Após 9 meses de pandemia, governo anuncia investimento em agentes comunitários

Pazuello lança curso de formação de agentes comunitários e de combate a endemias com intuito de reduzir custo da rede hospitalar no SUS

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Ao lado de Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello assinou nesta terça (8) um decreto que estabelece as diretrizes para a criação do programa “Saúde com Agente”, que visa atualizar a formação de 381 mil agentes comunitários e de combate a endemias, em curso a ser ofertado pelo governo federal ao longo de 35 semanas.

O investimento, segundo Pazuello, é de 300 milhões de reais, sendo 5 bilhões para a folha de pagamento do contingente de agentes que supera o do Exército brasileiro.

De acordo com o ministro, a ideia é capacitar os agentes comunitários para monitorar e prevenir o desenvolvimento de várias doenças, como diabetes e hipertensão, sobretudo em grupos de risco, idosos, crianças e mulheres em idade fértil. O objetivo é reduzir, no médio a longo prazo, os custos da rede hospitalar do SUS.

Durante o evento de lançamento do programa, que durou menos de 20 minutos, Pazuello não fez nenhuma referência ao uso dos agentes comunitários no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Especialistas em epidemia já criticaram o governo Bolsonaro por ter descartado este instrumento na crise sanitária. Com os agentes comunitários, o Brasil teria capacidade de criar um plano nacional de rastreamento e isolamento de casos de Covid-19, na tentativa de romper com as cadeias de transmissão do vírus.

Em entrevista ao Roda Viva, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que descartou o uso dos agentes comunitários porque não dispunha de Equipamentos de Proteção Individual para todos, no início da pandemia. Mas a situação se estabilizou ao longo dos meses, sendo que o Ministério da Saúde continuou sem investir neste plano.

Pazuello disse que desenvolve desde junho o programa Saúde com Agente. A ministra Damares Alves não estava presente, mas o Ministério da Saúde fez questão de ressaltar que, a pedido dela, inseriu no curso de reciclagem a capacitação para detectar casos de violência doméstica, auto-mutilação e tendência de suicídio.

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