22 de junho de 2026

Colômbia terá segundo turno; Petro questiona apuração

Inédita liderança do advogado ultraconservador Abelardo de la Espriella é contestada pelo atual presidente após contagem inicial
Reprodução - Geraint Rowland Photography

▸ Abelardo de la Espriella lidera com 43,73% e enfrentará Iván Cepeda, que teve 40,91%, no 2º turno em 21 de junho.

▸ Presidente Petro questiona pré-contagem, alega manipulação e 800 mil votos de eleitores inexistentes no sistema eleitoral.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A eleição presidencial na Colômbia será decidida no segundo turno, em 21 de junho, em um cenário de forte polarização e contestação institucional. O advogado de extrema-direita Abelardo de la Espriella, líder do movimento Defensores da Pátria, contrariou as pesquisas e terminou o primeiro turno na liderança com 43,73% dos votos. Ele enfrentará o senador de esquerda Iván Cepeda, do Pacto Histórico e apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, que obteve 40,91% dos votos.

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O resultado definitivo das urnas confirmou o isolamento das duas forças. A senadora de direita Paloma Valencia (Centro Democrático) ficou em terceiro lugar, com 6,92%, seguida pelo ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo, de centro, com 4,26%. Os demais nove candidatos não atingiram 1% dos sufrágios.

Petro questiona apuração e abre crise

Logo após a divulgação dos dados, o presidente Gustavo Petro declarou que não reconhece o resultado da apuração preliminar, conhecida no país como pré-contagem e realizada por uma empresa privada. Petro alega que houve manipulação no software eleitoral na última semana e que o sistema incluiu 800 mil eleitores inexistentes.

“Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem da empresa privada dos irmãos Bautista, porque, devendo estar parados os algoritmos do software de contagem e escrutínios, na última semana foram alterados em 3 oportunidades e acrescentaram 800 mil cédulas a mais de pessoas que não estão no censo oficial apresentado”, declarou o mandatário nas redes sociais.

Na Colômbia, a pré-contagem da noite da eleição não tem valor legal. O resultado oficial e vinculante depende do escrutínio posterior realizado por comissões de juízes e notários, o qual Petro afirmou que irá esperar. O candidato governista, Iván Cepeda, também pediu esclarecimentos sobre “votações atípicas“.

Em Barranquilla, Espriella rebateu duramente a postura do governo e sinalizou que não aceitará a revisão do resultado. “Defenderemos a democracia pela razão ou pela força”, declarou o candidato de extrema-direita.

O fenômeno do ‘Bukele colombiano’

Aos 47 anos, Abelardo de la Espriella disputa sua primeira eleição e baseou a campanha em propostas de segurança de linha dura, inspiradas no presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Conhecido como “El Tigre”, o advogado promete colocar o Exército nas ruas e já acenou com a extradição de Petro caso haja pedido dos Estados Unidos.

Do outro lado, Iván Cepeda, de 63 anos, é filósofo e tem trajetória marcada pela atuação nos acordos de paz com as Farc em 2016. Filho de um líder comunista assassinado, Cepeda defende a continuidade das reformas sociais de Petro para redução da desigualdade e propõe a saída negociada para os conflitos com grupos armados remanescentes.

Alianças e ambiente de violência

A busca por apoios para o segundo turno começou imediatamente após a confirmação dos números. A terceira colocada, Paloma Valencia, e o ex-presidente Álvaro Uribe anunciaram voto em Espriella. O bloco de centro liderado por Sergio Fajardo informou que vai se reunir para decidir qual caminho tomar.

O processo eleitoral ocorre sob uma severa onda de violência política. Nos últimos meses, pré-candidatos sofreram atentados a tiros e a candidata a vice-presidente na chapa de Cepeda, Aida Quilcué, chegou a ser sequestrada por um grupo armado em fevereiro, sendo libertada horas depois. Tanto Cepeda quanto Espriella relataram ter recebido ameaças de morte ao longo da campanha.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. J. Alberto

    1 de junho de 2026 1:06 pm

    Este presidente é muito impopular. O resultado não aparenta nem um pouco destoar desse sentimento. Mas é claro que tudo deve ser apurado.

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