalhadora, mas sim como pequenos empresários, mas que no fundo constituem uma nova composição social da classe trabalhadora, do princípio do século XXI.  

    Mas, ao mesmo tempo, temos também uma criação no mundo daquilo que poderíamos chamar de proletariado difuso. Sociedades e nações não capitalistas, que são subsumidas formalmente à acumulação capitalista. América Latina, África, Ásia, falamos de sociedades e de nações não estritamente capitalistas, mas que no conjunto aparecem subsumidas e articuladas como formas de proletarização difusas. Não somente por sua qualidade econômica, mas também pelas próprias características de unificação fragmentada, ou de difícil fragmentação por sua dispersão territorial.

    Temos então, não somente uma nova modalidade da expansão da acumulação capitalista, mas também uma reacomodação das classes, do proletariado e das classes não proletárias no mundo. O mundo hoje é mais conflitivo. O mundo hoje está mais proletarizado, só que as formas de proletarização são distintas daquelas que conhecemos no século XIX, princípios do século XX. E as formas de proletarização destes proletários difusos, destes proletários profissionais liberais não tomam necessariamente a forma de um sindicato. A forma sindicato perdeu sua centralidade em alguns países e surgem outras formas de unificação do popular, do laboral, do obreiro.
    O que fazer? – a velha pergunta de Lenin. O que fazemos? Compartilhamos diagnósticos sobre o que está errado, sobre o que está mudando no mundo e frente a essas mudanças não podemos responder – ou melhor – as respostas que tínhamos antes são insuficientes, caso contrário a direita não estaria governando aqui na Europa. Está faltando algo em nossas respostas e em nossas propostas. Permitam-me, de maneira modesta, fazer cinco sugestões nesta construção coletiva a que se propõe a esquerda europeia.

    A esquerda europeia não pode se contentar com o diagnóstico e a denúncia. O diagnóstico e a denúncia servem para gerar indignação moral e é importante a expansão da indignação moral, mas não gera vontade de poder. A denúncia não é uma vontade de poder. Pode ser a antessala de uma vontade de poder, mas não é a própria. A esquerda europeia e a esquerda mundial, diante desse turbilhão destrutivo, depredador da natureza e do ser humano, impulsionado pelo capitalismo contemporâneo, tem que aparecer com propostas ou com iniciativas.

    Nós precisamos construir um novo sentido comum. No fundo, a luta política é uma luta pelo sentido comum. Pelo conjunto de juízos e preconceitos. Pela forma como, de modo simples, as pessoas – o jovem estudante, o profissional, a vendedora, o trabalhador, o operário – ordenam o mundo. Esse é o sentido comum. É a concepção de mundo básica com a qual ordenamos a vida cotidiana. A maneira pela qual valoramos o justo e o injusto, o desejável e o possível, o impossível e o provável. A esquerda mundial tem que lutar por um novo sentido comum, progressista, revolucionário, universalista. Mas, obrigatoriamente, um novo sentido comum.

    Em segundo lugar, necessitamos recuperar – como apresentou o primeiro expositor de maneira brilhante – o conceito de democracia. A esquerda sempre reivindicou a bandeira da democracia. É nossa bandeira. É a bandeira da justiça, da igualdade, da participação. Mas para isso temos que nos livrar da concepção da democracia como um fato meramente institucional. A democracia são instituições? Sim, são instituições. Mas é muito mais do que isso. A democracia é votar a cada quatro ou cinco anos? Sim, mas é muito mais do que isso. É eleger o Parlamento? Sim, mas é muito mais do que isso. É respeitar as regras da alternância? Sim, mas não é só isso. Essa é a maneira liberal, fossilizada, de entender a democracia na qual às vezes ficamos presos. A democracia são valores? São valores, princípios organizativos do entendimento do mundo: a tolerância, a pluralidade, a liberdade de opinião, a liberdade de associação. Está bem, são princípios, são valores, mas não são somente princípios e valores. São instituições, mas não são somente instituições. 

    A democracia é prática, é ação coletiva. A democracia, no fundo, é a crescente participação na administração dos bens comuns que uma sociedade possui. Há democracia se os cidadãos participam dessa administração. Se temos como um patrimônio comum a água, então democracia é participar na gestão da água. Se temos como patrimônio comum o idioma, a língua, democracia é a gestão comum do idioma. Se temos como patrimônio comum as matas, a terra, o conhecimento, democracia é a gestão comum destes bens. Crescente participação comum na gestão das matas, na gestão da água, na gestão do ar, na gestão dos recursos naturais. Teremos democracia, no sentido vivo, não fossilizado do termo, se a população (e a esquerda trabalhar para isso) participar de uma gestão comum dos recursos comuns, das instituições, do direito e das riquezas.

    Os velhos socialistas dos anos 70 falavam que a democracia deveria tocar as portas das fábricas. É uma boa ideia, mas não é suficiente. Deve tocar a porta das fábricas, a porta dos bancos, das empresas, das instituições, a porta dos recursos, a porta de tudo o que seja comum para as pessoas. Nosso delegado da Grécia me perguntava sobre o tema da água. Como começamos na Bolívia? Por temas básicos, de sobrevivência, água! E, em torno da água, que é uma riqueza comum, que estava sendo expropriada, o povo travou uma “guerra” e recuperou a água para a população. Depois recuperamos não somente a água, fizemos outra guerra social e recuperamos o gás e o petróleo, as minas e as telecomunicações, e falta muito ainda por recuperar. Mas a água foi o ponto de partida para a crescente participação dos cidadãos na gestão dos bens comuns que tem uma sociedade, uma região.
     
    Em terceiro lugar, a esquerda tem que recuperar também a reivindicação do universal, dos ideais universais. Dos comuns. A política como bem comum, a participação como uma participação na gestão dos bens comuns. A recuperação dos bens comuns como direito: direito ao trabalho, direito à aposentadoria, direito à educação gratuita, direito à saúde, a um ar limpo, direito à proteção da mãe terra, direito à proteção da natureza. São direitos. Mas são universais, são bens comuns universais frente aos quais a esquerda, a esquerda revolucionária, tem que propor medidas concretas, objetivas e de mobilização. Eu estava lendo no jornal como na Europa estão se utilizando recursos públicos para salvar bens privados. Isso é uma aberração. Usaram o dinheiro dos poupadores europeus para socorrer os bancos.

    Usaram bens comuns para socorrer o privado. O mundo está ao contrário! Tem que ser o inverso disso: usar os bens privados para salvar e ajudar os bens comuns. Não os bens comuns para salvar os bens privados. Os bancos têm que ter um processo de democratização e de socialização de sua gestão. Caso contrário, eles vão acabar tirando não somente seu trabalho, sua casa, sua vida, sua esperança e tudo mais, e isso é algo que não se pode permitir.

    Também precisamos reivindicar, em nossa proposta como esquerda, uma nova relação metabólica entre o ser humano e a natureza. Na Bolívia, por nossa herança indígena, chamamos isso de uma nova relação entre ser humano e natureza. Como o presidente Evo diz, a natureza pode existir sem o ser humano, mas o ser humano não pode existir sem a natureza. Mas não é o caso de cair na lógica da economia verde, que é uma forma hipócrita de ecologismo.

    Há empresas que aparecem ante vocês europeus como protetoras da natureza, como se fossem limpas, mas essas mesmas empresas provocam uma série de desperdícios e danos na Amazônica, na América e na África. Aqui são depredadores, aqui são defensores e ali se tornam depredadores. Converteram a natureza em outro negócio. A a preservação radical da ecologia não é um novo negócio, nem uma nova lógica empresarial. É preciso restituir uma nova relação, que é sempre tensa. Porque a riqueza que vai satisfazer necessidades humanas requer transformar a natureza e ao fazermos isso modificamos sua existência, modificamos a biosfera. Ao modificarmos a biosfera, muitas vezes destruímos a natureza e também o ser humano. O capitalismo não se importa com isso, porque para ele tudo não passa de um negócio. Mas para nós sim, para a esquerda, para a humanidade, para a história da humanidade. Precisamos reivindicar uma nova lógica de relação, não diria harmônica, mas sim metabólica, mutuamente benéfica, entre entorno vital natural e ser humano. Trabalho, necessidades.

    Por último, não resta dúvida que precisamos reivindicar a dimensão heroica da política. Hegel via a política em sua dimensão heroica. E seguindo a Hegel suponho, Gramsci dizia que as sociedades modernas, a filosofia e um novo horizonte de vida, tem que se converter em fé na sociedade. Isso significa que precisamos reconstruir a esperança, que a esquerda tem ser a estrutura organizativa, flexível, crescentemente unificada, que seja capaz de reabilitar a esperança nas pessoas. Um novo sentido comum, uma nova fé – não no sentido religioso do termo -, mas sim uma nova crença generalizada pela qual as pessoas dediquem heroicamente seu tempo, seu esforço, seu espaço e sua dedicação.

    Eu destaco o que comentava minha companheira quando nos dizia que hoje temos 30 organizações políticas reunidas aqui. Excelente. Isso quer dizer que é possível reunir-se, que é possível sair dos espaços fechados. A esquerda tão débil hoje na Europa não pode se dar ao luxo de ficar distante de seus companheiros. Pode haver diferença em 10 ou 20 pontos, mas coincidimos em 100. Esses 100 tem que ser os pontos de acordo, de proximidade, de trabalho. E deixemos os outros 20 para depois. Somos demasiados fracos para nos darmos ao luxo de seguir em brigas doutrinárias e de pequenos feudos, nos distanciando dos demais. É preciso assumir novamente uma lógica gramsciana para unificar, articular e promover ações comuns.

    É preciso tomar o poder do Estado, lutar pelo Estado, mas nunca devemos esquecer que o Estado, mais do que uma máquina, é uma relação. Mais do que matéria, é uma ideia. O Estado é fundamentalmente ideia. E um pedaço é matéria. É matéria como relações sociais, como força, como pressões, como orçamentos, acordos, regulamentos, leis. Mas é fundamentalmente ideia como crença de uma ordem comum, de um sentido de comunidade. No fundo, a luta pelo Estado é uma luta por uma nova maneira de nos unificarmos, por um novo universal. Por uma espécie de universalismo que unifique voluntariamente as pessoas.

    Mas isso requer uma vitória prévia no terreno das crenças, uma vitória sobre os nossos adversários na palavra, no sentido comum, ter derrotado previamente as concepções dominantes de direita no discurso, na percepção do mundo, nas percepções morais que temos das coisas. E isso requer um trabalho muito árduo. A política não é somente uma questão de correlação de forças, capacidade de mobilização. Em um momento, ela será isso. Mas ela é, fundamentalmente, convencimento, articulação, sentido comum, crença, ideia compartilhada, juízo e conceito compartilhado a respeito da ordem do mundo. E aqui a esquerda não pode se contentar somente com a unidade de suas organizações. Ela tem que se expandir para o âmbito dos sindicatos, que são o suporte da classe trabalhadora e sua forma orgânica de unificação. 

    É preciso ficar muito atento também, companheiros e companheiras, a outras formas inéditas de organização da sociedade, à reconfiguração das classes sociais na Europa e no mundo, às formas diferentes de unificação, formas mais flexíveis, menos orgânicas, talvez mais territoriais, menos por centros de trabalho. Tudo é necessário. A unificação por centros de trabalho, a unificação territorial, a unificação temática, a unificação ideológica. É um conjunto de formas flexíveis, frente às quais a esquerda tem que ter a capacidade de articular, propor e de seguir adiante.

    Permitam-me em nome do presidente, e em meu nome, felicita-los, celebrar esse encontro, desejar-lhes e exigir-lhes – de maneira respeitosa e carinhosa – que lutem, lutem e lutem!. Não nos deixem sós, outros povos que estamos lutando de maneira isolada em alguns lugares, na Síria, na Espanha, na Venezuela, no Equador, na Bolívia. Não nos deixem sós. Precisamos de vocês, precisamos mais ainda de uma Europa que não veja somente à distância o que ocorre em outras partes do mundo, mas sim novamente uma Europa que volte a iluminar o destino do continente e o destino do mundo.

    Tradução: Marco Aurélio Weissheimer
     

     

  14. evandro condé de lima

    30 de dezembro de 2013 10:25 pm

    Interessante como certas

    Interessante como certas notícias não merecem destaque. Enquanto atrasos em aeroportos são amplamente noticiados, vejo hoje notícia sobre atraso de mais de onze horas em ônibus aqui em BH. Alguém acrdedita que tiveram almoço ou hospedagem paga (como acontece em aeroportos)?Pobre não possui os mesmos direitos? Ou quem fiscaliza não tá nem aí?

Recomendados para você

Recomendados