Guaidó tenta convencer militares da legalidade da queda de Maduro

“Sabemos que temos que continuar com os protestos, de forma cívica, pacífica”, disse Guaidó, negando perguntas que classificavam como um fracasso

Foto: Reuters

Da Agência Brasil

O deputado e autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse hoje (3), que a oposição tem procurado conversar com todos os setores dispostos a contribuir para uma “transição política pacífica” no seu país. Guaidó confirmou que, nas últimas semanas, líderes oposicionistas se reuniram com representantes das Forças Armadas e de outros segmentos a fim de convencê-los da constitucionalidade da destituição de Nicolás Maduro do poder e da realização de novas eleições.

“Vamos conversar com todos os funcionários civis e militares. Não importa de onde venham. [Vamos falar] com todos que estejam dispostos a colaborar com o fim da usurpação, com o governo de transição e com a realização de eleições livres”, disse Guaidó ao participar, em Caracas, de uma entrevista coletiva junto com representantes da Junta Diretiva da Assembleia Nacional.

Ontem (2), o líder oposicionista Leopoldo López disse a repórteres que, embora cumprindo prisão domiciliar, com restrições à atividade política, realizou reuniões políticas em sua própria casa e, “por mais de três semanas”, se reuniu com oficiais das Forças Armadas. “Na minha condição de preso domiciliar, me reuni com comandantes, com generais e com distintos representantes das Forças Armadas e dos organismos policiais. Nos comprometemos em contribuir com o fim da usurpação”, disse López, referindo-se ao mandato presidencial de Nicolás Maduro.

López, Guaidó e outros porta-vozes da oposição asseguram que o objetivo do movimento que tenta catalisar a insatisfação popular em meio a grave crise econômica e política que atinge o país é destituir Maduro do poder e realizar eleições. “É possível uma transição democrática, rápida, para realizarmos eleições livres”, assegurou Guaidó.

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Militares

O autodeclarado presidente voltou a garantir que os militares que deixarem de cumprir as ordens chavistas a fim de contribuir para a transição de governo serão anistiados e respaldados. “Não pretendo que os militares se ponham ao lado de Juan Guaidó ou da Assembleia Nacional, mas sim da Constituição que nos garante a realização de uma eleição livre no menor espaço de tempo possível”, disse Guaidó antes de voltar a apelar à população que saia às ruas amanhã (4).

“Sabemos que temos que continuar com os protestos, de forma cívica, pacífica”, disse Guaidó, refutando perguntas que classificavam como um fracasso a convocação da última terça-feira (30), quando milhares de venezuelanos atenderam ao chamado dos líderes da oposição, que garantiam ter obtido o apoio militar necessário para derrubar Maduro.

“Fracasso é que não haja luz [no estado de] em Maracaibo. Que Maduro continue usurpando funções”, afirmou Guaidó. “Vamos seguir e vamos vencer. Estamos muito perto disso. Temos muito respaldo, e não apenas internacional. Somos cada vez mais [gente] nas manifestações. Há dias em que mais gente sai às ruas, outros em que sai menos, mas continuamos sendo maioria.”

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6 comentários

  1. Cara, estes golpistas vendidos falam em anistia para militares que se se recusam a descumprir a constituição de seu país?
    Fora das redes sociais, onde manda quem tem grana e práticas repetitivas de golpe sao assimiladas por parte imbecilizada da população (como no Brasil), fora destes meios eletronicos, no mundo físico, onde organismos fiéis ao verdadeiro direito nao se ajoelham com facilidade, imbecis lesa-patrias como este sujeito, e outros idiotas que metam o nariz ainda que não solicitados, expõem-se ao ridículo, mas trazem infortúnios imensuráveis para um povo.
    Assim como ocorreu no Brasil com Dilma, falta energia ao legitimo representante do povo venezuelano, que recebeu seus votos. Penso, que estes golpistas estão com trânsito livre demais para golpear o pais em nome de interesses estrangeiros, portanto deveriam estar presos.
    Mas nada disso importa, seja Interferências de lideres tupiniquins tuiteiros ou se as forças armadas venezuelanas ficam de um ou outro lado. Afinal, a decisão sobre como será dividido o butim sairá da reunião que vai ocorrer entre Putin e Trump. O resto compõe apenas um desfile de bonecões de posto, se requebrando espalhafatosamente ao vento.

    • Complementando: caindo ou não seu presidente legitimo, as forças armadas venezuelanas poderão sempre se orgulhar de haver lutado para manter no poder o escolhido pelo povo.
      Tem que ser formada por verdadeiros guerreiros para resistir a tanta covardia dos EUA e suas colônias.

    • Complementando: caindo ou não seu presidente legitimo, as forças armadas venezuelanas poderão sempre se orgulhar de haver lutado para manter no poder o escolhido pelo povo.
      Tem que ser formada por verdadeiros guerreiros para resistir a tanta covardia dos EUA e suas colônias.

    • Complementando: caindo ou não seu presidente legitimo, as forças armadas venezuelanas poderão sempre se orgulhar de haver lutado para manter no poder o escolhido pelo povo.
      Tem que ser formada por verdadeiros guerreiros para resistir a tanta covardia dos EUA e suas colônias.

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