Peça 1 – sobre os testes de consistência das notícias

O GGN foi o primeiro veículo a publicar o áudio em que o dono da Prevent Senior alertava para os efeitos devastadores da Covid-19 sobre seus pacientes, incluindo a própria mãe.

Na época, houve críticas devido ao fato da Internet estar coalhada de fake News. E se fosse apenas mais um fake News? Decidimos dar o áudio fundado nas seguintes evidências:

  1. No áudio, ele se refere ao nome do interlocutor, Alan. A fonte que me repassou o áudio mencionou um conhecido empresário de nome Alan, que faz parte de seu círculo de relações.
  2. O nível de detalhes da gravação exigiria uma sofisticação incomum em praticantes de fake News.

A nota saiu. A reação da Prevent foram algumas explicações titubeantes sobre o fato, mas nenhum desmentido sobre o conteúdo. O áudio serviu para acender a luz vermelha sobre os perigos da coronavirus.

Nos dias seguintes, houve uma enxurrada de ofensivas contra a Prevent, devido ao número de mortes registrados: Prefeitura, Estado e uma insólita declaração do Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, em rede nacional, crucificando a empresa. Todas com ampla cobertura da mídia.

Quando baixou a poeira, tinham-se os seguintes fatos concretos:

  1. Fiscalização da Secretaria da Saúde que confirmou que a empresa seguia rigorosamente os protocolos médicos.
  2. Investigação do Ministério Público Estadual que constatou que a empresa agiu corretamente.
  3. Depoimentos de clientes atestando sua seriedade, inclusive uma pessoa da minha família.
  4. A confirmação da existência da pandemia em São Paulo e o fato de todos os clientes da Prevent serem de grupos de risco – pessoas com mais de 60 anos, alguns com comorbidade.

De qualquer modo, na guerra do dia-a-dia da cobertura, a Prevent ficou de lado. Havia apenas menções vagas de que estaria pesquisando a doença.

Peça 2 – as pesquisas atuais da Prevent Senior

Ontem, procurei a assessoria da empresa para uma entrevista com o presidente Fernando Parrillo sobre o tema do custo dos planos de saúde. Qual seria o modelo de negócios montado por ele para oferecer um produto mais barato aos seus clientes, em um cenário em que as mensalidades para idosos, em outros planos, ascende a cifras exorbitantes?

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Na entrevista, para minha surpresa, Parrillo mencionou as pesquisas do grupo com pacientes afetados pelo coronavirus.

Uma delas foi com 360 pacientes com coronavirus – um universo apreciável -, ao contrário do que parecia ser um universo restrito da médica Nise Yamaguchi. Segundo ele, a injeção de cloroquina nos dois primeiros dias reduziu consideravelmente sua exposição à doença, permitindo que, com os demais remédios ministrados, saíssem curados do tratamento.

Uma segunda – cujos resultados estão sendo mantidos em sigilo até sua publicação em revista científica – com mais de mil pacientes que já tomavam cloroquina para outras morbidades.

Os resultados das pesquisas já foram enviados para academias e publicações científicas e aguardam análise para publicação.

Por que o relato deve ser levado a sério?

  1. O grupo tem o histórico de doença de todos os clientes e os dados clínicos de atendimento às vítimas de coronavirus. Aliás, o segredo da redução de custos está no acompanhamento pari-passu de todos os clientes para implementar políticas de prevenção.
  2. Além disso, graças ao fato de sua clientela ser de grupos de risco, teve acesso a um universo de pesquisa que poucas instituições teriam acesso, com todos os dados de saúde e diagnóstico previamente organizados e catalogados.
  3. Finalmente, porque não dá para blefar, já que as informações serão abertas para as instituições científicas analisarem as pesquisas.

Finalmente, tem explicações convincentes para o fato de outras pesquisas terem mostrado riscos para os pacientes – como a de Manaus (que divulgamos ontem), com 11 pacientes, suspensa após um deles ter falecido por problemas cardíacos.

Devido ao caráter experimental do tratamento, Ministério da Saúde e órgãos de medicina recomendam utiliza-lo apenas em pacientes já intubados, em estado grave – e, portanto, com os pulmões já afetados e com alta probabilidade de morbidade. E há também a dosagem ministrada, que não pode ser exagerada.

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Já os procedimentos da Prevent Senior foram com pacientes até o segundo dia de manifestação da doença. Segundo Parrillo, este é o momento adequado porque, depois dos pulmões tomados pela doença, não haveria mais como a cloroquina reverter o quadro.

Quando chega no hospital para se tratar, informou Parrillo, os pacientes já estão no quinto ou sexto dia do aparecimento dos sintomas. Para aplicar o remédio até o segundo dia, foi montado um serviço de tele atendimento para identificar os sintomas e ministrar a droga antes mesmo que o paciente chegue no hospital.

De qualquer modo, há que se aguardar o veredito das instituições centíficas para quem as pesquisas foram submetidas.

Peça 3 – as consequências

Se confirmadas, as pesquisas trarão consequências políticas, científicas e médicas relevantes.

Do lado político, o inconsequente Jair Bolsonaro tem se valido da retórica da cloroquina para combater o isolamento social. Sem isolamento social, haverá um desastre, com ou sem cloroquina.

A politização imposta ao tema – por ele e por seu guru Donald Trump – fará com que a vitória da cloroquina seja considerada vitória da anticiência sobre o pensamento científico. Haverá uma exploração política intensa, com Bolsonaro tentando ocultar sua ciclópica incompetência na aposta no medicamento. Esse é o dilema maior: sendo boa para os pacientes, a mística da cloroquina será um horror para a política.

E, se as pesquisas forem confirmadas, a cloroquina apenas melhorará as condições iniciais dos pacientes, sem prescindir da retaguarda de leitos médicos e de UTI.

O estardalhaço que se seguirá provocará uma nova corrida do público às farmácias, mesmo daquelas pessoas sem sintomas de coronavirus. Será mais um efeito negativo da politização imposta por Bolsonaro.

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Do lado científico, haverá a necessidade de se acelerar as análises das pesquisas e grandeza para despolitizar o tema, sabendo que poderá significar o fortalecimento dos dois governantes mais irresponsáveis e inconsequentes da história de seus respectivos países.

Do lado médico, se confirmados os efeitos positivos da cloroquina, haverá riscos no uso excessivo da dosagem ministrada. Daí o fato de não prescindir de acompanhamento médico.

Peça 4 – as políticas a serem aplicadas

Se confirmadas as pesquisas, não será tarefa fácil administrar a cloroquina.

O primeiro passo será a montagem de sistemas de identificação em massa dos sintomas do coronavirus na população. Haverá a necessidade de se utilizar recursos de tele atendimento.

Depois, a centralização do medicamento nas mãos do SUS, impedindo movimentos especulativos e privilégios para os detentores de renda.

Haverá a necessidade de um sistema tão amplo quanto o da vacinação. E um enorme esforço geral para impedir que a adesão à cloroquina seja confundida com o fim do isolamento social.

Além disso, a cloroquina é apenas a fase inicial do tratamento, que não prescindirá de estrutura hospitalar. Sorte do país é que a implementação ficará a cargo do SUS, e não do Paulo Guedes.

Peça 5 – não se briga com os fatos

Todos esses pontos foram pesados no GGN, antes da publicação da entrevista de Fernando Parrillo. Mas não cabe aos jornalismo brigar com os fatos. Mas será importante que todos os agentes envolvidos – políticos, médicos e científicos – se preparem para mudanças na discussão pública do tema, caso as pesquisas sejam confirmadas.

Mesmo assim, manteremos o “se confirmados” até a confirmação final pela ciência.

Aqu, a íntegra da entrevista com Parrillo:

 

 

 

 

 

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44 comentários

  1. Q coisa chata só Coronavírus, Coronavírus,Covid,Covid vão lá confirmar se as mortes são por Corona mesmo,entrevistei,futuquem e não fiquem só repetindo o q a mídia diz e faz propaganda 25 HORAS POR DIA,realmente entraram na mente de vcs !!

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  2. Nassif a pergunta que se impõe na análise da eficiência da cloroquina é saber o que acontece com outros tratamentos, ou até mesmo o não uso de outros tratamentos, no mesmo período (início dos sintomas) numa amostra de mesmo tamanho. pelo que tenho acompanhado, no pior caso (Itália, Bélgica e Reino Unido), 12% dos infectados vão a óbito e os outros 88% se curam.
    remédios antivirais só tem valia quando usados em situação de agravamento, quando o corpo imunológico não responde ao invasor.
    dizer que uma medicação, no início da manifestação de uma doença fez efeito, é errado.
    se assim fosse, aspirina e chá de erva-doce deveriam ser catapultas a condição de remédio universal.
    essa pesquisa, se feita do jeito que vc descreveu no texto, não tem valor científico e será negada a publicação.

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    • Não diria isso, pois o procedimento pode ser comparado com a massa de pacientes que não recebe a medicação. Um teste duplo cego, no meio de uma pandemia é um ato de crueldade, pois significa que caso o medicamento seja eficiente 50% das pessoas ficarão sem ele.
      Procedimentos de teste duplo cego são utilizados no teste de novos medicamentos, porém quando se aplica num número alto de pessoas estatisticamente pode se comparar com outros casos clínicos, a ideia de testes randomizados duplo cego num momento desse é como para testar a eficiência de um tratamento de quimioterapia é deixar 50% sem nada e depois dar uma carta de agradecimento a família daqueles que não fizeram o tratamento escrevendo o seguinte:

      – Agradecemos ao seu pai por ter ficado sem tratamento nenhum e com sua morte mostrou que o tratamento dos outros salvou 75% das suas vidas enquanto os que não foram tratados somente 20% resistiram, o seu pai estava nesses 80% que morreram.

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      • entendo seu ponto Rogério, mas não é obrigatório o teste o com uma amostra usando cloroquina e outra usando nada (placebo). num momento de crise o normal é fracionar as amostras por tipos diferentes de medicação que se quer analisar. por ex., a FioCruz liberou um estudo sobre a aplicabilidade do atazanavir (ou do atazanavir combinado com ritonavir) com resultados muito promissores. só nessa situação é possível montar 3 amostras. É esse o método mais usado nesses momentos. A França está fazendo isso com tratamento pra ebola; ainda ontem o hospital de Nice que estava testando a cloroquina a abandonou por baixa eficiência e efeitos colaterais drásticos; estudo feito por médicos a secretaria de saúde do Amazonas desaconselham a cloroquina por agravamento dos casos, ao invés de melhora. enfim, acho que o Nassif foi induzido ao erro, jogaram uma isca com contornos de ciência e ele engoliu. essa matéria está sendo replicada com muito ímpeto pelo bolsogado. pra mim sempre vale a máxima: veio da familicia ou do bolsogado -> é mentira. sempre. inequivocamente. não tem erro.

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        • Nassif, tem algo muito errado na pesquisa da Fiocruz de Manaus.

          Veja bem, foram aplicada 2 dosagens, uma de 2,7gr em 5 dias 450mg 2x no primeiro dia + 450mg pelos próximos 4 dias e outra 4 vezes maior, 12gr em 10 dias, 1.200mg por dia.

          Qual a lógica de se aplicar dosagens tão dispares principalmente quando se sabe que a cloroquina tem efeitos adversos conhecidos?

          Uma pesquisa tem de seguir uma ética, aliás o exercício da medicina como um todo:

          “precisa ponderar entre riscos e benefícios, tanto conhecidos como potenciais, individuais ou coletivos, comprometendo-se com o máximo de benefícios e o mínimo de danos e riscos, e garantindo que danos previsíveis serão evitados;”

          Esse trecho colado foi extraído do próprio site da Fiocruz.

          Da pra ver que esses princípios não foram respeitados nessa pesquisa.

          Pesquisadores e quem autorizou precisam se explicar à justiça. Para mim e caso de processo no âmbito penal.

      • Por hipótese poderia também ser assim : “Agradecemos a seu pai que corajosamente se submeteu a um tratamento experimental dando a vida para que outros não morressem devido a um indesejado efeito colateral”,

  3. Estranha essa obsessão por este remédio. Agora surge essa nova vertente que necessita de uma precisão praticamente impossível de ser obtida e,sinceramente,não acredito que os autores tenham conseguido isso. Imaginar que,com telemedicina,o sujeito irá se medicar exatamente no segundo dia para que o medicamento surta o efeito necessário é imaginar que todo mundo tenha o discernimento médico para avaliar quando exatamente deve ligar para o médico e,torcer para que isso ocorra dentro do prazo exatamente necessário.Também,neste período,quando a doença ainda está em seu estágio inicial,pode ser que até duas colheres de mel resolvam e não tenham nenhuma ligação com o remédio em questão e sim com o tratamento no estágio inicial.
    De qualquer forma,como bem finalizado no post,vamos aguardar até que as pesquisas sejam confirmadas.

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  4. é sabido que Galileo Galilei, ao ser ameaçado com a forca (força), abjurou da verdade que a ciência lhe concedera. se uma única instituição de elite é capaz de, à parte todo o aparato científico que há confluído para o tratamento, com vários países, capitular a doença com a substância de todas as substâncias, a panaceia, não há como negar: boçalnaro venceu. salvo que, à ciência, também há margem para manipulação… tanto do poder quanto do capital.

    e com todo o respeito, Nassif, mas há algo que subjaz nesse seu artigo…

  5. Pergunta 1: teve uma morte de uma senhora de 53 anos cliente da prevent que usou cloroquina e se tratou em casa. Pergunta 2: pacientes que sofrem da anomalia genética hereditária G6PD ou Favismo, doença assintomática que causa anomalia na parede dos glóbulos sanguíneos e morrem se tomar cloroquina serão testados antes do óbito? 150 mil crianças são testadas positivo por ano no Brasil com essa anomalia no exame do pezinho ampliado que atinge principalmente descendentes da raça negra, de mediterrâneos e de judeus sefarditas.

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  6. Pode até ser que a cloroquina venha a ser considerada uma medicação adequada para o corona. Mas o estudo de ação de medicamento é muito mais abrangente do que a relatada no post. E o duplo cego ? E o efeito placebo? E a equalização do grupo controle ? E o método científico ?

  7. Do nyt
    https://www.nytimes.com/2020/04/12/health/chloroquine-coronavirus-trump.html

    trad:
    Um pequeno estudo no Brasil foi interrompido precocemente por razões de segurança após pacientes com coronavírus, que tomaram uma dose maior de cloroquina, desenvolveram freqüências cardíacas irregulares que aumentaram o risco de uma arritmia cardíaca potencialmente fatal.
    A cloroquina está intimamente relacionada à droga mais utilizada, a hidroxicloroquina. O presidente Trump os promoveu entusiasticamente como um tratamento em potencial para o novo coronavírus, apesar das poucas evidências de que eles funcionam, e apesar das preocupações de alguns de seus principais oficiais de saúde. No mês passado, a Food and Drug Administration concedeu aprovação de emergência para permitir que hospitais usassem cloroquina e hidroxicloroquina da reserva nacional, caso os ensaios clínicos não fossem viáveis. As empresas que fabricam os dois medicamentos estão aumentando a produção.
    O estudo brasileiro envolveu 81 pacientes hospitalizados na cidade de Manaus e foi patrocinado pelo estado brasileiro do Amazonas. Foi postado no sábado no medRxiv, um servidor online de artigos médicos, antes de ser submetido à revisão por pares por outros pesquisadores. Como as diretrizes nacionais recomendam o uso de cloroquina em pacientes com coronavírus, os pesquisadores disseram que incluir um placebo em seu estudo – considerado a melhor forma de avaliar um medicamento – era uma “impossibilidade”.
    Apesar de suas limitações, médicos de doenças infecciosas e especialistas em segurança de medicamentos disseram que o estudo forneceu mais evidências de que a cloroquina e a hidroxicloroquina, ambas utilizadas para tratar a malária, podem causar danos significativos a alguns pacientes, especificamente o risco de uma arritmia cardíaca fatal. Os pacientes do estudo também receberam o antibiótico azitromicina, que acarreta o mesmo risco cardíaco. Hospitais nos Estados Unidos também estão usando a azitromicina para tratar pacientes com coronavírus, muitas vezes em combinação com hidroxicloroquina.
    “Para mim, este estudo transmite uma informação útil, que é que a cloroquina causa um aumento dose-dependente em uma anormalidade no ECG que poderia predispor as pessoas à morte cardíaca súbita”, disse o Dr. David Juurlink, internista e chefe da divisão de farmacologia clínica da Universidade de Toronto, referindo-se a um eletrocardiograma, que lê a atividade elétrica do coração.
    Cerca da metade dos participantes do estudo recebeu uma dose de 450 miligramas de cloroquina duas vezes ao dia durante cinco dias, enquanto o restante recebeu uma dose maior de 600 miligramas durante 10 dias. Em três dias, os pesquisadores começaram a notar arritmias cardíacas em pacientes que tomavam a dose mais alta. Ao sexto dia de tratamento, 11 pacientes haviam morrido, levando ao fim imediato do segmento de altas doses do estudo.
    Os pesquisadores disseram que o estudo não tinha pacientes suficientes na porção de dose baixa do estudo para concluir se a cloroquina era eficaz em pacientes com doença grave. Mais estudos avaliando o medicamento mais cedo no curso da doença são “urgentemente necessários”, disseram os pesquisadores.
    Vários ensaios clínicos com cloroquina e hidroxicloroquina estão testando baixas doses por períodos mais curtos de tempo em pacientes com coronavírus. Mas a Comissão de Saúde da Província de Guangdong, na China, recomendou inicialmente que os doentes com o vírus fossem tratados com 500 miligramas de cloroquina duas vezes ao dia durante 10 dias.
    Um dos autores do estudo brasileiro, Dr. Marcus Lacerda, disse em um e-mail no domingo que seu estudo descobriu que “a alta dosagem que os chineses estavam usando é muito tóxica e mata mais pacientes”.
    “Essa é a razão pela qual esse braço do estudo foi interrompido cedo”, disse ele, acrescentando que o manuscrito estava sendo revisado pela revista Lancet Global Health.
    Dr. Bushra Mina, chefe de seção de medicina pulmonar do Hospital Lenox Hill em Manhattan, disse que o estudo provavelmente não mudaria a prática do seu hospital de dar um curso de cinco dias de hidroxicloroquina e azitromicina a pacientes hospitalizados que não estivessem gravemente doentes. A Dra. Mina disse que os pacientes são monitorados diariamente para detectar anormalidades cardíacas e que os medicamentos são interrompidos se algum for encontrado.
    Ele disse que o estudo mostrou que “se você vai usá-la porque não tem alternativa, então use-a com cuidado”, disse ele.

  8. Acho que Nassif fez bem em entrevistar o dono da Prevent. Eu assistira uma entrevista de um médico da Prevent ontem, antes do programa de Nassif. Minhas dúvidas com relação às duas entrevistas é são as mesmas.
    1 – Como identificar, sem a menor dúvida, se um paciente está com covid através da telemedicina.
    2 – Como saber se este paciente, sem a aplicação da medicação no segundo dia, iria evoluir para um quadro grave?
    No mais, é ver até que ponto a pesquisa é válida.
    Nassif está correto ao trazer esta pesquisa a público. O fato dela, de alguma forma poder beneficiar o chefe da Familícia, não é motivo para ignorá-la.

    • Interessante! Atestam Óbito por Covid e ninguém questiona… Mas tratar um caso de gripe, em seu início, como Covid é um pecado mortal!

    • Não existe essa menor dúvida a não ser com o teste que demora 10 dias. Mas dá pra reduzir o erro ao mínimo: tomou vacina contra a gripe? Parou de sentir cheiros e sabor? Está com insuficiencia respiratória? Sobre saber se o paciente evoluiria para um quadro grave, usou-se os pacientes que não aceitaram o teste como grupo de controle. Embora não seja 100% é bem significativa.

  9. Tem um vídeo que o presidente fala de um hospital estar estudando o uso do medicamento e que o exército iria aumentar a produção do medicamento,

    O hospital pode ser o Prevent, e não o citado no vídeo, o aumento da produção do remédio bate com a entrevista, pode ser “ato falho” do entrevistado.

    confira o vídeo em:
    https://jornalggn.com.br/a-grande-crise/cloroquina-interditem-bolsonaro-antes-que-arrebente-de-vez-com-a-saude-nacional/

  10. Esse plano de saude é uma…….deixa pra lá……

    Olha, meu vizinho tem esse plano, ele conversava bastante sobre isso com minha mãe……confia tanto no plano que quando um medico de lá pediu uma cirurgia de prostata consultou-se com um medico de um grande hospital que recomendou o contrario, disse que iria passar uns procedimento e não precisaria operar coisa nemnhuma…..resumindo, meu vizinho ta aí andando serelepe, varios anos depois……já minha mãe, vai fazer dois anos que faleceu em maio….

  11. Do The Lancet

    https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30817-5/fulltext

    Reguladores divididos em anti-maláricos para COVID-19
    Autoridades norte-americanas e francesas autorizaram o uso de cloroquina e hidroxicloroquina, mas o regulador da UE e a OMS dizem que a ciência não apóia a decisão. Susan Jaffe relata.
    Sem alternativa “adequada, aprovada e disponível”, a US Food and Drug Administration (FDA) está permitindo o uso dos medicamentos antimaláricos hidroxicloroquina e cloroquina para tratar a doença coronavírus de 2019 (COVID-19).
    A autorização de uso emergencial do FDA (EUA) emitida na semana passada dá aos médicos a opção de prescrever os medicamentos, o que o presidente Donald Trump recomendou. No entanto, ambos os medicamentos não estão comprovados e não foram testados para a COVID-19, e têm efeitos colaterais raros, mas potencialmente mortais. A decisão ignorou o processo usual de aprovação de medicamentos, incluindo ensaios clínicos duplo-cegos e controlados por placebo, alimentando um debate mundial sobre se os medicamentos são apropriados para o tratamento da doença.
    “Acho que se recorreu mais ao desespero”, disse Joseph Masci, especialista em doenças infecciosas e diretor de saúde global do Elmhurst Hospital de Queens, um distrito da cidade de Nova York, que está no centro da epidemia nos EUA. “É apenas uma indicação de quão repentina e maciça tem sido esta epidemia”.
    No início de março, as autoridades sanitárias americanas relataram cerca de 100 casos de COVID-19 e dez mortes. Quase um mês depois, há mais de 363 mil casos e 10 847 pessoas morreram até 7 de abril, de acordo com dados estaduais e do governo federal compilados pelo COVID Tracking Project.
    Elmhurst, com 545 leitos, é um dos 11 hospitais de uma rede de hospitais públicos conhecida como Health and Hospitals Corporation. Masci disse que a hidroxicloroquina, que é mais utilizada para outras doenças e é menos tóxica que a cloroquina, tem sido administrada a alguns pacientes com COVID-19 em todo o sistema, incluindo várias centenas em Elmhurst. O curso do tratamento dura 5 dias e, até o momento, os resultados têm sido mistos, disse ele.
    Nos EUA, a hidroxicloroquina e a cloroquina só podem ser usadas em ambiente hospitalar para tratar a COVID-19 em adultos e adolescentes que pesam pelo menos 50 kg e não podem participar de um ensaio clínico. Os medicamentos também devem ser obtidos do estoque nacional para proteger o fornecimento para outros pacientes que contam com os medicamentos há anos para controlar doenças auto-imunes, incluindo lúpus e artrite reumatóide. Mas 3 dias depois dos EUA, um surto de demanda obrigou a agência a declarar a falta de ambos os medicamentos.
    Até agora, a França é um dos poucos países que também permite que os medicamentos sejam usados para pacientes com COVID-19. A oposição veio da Agência Européia de Medicamentos, o órgão regulador farmacêutico da UE, que reiterou no início desta semana que estudos ainda não documentaram que os medicamentos podem tratar efetivamente a COVID-19.
    A OMS concorda, citando “dados insuficientes para avaliar a eficácia de qualquer um desses medicamentos no tratamento de pacientes com COVID-19, ou na prevenção de contrair o coronavírus”.
    Mas nos EUA, a cientista chefe da FDA, Denise Hinton, e autora dos EUA foi menos afetada por tais preocupações. “Com base na totalidade das evidências científicas disponíveis ao FDA, é razoável acreditar que o fosfato de cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina possam ser eficazes no tratamento da COVID-19”, escreveu ela, sem fornecer referências a estudos que apóiem essa conclusão.
    Embora a eficácia dos medicamentos como tratamento com COVID-19 possa ser incerta, seus efeitos colaterais não o são.
    “O que eu sei com certeza como cardiologista é que esses poderosos medicamentos têm importantes efeitos colaterais, incluindo raramente morte súbita cardíaca”, disse Michael Ackerman, cardiologista genético e diretor da Clínica Windland Smith Rice Genetic Heart Rhythm Clinic da Mayo. Ele disse que pelo menos 1% dos pacientes estarão sob risco aumentado de uma reação de hidroxicloroquina ou cloroquina QT capaz de desencadear morte cardíaca súbita induzida por drogas (especialmente se usada em combinação com azitromicina). Embora tais reações sejam raras, se milhões de pessoas receberem as drogas, milhares de vidas poderão estar em risco por causa de medicamentos que supostamente os ajudariam a se recuperar do vírus, disse ele. Ackerman acredita que consequências tão terríveis podem ser facilmente evitadas se os médicos avaliarem cuidadosamente os pacientes vulneráveis.
    Em Nova York, Masci disse que os pacientes com COVID-19 no Elmhurst Hospital não sofreram efeitos adversos da hidroxicloroquina. O hospital está se preparando para muitos pacientes novos e montou camas em barracas no estacionamento. “Estamos vendo um aumento muito rápido dos pacientes com [COVID-19], uma condição que nunca existiu antes e tem seus próprios problemas em termos de tratamento, prevenção e transmissão”, disse ele. “Tem sido um problema muito, muito difícil e achamos que ainda não atingiu o máximo”.

  12. Não sou médico. Li bastante a respeito desse remédio – como todo o mundo, acho –, porém minha formação acadêmica é em outra área. O entrevistado também não é médico pesquisador. Assim, fica difícil avaliar a entrevista.
    A impressão que tive (posso estar errado) é que não se trata propriamente de uma pesquisa científica (com grupo de controle, etc.). Parece que a Prevent Senior, da qual só tenho boas referências de amigos que têm esse plano de saúde, tratou seus pacientes com o medicamento e julga que obteve bons resultados.
    A tese de que o medicamento deveria ser aplicado no segundo dia não é nova. Se não me falha a memória, foi isso que o Didier Raoult disse.
    Penso que devemos considerar que o medicamente (e similares) está a ser pesquisado em muitos países, inclusive na China, Rússia, EUA, a própria OMC, etc. Outros remédios, tratamentos e inclusive vacinas também estão sendo estudados.
    Alías, Raoult realizou um segundo estudo com 1.061 pacientes, porém novamente sem grupo comparativo, o que levou Arnaud Fontanet (entre outros), epidemiologista do Instituto Pasteur e membro do Conselho Científico sobre a Covid-19 da França, a questionar a validade dos resultados. Outros são mais radicais e julgam que “esses resultados são nulos e sem efeitos, não nos ensinam nada sobre a eficácia do tratamento ”. Não consigo entender a resistência da equipe do Raoult em estabelecer um grupo de controle e realizar os testes estatísticos usuais.
    Ou seja, até agora, que eu saiba, os estudos sobre a cloroquina não foram conclusivos do ponto de vista dos padrões da área.
    Se, por um lado, a ciência é cautelosa, exige tempo – e existem razões muito boas para isso -, por outro é verdade que numa situação de urgência talvez os protocolos tradicionais possam ser atenuados. Mas isso deve ser respondido pelos pesquisadores da área. Aguardemos.

  13. Recado para Mandetta e o MS

    Sugiro pesquisar urgentemente se a vacina contra a tuberculose pode diminuir a gravidade dos sintomas em caso de contaminação pelo coronavírus.
    É que eu soube que na África do Sul tem havido uma queda inexplicável na taxa diária de contaminação. Os médicos não sabem explicar a razão. Alguns especulam que pode ser uma associação da vacina contra tuberculose que é obrigatória em todos ao nascer com outros antiretrovirais.

    Acontece que as pessoas maiores de 60 anos não foram vacinadas contra a tuberculose.

    Aqui no Brasil, por exemplo, a vacinação só passou a ser obrigatória a partir de 1968.

    Observem que os jovens têm sintomas mais leves na maioria esmagadora dos casos. E os bebês se contaminam no útero da mãe quando ainda não estão vacinados.

    Vale a pena pesquisar sobre esse assunto.

    O problema vai ser saber se as pessoas idosas podem ser vacinadas.

    Por favor levem minha sugestão ao Mandetta e o MS.

  14. Estamos sendo jogados para o interior de um debate político,e neste debate o que se está perdendo de vista, é que um debate cientifico dever usar critérios científicos. A ciência é feito sobretudo de questionamento e investigação. No caso da medicina o debate é bastante empírico e depende de uma investigação demorada e cuidadosa. Na indústria farmaceutica a pressa funciona menos cientificamente, pois usa outros critérios. Este debate de agora está sendo similar a muitos outros debates sobre a utilização de remédios. Anos depois alguns remédios são banidos pelo acúmulo de dados negativos. Quando outros critérios, ( por exemplo o lucro e ou política) que não os científicos envolvendo testes e contra testes são utilizados a população sofre concretamente e fica jogada no meio de um debate não científico. No caso da cloroquina em pacientes de COVID, existe um longo caminho até a validação e existem resultados como este da Prevent Senior que estão sob escrutínio da comunidade científica, assim como existem resultados opostos. Comparar resultados de aplicações em condições tão díspares, não invalida as aplicações mas não permite que a controvérsia se resolva. É preciso se saber que o mais importante na ciência é se ter uma boa pergunta. Uma boa pergunta nos leva a uma boa investigação. Mas no debate ṕúblico o que está sendo colocado em questão é a resposta.
    No caso Cloroquina se tem a atitude de Bolsonaro, que usa a questão com objetivos claramente políticos, e coloca seus argumentos em pé de igualdade com os seus argumentos para manter os templos abertos. A barbaridade deste debate é que isto envolve vidas no meio de uma pandemia. Ao afirmar que conseguiu uma importação de insumos para aumentar a fabricação da cloroquina, e ao afirmar que colocaria as forças armadas para fabricar cloroquina mostra que este senhor não tem nenhum compromisso como enfrentamento da pandemia e com a saude da população. Usando o caráter controverso da cloroquina e seu poder mobiliza médicos simpatizantes para dar ares de cientificidade. Usa os meios publicos para tentar ganhar uma discussão e alimentar sua legião. A simples constatação de que um presidente prescreva medicações é em si uma aberração. E o pior é que mais uma vez Bolsonaro pauta o debate. Defender a cloroquina é para alguns a defesa do seu mito e do fim do isolamento.
    Este resultado da Prevent Senior, ou um outro contrário não dão uma resposta definitiva, pois não é possível ainda se ter esta resposta definitiva. Porém um resultado positivo deste ou de qualquer outro estudo será usado de forma completamente oportunista e perigosa. A importância de uma controvérsia na ciência, é a controvérsia em si, que nos instiga a investigar que nos permite aumentar nosso conhecimento e eventualmente chegar a uma resolução da controvérsia. Isto é,neste caso pode ser que possamos aprender mais sobre em que condições a tal cloroquina é benéfica e em quais é maléfica. Isto não é pouca coisa.
    No debate político nada aprenderemos, principalmente porque o Bolsonarismo está sempre nos jogando no palco das falsas perguntas. Do debate concreto sobre o enfrentamento da pandemia, somos jogados a debater politicamente a cloroquina.

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  15. Nos casos em que a cloroquina foi administrada no início dos sintomas, foram feitos testes laboratoriais para confirmar que se tratava de infecção pelo vírus? Se não, se o diagnóstico por tele atendimento se baseou apenas nos sintomas relatados pelo paciente, isto não confirma a doença, apenas aponta a possibilidade da pessoa estar infectada pelo vírus. Como sabemos, doenças diferentes podem apresentar os mesmos sintomas.

  16. Semana passada escrevi um texto que o Nassif levou a post, A arte da guerra contra o coronavírus.
    Nele propunha alem da distribuição de um complexo vitamínico para a população, a implantação da telemedicina em caráter emergencial durante a pandemia bem como o teste do cheiro, que faço todos dias e recomendo aos filhos. Apanhei que só.
    O Eduardo chegou a afirmar de forma categórica que vitaminas é uma ilusão, que não servem para nada, alem, claro de fonte de renda para a Ind. Farm.

    Bem, a telemedicina tá aí.
    Uma das questões levantadas é: Como identificar o dia 2. Supondo que o dia 2 seja a da broncopneumonia e não da contaminação, pois se for isso, da contaminação é passar pelo teste do cheiro depois de limpar bem o nariz. Vale por uma testagem? Não, mas é muito melhor que teste nenhum.

    Quanto a questão da logística se a droga for aprovada é só:
    1 – Proibir a venda.
    2 – Credenciar redes de farmácias tipo Farmácia Popular onde se busca remédio para asma pressão e diabetes de graça.

  17. Fico me perguntando se os que aqui comentaram ou o próprio jornalista, caso apresentassem febre, perda do olfato e tosse, gostariam de se tratar com o remédio do Bolsonaro…
    Ou iriam preferir ficar em casa comprometendo os pulmões e sistema hematológico…
    Deixem de hipocrisia! Por favor!

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  18. Trump e seu aprendiz colocaram suas fichas no antimalárico.
    Por vários motivos.
    Politicamente o dano já esta feito.
    Vale saber se de tudo isso vai haver ou não validação científica para o uso da cloroquinina e seus correlatos. A indústria farmacêutica ,com sua mentalidade de traficante, tem um desejo oculto; drogas novas (e extremamente caras) fazem a felicidade dos acionista!
    No caso dos planos de saúde, onde não há regulamentação do Estado….

  19. O uso da substância “citrato de sildenafila”também é usada em pacientes que tem problemas de pressão muito alta nos pulmões, agindo de forma a melhorar a ventilação e absorção do oxigênio. Trabalhei com um colega que paraplégico e que faz uso da substância, diariamente, como tratamento de saúde. Está vivo até hoje, inclusive casado. Não li em nenhum artigo se essa química está sendo pesquisada.

  20. Impressionante, centenas de centros de pesquisa espalhados mundo a fora e só agora no Brasil e um plano de saúde privado conseguem estipular quando, como e onde usar a cloroquina.

  21. Eu achei muito estranho, Nassif, você um jornalista normalmente tão comedido ter se lançado com tanta paixão cega contra um simples remédio já usado há anos em seres humanos que foi aventado como tendo certa ação contra vírus (entre eles o coronavírus). Essas pesquisas não são de agora. Escrevi um texto chamado “Mefloquina” e mandei para o GGN. Ignoraram. Fiz um ou dois comentários em posts sobre o assunto, não vi serem publicados. Esse texto tinha como objetivo ser um contraponto ponderado a essa irracionalidade de colar um remédio às idiotices de Bolsonaro. Transformar um assunto técnico em ideológico, ou seja, cair no jogo da politização de um assunto técnico. Agora, o único jeito é assumir uma posição mais prudente.
    Reproduzo abaixo meu comentário e o texto:

    Estamos ideologizando essa discussão sobre os medicamentos. Porque Bolsonaro defendeu a Cloroquina (a partir de Trump) agora todos têm de ser contra o remédio.
    O combate à pandemia tem que ser em três pilares:
    1. DINHEIRO PARA AS PESSOAS POBRES PODEREM PERMANECER EM CASA. URGENTE.
    2. Isolamento.
    3. Fabricação em massa dos remédios que apresentam alguma indicação/suspeição de eficiência.

    Sou médico. Mas não precisava ser, para dizer o que eu vou falar: Se você decidir ir a uma pescaria no Amazonas, em uma área sabidamente com prevalência de malária, você vai procurar um médico para saber como evitar ficar doente.
    Entre algumas opções ele poderá passar para você um coquetel de Mefloquina ou de Cloroquina para você começar a tomar três semanas antes de viajar. É muito utilizado.
    Todo remédio pode apresentar efeitos colaterais. Mas diante de um risco maior usa-se o remédio mesmo assim. Ora, há pesquisadores que pesquisam os efeitos da cloroquina e mefloquina sobre as reações teciduais idiopáticas provocadas pelos vírus. A China sabia disso e usou. Agora a Rússia declarou que está usando com bons resultados.
    A indústria farmacêutica está em polvorosa desejando ganhar milhões com essa epidemia. A cloroquina e a mefloquina são remédios baratos.
    Médicos ficam gritando: e os efeitos colaterais? Não foram feitos testes conclusivos!! Ora, se os efeitos colaterais são tão ameaçadores, por que se prescreve eles para quem vai a uma simples pescaria no Amazonas? O risco da morte pelo vírus não é bem maior nesse momento? Por que eu posso prescrever cloroquina para um viajante se livrar de pegar malária, e não posso experimentar prescrever para pessoas que estão em risco de vida pelo covid 19, já que há um zumzumzum de que funcionou?
    Ah, mas não foram feitos testes conclusivos!! Meus amores, então está na hora de fazer os testes in loco, nos pacientes que estão adoecendo e em risco de morrer. Não são remédios desconhecidos, que pudessem envenenar as pessoas com qualquer dosagem. Se estivéssemos testando um remédio desconhecido, cujos efeitos colaterais desconhecêssemos, que pudesse ter um risco de matar as pessoas, tudo bem.
    Mas não, estamos falando de remédios muito usados e conhecidos no meio médico. já se conhecem os seus possíveis efeitos colaterais. Se for certo que tiveram algum efeito positivo no tratamento do corona, é óbvio que devem ser usados.
    Estão ideologizando uma coisa técnica. Bolsonaro, por influência de Trump, mandou os laboratórios das forças armadas produzirem cloroquina. Dessa vez esse cara está certíssimo. Tem que mandar produzir mesmo. Como não sabemos de nada com certeza, temos de nos valer dos murmúrios e das mínimas evidências, mas que ainda assim indicam algum caminho a seguir.
    Estranhamente, esses dias na França houve um roubo de toneladas de cloroquina, e a India, grande fabricante de medicamentos, a quem o Bolsonaro foi pedir matéria prima da Cloroquina, trancou qualquer venda externa desse remédio (depois por pressão de Trump voltou atrás).

    Alguma razão por nós desconhecida pode estar por trás desses fatos, não acham? Insistindo com esse deboche ideológico sobre uma coisa técnica, podemos estar dando ao Bolsonaro uma grande vitória, já que só ele aparentemente está apostando nisso. Se der certo, vai posar de bonzão.

    MEFLOQUINA
    Disse o Sputnik há dois dias: “A Agência Federal para Assuntos Médico-Biológicos (FMBA) da Rússia anunciou em declaração que apresentou um medicamento para tratar o coronavírus – a pandemia que tem afetado quase todos os cantos do globo.” https://br.sputniknews.com/russia/2020032815387993-agencia-biomedica-federal-da-russia-apresenta-medicamento-para-tratar-covid-19/

    Esse medicamento é um parente da cloroquina. Ambos são usados para tratamento e profilaxia de malária.
    A Mefloquina, em combinação com um medicamento chamado Artesunato, pode ser usado por quem vai viajar para áreas de malária, como profilaxia, ou seja, para evitar pegar a doença.
    A cloroquina também é usada para pacientes com doenças autoimunes como a artrite reumatoide e lúpus, que são doenças em que certos tecidos do corpo são agredidos pelo sistema autoimune do próprio corpo. É sabido que a cloroquina ajuda a controlar essa agressão.
    Há pesquisadores que se dedicam (antes da pandemia) ao estudo dos efeitos da cloroquina sobre as reações teciduais causadas pelos vírus. O Professor Didier Raoult, diretor do Instituto Hospital Universitário Méditerranée Infection de Marselha é um deles.
    A China usou a cloroquina e passou dados para Moscou. Agora Moscou está afirmando que está usando a Mefloquina com sucesso. Trump soube disso, e através dele o Bolsonaro também soube.
    O mecanismo de ação não está esclarecido mas tem uma certa lógica: Se a cloroquina tem ação de conter a autoagressão de tecidos e se a principal causa de morte do corona é uma destruição não explicada do pulmão (autoimune?), possivelmente pode, então, agir contra a destruição dos alvéolos pulmonares.
    Esses medicamentos estão sendo usados junto com o antibiótico Azitromicina, para prevenir a pneumonia secundária.
    Um infectologista de Moscou afirmou recentemente no blog The Saker, que o efeito da cloroquina só é satisfatório no início da doença, quando o pulmão ainda não está muito destruído (ou seja, quando o paciente já necessita de ventilação artificial não existe mais grande eficácia da medicação). Portanto, só vai ter eficácia SE HOUVER A POSSIBILIDADE DE FAZER O TESTE DE CORONAVÍRUS PRECOCEMENTE PARA INICIAR O TRATAMENTO PRECOCEMENTE.
    Controvérsias à parte, se a cloroquina e a mefloquina são medicamentos amplamente usados no mundo há anos, inclusive para uma simples prevenção de malária para um viajante, POR QUE OS LABORATÓRIOS DO MUNDO INTEIRO NÃO JÁ OS ESTÃO PRODUZINDO EM LARGA ESCALA, 24 HORAS POR DIA, PARA SALVAR VIDAS, NA EMERGÊNCIA EM QUE ESTAMOS? Que mimimi é esse de efeitos colaterais? Que estória é essa de que tem de “fazer testes de eficácia”?
    Ficar brigando contra a cloroquina numa hora dessas é dar de bandeja esse troféu ao Bolsonaro, que, segundo consta, já mandou os laboratórios das forças armadas produzirem o remédio.
    Mesmo que os medicamentos não tenham o efeito que precisamos, na hora do desespero não há como esperar. É tentar tudo que apresenta uma esperança.
    A Mefloquina no Brasil é produzida pelo Laboratório da Marinha e, acho, não tenho certeza, por Manguinhos, no Rio.

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  22. Caro Nassif,
    Gostaria de assinalar que o uso da hidroxicloroquina+azitromicina proposto pelo infectologista Didier Raoult é bastante similar ao proposto pela equipe da Prevent – pois Raoult sempre insistiu que a eficácia do tratamento estava ligada ao seu uso em forma leves ou moderadas, isto é, quando o paciente já se encontrava com insuficiência respiratória grave o tratamento antiviral já não faria sentido. O último estudo da equipe do IHU-Marseille, cujo pre-print esta na página web do instituto, foi feito com dados de 1061 pacientes. Hoje mesmo foi publicado um pequeno texto que pode interessar à discussão sobre os tratamentos, métodos etc. Segue abaixo, em inglês, uma versão francesa pode ser encontrada no site do IHU-Marseille.

    The fight against the COVID-19 epidemic has involved the exploration of numerous therapeutic pathways, which have given rise to research in vitro and in vivo. However, practitioners around the world did not wait for the results of this research to use what appeared to them to be the most adequate treatment (1). This implicates the need of being quick in carrying out research and then disseminating the results to doctors confronted with the epidemic in the field, to guide their therapeutic management of patients.
    The use of potential treatments on patients makes it possible to produce data, which can then be used in research. In the scientific community, conducting randomized double-blind clinical trials has become the gold standard for validating the effectiveness of a treatment. However, when the urgency is to treat life-threatened patients, it is unethical to give them a placebo when the state of the art gives the doctor the intimate conviction that the risk-benefit balance is in favor of the administration of the treatment that he wishes to experience. We must therefore not forget that single-arm studies, without randomization, can be just as convincing as randomized studies.

    Two elements appear crucial to us for a study carried out without randomization to be significant. First, it must study clearly identified endpoints. For COVID19, we identify three: mortality, transition to intensive care, and viral load. It must also be comparative. The study needs to compare the results following the use of a treatment to a series of historical results, or to a series of results in other health care centers.

    Today, 5 therapeutic pathways are emerging to fight against the coronavirus epidemic and are the subject of clinical trials worldwide: chloroquine / hydroxychloroquine, hydroxychloroquine combined with azithromycin, lopinavir / ritonavir (kaletra), remdesivir and the use of plasma from patients with COVID-19 infection. We propose to review the results published on the subject of these 5 therapeutic pathways.

    Concerning chloroquine/hydroxychloroquine alone, the results of three studies have been published: one in France involving 24 patients and concluding to the effectiveness of the treatment (2), and two in China, the first not concluding to be effective following the experiment on 15 patients with control group (3), the second having concluded that hydroxychloroquine is effective following an experiment on 31 patients with control group (4). Two limits in these studies limit knowledge today. First, these studies report neither the same duration of treatment, nor the same dosage. Then, the two Chinese studies do not give details concerning the other treatments used within the framework of the protocol. The in vitro results show an effectiveness of chloroquine and hydroxychloroquine (5).

    Regarding the use of the hydroxychloroquine + azithromycin combination, our team published observational studies, the first relating to 80 patients (6), the second relating to 1061 patients (7). Both conclude that this treatment is effective for the three endpoints defined above. Our points of comparison are, concerning the duration of viral carriage, Chinese studies on the natural history of the disease (8), and concerning the clinical aspects, studies carried out in Marseille in services not using this prescription.

    Regarding kaletra, a comparative study with two arms concluded that it was ineffective (9). Its effectiveness in vitro remains to be demonstrated.

    Regarding remdesivir, an interesting study funded by Gilead was published in the New England Journal of Medicine (10). It only allows concluding that the remdesivir is extremely toxic to the patients to whom it was administered (60% of serious side effects). While it is encouraging to see that serious teams, like the one who wrote this article, understand that it is unethical to give a placebo to a life-threatening patient, it should not imply that to forget that a study that includes neither end-point nor comparison, cannot allow to conclude anything.

    The use of plasma is a theoretically interesting idea. However, only two studies without end point or comparison have been published to date (11-12). Scientifically, this solution poses a problem because the use of plasma is difficult to envisage in non-serious forms of the disease. In severe forms, the problem is not virological but immune.

    In view of these data from the literature, IHU doctors have made the decision to continue the treatment of patients with COVID19 with a hydroxychloroquine+azithromycin protocol.

    Yanis Roussel, Didier Raoult

    Sermo (2020) Sermo COVID-19 Real Time Barometer. https://app.sermo.com/covid19- 442 barometer?utm_campaign=wwwsermo_covid19
    Gautret P, Lagier J-C, Parola P, et al. Hydroxychloroquine and azithromycin as a treatment of COVID-19: results of an open-label non-randomized clinical trial. Int J Antimicrob Agents 2020;105949.
    Wang M, Cao R, Zhang L, Yang X, Liu J et al (2020) Remdesivir and chloroquine 427 effectively inhibit the recently emerged novel coronavirus (2019-nCoV) in vitro. Cell 428 Res 30:269-271.
    Chen J, Liu D, Liu L, et al. A pilot study of hydroxychloroquine in treatment of patients with common coronavirus disease-19 (COVID-19) J Zhejiang Univ (Med Sci) 2020, 49 (1): 0-0. DOI: 10.3785/j.issn.1008-9292.2020.03.03
    Chen Z, Hu J, Zhang Z, et al. Efficacy of hydroxychloroquine in patients with COVID-19: results of a randomized clinical trial [Internet]. Epidemiology; 2020 [cited 2020 Apr 1]. Available from: http://medrxiv.org/lookup/doi/10.1101/2020.03.22.20040758
    Gautret P, Lagier J-C, Parola P, Hoang VT. Clinical and microbiological effect of a combination of hydroxychloroquine and azithromycin in 80 COVID-19 patients with at least a siw-day follow up : an observational study. Preprint.
    Million M, Lagier J-C, Gautret P, COLSON P, Parola P, RAOULT D. Early treatment of 1061 COVID-19 patients with hydroxychloroquine and azithromycin, Marseille, France. 2020
    Zhou F, Yu T, Du R, Fan G, Liu Y et al (2020) Clinical course and risk factors for 395 mortality of adult inpatients with COVID-19 in Wuhan, China: a retrospective cohort 396 study. Lancet 395:1054-1062
    Cao B, Wang Y, Wen D, et al. A Trial of Lopinavir–Ritonavir in Adults Hospitalized with Severe Covid-19. N Engl J Med 2020;NEJMoa2001282.
    Grein J, Ohmagari N, Shin D, et al. Compassionate Use of Remdesivir for Patients with Severe Covid-19. N Engl J Med 2020;NEJMoa2007016.
    Duan K, Liu B, Li C, et al. Effectiveness of convalescent plasma therapy in severe COVID-19 patients. Proc Natl Acad Sci USA 2020;202004168.
    Shen C, Wang Z, Zhao F, et al. Treatment of 5 Critically Ill Patients With COVID-19 With Convalescent Plasma. JAMA [Internet] 2020 [cited 2020 Mar 29];Available from: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2763983

  23. Sistemas
    A Prevent, do qual sou cliente, tem um sistema focado em acompanhamento constante praticamente focado na prevenção, são até chatos, todas suas consultas e/ou exames estão em sua “ficha” e acessados tanto pelos médicos como pelos pacientes, o que é logico e de lei, afinal os exames são seus.
    Talvez seja possivel, bem talvez mesmo, que a Prevent ao mudar seu foco do acompanhamento da saude de seus clientes, ao enveredar para protocolos de pesquisa, afinal possui um universo de clientes passiveis de analise corroborada na faixa 45/70aa consiga respostas efetivas no tocante a tratamento do covid-19.
    Mas sou consciente, a Prevent não é um seguro médico-hospitalar, é um plano para saude, que aliás já desvirtuou de sua origem na busca por mais clientes, pois em meu caso cirurgico recente, após exames feitos na Prevent – a documentação – fiz o ato cirurgico no Sirio.
    Seguros saude são um produto, planos de saude são outros e bem diferentes de origem, metodologia, custos, atendimento, estruturação etc..

  24. Dessa vez o Nassif errou. Essa pesquisa da prevent senior nao tem base científica. A maioria dos comentários demonstraram isso. É consenso também que a maior parte dos portadores do vírus ou ficam assintomáticos ou se curam sem maiores consequências, logo, por mais que alguns fiquem chocados sem placebo, sem grupo de controle, sem pacientes randomizados, qualquer conclusão sobre a cloroquina será errônea.

  25. Mas como saber se é coronavirus nos primeiros dias de sintoma, sendo que o teste rápido tem sensibilidade de 5 a 6 dias? O uso de cloroquina em pessoas que estão com outros tipo de doenças respiratórias não pode comprometer em algo? Deixar de usar o remédio que é destinado para outras doenças respiratórias não irá agravar o caso também?

  26. Este blog não é o lugar adequado para se discutir a eficácia de um medicamento que depende de ensaios clínicos validados por autoridade sanitária/universitária competente dentro da mais rigorosa metodologia científica. O fato é que até o momento não foram concluídos esses ensaios, que exigem muito mais rigor do que pensam os não iniciados. Sugiro a leitura do livro de Karl Popper, escrito em 1934: “A Lógica da Pesquisa Científica”, pois quem ler pelo menos as primeiras páginas vai se dar conta de que é uma área onde não cabem pitacos.

  27. Cloroquina é remédio para malária, como pode combater um vírus que infecta o núcleo da célula. Se eu pegar ou melhor quando eu pegar não e prescrevam esse remédio…

  28. Estudo da Prevent Senior com cloroquina não tinha autorização; governo vê indícios de fraude

    Estudo começou em 26 de março, mas só recebeu autorização da comissão de ética em 14 de abril

    Por Phillippe Watanabe, Folha de São Paulo, 20 abr 2020

    O estudo inconclusivo da Prevent Senior sobre uso de hidroxicloroquina em pacientes com suspeita de Covid-19 violou os protocolos éticos de pesquisa e pode indicar fraude científica, segundo o CNS (Conselho Nacional de Saúde), órgão que integra o Ministério da Saúde.

    A pesquisa da operadora de planos de saúde de idosos só recebeu autorização da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), ligada ao CNS, no dia 14 de abril. O estudo, porém, estava em andamento desde o dia 26 de março, e os resultados foram apresentados à imprensa na semana passada, antes da publicação em revista científica.

    O CNS diz que estuda enviar para o Ministério Público os documentos referentes à falta de autorização da empresa para desenvolvimento da pesquisa e os depoimentos que estão sendo colhidos pela comissão.

    Iniciar um estudo sem autorização é uma infração ética. “Ao que tudo indica, é uma fraude científica”, diz Jorge Venâncio, coordenador da Conep. “Sabia que não era uma pesquisa aprovada pela Conep. Falou-se uma mentira aberta. Não é uma coisa dúbia, ambígua. É uma coisa muito mais grave. Tentaram apresentar como pesquisa científica algo que não é pesquisa científica.”

    O conselheiro afirma que uma audiência com pesquisadores e a Prevent Senior foi realizada nesta segunda (20). A empresa, segundo ele, disse na reunião que não tem responsabilidade quanto à publicação e que o estudo começará nesta quarta-feira (22). Ainda de acordo com Venâncio, a empresa afirmou que a publicação divulgada foi feita com dados de atendimento e que não há estudo relativo ao que foi apresentado.

    Os fatos levaram a Conep a suspender a pesquisa que teria início, segundo a Prevent, na quarta.
    “Eles disseram que não foram eles que apresentaram. Que quem apresentou teria sido um funcionário deles”, diz o conselheiro. Segundo ele, o primeiro autor do estudo, o cardiologista Rodrigo Esper, pode ser chamado para depor.

    O CNS afirma que solicitou que a empresa faça notas públicas esclarecendo o assunto.

    Questionada pela reportagem nesta segunda (20), a Prevent Senior afirmou que a pesquisa foi, sim, divulgada pela empresa e que “todos os protocolos clínicos desenvolvidos no âmbito da Prevent Senior respeitam as regras oficiais e as boas práticas médicas e de ética em pesquisa e são submetidos ao órgão regulador”.

    A empresa também diz que “o manuscrito disseminado na última sexta-feira (17 de abril) atribui, incorretamente, um número de protocolo na Conep. Os dados sobre pacientes contidos no documento não se referem, portanto, à pesquisa autorizada pela comissão do Ministério da Saúde. Trata-se de números reais de atendimento, mas não vinculados ao protocolo clínico relativo ao número da Conep.”
    Na sexta (17), após a Prevent Senior divulgar os dados do estudo para a imprensa, o diretor-executivo da empresa, Pedro Batista, disse à Folha que a pesquisa “traz uma resposta terapêutica segura para pacientes” de grupos de risco e com casos leves Covid-19. A afirmação encontra eco nas falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tem defendido a hidroxicloroquina como solução para a pandemia apesar da falta de evidências científicas sólidas sobre sua eficácia.

    No domingo (19), Bolsonaro chegou a compartilhar algumas informações que foram divulgadas pela empresa sobre a pesquisa.

    A empresa também afirma à reportagem que “o objetivo da Prevent é sempre o de compartilhar com outras instituições de saúde os resultados positivos obtidos no tratamento da covid-19”. Porém, a pesquisa que foi divulgada na sexta não dizia respeito a pacientes de Covid-19. Não havia diagnóstico das pessoas que integravam a pesquisa.

    “Todos os esclarecimentos serão prestados à Conep e permitirão possíveis ajustes para, em conjunto, encontrarmos respostas apropriadas para o combate ao novo coronavírus”, diz a empresa, em nota.

    A suposta pesquisa da Prevent Senior foi feita com mais 600 pacientes com suspeita de Covid-19, dos quais 412 tomaram a combinação de drogas hidroxicloroquina e azitromicina. Segundo especialistas ouvidos e o próprio autor do estudo, Rodrigo Esper, não era possível concluir se os medicamentos tinham efeito contra o novo coronavírus por causa de falhas metodológicas.

    Um dos problemas é que os pesquisadores não sabem se todos os 636 pacientes do estudo realmente tinham Covid-19. Além disso, todos os pacientes do estudo foram convidados a receber o medicamento, e o que se recusaram formaram um grupo à parte para comparação. Em estudos padrão ouro, os voluntários são divididos aleatoriamente em grupos diferentes e não sabem se estão recebendo o tratamento verdadeiro ou placebo, para evitar qualquer viés.

    A empresa havia afirmado que o estudo seria publicado em uma revista científica de renome.

    Questionada sobre mais detalhes da publicação, porém, disse que a pesquisa só havia sido enviada à revista e ainda não tinha obtido resposta.

    A reportagem também apontou a incongruência de registro da pesquisa no registro internacional para estudos clínicos, no qual constavam divergências em relação ao número de pessoas que fazem parte da pesquisa e suas datas de início e de fim.

    Segundo o registro, que também só foi submetido na última segunda (13), o estudo só começaria nesta segunda (20), com um número inferior de pacientes em relação ao que consta no estudo que a Prevent Senior enviou à Folha de S.Paulo e que já teria começado.

    Até o começo do mês de abril e desde o início da epidemia do novo coronavírus no Brasil, a Prevent Senior ganhou atenção pela concentração de mortes pela Covid-19 em seus hospitais em São Paulo. O plano de saúde chegou a concetrar 58% das mortes pela doença em São Paulo.

    No fim de março, o Ministério Público de São Paulo também instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar a possível omissão por parte das equipes médicas do hospital Sancta Maggiore, da rede Prevent Senior, em ações obrigatórias para conter a proliferação do novo coronavírus.

    Uma fiscalização de equipes de saúde municipal no hospital achou pacientes infectados pela Covid-19 cuja situação era desconhecida pelos órgãos de controle de doenças infectocontagiosas, notificação que é obrigatória por lei.

    A empresa chegou a ser criticada pelo ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

  29. Estou realmente preocupado pois a eficiência que ele afirma ter vale o ministério da saúde! Imaginem um telemonitoramente, com atendimento por enfermeiros e médicos on-line para mais de 20 milhoes de brasileiros no SUS esperando o segundo dia….pensem que com total anaminese e histórico de exames e inteligência artificial e de cruzamento de dados a gestão do sistema de saúde poder ser executada com o monitoramento do dia a dia dos pacientes a partir da contaminação social generalizada tão desejada pelo atual presidente. Todos trabalhando, e levando para casa – já que parte desses idosos conseguram se aposentar antes da proposta aprovada – o vírus mais de 20 milhoes de pessoas que reeberão telefonemas diários de médicos e enfermeiros de nível superior para testar seus sintomas aguaradando o segundo dia para ingerir, a partir da entrega do motoqueiro uberizado, a cloroquina para a salvar sua vida. Mas se ela for ingerida no 4o. dia, não adiantará mais nada, pois os efeitos colaterais podem piorar a doença em vez de acabar com ela…ora…monitorar 1.000 pessoas não é monitorar 20 milhoes jogadas, no congelamento de repasses ao SUS DE R$20 bilhões, aos leões para no segundo dia salvá-las! para mim, deve haver sim algum acerto, mas há também propaganda.

  30. Estou realmente preocupado pois a eficiência que ele afirma ter vale o ministério da saúde! Imaginem um tele-monitoramente, com atendimento por enfermeiros e médicos on-line para mais de 20 a 30 milhões de brasileiros no SUS – entre diabéticos e cardiopatas e idosos – todos com medidores de pressão e termometros, esperando o segundo dia….pensem que com eesa total anaminese e histórico de exames e consultas conjugadas à inteligência artificial e o cruzamento de dados a gestão do sistema de saúde poderá ser executada com o monitoramento do dia a dia dos pacientes a partir da contaminação social generalizada tão desejada pelo atual presidente. Todos trabalhando, e levando para casa – já que parte desses idosos e com doenças graves não conseguiram se aposentar antes da proposta aprovada – o vírus aos mais de 20 a 30 milhões milhoes de pessoas que receberão telefonemas diários de médicos e enfermeiros de nível superior para testar seus sintomas, contando com a certeza de ser o segundo dia de sintomas para ingerir, a partir da entrega do motoqueiro uberizado a ser contaminado, a cloroquina para a salvar sua vida. Mas se ela for ingerida no 4o. dia, quando o paciente estiver sendo conduzido ao hospital do SUS para internação, não adiantará mais nada, pois os efeitos colaterais podem piorar a doença em vez de acabar com ela…ora, ora! Monitorar 1.000 ou 10.000 pessoas não é monitorar 20 a 30 milhões jogadas, no congelamento de repasses ao SUS DE R$20 bilhões, aos leões para no segundo dia salvá-las! Nassif, não dá para contar com o 2o. dia, pois para os cristãos o 7o dia é para ressuscitar.

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