Coronavírus, mudanças na mídia e menos fontes de informação

Quando se mais precisa de novas vozes, mercado de comunicação vai ter menos caras novas, menos recursos e menos pontos de venda

Jornal GGN – Nos momentos de crise pandêmica, quando surge a necessidade de verificação completa de informação e de novas vozes, o mundo da mídia está migrando para uma concentração cada vez maior, reduzindo recursos e a quantidade de caras novas vistas no mercado.

“O consumo de notícias e de streaming pode estar aumentando, mas agora que o público precisa de mais mídias importantes, e de mais vozes confiáveis, do que nunca, a crise do Covid-10 está garantindo que teremos cada vez menos”, afirma Merrill Brown, fundador e CEO da The News Project Inc., em artigo publicado na CNN.

Para o articulista, a revolução midiática que está em andamento tem sido “dramaticamente acelerada” pelo coronavírus, e será rival de eventos históricos como a introdução da televisão, o crescimento dos serviços a cabo e o desenvolvimento da Internet.

Embora isso esteja ocorrendo apenas em parte por conta das forças do mercado e das mudanças tecnológicas, Brown afirma que, pela primeira vez, “um fenômeno de comunicação em massa está se acelerando como resultado de uma catástrofe global”.

Brown ressalta que muitas empresas de informação e entretenimento digitais vão desistir ou ser engolidas por grandes empresas, por conta do colapso da estrutura publicitária e dos limites orçamentários da população em um cenário de recessão econômica. Entre essas empresas estão jornais, sites de notícias de grande e pequena escala que dependem de publicidade, conglomerados conduzidos por herdeiros que estão em situação ruim, além de emissoras de televisão de segunda categoria.

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“É quase certo que a consolidação, principalmente a consolidação construída em cima de pessoas e de um cenário de horror econômico – e não de novas tecnologias, crescimento econômico ou inovação de produtos – representa menos vozes confiáveis, menos qualidade, opções de notícias e entretenimento recém-produzidas, o uso maior de programação existente por redes e distribuidoras e mais opções de baixo custo”.

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