21 de junho de 2026

Novo ministro anuncia “programa de teste” para afrouxar isolamento

"É preciso entender o momento e definir qual a melhor forma de isolamento. Isso tem que ser baseado em informação sólida", disse
O presidente Jair Bolsonaro e o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, durante pronunciamento no Palácio do Planalto

Jornal GGN – No primeiro pronunciamento como novo ministro da Saúde, o oncologista Nelson Teich afirmou na noite desta quinta (16) que o Brasil seguirá como um “barco à deriva” sem números mais precisos sobre a extensão da pandemia de coronavírus em solo nacional.

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Cético quanto às projeções alarmistas feitas por institutos como o Imperial College, que têm orientado a tomada de decisões em diversos países, Teich anunciou o que deverá ser o foco de sua gestão: a introdução de um programa próprio de testagem para dimensionar o tamanho da crise.

“Esse programa de teste vai ter que envolver SUS, saúde suplementar, iniciativa do empresariado. Vamos definir a melhor forma de fazer amostras, que tipo de teste [usar], se em paciente assintomático ou sintomático. Isso vai nos fazer entender a doença e definir as ações”, explicou.

“É preciso entender o momento e seguir com o caminho de definir qual a melhor forma de isolamento. Isso tem que ser baseado em
informação sólida”, defendeu.

Teich deixou claro que “existe um alinhamento completo entre mim, o presidente [Jair Bolsonaro] e todo o grupo do Ministério”. A intenção do novo ministro é “trabalhar para que a sociedade retorne cada vez mais rápido ao normal.”

A primeira colocação de Teich, no entanto, foi a de que não haveria nenhuma “mudança brusca” em relação ao trabalho deixado por Mandetta.

Ele também prometeu não fazer “polarização entre saúde e economia”, “porque elas são complementares.” Na lógica do médico, se não há empregos, não há recursos para investir em saúde.

Sobre tratamentos e vacinas em estudo, ele comentou que “tudo será tratado de forma absolutamente técnica e científica.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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9 Comentários
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  1. jossimar

    16 de abril de 2020 7:05 pm

    desgraça pouca é bobagem.
    com certeza vão continuar maquiando as estatísticas.
    E só pelo cabelo posso afirmar que será a repetição do weintraub.
    O que entra consegue ser pior do que o que sai.
    Prova que nada é impossível.

  2. Carlos Elisio

    16 de abril de 2020 8:13 pm

    Destacado no texto” É preciso entender o momento e definir qual a melhor forma de isolamento. Isso tem que ser baseado em informação sólida”, disse o bolsonarista.
    Porra, esta figura ainda nao entendeu o momento? Desceu agora no planeta?
    O mesmo blá blá blá.
    Ou seja; de onde não se espera nada não vem nada mesmo.

  3. peregrino

    16 de abril de 2020 8:24 pm

    Quando é a mentira que liberta, a única informação sólida que se pode ter é a de que a verdade mata…
    assim foi no nazismo e assim será no bolsonarismo

    genocidas que se alinham, a ponto de defenderam que muitos devem morrer para o bem da economia

    Deus queira que não aconteça, pois o deus deles é apenas um círculo, não uma Esfera

  4. alfredo machado

    16 de abril de 2020 8:33 pm

    O novo ministro, quando aceita o cargo no meio deste pandemônio, demonstra que não passa de um fantoche do louco varrido, tão varrido que resolveu exigir que o presidente da Câmara o respeite – “ele tem que me respeitar”, ou seja, é o capitão do mato em sua melhor forma.
    Tirar um ministro e sua equipe, que estão a par dos problemas que já existem e ainda irão piorar, e botar na cadeira um robô que nem equipe tem, talvez não seja motivo de espanto, pois ficar espantado, só quando esta lamentável rainha da Inglaterra acertar uma.

  5. Bo Sahl

    16 de abril de 2020 8:50 pm

    Até a pedra decorativa aqui na minha mesa sabe que precisamos fazer testes para gerir a pandemia com eficácia e minimizar mortes.
    Alguém contou ao novo “fiel e obediente” (perfil exigido) que o braZil tem imensa “fartura” de recursos? “Farta” tudo!
    Ou ele providencia, junto com o novo deschefe, os recursos (até para ter os dados, mapear as ações e salvar vidas…)
    Ou ele vai só ficar no discurso, em alinhamento ideológico com o despresidente.
    Enquanto isso, o bicho, digo o vírus vaI pegar.

  6. Edson J

    16 de abril de 2020 8:53 pm

    Já disse, comentando artigo do novo ministro, que sem testes em massa estamos como cegos em tiroteio. Os testes são, evidentemente, essenciais, imprescindíveis mesmo à estratégia de combate à pandemia. Mas, se o objetivo é antecipar o afrouxamento das restrições, estamos perdidos.

  7. Rui Ribeiro

    16 de abril de 2020 9:05 pm

    O afrouxamento (ou intensificação) das restrições de circulação vai, ou não, depender da dimensão da disseminação e propagação do vírus?

    Pelo que entendi, independentemente da dimensão da epidemia, o $ujeito vai acabar com a quarentena, cuja competência é dos Estados e Municípios.

    Mais um jegue na burrocracia

  8. regina lian

    16 de abril de 2020 11:15 pm

    Testagem por amostragem funciona pra dados q mudam diariamente?

    1. peregrino

      17 de abril de 2020 11:10 am

      da forma que pretendem fazer os testes, o ponto mais crítico ou letal da contaminação estará sempre à frente. O número de óbitos vai aumentar e os dados que colherão não vai registrar o crescimento, e cresce a cada dia. Mas a ideia parece ser justamente esta, esconder

      ótima pergunta a sua

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