Jornal Nacional começa campanha de Moro para 2022, por Eliara Santana

Se há ainda alguma dúvida, a edição deixa claro que, no embate, Moro é o grande vencedor. Será reconstruído como herói. Os dias não serão fáceis para Bolsonaro e filhos.

Jornal Nacional começa campanha de Moro para 2022

por Eliara Santana

BOLETIM DO JN 24-04

Uma edição histórica. Um horário eleitoral antecipado, não há dúvida.
55 minutos sem intervalo no Jornal Nacional. Sem blocos. Todo esse tempo para que o ex-ministro pudesse explicar as razões de suas saída. Sem questionamentos.

A escalada já marcou sem interrupção o embate, a acusação do presidente a Sergio Moro, os motivos do ex-juiz, o contra-ataque (com provas).

Foi um aperfeiçoamento da edição, de março de 2016, que impediu Lula de ser ministro-chefe da Casa Civil e selou o impeachment de Dilma Rousseff. Não se prepara uma edição como essa em menos de um dia.

Ainda na escalada da edição:

1. Há uma recontextualização de momentos históricos para marcar a dissonância na fala de Bolsonaro. Bonner e Renata na bancada, de preto:

“Novembro de 2018 – O presidente da República anuncia que vai dar carta-branca ao homem que escolheu como ministro da justiça (“Sergio Moro, no Ministério da Justiça, com todos os meios, inclusive a COAF, pra combater a corrupção. O compromisso que eu tive com ele é carta-branca pra combater a corrupção e o crime organizado” – Bolsonaro).

Abril de 2020 – Contra a vontade de Sérgio Moro, o presidente Jair Bolsonaro demite o diretor da Polícia Federal Maurício Valeixo, e o ex-ministro Moro pede demissão do Ministério com denúncias graves contra o presidente (entra Moro falando ainda na chamada para a edição).

2. É apontada a preocupação central de Bolsonaro: com inquéritos que correm no STF – ou seja, não se trata de uma simples troca de ministro

3. Bolsonaro “desqualifica a pessoa de Sérgio Moro e diz que ele não tem compromisso com o Brasil, mas apenas com seu próprio ego”

4. E para marcar seu lugar de autoridade, que não tem ligação com nenhum lado, “o Jornal Nacional cobra do ex-ministro Sérgio Moro provas das acusações que ele fez ao presidente e de que Moro não barganhou a nomeação para o STF em troca de demitir o diretor da PF”.

4. E o ex-ministro mostra provas com EXCLUSIVIDADE ao JN

A escalada também mostra a reação negativa do mercado financeiro (com recorde do dólar) e o número de casos confirmados da Covid, que chega a 53 mil.

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O cenário turbulento está dado e vai se delinear ao longo da edição.

O primeiro grande bloco de uma só matéria do jornal começa com o vaticínio de Bonner: “Termina hoje de forma avassaladora a passagem de Sérgio Moro pelo Ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro. O ex-juiz celebrizado pela Operação Lava-Jato, que recebeu do então presidente eleito carta-branca para combater a corrupção e o crime organizado, deixou o cargo após a exoneração do braço direto dele”.

A retomada do personagem Moro, o juiz herói, começa a se desenhar na narrativa da saída. “O estrago estava feito. A exoneração de Valeixo foi a gota d’água pra Moro, que vinha sendo esvaziado no governo há meses. Ele avisou a imprensa que faria um pronunciamento às 11 horas em Brasília. No horário marcado, diante dos jornalistas e de integrantes do Ministério da Justiça, o ex-juiz anunciou que deixava o governo mas também fazia acusações graves ao presidente Jair Bolsonaro que reverberaram o dia todo e que também levaram o presidente Jair Bolsonaro a fazer um pronunciamento seis horas depois”.

Para mostrar credibilidade, “o Jornal Nacional procurou o ministro para cobrar provas das acusações que ele havia feito publicamente ao presidente pela manhã. E o ex-ministro Moro as apresentou. É essa sucessão de fatos que o Jornal Nacional começa a apresentar a partir de agora”.

Por “sucessão de fatos”, podemos compreender uma narrativa para legitimar Sergio Moro e alijar Jair do poder.

Na sequência, e por quase 30 minutos, sem blocos e sem interrupção para anunciantes, o que se viu foi a reprodução conduzida e analisada do pronunciamento de Sérgio Moro – ele tem toda a prerrogativa da fala, e o faz sem qualquer interrupção, com a intervenção da bancada para marcar pontos estratégicos e delinear o juiz-herói. Alguns elementos:

Ele quis evitar que a crise política acontecesse nesse momento em que o país enfrenta a pandemia do coronavírus: e Moro começa comentando o número recorde de óbitos.

Ele lembra os termos em que foi convidado para compor o ministério, ressaltando o caráter de uma “missão” a ser cumprida contra a corrupção

– Moro diz que vai procurar emprego – que não se enriqueceu no serviço público.

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– Lula retorna ao JN como personagem condenado por Moro – é exemplo do sucesso na luta contra a corrupção

– Edição mostra e recapitula todos os embates entre Moro e Bolsonaro por conta do suposto combate à corrupção.

– As investigações sobre Flavio Bolsonaro aparecem com destaque e a questão do Coaf é trazida à tona

A edição das imagens (congeladas ou não) traz figuras de um Moro figura de autoridade, um “imperador”, inquestionável na aura de combatente da corrupção. Ele não fala a não ser no pronunciamento.

Disse que a PF tem de ter autonomia – “e imaginem se o ex-presidente Luís ficasse ligando para ter informação…”. Moro não menciona o nome Lula, apesar da referência ao ex-presidente.

Bonner anuncia a fala de Moro ou a menção sobre o “assim chamado” gabinete do ódio. Não houve matérias ou mais explicações sobre isso, mas elas virão… Bonner também menciona na sequência a investigação aberta sobre a origem das manifestações antidemocráticas que ocorreram em Brasília. Todas são antecipações de temas que entrarão na pauta.

Bonner também sinaliza que Moro se posicionou contra a interferência política na Policia Federal

Após 20 minutos de trechos do discurso de Moro, Bonner anuncia que ele deixa o cargo 512 dias depois de ter sido nomeado pelo presidente. A partir daí, e por mais quase seis minutos, começa uma recapitulação das ações de Moro, de seu combate na Lava Jato (que conseguiu prender o ex-presidente Lula), muitas imagens dele, a projeção na magistratura, sendo conhecido como “o juiz da Lava Jato”. Segundo a matéria, “o protagonismo” causou atritos com o presidente, e os conflitos não retardaram.

– As investigações sobre Flavio Boslonaro, com imagens do filho 01, aparecem em destaque.

Após mais de 25 minutos de Moro, entra a fala de Bolsonaro no pronunciamento.

Bonner e Renata entrecortavam a fala com interpretações, muito mais que em relação a Moro. O tempo de fala e de exposição de Bolsonaro é bem menor que o de Moro.

45 minutos depois, aparecem as muitas críticas à demissão – continua sem intervalo.

– Transparência internacional se manifesta contrariamente.

– Nas repercussões negativas sobre a demissão, João Doria fala no “outro vírus” que está no Palácio do Planalto.

– Bonner fala numa repercussão grande na Imprensa internacional – a edição das cenas mostra a imagem imperial de Moro ao fundo, e imagens dos jornais que vão passando.

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Na sequência, Ibovespa caindo, dólar disparando.

E a repórter insinua que Guedes pode ser o próximo a sair…

“Todas as regiões do pais registram panelaços”, como ilustram a as imagens.

Apesar de Bolsonaro ter citado e ter tentado estabelecer a analogia – “quem mandou matar Jair Bolsonaro?” – O assunto Marielle não é mencionado pelo JN. É uma carta na manga essencial e não será desperdiçada com insinuações aleatórias.

Uma hora e cinco minutos depois – sem intervalo – a chamada para a Covid no Brasil, que já tem quase 50 mil infectados – nas ultimas 24 horas confirmaram-se mais de 357 óbitos.
A rede de saúde do Rio chega ao limite. Pandemia atinge PMs em Manaus e prejudica verificação de óbitos no Pará. Há afrouxamento da quarentena em Goiás, apesar do pedido do governador para as pessoas ficarem em casa.

O terceiro bloco traz internacional, com foco grande na iniciativa da OMS e de líderes mundiais para distribuição de testes, tratamentos e vacinas. o Brasil ficou de fora, nem foi lembrado. Há um balanço também da situação alarmante nos EUA, com quase 900 mil casos e mais de 50 mil mortos. O Islã tem um Hamadã vazio, e Itália e Espanha apresentam menor número de mortes.

Depois, no quarto bloco, o aniversário de 90 anos de José Sarney, e o “esforço nacional” das empresas para ajudarem o Brasil.

Se há ainda alguma dúvida, a edição deixa claro que, no embate, Moro é o grande vencedor. Será reconstruído como herói. Os dias não serão fáceis para Bolsonaro e filhos. Como coloquei mais cedo, a parceria Moro-Rede Globo tem longa data e é bem estruturada. Essa edição é um retrato.

Em dia de fortes emoções, é isso.

Boa noite.

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17 comentários

  1. Já vi esta cena com o filho do Antonio Carlos Magalhães. Ele morreu e a direita ficou sem pé e mão.

  2. O camisa preta do Paraná é carta fora do baralho para a sucessão presidencial.
    No entanto, e isso ficou bem claro na seu demagógico discurso onde informou sua saída deste grupo miliciano,continuará como importante cabo eleitoral contra o presidente Lula que,não de graça, recebê todo apoio da emissora golpista.
    A eleição de 2022 está muito perto e muito longe ao mesmo tempo.
    Perto porque a direita afoita,ciente do crime que cometeu colocando esse sujeito na presidência da República, tenta,de toda forma, viabilizar um nome para o próximo pleito de forma a se dissociar desta figura e viabilizar seu contemplado.
    É está longe porque faltam mais de 2 anos e muita coisa ainda pode acontecer, ainda mais em tempos de pandemia cujo resultados ainda são desconhecidos.
    A mídia golpista ainda tem força mas já não tão vital assim.
    O herói propagado por ela pode,muito em breve,ir para o lugar onde gostava de mandar os outros:A cadeia.
    Essa mesma mídia, se investigações sérias forem feitas, tem tudo para acompanhar seu herói/pupilo.
    Aviso ao PCC: Se cuidem que essa gente vai querer disputar o espaço com vocês.

  3. O bolsonarismo ficou bastante reduzido, mas o estrago vai ficar marcado por décadas na memória deste país.

    Mesmo saindo atirando, a grande maioria do eleitorado não vai esquecer dos beijos e abraços entre Moro e o presidente Eleito em 2018, principalmente se o estrago pela falha do governo no combate ao coronavírus for grande e provocar muitas mortes.

    Esta dor imensa será carregada por muitas famílias, por muito tempo e dificilmente os culpados serão perdoados, principalmente numa disputa eleitoral.
    E as próximas eleições ocorrerá em menos de dois anos depois que tragédia ocorrer, o que é muito pouco tempo para cicatrizar uma ferida tão grande. Tudo ainda estará bem vivo nas memórias das pessoas.

    Além disso tem outros aspectos, para vencer um candidato do PT, o adversário se houver, precisará de todos os votos do bolsonarismo, e com certeza alguém que deu tiro de prata não será este candidato, por mais irracional que isto possa parecer, e não é irracional, muito pelo contrário.

    Haverá aqueles que vão anular o seu voto, que votarão no PT para se vingar, e outros cenários, quase todos favorecendo o candidato do PT, quem em 2018 obteve 30% dos votos úteis no primeiro turno, e 45% no segundo turno, e deve conseguir bem mais na próxima eleição, qualquer que seja o adversário.

  4. Não existem duvidas temos três delinquentes: globo, moro, bolsonaro.
    Ainda acho que o delinquente mais espontâneo e honesto na vida criminoso é bolsonaro.
    Globo e moro no embate serão a continuação piorada do bolsonarismo, e a terra da santa cruz será lembrada como uma banal expressão geográfica.

  5. Para certa parcela da mídia parece que a Globo manda no Brasil…Se a Vênus Platinada de fato mandasse neste triste país Bolsonaro nem teria sido eleito! A Globo é mesmo uma testa de ferro e, para aqueles que de fato mandam no Brasil, chegou a hora de derrubar o Bozo e colocar na presidência o recém-convertido à democracia e à moderação Mourão. Se Sérgio Moro for exposto a uma investigação séria, sua áurea de paladino da justiça não se sustenta de pé e em uma eventual campanha eleitoral esta imagem se derreteria em um piscar de olhos. Eu quero é mais que Bolsonaro e Moro se estraçalhem em praça pública, porque neste jogo de versões os dois tem razão e ambos não valem nada!

  6. O máximo que esse cara vai conseguir é votos para ser deputado estadual, e no Paraná, isto se estiver muita sorte e o estrago do coronavírus não for muito grande no inverno que se aproxima.

    anexo:
    (http://www.turismo.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=393)
    Estado do Paraná –Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo
    A capital do estado, Curitiba, localiza-se em um planalto, e o terreno plano com áreas inundadas contribuem para o seu
    inverno ameno e úmido com temperatura média de 13 °C no mês mais frio, caindo por vezes abaixo de 2 °C em dias mais frios.

    Durante o verão, a temperatura média é em torno de 21 °C, mas pode subir acima de 30 °C, em dias mais quentes. Ondas de calor durante o inverno e ondas de frio no verão não são incomuns e, mesmo dentro de um único dia, pode haver uma grande variação, uma característica típica do clima subtropical.

  7. Moro é o candidato dos interesses defendidos pela Globo. Bolsonaro será a escada para a assunção do “herói” Moro visando a 2022. E para alcançar seus objetivos, Moro lança no lixo qualquer traço de Ética. Vou argumentar sobre o caráter de Moro.
    (1) meu conceito sobre a deputada Carla Zambelli: é uma idiota bolsonarista. Acredito que este predicado é suficientemente revelador.
    (2) Moro e esposa foram padrinhos de casamento de Carla há 2 meses, com discurso e tudo. Isso demonstra uma proximidade entre ambos.
    (3) Na mensagem apresentada por Moro à Globo, Carla Zambelli claramente procura fazer uma conciliação entre Bolsonaro e Moro. E trata do interesse de ambos: a Direção da PF, para Bolsonaro, e a vaga no STF, para Moro. Não iria tratar do STF se isso não fosse do real interesse de Moro.
    (4) A troca de mensagens entre Carla e Moro teve claramente um caráter privado. Este é um ponto relevante pra revelar o caráter de Moro.
    (5) Moro não teve a menor restrição ética ao divulgar uma conversa privada com sua “afilhada”, pois isto favorece a realização de sua ambição.
    Portanto, a ausência de Ética, já comprovada na VazaJato, revela que Moro é um sujeito capaz de qualquer ação para concretizar sua ganância. É um sujeito perigoso e traiçoeiro.

  8. COMUNICAÇÃO, A MÃE DE TODAS AS TRAGÉDIAS

    1) Graças ao botão “Lembranças” do Facebook, há 6 anos:
    Emir Sader
    25 de abril de 2014 ·
    Uma política de comunicações desastrosa do governo permitiu a criação do clima de que há corrupção generalizada no governo. Qualquer suspeita, mesmo sem nenhum fundamento, e’ veiculada e reiterada com total impunidade e sem nenhum contraponto por parte do governo.

    2) A deputada Carla Zambelli (PSL) teve uma conversa printada e vazada pelo ministro “pensionista” ao JN de ontem. Às 21h36, a deputada fez uma live de 11 minutos e 38 segundos. Em menos de 12 minutos deu o recado, num show de comunicação. De forma tranquila e segura, sem recorrer a nenhuma expressão forte, irada, xingamentos, indignação, nada, enalteceu a figura do presidente, vítima, e lamentou, chocada, o comportamento do ex-ministro pensionista e padrinho de casamento. De uma forma impressionantemente convincente. Deve se tornar ministra em breve.

    Apenas 14 horas depois, o vídeo apresenta os seguintes números:
    145.000 likes
    102.000 comentários
    89.007 compartilhamentos
    3.100.000 visualizações

  9. Se o Brasil quer evitar que esses tempos de destruição do país se prolonguem é urgente que os juízes cumpram suas tarefas julgando as ações contra Sérgio Moro. Os abusos de poder e outros crimes revelados pela vazamento dão a dimensão do que está por vir se o judiciário de novo se deixar emparedar.

  10. O ônus da prova foi invertido, isto é, o Bolsonaro não provou que o $érgio Moro tá à venda. O $érgio Moro foi quem provou não que não é vendável, mas que está à venda.

  11. E a “New Left”, burra como sempre, dá importância a esta falida emissora, já com seus dias contados…
    Pra início de conversa, se papai trump não der o aval, bozo não sai dali.
    E depois tem que ver o que os titios de farda (e de pijama) combinaram, já que eles são os “russos” nessa história. Que me consta, eles e bozo se fingem de inimigos pra essa ex-querda retardada brincar de oposição “à la doutor ulisses”.
    Que saco!

  12. Só faltou a caspa, será que teve boninho?

    Fica cada vez mais claro que a fala de Moro foi meticulosamente planejada por pessoas especializadas em comunicação de massa.

    As denuncias desafiam Bolsonaro a se defender atacando no escuro, pois ele não sabe a quantidade delas e o quanto estão baseadas em provas ou não, correndo o risco de ver seu desmentido desmoralizado por provas repercutidas pela maior cadeia de radio e televisão, gostemos ou não disso.

  13. Pra quem viu tudo isso vai achar que o moro é, realmente o supreómi, pois a globo é especialista em circo.
    Pra quem não viu e para os inimigos da globo e, coincidentemente, apoiadores de bolsonaro, essa demissão mata dois coelhos: o moro e a globo.
    Bolsonaro tem na garganta o maior de seus espinhos, a globo, porque do moro, ele já se livrou, e nem que ele tenha que recuperar a imagem do Lula ele vai pra cima da globo destruindo a imagem do moro.
    Vai ser uma briga de cachorro grande e, como bom cachorro, se há uma coisa que bozo gosta e faz bem, e brigar e sentir ódio.

  14. Moro por enquanto é o grande vencedor, mas poderemos ver a PF do Bolsonaro investigar Moro de forma tão imparcial como foi a Lava Jato.

  15. Perfeita a análise. O marreco é o maior inimigo da nação e quer acabar de destruir o país e entregá-lo, em escombros, aos seus patrões do hemisfério norte.

  16. Na minha opinião o lesa-patria Moro recebeu ordens pra pedir demissão.
    Ainda lembro quando começaram as revelações da Intercept com ele indo aos EUA justificando férias. Fora convocado para instruções porque esse juizeco de maringá é um perfeito coglione. Semanas atrás apareceu um pesquisador de Harvard dizendo que o Brasil não tinha liderança e na sequência esse boneco de ventrilogo sai do governo com o papo do chefe da PF.

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