5 de junho de 2026

O STF cumpre um papel importante, apesar de Barbosa e do mensalão

Por Onda Vermelha

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Comentário ao post STF não pode se colocar acima dos outros Poderes que, por sua vez, é um comentário ao post Barroso: “inércia do Congresso traz riscos para a democracia“”

As maiorias mesmo legítimas podem muito, mas não podem tudo!

 

Cada vez mais me convenço que os debates e as análises aqui no Blog do Nassif acerca do papel do STF estão excessivamente tomadas de paixão e pelos impactos negativos do Julgamento da AP470. Mesmo agora estamos a assistir arbitrariedades na execução penal e a mídia fazendo uma cobertura diária implacável como se tudo se resumisse a uma novela. Uma novela de horrores diriam alguns!  Reconheço que é avassalador e humilhante sob todas as óticas que se possa observar! E, penso eu, não tem nada a ver com a ideia de se “Fazer Justiça”. E não se diga que nosso sistema prisional está falido e que o que temos, em sua maioria, são verdadeiras “masmorras” que não cumprem o papel de recuperar ninguém. Ou de que isso já ocorre há muito tempo e todos estão sujeitos ao mesmo tratamento, não só os réus do Mensalão. O dado concreto é que pessoas que acreditamos inocentes foram apenadas injustamente e estão literalmente “comendo o pão que o diabo amassou”. Não há como fechar os olhos a essa realidade e não se indignar.

Feita essa breve introdução sou obrigado a retomar a linha inicial. Sim, porque isso vai passar! Tem que passar! Apesar de você! O Joaquim Barbosa deixará a presidência do Tribunal e as coisas voltarão ao “seu leito normal”. O Ricardo Lewandowski irá assumir a Presidência do STF, creio eu, em março de 2014. Entretanto, e esse é o ponto em que desejava chegar, não se pode resumir a análise de um tribunal com a história e a importância do STF como se sua atuação estivesse restrita a uma figura obscura como Barbosa. Às vezes acho que nem ele mesmo tem a exata dimensão do grau de insegurança jurídica que suas decisões têm trazido e quão prejudicial elas se mostram para a própria credibilidade da instituição que preside. Também não importa que ele seja um dentre onze juízes de um colegiado. Ele, Barbosa, tem dado o roteiro e tom dos acontecimentos. A grande mídia o segue freneticamente de forma quase acrítica. Poucas são as manifestações de discordância no essencial. E o espetáculo que assistimos não é nada bom!

Entretanto, insisto! Não podemos confundir a atuação do STF no julgamento da AP470 com os demais julgamentos emblemáticos realizados pelo tribunal e concluir que “o STF está se colocando acima ou usurpando funções dos demais poderes”. Reitero o que já expressei anteriormente em outros debates envolvendo o tema. O tribunal não é infalível como de resto nenhuma de nossas instituições, mas na conta de erros e acertos o STF ainda tem um saldo positivo apesar do “estrago” provocado por Barbosa ou alguns de seus membros.

O STF está ocupando o lugar que lhe cabe na história! E tem patrocinado julgamentos memoráveis como nos casos do reconhecimento das uniões homoafetivas, da liberalização das pesquisas com células tronco, da proibição do nepotismo na administração pública, da legalização do aborto de fetos anencefálicos e a da declaração de constitucionalidade das cotas nas universidades públicas. Em todos esses casos o STF caminhou a frente do parlamento e/ou da visão da própria sociedade. Alguns devem se lembrar de que nem todas essas questões contavam com muita simpatia popular, e hoje apesar de alguma contrariedade, a maior parte das pessoas e mesmo dos cientistas sociais acreditam que esses julgamentos representaram um claro avanço nas relações sociais.

Portanto, cumpriu com o seu papel contramajoritário! E não existe nenhum mal nisso! Pelo contrário, fazer uso expresso de seu poder contramajoritário significa proteger minorias contra imposições discriminatórias e pouco razoáveis das maiorias, interpretando o ordenamento jurídico em favor daqueles tidos como vulneráveis. E é justamente esse papel que se espera de uma Corte Constitucional. As maiorias mesmo detendo a legitimidade através do voto popular podem muito, mas não podem tudo!

É por isso que o STF declarou constitucional a união estável homoafetiva mesmo que majoritariamente a sociedade à época e seus representantes no parlamento fossem conservadores, e desejassem manter as regras legais tais como se encontravam. O Supremo entendeu que aquilo caracterizava discriminação contra uma minoria e era contrário aos princípios inseridos na própria Constituição!

A “inércia do Congresso” da qual fala o Barroso existe, é real e traz sim riscos a democracia na medida em que seus membros se omitem, legislam em “causa própria” ou ameaçam direitos civis duramente conquistados por gerações passadas. Se hoje a maioria do parlamento (ou até a população) é favor do financiamento de campanhas políticas por empresas privadas isto não impede o STF de exercer o seu papel e julgar a constitucionalidade ou não deste dispositivo da lei eleitoral. E pelo o que ficou claro até o momento quatro juízes do Supremo já entenderam que o financiamento privado ofende os princípios democrático e da isonomia. E Por quê? Porque essa modalidade de financiamento desequilibra o “jogo democrático” em favor dos detentores do Poder Econômico afastando representantes de representados. Além disso, funciona como o principal estímulo da corrupção em todas as esferas da Administração Pública!

Por último, talvez seja importante saber que ADI 4650 foi proposta pelo Conselho Federal da OAB em 2011 e tem o apoio de mais de uma dezena de entidades civis, entre elas o MCCE e a CNBB. E que aguardavam esse julgamento com bastante expectativa para impulsionar o Congresso Nacional a sair de sua “inércia” e aprovar uma Reforma Política digna de nome e qual não vem sendo capaz de fazê-la já a longos 17 anos! 

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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  1. Marco Santo

    25 de dezembro de 2013 11:26 am

    Então, deixando as emoções de

    Então, deixando as emoções de “fora”, pelo impacto negativo do julgamento da AP470 e pela paixão……..entendo que se o STF fez o que foi escrito no comentário, nada mais fez que a obrigação. Alías, o JULGADOR é mudo. Quando o Ministro Barroso menciona a morosidade do Congresso está certo ele e tem o meu apoio e de muitos. Agora o que o STF não pode fazer é usar UNICAMENTE um Julgamento e processo para a sua promoção de Justiça. Julgasse ele como fez em outros julgamentos. Além de totalmente injusto, manipulado tal julgamento exaustivamente aqui comentado e debatido, não será fazendo a OBRIGAÇÃO que limpará  a sujeira feita. Para mim, nada indica que não teremos outros SHOWS e ou REALTY SHOW televisivo, dependeremos muito dos “patrocinadores” para obter a audiência necessaria. Agora a qualidade dos nossos julgadores fica a deixar. Porque não uma reforma do Poder Judiciário, onde todos os ocupantes dos tribunais sejam eleitos pelo povo? Deve-se principalmente abrir essa “caixa preta” e principalmente debaixo da “capa preta” há muita coisa escondida. 

     

     

  2. Kamerval Tivita Marinhos

    25 de dezembro de 2013 11:33 am

    Escrete do jornalismo reaça em 2013 (Os Imorais)

    Os jornalistas mais reacionários de 2013: minha seleção

    Email inShare

    Postado em 24 Dec 2013por : Merval e Ayres Britto:quem disse que jornalista não tem amigo?

    Merval e Ayres Britto:quem disse que jornalista não tem amigo?

    Bem, final de ano é tempo de retrospectiva.

    O DCM acompanhou a mídia com atenção, e então vai montar sua seleção de jornalistas do ano, o Time dos Sonhos do atraso e do reacionarismo, o TS, o melhor do pior que existiu na manipulação das notícias.

    A cartolagem é parte integrante e essencial do TS: Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas etc.

    À escalação:

    No gol, Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo. Devemos a ele coisas como a magnífica cobertura da meia tonelada de cocaína encontrada no famoso Helicóptero do Pó, pertencente à família Perrella.

    Kamel é também notável pela sagaz tese de que não existe racismo no Brasil.

    Na ala direita, dois jogadores, porque pela esquerda ninguém atua. Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes são os selecionados. Os blogueiros da Veja são entrosados, e pô-los juntos facilita o trabalho de treinamento do TS.

    Azevedo se notabilizou, em 2013, por ser comparado por diferentes mulheres a diferentes animais, de pato a rottweiler.

    Nunes brilhou por lances de genialidade e inteligência – e total ausência de preconceito —  como chamar Evo Morales de “índio de franja” e classificar Lula de “presidente retirante”.

    Uma disputa interessante entre Nunes e Azevedo é ver quem utilizou mais a palavra “mensaleiros”. Gênios.

    Na zaga, uma inovação: duas mulheres. Temos a cota feminina no TS do DCM. Eliane Cantanhede, colunista da Folha, e Raquel Scherazade, a versão feminina de Jabor.

    Ambas defenderam valentemente o país dos males do lulopetismo, e fizeram a merecida apologia de varões de Plutarco da estatura de Joaquim Barbosa, o magistrado do apartamento de Miami.

    No meio de campo, três jogadores de visão: Jabor, Merval e Míriam Leitão. Sim, a cota feminina subiu durante a montagem do TS.

    Jabor se celebrizou em 2013 pela rapidez com que passou da condenação absoluta à louvação incondicional das jornadas de junho quando seus superiores na Globo lhe deram ordem para mudar o tom.

    Merval entrará para a história pelo abraço fraternal em Ayres de Britto, registrado pelas câmaras. Merval conseguiu desmontar a tese centenária e mundialmente reverenciada de Pulitzer de que jornalista não tem amigo.

    E Míriam Leitão antecipou todas as calamidades econômicas que têm assaltado o país, a começar pela redução da desigualdade e pelo nível de emprego recorde.

    Numa frase espetacular em 2013, Míriam disse que só escreve o que pensa. Aprendemos então que ela é tão igual aos patrões que poderia ser o quarto Marinho, a irmãzinha de Roberto Irineu, João Roberto e Zé Roberto.

    No ataque, dois Ricardos, também para facilitar o entrosamento. Ricardo Setti e Ricardo Noblat. Setti foi uma revelação, em 2013, no combate ao dilmismo, ao lulismo, ao bolivarianismo, ao comunismo ateu e à varíola. Noblat já é um jogador provado, e dispensa apresentações. Foi o primeiro blogueiro a abraçar a honrosa causa do 1% no Brasil.

    Para completar o trio ofensivo, Eurípides Alcântara, diretor da Veja. Aos que temiam que a Veja pudesse se modernizar mentalmente depois da morte de Roberto Civita, Eurípides provou que sempre se pode ir mais adiante.

    Suas últimas contratações são discípulos de Olavo de Carvalho, o astrólogo que enxerga em Obama um perigoso socialista. Graças a Eurípides, em todas as plataformas da Veja, o leitor está lendo na verdade a cabeça privilegiada de Olavo.

    Na reserva do TS, e abrindo espaço para colunistas que não sejam necessariamente jornalistas, dois selecionados.

    O primeiro é Lobão, novo colunista da Veja e novo olavete também. No Roda Viva, Lobão defendeu sua reputação de rebelde ao fugir magistralmente de uma pergunta sobre o aborto.

    O outro é o professor Marco Antônio Villa, que conseguiu passar o ano sem acertar nenhuma previsão e mesmo assim tem cadeira cativa em todas as mídias nacionais.

    O patrono do TS é ele, e só poderia ser ele: José Serra.

    Mas Joaquim Barbosa pode obrigar Serra a cedê-la a ele, JB, nosso Batman, nosso menino pobre que mudou o Brasil e, nas horas vagas, arrumou um emprego para o júnior na Globo.

     

    Paulo Nogueira

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

     

  3. Kamerval Tivita Marinhos

    25 de dezembro de 2013 11:45 am

    “…Deve-se principalmente

    “…Deve-se principalmente abrir essa “caixa preta” e principalmente debaixo da “capa preta” há muita coisa escondida….”

     

    A NSA entregou um pacotão para que a nossa mídia apátrida as utilize chantageando autoridades de cabo a rabo  .

  4. Assis Ribeiro

    25 de dezembro de 2013 11:51 am

    É por aí.

    Mas as pressões exercidas pelos blogs, a divulgação dos erros cometidos, das injustiças praticadas, servem como blindagem às tentativas de manipulação e condicionamento pela grande mídia. “Eu honestamente, em 45 anos de atuação na área jurídica, nunca presenciei um comportamento tão ostensivo dos meios de comunicação sociais buscando, na verdade, pressionar e virtualmente subjugar a consciência de um juiz” Celso de Mello.

    “Não estou almejando ser manchete favorável. Sou um juiz constitucional, me pauto pelo que acho certo ou correto. O que vai sair no jornal no dia seguinte, não me preocupa”. Luís Barroso.

    “se eu tiver que ir para o paredão com meu voto, vou para o paredão”. Marco Aurélio e o medo da Globo, referência ao programa BBB.

  5. JB Costa

    25 de dezembro de 2013 12:37 pm

    Se estou sendo pretencioso,

    Se estou sendo pretencioso, paciência;  mas não fujo da resposta que acho pertinente para esse tipo de argumentação: nenhuma instituição perene numa democracia pode ser questionada a partir de casos isolados e, pior ainda, pela atuação de um, ou mesmo, de todos os seus membros. Esses passam(outra obviedade); aquela fica.

    O corolário dessa minha afirmação é que o STF, ou qualquer outra instância do Estado, deve ser avaliado enquanto tal pelas seus atos, práticas, jurisprudência, que porventura se julgue como extrapolações que desvirtuem, ou venham a desvirtuar, suas estritas atribuições institucionais.

    Para ser mais claro e fazendo uso do exemplo da AP 470, apelidada indevidamente de “mensalão”: a má avaliação do Supremo não derivará das condenações, mesmo que tenhamos para contrapor carradas de provas. Aos julgadores, na condição de seres humanos, é de se esperar equívocos. A questão principal é COMO, OU EM QUE CONDIÇÕES, ELES ERRARAM e o que isso trará de consequências(deletérias) para o futuro.

    Aí vem na memória o exemplo do exemplo, qual seja, os votos do ministro Celso de Mello, hoje compondo o Ácordão do julgamento, nos quais há uma clara, nítida e insofismável intenção de criminalizar a ação política, mesmo que em caráter circunstancial, atribuição perigosamente auto-atribuída por um Tribunal Constitucional fazendo as vezes de Penal.

    Outra referência, talvez a mais típica quando se remete ao perigo das extrapolações, foi quando o ministro Barbosa, do alto da sua plenipotenciária arrogância, bradou que “A Constituição é aquilo que o Supremo diz que é”.

    Sim, mas os casos citados não foram da lavra de ministros enquanto membros isolados? Correto: a instituição STF entra na “história” a partir do momento que nos seus assentamentos não constar o contraponto, mesmo que só de um dos seus membros.  
    Quem cala, consente, diz o ditado. O silêncio dos demais ministros, paradoxalmente, será no futuro a “palavra” do Supremo. 

  6. Sapere Aude

    25 de dezembro de 2013 12:45 pm

    Do natural conservadorismo do judiciário.

     

    Podemos, de fato, reconhecer que o STF tomou decisões anti-majoritárias. Isso porém não oculta o fato de ele ter-se tornado uma instância legislativa ao estender sua influência para muito além do que seria legítimo, ou seja, dirimir questões que tenham ficado vagas na lei.  Defender sua atuação legislativa devido a algumas decisões progressistas é semelhante a defender a monarquia por existirem soberanos esclarecidos.

    Sou da opinião que o avanço da judicialização da vida pública, protagonizado não somente pelo STF, mas por praticamente todas instâncias jurídicas, é um movimento de conservadorismo social que age a favor dos interesses das classes mais abastadas.

    Por conservadorismo social quero dizer a tendência à manutenção das estruturas de classe e da desigualdade de acesso a direitos nela embutida.  Não me refiro portanto a um conservadorismo de cunho moral, relativo a usos e costumes.

    Que assim seja, parece-me bastante esperado. O acesso às carreiras do judiciário é praticamente exclusivo às pessoas que provêm das classes mais abastadas, incluindo-se aí boa parte da classe média. Deste contingente é que se selecionam os juízes. Isto determina em grande medida a mentalidade dominante no judiciário. Oras, juízes – ao julgarem — devem decidir o que é sensato, o que é razoável, o que é cabível. Trata-se do lado humano do ato de julgar, que lhe é inerente. E é nestas decisões – na leitura das entrelinhas das leis – que se manifesta a mentalidade naturalmente conservadora de um ponto de vista social, visto que foi nesta estrutura social que as pessoas que se tornaram juízes foram bem sucedidas.

    Da análise acima também pode-se entender porque há decisões “progressistas” em questões como uniões homoafetivas ou pesquisas com células-tronco, por exemplo. Estes assuntos não dizem respeito à estrutura de desigualdade de renda no país. Ademais, são assuntos que não causam comoção nas classes abastadas. Pelo contrário, para boa parcela destas, tratam-se de pontos pacíficos ou que lhes são indiferentes.

    Portanto, não é o fato de termos Joaquim Barbosa como presidente do STF que é o maior problema. Ele passará e será lembrado apenas como um presidente de viés autoritário. O problema maior está no inevitável conservadorismo social do judiciário, que deve ter a sua atuação limitada pelos outros poderes, os quais são inerentemente mais democráticos. A tragédia nacional é que o legislativo, em todas as instâncias, é um desastre cabal. É de seu desfuncionamento que se aproveitam os donos do poder econômico para – através da judicialização da vida pública – tentarem se contrapor aos avanços sociais gerados pelas políticas do poder executivo.

     

     

     

     

  7. edsontadeu

    25 de dezembro de 2013 12:46 pm

    os  processos  que o STF

    os  processos  que o STF  julgou  sao meros    processos  o  que ele  deveria ter uma  açao  limpa  transparente, e  isenta de  pressao midiatica  e forças ocultas  ele  deu marcha ré . Quem  por exemplo ler  o artido  documentos  do mensalao mineiro  vai  conseguir entender de onde  e como foi montado o mensalao  em que so  petistas foram presos e condenado  quando na realidade  todos sabemos que  os principais  chefoes  do crime  organizado como Aecio, Serra,  Perillo,  Alckmin,  e todos os  seus  secretariados  estao  soltos  e cometendo  mais crimes  e  ai estao  impunes  na cara  desse mesmo STF  que diz  fazer  justiça. Os  outros processos  que ele julgou  nao dizem  respeito aos avanços do Brasil,   e principalmente como ele  o STF tem feito para  barrar  PT  e o governo de  continuar  avançando cada vez mais  o país. tirando seu povo  da miseria, abrindo novas oportunidades,  amp´liando  a capacidade do estado  e municipio de melhorar a vida  da populaçao. que o diga  o  ISS de SP,  Quem tem duvidas que  a monocratica de JB  foi  de  colocar  pedra do calcanhar  de Haddad? Isso por  acaso é um STF  que  mereça  respeito? 

  8. Luciano Prado

    25 de dezembro de 2013 1:42 pm

    Juiz ou legislador?

    “Feita essa breve introdução sou obrigado a retomar a linha inicial. Sim, porque isso vai passar!”

    Tendo a concordar com os argumentos do autor, entretanto, existe o entretanto:

    O Brasil suportou dois presidentes seguidos do STF tipo Ayres Britto e Joaquim Barbosa.

    Imagina você se o terceiro fosse Gilmar Mendes? Ou já nos esquecemos dos dois HC canguru? E da instabilidade à governabilidade que esse senhor propiciou? E das inverdades flagrantes que patrocinou? 

    Ayres Britto o Nassif já o “dissecou” aqui em vários artigos. Um deles em particular é emblemático: “Ayres Britto completa a desconstrução do direito de resposta”.  

    O sujeito mal deixou o Supremo e já se amasiou com o pessoal da Globo. Uma vergonha. Isso sem comentar o vácuo que deixou com o fim da lei de imprensa. 

    Joaquim Barbosa dispensa comentários.

    Como é que podemos nos relacionar democraticamente com a mais alta Corte do país com gente como essa na presidência ou mesmo como integrante?

    Vou complementar meu comentário com o que acho mais grave e perigoso no STF: a hermenêutica jurídica conveniente. Ou seja, a interpretação que se tenta dá de forma conveniente onde a letra do mandamento constitucional não suscita um fiapo de dúvida, não existindo sequer espaço para interpretações. O exemplo mais palpável se deu nos argumentos do ardiloso Gilmar Mendes na ação em que a Rede de Marina Silva solicitava que se parasse o processo legislativo. 

    Portanto, como ser otimista? Notadamente quando se escuta que a tendência do Judiciário em interferir cada vez mais no Legislativo não tem volta?

     

     

     

  9. janes salete

    25 de dezembro de 2013 3:50 pm

    Qual?????????????????

    Qual????????????????? Importante????????????? Pra quem?????????????? Não para o país e povo, é obvio.

  10. Obelix

    25 de dezembro de 2013 4:58 pm

    O STF a História e o futuro.

    Caros e prezados amigos,

    É preciso, para contrapor argumentos tão brilhantemente colocados, uma pequena introdução para situar nossas parcas considerações.

    Primeira consideração: sou inclinado a concordar com os que defendem o financiamento público de campanha. Mas acho que todo debate será sempre pouco neste sentido, dada a complexidade do tema, e ao fato de que nenhum sistema político atual no mundo conseguiu dar conta de impedir ou minimizar o assédio do poder financeiro sobre os votos.

    Como de costume, há muita histeria e mistificação em torno do problema.

    Vamos a um breve histórico do STF e sua atuação, e de certa maneira, da história das cortes supremas ao redor do mundo, e suas funções ao longo da História.

    Sem a pretensão de esgotar o tema, é preciso dizer que a separação do poder judicante do Estado é sim uma modernização, ou seja, um avanço no marco civilizatório das estruturas estatais, que não por coincidência, experimentaram este progresso como decorrência do ajuste capitalista global.

    Antes, era o rei (príncipe) que reunia sob seu poder o próprio Estado, a lei e o juízo.

    A Idade Moderna trouxe-nos a submissão ao sufrágio popular das estruturas burocráticas estatais.

    Então, não é errado dizer também que a estrutura tripartite, e com sistema de controles (checks and balances), onde na verdade o poder estatal não se divide (como erradamente compreendemos), mas estabelece atribuições distintas, porém sempre complementares e sistêmicas, mas nunca estanques e separadas, como imaginam alguns, é fruto da disseminação capitalista, vitoriosa desde antes 1789, mas que tem neste ano da revolução burguesa francesa uma de suas referências épicas.

    Como tal, também não erramos se dissermos que estas estruturas funcionam para conservar o estamento burguês, e nunca para alterá-lo ou possibilitar sua superação.

    Gostemos (concordemos) ou não com Marx, é dele a melhor definição destas estruturas e do funcionamento do capitalismo, suas contradições e ciclos e expansão e retração, seu paradoxo permanente de ter que remunerar sua força de trabalho no nível mínimo para garantir a acumulação, mas de outro lado, expandindo horizontes de consumo, nem que seja por moedas fictícias, como crédito.

    Sabemos também que nem sempre a ideia de Democracia coincidiu com o arranjo institucional capitalista.

    E aí que entre nossa primeira crítica: Em todos os momentos onde vigiu alguma forma de autoritarismo, sempre os poderes judiciários foram os únicos a se manterem em funcionamento para dar a ilusão de alguma normalidade e para institucionalizar golpes e regimes de exceção.

    Se nos tempos na monarquia absolutista era a Igreja que coroava o rei como legatário da vontade de deus, nas ditaduras é o Judiciário que “coroa” o novo déspota. Sempre!

    Não por coincidência, os principais alvos da ação autoritária são sempre os poderes eleitos, por óbvio motivo.

    Ora, se regimes de exceção buscam impor uma nova ordem de regras sem o crivo do poder originário, é prestigiando e hiperbolizando o judiciário e todo aparato de atos institucionais, decretos, regulamentos, etc, que se dá o aspecto normativo que se pretende para capturar a vontade da sociedade.

    O poder judiciário não é, por mais que alguns gestos sugiram tal condição, um refúgio da cidadania e da busca por Justiça, ao contrário: é a primeira e última cidadela onde os conservadores atacam e depois eliminam as liberdades civis, por sua natureza de guardiã do estamento conservador que o poder eleito têm que transformar, se quiser atender a demanda da população por redução de desigualdades.

    Ele (o poder judiciário) só funciona como instância cidadã como resultado da ação diuturna dos poderes eleitos, legitimados pelos mandatos outorgados, e nunca o contrário! 

    Foi o poder judiciário e policial que deteve e criminalizou todos os movimentos sindicais e na luta pela terra na Europa desde 1800 até hoje.

    Quando a Tatcher, The Iron Maiden (dama de ferro) pretendeu sufocar as revoltas oeprárias na GBR foi com o porrete da polícia e o martelo da Justiça que golpeou seus opositores.

    Na África do Sul, foi sob normas “legais” que Mandela passou anos na prisão.

    Era um sistema legal que previa a escravidão ou a manutenção da segregação (Jim Crow) nos EEUU até 1965.

    No Brasil não foi diferente.

    A corte suprema, como expressão máxima e superior da manutenção da ordem, que sempre beneficiou o tratado entre elites locais e internacionais, sempre esteve como vanguarda para solapar cada movimento social de insurgência e de luta por cidadania.

    Foi assim na República Velha, em Vargas e no período 64-85. Em todos estes momentos, ali esteve o STF como cão de guarda dos poderes arbitrários, do exílio, do desterro, das prisões ilegais, do silêncio frente a tortura, etc. Foi o STF que autorizou a extradição de Olga Benário Prestes.

    É este STF que ajudou a criminalizar o MST e a reforma agrária.

    É este STF que disse sim a farsa da lei de Anistia!

    É este STF que é celebrado, estranhamente, como instância legisladora de “libertação”, sob a chantagem da inércia do Congresso, como se o Congresso, eleitores e mandatários não tivessem que eles mesmos, determinar o tempo das leis.

    É este STF que por ter simplesmente acatado aquilo que o governo eleito disse que faria, como no caso das políticas afirmativas, ou dos regulamentos administrativos que já incorporavam a noção isonômica de direitos a pessoas de opções sexuais diferentes, ou ainda dos atos governamentais que já determinavam a demarcação de reservas indígenas, dentre outro atos, é agora considerado como protetor de direitos e garantias fundamentais.

    Os defensores da juristocracia esquecem a origem dos atos que o STF foi chamado a decidir. 

    Ainda assim, de novo temos que dizer: Uma coisa é o STF resolver sobre atos positivos (leis ou decretos com força de lei) dos poderes eleitos, e assim decretar inconstitucionalidade, ou não, de atos que já existe!

    Outra coisa é substituir a vontade eleitoral do povo, e dizer como funcionará o sistema representativo (como no caso do financiamento de campanha), ou se Câmaras Municipais e prefeitos podem ou não legislar sobre orçamentos e tributos municipais.

    Se o STF é de fato o libertador dos direitos humanos, ficam as perguntas:

    E os milhares de presos tratados como animais, presos fora do prazo, em cadeias pelas delegacias?

    E o atávico prende preto e pobre e solta rico e branco?

    É este o perfil de um STF libertador e legislador?

    A linha, meus caros, entre o controle de constitucionalidade e o protagonismo legislativo judicialista é muito tênue. E parece que, infelizmente, estamos a rompê-la.

    Lembremos de novo: EEUU, fraude de bush jr e o golpe da Suprema Corte, Honduras, Paraguai e agora, recentemente, o golpe contra o prefeito de Bogotá, Gustavo Preto.

     

    Saudações gaulesas.

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