Após reunião com Bolsonaro, Mandetta avisa que fica

Enquanto não houver regularização de estoques e EPIs e respiradores, e condições de mudar recomendações, continua afirmando que as orientações dos governadores devem ser seguidas.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; participa de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, sobre as ações de enfrentamento ao covid-19 no país

Jornal GGN – Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, participa de coletiva após a reunião no Planalto, com Jair Bolsonaro. O ministro faz elogios ao ministério e ao trabalho realizado até agora. Insiste que o seu trabalho, e o de todos, é técnico, não é político. Diz que é muito difícil um momento como esse, que é muito difícil trabalhar nesse sistema onde não se sabe o que vai ser no próximo dia ou semana. A doença não tem roteiro.

“Não somos donos das verdades, somos donos das dúvidas”, diz Mandetta, e diz que estão dando o melhor nesta crise. “Procuramos ser a voz da ciência”, diz ele. Afirma que abriram o ministério da Saúde para todos os outros ministérios e trabalharam com transparência, sem medo da crítica construtiva, que faz andar para a frente.

A dificuldade é quando, por determinadas situações, as críticas não vêm no sentido de construir e sim para criar dificuldades. E isso tem sido uma constante. Diz que o trabalho hoje não rendeu no ministério por dúvidas sobre sua permanência ou não.

Avisa que vão continuar e enfrentar o inimigo que é de todos, o Covid-19, que tem uma sociedade para proteger, para cuidar. Vai tentar melhorar as condições de trabalho para que possam trabalhar. Diz que a reunião foi muito produtiva, que o governo se reposiciona no sentido de mais união, mais foco, e mais centrados no problema comum.

E termina a coletiva dizendo que vão trabalhar, saber se China vai fornecer equipamentos, se o mercado internacional vai dar condições de segurança. Enquanto não houver regularização de estoques e EPIs e respiradores, e condições de mudar recomendações, continua afirmando que as orientações dos governadores devem ser seguidas.

A sociedade precisa entender que a movimentação social é tudo que o vírus quer, e vai levar o vírus para as camadas mais frágeis e mais numerosas. Vida é vida, não tem nenhuma pessoa que chegue que não será atendida, todos precisam de atendimento e não estamos prontos para escalada de casos nas grandes metrópoles, falta muito ainda.

Diz que favelas são históricas e as pessoas têm o direito de estarem onde querem viver.

Este final de semana foi de muita reflexão. E voltaram com as baterias focadas com a semana de trabalho.

Começaram com mais um solavanco e espera que agora tenham paz para poder conduzir, e conta com a colaboração dos órgãos de imprensa para, com esta equipe, atravessar e trabalhar. Por enquanto o que se tem é saída primitiva é o isolamento, os medicamentos e pesquisas vão avançando, e algumas respostas podem chegar.

Temos dificuldades de testes e logística internacional. O problema não é só o vírus, mas de uma doença que atacou o sistema mundial. O momento é de cautela, proteção, distanciamento social. Isso ainda não é lockdown nem quarentena, é muito mais leve. O que não pode é aglomerar.

E a gente vai seguindo, com casos relativamente controlados, não permitindo que os casos saiam de controle.

Diz que ele e todos os colaboradores entraram juntos e juntos sairão do ministério.

Diz ainda que, depois da reunião, foi levado a uma sala onde dois médicos o esperavam para fazer um protocolo para cloroquina. Negou o protocolo mas disse que todo estudo é bem vindo e com estudo pode-se liberar, primeiro saber se é bom antes de liberar. E vai-se fazer pela ciência, sem perder o foco, com disciplina e planejamento.

 

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