5 de junho de 2026

Comissão da Câmara aprova ensino em tempo integral para educação básica

Ana Luiza Basílio
do Centro de Referências em Educação Integral

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira, 11 de dezembro, proposta que institui ensino em período integral de, no mínimo, sete horas por dia para a educação básica, compreendendo as etapas de ensino infantil, fundamental e médio. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei 9.394/96).

Pela proposta, o período integral deverá ser implantado de acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE- PL 8035/10), já aprovado pela Câmara e atualmente em análise no Senado. O PNE estabelece como meta para os próximos dez anos a educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender pelo menos 25% dos alunos do ensino básico.

O texto do deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) amplia a obrigatoriedade de ensino em tempo integral para toda a educação básica e também o prazo para a aplicação do currículo integral, vinculando-o às metas do PNE.

Pela proposta, a carga horária mínima anual passará de 800 horas para 1.400 horas, distribuídas em 200 dias letivos para a educação básica. A jornada em tempo integral incluirá, além de cinco horas obrigatórias de efetivo trabalho em sala de aula, atividades extracurriculares culturais, recreativas, artísticas, esportivas e de acompanhamento pedagógico, a critério dos sistemas de ensino e da linha pedagógica da escola.

O texto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informações do Educação Integral

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13 Comentários
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  1. Sapere Aude

    17 de dezembro de 2013 9:07 pm

    sete horas?

    Sete horas por dia???? Cinco dias por semana. É um massacre para as crianças e adolescentes. 

     

     

     

  2. Sérgio Santana

    17 de dezembro de 2013 10:34 pm

    Aprovar leis é a coisa mais

    Aprovar leis é a coisa mais fácil! Mas, como professor, digo que esta alteração não trará benefícios aos nossos alunos. Traria se fossem criadas oficinas para atividades paralelas (e profissionalizantes), teatro, esportes, etc. Mas não há estrutura, nem recursos financeiros, para isso. Da forma como é hoje, somente o aumento da carga de aula, trará muitos problemas de comportamento e aumentará o stress, tanto de professores, quanto de alunos.

    1. Brasileiro aguerrido

      17 de dezembro de 2013 11:26 pm

      Mais horas ou mais qualidade?

      Sou obrigado a concordar com este comentário. É inegável que o Governo do PT tem sido de longe o melhor dos últimos vinte anos. Mas precisa ter a coragem de corrigir rumos se quiser se manter no poder. A educação brasileira, quando comparada em vários testes mundiais tem apresentado resultados pífios, que não combinam com a grande quantidade de investimentos e construções de Universidades feitas por este Governo. Mais horas, mais escolas não significa mais qualidade. Os Professores perderam completamente a autoridade dentro da sala de aula, e a metodologia escolhida pela educação brasileira é exatamente o oposto de China, Coréia do Sul, e outros casos de sucessos econômicos. O Governo deve rever os seus conceitos educacionais antes que a queda na qualidade da educação afete a nossa economia, e conseqüentemente as eleições.

    2. Carlos Noel Mazia

      18 de dezembro de 2013 12:11 am

      Escola em tempo integral

      Sérgio, sou professor de física da rede pública estadual de Maringá. Esta disciplina conta com apenas duas aulas na matriz curricular. Nossos representantes foram enfiando tantas disciplinas na matriz, mas não mexeram com a carga horária. Para piorar, eu imagino que a maioria dos professores de física não sabem qual é a função da matemática no ensino de física, não conseguimos entendê-la como estruturante do pensamento físico. A metodologia tem se reduzido a emprego de formalismo matemático e sem uma discussão prévia sobre os conceitos. Acho que seria interessante diminuir a ênfase na matematização dos conteúdos e introduzir elementos da história e da filosofia da ciência. Mas como fazer isto com apenas duas aulas por semana? Como possibilitar que o aluno se aproprie do conhecimento construido pela humanidade com quatro horas diárias de estudos? Quais são os saberes a serem construídos e que estejam sintonizados com os novos tempos?   

  3. CELSO ORRICO

    17 de dezembro de 2013 11:10 pm

    até que enfim..

    a Europa tem desde os anos 50 e Anysio Teixeira já propunha a Escola em Tempo Integral na década de 40, Darcy Ribeiro e Brizola morreram defendendo os CIEPs com a Educação Integral..em Americana- SP funciona 5 CIEPs em Regime de Tempo Integral há mais de 20 anos o Brasil está meio século atrasado nessa área..se teve dinheiro para os Ifes terá também para a Educação Integral principalmente com a verba do Pré Sal..estamos avançando devagar,  mas avançando..

  4. Ed Döer

    17 de dezembro de 2013 11:13 pm

    Alguém já parou para calcular

    Alguém já parou para calcular o custo?

    Provavelmente teriam que quase dobrar o número de escolas e professores envolvidos com a educação se as tais atividade extracurriculares ocorrerem na própria escola, pois sempre tem a possibilidade de uma proposta dessas virar um paraíso para ONGs picaretas.

    Se o Estado já não consegue bancar uma educação de qualidade e salários dignos para os profissionais, imagina com ensino integral?

    Na prática vão criar um abismo ainda maior entre o ensino público e o privado, que também irá aumentar o custo, possivelmente jogando mais crianças e jovens, de pais que hoje pagariam uma escola privada no limite do orçamento, no ensino público.

  5. drigoeira

    17 de dezembro de 2013 11:34 pm

    Agora sim…

    A Câmara aprovou, agora sim a educação deste país será a melhor do mundo. Quando a Câmara aprova as coisas acontecem, como tudo que é aprovado lá sai do papel e vira sucesso de eficiência…

  6. ArthurTaguti

    18 de dezembro de 2013 12:04 am

    E o dinheiro, de onde

    E o dinheiro, de onde sai?

    Sempre bom lembrar que o percentual da arrecadação União/Estados/Municípios é de 58%/25%/14%. 

    O sistema atual, mesmo com o Fundeb, não está funcionando. Os Municípios, mesmo que tivessem todo o dinheiro do mundo, só possuem gestores e planejadores incompetentes.

    Ou esse quadro muda, ou a aprovação da educação integral vai ser mais uma daquelas armadilhas orçamentárias que o Congresso arruma para afundar ainda mais nosso ensino.

     

  7. Anarquista Lúcida

    18 de dezembro de 2013 2:15 am

    Se ficar na obrigatoriedade de + horas, vai piorar

    O clima de revolta dos alunos vai aumentar, ficará mais difícil aumentar o salário dos professores, vai piorar. Seria melhor manter o número de aulas mas dividir as turmas, deixando menos alunos por turma e dando mais tempo aos professores para atender alunos. Mas os congressistas gostam de jogar para a platéia. 

  8. alexis

    18 de dezembro de 2013 8:28 am

    Guerra ao subdesenvolvimento

    8 horas por dia e, aos sábados, eventualmente, atividades especiais. Campeonatos esportivos entre colégios, monitorados pelas universidades. Assim estudei a minha vida toda, inclusive na Universidade. Com a expectativa dos fundos do pré-sal, se pudéssemos sonhar com uma educação melhor para as crianças brasileiras, sem duvida o ensino em tempo integral seria o melhor caminho. Em compensação, o Professor, deveria ser um cargo muitíssimo mais importante e valorizado. As famílias dos alunos deverão participar em reuniões de pais e apoderados, pelo menos mensalmente. Respeito e disciplina, atividades culturais e artísticas, meninos uniformizados e defendendo a sua escola em dezenas de eventos desportivos, pois estamos em guerra contra o subdesenvolvimento.

  9. Jackson Lira

    18 de dezembro de 2013 1:45 pm

    Poderiam

    Uma pena ver medidas não condizentes com nossa realidade. Nas atuais condições estruturais as quais se encontra nossas escolas, as únicas que poderiam ser implementadas com esse sistema seria as  federais, visto que, muitos estados e municícios não tem orçamento, professores e estrutura física. 

    Hoje as escolas não são nada atrativas para se passar as miseraveis 4 horas e meia, imagine 7 a 8 horas. 

    Como sempre, o governo preocupado mais em quantidade do que qualidade. Por isso nosso País é uma piada internacional. Falta gestão competente.

  10. Anônimo

    28 de dezembro de 2013 9:27 pm

    NO BRASIL O EMPRESÁRIO DÁ DINHEIRO AO LADRÃO QUE LHE ROUBA
    Parece incrível, mas grande parte de nossos empresários são os principais culpados pela disseminação da violência, e até arrastões que temos visto ultimamente em shoppings. Se nossa juventude frequentasse uma escola de período integral, onde fosse incentivada a progredir nos estudos, acompanhada por psicólogos, e praticando esportes de alto nível. Além de não correrem atrás de ideologias extremistas, e buscar promover o caos na sociedade; ainda evitaríamos o vexame olímpico, com a participação apagada que vamos ter.

    Se querem saber o que estão colocando na cabeça de nossos jovens:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2013/11/movimentos-sociais.html 

    O QUE NOSSOS EMPRESÁRIOS GANHAM COM ISSO?

    Absolutamente nada. De fato, a classe empresarial brasileira foi quem melhor assimilou a tradição de corrupção e trambiques, que datam desde a colonização do país; quando presidiários recebiam indulto, se viessem para o Brasil, criando uma cultura extremamente corrupta. Para agravar ainda mais, na maioria de nossos empresários de nível médio a despolitização é uma característica marcante, aliada à deficiência de ensino; onde muitos nem cursaram uma faculdade, e os que tiveram esse privilégio, fizeram cursos de péssimo nível. Para se ter uma ideia da situação, não temos notícias de nenhum curso superior no país, seja de economia, administração, sociologia, história, geografia, direito, etc; que leve aos seus alunos o conhecimento desse fenômeno social e político, encontrado nas sociedades mais avançadas; que também é escondido pela mídia:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2013/10/plebiscitos-referendos-e-recalls-pelo.html 

    Porque não precisa ser nenhum gênio, para perceber que esse sistema mais democrático é o que propicia a criação de empresas formidáveis nesses países, alicerçadas por uma equipe de funcionários altamente qualificados. Enquanto eles aperfeiçoam seu sistema político econômico capitalista, construído sobre as bases sólidas da livre concorrência; aqui nossos empresários de pequeno, médio, e até de grande porte, diante de sua total ignorância sobre o processo político econômico, limitam-se a seguir outros empresários, e de preferência os maiores, que realmente se dão bem com os trambiques. É um ciclo vicioso não acabamos com a corrupção por falta de consciência e conhecimento, e não conseguimos atualizar nosso conhecimento por causa da corrupção… 

    A livre concorrência é fundamental para o sistema capitalista. Se poucas empresas tiverem acesso aos contratos públicos através da corrupção, isso desequilibra todo o sistema; que passará a premiar o empresário trambiqueiro, no lugar do mais competente; tornando nossas empresas verdadeiros dinossauros, perto do que se tem nos países desenvolvidos. Os empresários são os que mais deveriam zelar e cobrar pela austeridade na administração pública, mas acabam sendo os principais agentes da corrupção. Alguns até se dão muito bem, quando têm “bons” contatos no mundo político, compensando inclusive as perdas que sofrem com esses ladrões; mas são uma minoria. 

    A grande maioria fica feliz em dar dinheiro pra campanha política dos ladrões, e entrar pra quadrilha, achando que também poderá roubar à vontade. Realmente receberão algumas vantagens, mas que nem de longe compensarão o estrago feito pelos políticos ladrões. A primeira coisa que os vermes fazem, é desviar os recursos da educação e pesquisa científica. O que deixa nossos empresários sem a menor condição de competir com os estrangeiros. Nos EUA, o governo paga a pesquisa científica de suas empresas, e também espiona as de outros países para elas de graça. Enquanto aqui, damos dinheiro pro ladrão se eleger e roubar os recursos que são das empresas, através da pesquisa científica. Devemos ser até motivo de piadas no exterior…

    Por isso acontecem fenômenos interessantes no Brasil. No auge da crise financeira internacional, o país vivia um excelente momento econômico, só que os investimentos estrangeiros diminuíram em função das dificuldades dessas empresas em seus países. Entretanto, nossas necessidades de investimento não pararam. Ora, mas por que os próprios empresários nacionais não investiram, como os chineses, russos, e indianos, que continuaram, e continuam crescendo; se o BNDES tinham dinheiro sobrando para emprestar a juros muito atraentes? Isso é extremamente simples, e acontece, porque não temos profissionais qualificados em número suficiente, para assumir as mesmas responsabilidades daqueles que vem para cá junto com as empresas estrangeiras.

    Não bastasse tudo isso, a corrupção política evoluiu, ganhando espaço inclusive no mundo acadêmico, sob o nome de neoliberalismo. É a antiga nobreza feudal, uma classe parasitária, que nada produz, mas engorda como um verme gigantesco; tomando o poder de quem trabalha e produz, através da ESPECULAÇÃO FINANCEIRA, ou se preferirem, DITADURA DO MERCADO. 

    Assim, nossos empresários, que não conseguem reunir profissionais competentes nem para investir em seu próprio país, caíram no conto do “fundo soberano”. Já temos quase meio trilhão de dólares em reservas internacionais aplicadas no exterior, e eles acharam que poderiam investir lá fora, igualmente multinacionalizando-se; mas diante dessas dificuldades apontadas, como já previsto pela DITADURA DO MERCADO (os especuladores financeiros), acabaram impossibilitados de investir no exterior; e os recursos precisaram ser investidos em títulos podres americanos, que pagam 1% ao ano de juros ao Brasil, enquanto desvalorizam quase 5% devido à inflação. E tem mais, recursos sobrando em dólares para facilitar a multinacionalização de nossas empresas, é algo que interessa aos industriais; quem é comerciante, e depende exclusivamente do mercado interno, tem outras necessidades, e deve exigir um mercado interno mais aquecido, e não facilidades para investir no exterior. Ao entupir Brasília de ladrões e salafrários, os empresários chegaram ao cúmulo de ver o dinheiro que é deles da pesquisa científica, sendo desviado; e os investimentos produtivos no exterior sendo aplicados na especulação financeira. É o ciclo vicioso, não podem investir, porque não têm know how; e não tem know how, porque deixam roubar os recursos que seriam investidos na educação, para adquirir esse mesmo know how.

    Reflitam: O que pode fazer um governo deixar de capitalizar sua empresa de petróleo, para que possa explorar sozinha o pré sal; e a Infraero, para que possa administrar melhor os aeroportos; e em troca disso, investir em títulos podres americanos, importando a crise deles para cá? Não tem gente levando propina por fora para fazer isso? Quem foi que financiou o Marcos Valério no mensalão, para que emprestasse dinheiro ao PT e seus aliados, deixando-os endividados até o pescoço? Isso mesmo, a VISA NET, uma multinacional dos banqueiros internacionais, da especulação financeira. Agora, o que deveria ser investido na produção, está sendo pessimamente mal aplicado nessa ciranda, que faz sumir as economias do povo brasileiro. 

    Se parte desses recursos (temos quase meio trilhão) fossem investidos em empresas como a Petrobrás e a Infraero, ou formado consórcios de empresas genuinamente nacionais para desestatizar o setor; veríamos no Brasil a criação de altos cargos executivos altamente remunerados, o aumento da pesquisa científica, e uma imensidão de concursos públicos com excelentes empregos aos nossos jovens. Não somos contra as multinacionais, mas elas devem vir para suprir nossas dificuldades de investimentos, que não existem no momento, e aumentar a livre concorrência. Pois quando vêm pra cá, além de não produzirem suas pesquisas científicas no Brasil, também pagam seus mais altos salários no exterior, elevando o mercado interno deles, reduzindo o nosso, e retirando de nossos jovens as oportunidades que por direito devem ser deles. 

    Entre os pouquíssimos que se dão bem com a corrupção, dentre eles principalmente especuladores e políticos, é comum mandar o dinheiro dos trambiques ao exterior. Até porque, se ficasse aqui, não teria como justificar esses recursos no imposto de renda. Então, devem comprar ações de multinacionais no exterior, e usar de sua influência para que elas invistam aqui no Brasil; onde contratarão serviços de empresas desses acionistas no Brasil, trocando favores e legalizando os recursos desviados anteriormente. Esses são os ladrões que deram certo, e quem não faz parte do trambique, pode ter certeza de que está entrando pelo cano. E não adianta vir dizer que o dinheiro acaba voltando ao país, porque a pesquisa científica e os mais elevados salários dessas empresas continuam no exterior, empobrecendo o Brasil, seu povo, e suas empresas. Se hoje nossos jovens recebem apenas as migalhas, enquanto os deles ficam com o filet mignon; isso se deve à corrupção. E se a corrupção se generalizou, e está ativa dessa forma no país; isso se deve aos próprios empresários.

    Para compreender melhor o assunto:

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=351949744940694&set=a.300951956707140.1073741826.300330306769305&type=3&theater 

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2013/11/existempartidos-como-o-pt-pdt-psb-etc.html 

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=303084256493910&set=a.300951956707140.1073741826.300330306769305&type=3&theater

     

  11. democracia direta

    28 de dezembro de 2013 9:33 pm

    NO BRASIL O EMPRESÁRIO DÁ DINHEIRO AO LADRÃO QUE LHE ROUBA
    Parece incrível, mas grande parte de nossos empresários são os principais culpados pela disseminação da violência, e até arrastões que temos visto ultimamente em shoppings. Se nossa juventude frequentasse uma escola de período integral, onde fosse incentivada a progredir nos estudos, acompanhada por psicólogos, e praticando esportes de alto nível. Além de não correrem atrás de ideologias extremistas, e buscar promover o caos na sociedade; ainda evitaríamos o vexame olímpico, com a participação apagada que vamos ter.

    Se querem saber o que estão colocando na cabeça de nossos jovens:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2013/11/movimentos-sociais.html 

    O QUE NOSSOS EMPRESÁRIOS GANHAM COM ISSO?

    Absolutamente nada. De fato, a classe empresarial brasileira foi quem melhor assimilou a tradição de corrupção e trambiques, que datam desde a colonização do país; quando presidiários recebiam indulto, se viessem para o Brasil, criando uma cultura extremamente corrupta. Para agravar ainda mais, na maioria de nossos empresários de nível médio a despolitização é uma característica marcante, aliada à deficiência de ensino; onde muitos nem cursaram uma faculdade, e os que tiveram esse privilégio, fizeram cursos de péssimo nível. Para se ter uma ideia da situação, não temos notícias de nenhum curso superior no país, seja de economia, administração, sociologia, história, geografia, direito, etc; que leve aos seus alunos o conhecimento desse fenômeno social e político, encontrado nas sociedades mais avançadas; que também é escondido pela mídia:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2013/10/plebiscitos-referendos-e-recalls-pelo.html 

    Porque não precisa ser nenhum gênio, para perceber que esse sistema mais democrático é o que propicia a criação de empresas formidáveis nesses países, alicerçadas por uma equipe de funcionários altamente qualificados. Enquanto eles aperfeiçoam seu sistema político econômico capitalista, construído sobre as bases sólidas da livre concorrência; aqui nossos empresários de pequeno, médio, e até de grande porte, diante de sua total ignorância sobre o processo político econômico, limitam-se a seguir outros empresários, e de preferência os maiores, que realmente se dão bem com os trambiques. É um ciclo vicioso não acabamos com a corrupção por falta de consciência e conhecimento, e não conseguimos atualizar nosso conhecimento por causa da corrupção… 

    A livre concorrência é fundamental para o sistema capitalista. Se poucas empresas tiverem acesso aos contratos públicos através da corrupção, isso desequilibra todo o sistema; que passará a premiar o empresário trambiqueiro, no lugar do mais competente; tornando nossas empresas verdadeiros dinossauros, perto do que se tem nos países desenvolvidos. Os empresários são os que mais deveriam zelar e cobrar pela austeridade na administração pública, mas acabam sendo os principais agentes da corrupção. Alguns até se dão muito bem, quando têm “bons” contatos no mundo político, compensando inclusive as perdas que sofrem com esses ladrões; mas são uma minoria. 

    A grande maioria fica feliz em dar dinheiro pra campanha política dos ladrões, e entrar pra quadrilha, achando que também poderá roubar à vontade. Realmente receberão algumas vantagens, mas que nem de longe compensarão o estrago feito pelos políticos ladrões. A primeira coisa que os vermes fazem, é desviar os recursos da educação e pesquisa científica. O que deixa nossos empresários sem a menor condição de competir com os estrangeiros. Nos EUA, o governo paga a pesquisa científica de suas empresas, e também espiona as de outros países para elas de graça. Enquanto aqui, damos dinheiro pro ladrão se eleger e roubar os recursos que são das empresas, através da pesquisa científica. Devemos ser até motivo de piadas no exterior…

    Por isso acontecem fenômenos interessantes no Brasil. No auge da crise financeira internacional, o país vivia um excelente momento econômico, só que os investimentos estrangeiros diminuíram em função das dificuldades dessas empresas em seus países. Entretanto, nossas necessidades de investimento não pararam. Ora, mas por que os próprios empresários nacionais não investiram, como os chineses, russos, e indianos, que continuaram, e continuam crescendo; se o BNDES tinham dinheiro sobrando para emprestar a juros muito atraentes? Isso é extremamente simples, e acontece, porque não temos profissionais qualificados em número suficiente, para assumir as mesmas responsabilidades daqueles que vem para cá junto com as empresas estrangeiras.

    Não bastasse tudo isso, a corrupção política evoluiu, ganhando espaço inclusive no mundo acadêmico, sob o nome de neoliberalismo. É a antiga nobreza feudal, uma classe parasitária, que nada produz, mas engorda como um verme gigantesco; tomando o poder de quem trabalha e produz, através da ESPECULAÇÃO FINANCEIRA, ou se preferirem, DITADURA DO MERCADO. 

    Assim, nossos empresários, que não conseguem reunir profissionais competentes nem para investir em seu próprio país, caíram no conto do fundo soberano. Já temos quase meio trilhão de dólares em reservas internacionais aplicadas no exterior. Eles acharam que poderiam investir lá fora, igualmente multinacionalizando-se; mas diante dessas dificuldades apontadas, como já previsto pela DITADURA DO MERCADO (os especuladores financeiros), acabaram impossibilitados de investir no exterior; e os recursos precisaram ser investidos em títulos podres americanos, que pagam 1% ao ano de juros ao Brasil, enquanto desvalorizam quase 5% devido à inflação. E tem mais, recursos sobrando em dólares para facilitar a multinacionalização de nossas empresas, é algo que interessa aos industriais; quem é comerciante, e depende exclusivamente do mercado interno, tem outras necessidades, e deve exigir um mercado interno mais aquecido, e não facilidades para investir no exterior. Ao entupir Brasília de ladrões e salafrários, os empresários chegaram ao cúmulo de ver o dinheiro que é deles da pesquisa científica, sendo desviado; e os investimentos produtivos no exterior sendo aplicados na especulação financeira. É o ciclo vicioso, não podem investir, porque não têm know how; e não tem know how, porque deixam roubar os recursos que seriam investidos na educação, para adquirir esse mesmo know how.

    Reflitam: O que pode fazer um governo deixar de capitalizar sua empresa de petróleo, para que possa explorar sozinha o pré sal; e a Infraero, para que possa administrar melhor os aeroportos; e em troca disso, investir em títulos podres americanos, importando a crise deles para cá? Não tem gente levando propina por fora para fazer isso? Quem foi que financiou o Marcos Valério no mensalão, para que emprestasse dinheiro ao PT e seus aliados, deixando-os endividados até o pescoço? Isso mesmo, a VISA NET, uma multinacional dos banqueiros internacionais, da especulação financeira. Agora, o que deveria ser investido na produção, está sendo pessimamente mal aplicado nessa ciranda, que faz sumir as economias do povo brasileiro. 

    Se parte desses recursos (temos quase meio trilhão) fossem investidos em empresas como a Petrobrás e a Infraero, ou formado consórcios de empresas genuinamente nacionais para desestatizar o setor; veríamos no Brasil a criação de altos cargos executivos altamente remunerados, o aumento da pesquisa científica, e uma imensidão de concursos públicos com excelentes empregos aos nossos jovens. Não somos contra as multinacionais, mas elas devem vir para suprir nossas dificuldades de investimentos, que não existem no momento, e aumentar a livre concorrência. Pois quando vêm pra cá, além de não produzirem suas pesquisas científicas no Brasil, também pagam seus mais altos salários no exterior, elevando o mercado interno deles, reduzindo o nosso, e retirando de nossos jovens as oportunidades que por direito devem ser deles. 

    Entre os pouquíssimos que se dão bem com a corrupção, dentre eles principalmente especuladores e políticos, é comum mandar o dinheiro dos trambiques ao exterior. Até porque, se ficasse aqui, não teria como justificar esses recursos no imposto de renda. Então, devem comprar ações de multinacionais no exterior, e usar de sua influência para que elas invistam aqui no Brasil; onde contratarão serviços de empresas desses acionistas no Brasil, trocando favores e legalizando os recursos desviados anteriormente. Esses são os ladrões que deram certo, e quem não faz parte do trambique, pode ter certeza de que está entrando pelo cano. E não adianta vir dizer que o dinheiro acaba voltando ao país, porque a pesquisa científica e os mais elevados salários dessas empresas continuam no exterior, empobrecendo o Brasil, seu povo, e suas empresas. Se hoje nossos jovens recebem apenas as migalhas, enquanto os deles ficam com o filet mignon; isso se deve à corrupção. E se a corrupção se generalizou, e está ativa dessa forma no país; isso se deve aos próprios empresários.

    Para compreender melhor o assunto:

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=351949744940694&set=a.300951956707140.1073741826.300330306769305&type=3&theater 

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2013/11/existempartidos-como-o-pt-pdt-psb-etc.html 

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=303084256493910&set=a.300951956707140.1073741826.300330306769305&type=3&theater

     

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