Neoliberalismo dos pobres nasceu no Chile e lá morreu, por Andre Motta Araujo

A SITUAÇÃO NO CHILE É MUITO PIOR DO QUE SE IMAGINAVA. As tarifas de SERVIÇOS PÚBLICOS PRIVATIZADOS subiram 400% enquanto o salário mínimo subiu 25%

Foto Patricia Faermann

Neoliberalismo dos pobres nasceu no Chile e lá morreu

por Andre Motta Araujo

Foi no Chile de Pinochet que se instalou o primeiro laboratório neoliberal do mundo por uma equipe de economistas da Universidade de Chicago, implantando o modelo então nascido sob a alegação de que o “WELFARE STATE” tinha falido. A profetisa do neoliberalismo era a Primeira Ministra Margaret Thatcher, cuja biografia foi virada pelo avesso nestes tempos de BREXIT.

Thatcher, no Reino Unido, é hoje vista como personagem  do mal, sua imagem foi historicamente liquidada porque ela erigiu a “ganância” como virtude e, a partir de seu programa, o Reino Unido decaiu economicamente, se desindustrializou, privatizou os serviços públicos, deu primazia ao mercado financeiro e desprezou a questão social e o amparo aos velhos e frágeis, produziu regiões inteiras de pobreza em um País outrora rico e criou o ninho do BREXIT, que tampouco produziu alguma solução para o desastre que ela criou com sua doutrina de que a “ganância é uma virtude”,.

Thatcher é considerada hoje uma mulher má de caráter e sentimentos, a deputada Glenda Jackson se encarregou da tarefa de demonizá-la perante a História política não só do Reino Unido, mas também em sua projeção global.

O CHILE NEOLIBERAL

O Chile se tornou o laboratório do neoliberalismo e, como tal, foi apresentado ao exterior como um exemplo de sucesso econômico pelos arautos de Chicago, categoria social muito específica que se espalhou pelo mundo a partir da globalização financeira iniciada no fim da década de 70.

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Essa categoria nasceu nos cursos de economia em universidades americanas, não só em Chicago, também em cursos de MBA nos EUA e em ouros países, uma confraria de madrassas com IDEOLOGIA e não apenas como aprendizado de ferramentas profissionais. Quem sai desse tipo de curso, seja de economia, de finanças (Wharton School) ou do mais prosaico MBA, dentro ou fora dos EUA, sai com lavagem cerebral de que o MERCADO RESOLVE TUDO.

As faculdades de economia, com algumas nobres exceções, como a London School of Economics, se voltaram entusiasticamente a preparar alunos PARA O MERCADO FINANCEIRO e não para políticas públicas. O sonho do formando em economia é trabalhar em fundo de investimento e ganhar bônus no fim do ano, poucos querem servir ao País e à sociedade, o “charme” está no “mercado de luxo” das finanças, um mundo onde as crianças estudam em escolas bilíngues, os fins de semana se conectam entre vinhos e clubes de golfe. Não importa o País onde se vive e sim o meio social que se frequenta, tudo pago pelo “mercado” financeiro.

Desse ambiente perfumado saiu o MODELO CHILENO. Todos os serviços públicos privatizados e MUITO CAROS, os salários cada vez mais baixos, zero de leis trabalhistas, seguro saúde só para quem pode pagar e são cada vez menos, APOSENTADORIA POR CAPITALIZAÇÃO, que atende só da classe média alta para cima.

Agora o “MODELO DE CHICAGO” apresenta sua conta exatamente onde começou, no Chile, e AINDA tem gente ainda querendo implantá-lo.

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O EXEMPLO DOS EUA

Nos Estados Unidos se ensina mais coisas do que se pratica.  Nos EUA, o ABASTECIMENTO DE ÁGUA é sempre público, não é privado. Também SÃO PÚBLICOS, portanto estatais, AEROPORTOS, PORTOS, RODOVIAS, USINAS HIDROELÉTRICAS, METRÔS, ÔNIBUS NAS GRANDES CIDADES, FINANCIAMENTO DE MORADIAS POPULARES, SEGURO RURAL, CRÉDITO RURAL, FINANCIAMENTO À EXPORTAÇÃO. Por que será?

O Departamento de Águas de Nova York e seus nove reservatórios são ESTATAIS e ninguém pensa em privatizar algo tão essencial como água. No Brasil há projeto para privatizar todos os serviços de água.

Porque as instituições americanas reservam um ESPAÇO PARA O ESTADO e um ESPAÇO PARA O MERCADO, não é TUDO PELO MERCADO, como querem os Guedes do mundo. Se assim é nos Estados Unidos, país rico e formado por uma sociedade de classe média, como é possível pensar MERCADO RESOLVE TUDO em países pobres? É uma insanidade completa porque não é função do mercado resolver tudo, muito menos em países de enormes carências.

O QUE MOSTRA A EXPLOSÃO CHILENA

A crise chilena chocou muita gente, mas não surpreendeu quem analisa a economia pelos seus fundamentos. A SITUAÇÃO NO CHILE É MUITO PIOR DO QUE SE IMAGINAVA. As tarifas de SERVIÇOS PÚBLICOS PRIVATIZADOS subiram 400% enquanto o salário mínimo subiu 25%, as pessoas de classe média já não conseguem pagar as contas e comprar comida, os aposentados pelos SISTEMA DE CAPITLIZAÇÃO (alô Paulo Guedes) tem renda miserável e não conseguem se manter, o Chile tem altíssimas taxas de suicídios de idosos, a concentração de renda é absurda e os cidadãos estão com uma vida muito ruim.

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ESSE É O MODELO QUE SE PRETENDE PARA O BRASIL DE HOJE. Que a lição chilena nos sirva de lição enquanto é tempo.

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10 comentários

  1. Do Portal Vermelho
    Paulo Kliass

    Dia: 22/10/2019 às 17:30:09

    Chile, Guedes y nosotros

    A população chilena está dando um recado muito claro a respeito do que pensa sobre as reformas estruturais levadas a cabo em seu país ao longo das últimas décadas. É verdade que as gigantescas manifestações em Santiago e demais cidades têm por base mais imediata a crítica às decisões relativas à elevação de preços e tarifas de serviços públicos. Porém, o aparente espontaneísmo atual não pode ser explicado sem se levar em conta as sequelas da herança trágica do conservadorismo na política econômica pr lá.

    O fato detonador do movimento de insatisfação popular foi a majoração do valor do bilhete do metrô da capital. O reajuste até que nem foi tão explosivo assim, pois subiu de 800 para 830 pesos – menos de 4% no aumento. Se compararmos, por exemplo, com a recente mobilização popular de insatisfação com políticas públicas que afeta o Equador, o quadro é bem mais “ameno”. Lembremos que o presidente Lenin Moreno havia autorizado inicialmente um reajuste de 123% nos preços dos derivados de petróleo. As consequências foram sentidas logo nos dias que se seguiram aos efeitos em cadeia de tal medida.

    O fato concreto é que o governo equatoriano havia solicitado um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e o organismo multilateral acabou impondo uma série de exigências como contrapartida da liberação dos recursos. Como sempre, surgiram as ideias de privatização e liberalização, com a recomendação do fim de subsídios públicos. Com isso, a tecnocracia teve a brilhante ideia de promover o chamado ”realismo tarifário” também nos derivados do petróleo. Um reajuste instantâneo e imediato, sem nenhuma regra de transição. Foi como lançar centelha em combustível, literalmente.

    Chile, Equador i otras cositas más.

    No entanto, apesar das semelhanças entre os dois casos, parece evidente que a amplitude das jornadas de luta no Chile guarda uma relação muito mais profunda com o conjunto das políticas levadas a cabo pelo governo conservador e monetarista de Sebastián Piñera e seus antecessores do que o mero reajuste no transporte de Santiago. Na verdade, boa parte das análises que começam a surgir a respeito do “tsunami chileno” apontam para o processo de empobrecimento crescente de parcelas cada vez mais amplas da população, em razão das opções neoliberais deste governo e dos anteriores.

    O processo de transformação do Estado chileno e dessas políticas públicas antipopulares remonta ainda ao golpe militar comandado pelo General Pinochet em 1973, que implantou uma das ditaduras mais ferozes que se tem conhecimento no continente latino-americano. Após assassinar o Presidente Allende e espalhar o terror e a tortura, o regime se transformou em um verdadeiro laboratório de experiências das propostas tresloucadas da chamada Escola de Chicago. Eram economistas obcecados em promover a destruição do Estado pelo mundo afora, em dar um basta às criações geradas ao longo dos anos de ouro do keynesianismo nos próprios países do universo capitalista.

    Graças à existência de um regime que assassinava e exilava os opositores, o governo seguiu à risca as recomendações dos chamados Chicago boys. Eram alunos recém doutorados sob a orientação da turma de Milton Friedman que voltavam do Estados Unidos ao Chile imbuídos de uma missão. Seu objetivo maior era privatizar, reduzir a capacidade de a administração pública desenvolver políticas de desenvolvimento e destruir o regime de previdência social. Os descontentamentos e as críticas a tais intentos eram solucionados “manu militari”, de forma que as possibilidades de reversão desse conjunto de medidas só viriam com o fim da ditadura a partir de 1990.

    Experimento neoliberal lá e cá.

    Mas mesmo assim, os efeitos perversos dessa experiência neoliberal se fizeram sentir ao longo de todo esse período. Um dos casos mais evidentes é o da famosa rede da “seguridad social” chilena, que foi desmontada e substituída por um sistema de instituições financeiras privadas administrando contas de capitalização dos indivíduos. A falência desse novo modelo só viria a ser sentida uma geração após, quando boa parte da população idosa começou a apresentar sinais de pobreza e até de miséria. O próprio Estado chileno se viu obrigado a re-estatizar o sistema privado que não conseguia mais cumprir com suas funções precípuas de fornecer aposentadorias e pensões dignas à população.

    Tendo em vista todo esse complexo histórico vivido pelo país quase vizinho, muitos analistas começam a apresentar sinais de preocupação com relação ao futuro do Brasil. Afinal, o objetivo declarado de Paulo Guedes é promover por aqui um intento neoliberal fora de época. Assim foi com a manutenção da EC 95, congelando por 20 anos os gastos orçamentários com políticas sociais e com investimentos públicos. Assim está sendo com a proposta de destruição do Regime Geral da Previdência Social (PEC 06) e com a proposta de ainda implementar por aqui também o regime de capitalização (PEC paralela). Assim está ocorrendo com a tentativa de promover um amplo processo de privatização de empresas estatais do governo federal.

    Assim foi com a continuidade das mudanças proporcionadas pela chamada “Reforma Trabalhista” do governo Temer, que nada mais significa senão destruição de direitos dos trabalhadores e redução de seus salários. Assim pretende também ser com a prometida “Reforma Administrativa”,

    um eufemismo que objetiva destruir alguns dos alicerces de uma administração pública que ainda seja capaz de cumprir com os mandamentos constitucionais de serviços públicos universais e direitos de cidadania ainda preservados. Assim pretende ser também com a cruzada obstinada do superministro em seu intento do chamado “3D” – desconstitucionalizar, desindexar e desvincular.
    No entanto, ao contrário do que se viu nos países vizinhos, a população brasileira parece ainda não ter tomado plena consciência a respeito dos riscos envolvidos em todo esse processo de destruição e desmonte. Mas não há dúvidas de que os efeitos serão sentidos em toda a sua plenitude em algum momento à frente. Afinal, a estratégia é retirar toda e qualquer capacidade de que sejam promovidas políticas públicas voltadas para um projeto de desenvolvimento econômico e social de natureza inclusiva e sustentável. Mais do que nunca, a maioria da população ficará sujeita exclusivamente às condições reinantes no sacrossanto e endeusado mercado para conseguir sobreviver. Uma loucura!

    Caso não se consiga impedir essa avalanche criminosa por essas terras, o futuro pode ficar sombrio e preocupante también para nosotros.

    * Doutor em economia e membro da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental do governo federal.
    As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Portal Vermelho

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  2. https://diogoschelp.blogosfera.uol.com.br/2019/10/22/caso-chileno-mostra-que-exigencia-social-cresce-junto-com-sucesso-economico/

    “A esquerda brasileira comemora os protestos violentos no Chile como se fossem uma prova de que o modelo econômico liberal do país é um fiasco. Trata-se de uma comemoração imoral — e de uma avaliação precipitada. As ruas do Chile não estão em chamas porque o sistema econômico do país é injusto. A insatisfação exposta nos protestos que resultaram em quinze mortos, a maioria causados pelos próprios manifestantes que incendiaram lojas saqueadas, nasceu, na realidade, das conquistas econômicas e sociais do país nos últimos anos”

    Isso é o que afirma o articulista acima.
    Enquanto lia seu artigo fui correndo para ler o dele que a principio desprezei.
    O que ele afirma no inicio, desafirma do meio pro fim do artigo, mostrando quase de forma envergonhada as mazelas do modelo adotado.
    Pela sua lógica, o que ocorreu no Equador e ocorre no Líbano é resultado do sucesso do modelo? Isso ele não diz.

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  3. Primeiro, precisaríamos comparar a qualidade de vida de países como Argentina, Uruguai, Chile com a miséria quintomundista animalesca da ‘Somália Brasileira’. Não se enxergam cadáveres pelas ruas, nem pelas estradas como é de forma habitual nas 100.000 mortes fantasiadas em apenas 70.000 duplicadas entre homicídios e mortes no trânsito, nem escolas-favelas, nem o ‘transporte de gado’ do transporte público tupiniquim da hipocrisia criminosa de Baratas e Lavouras e outros déspotas do setor, por todo país. Não vemos as crianças largadas pelas esquinas, nem tamanha favelização dos bairros periféricos, nem espetáculos de cracolândias, muito menos nossos rios-esgotos-desinterias. Dito isto, as exigências destes povos, mesmo parecidas, estão num nível muito superior à barbárie e aberração animalescas brasileiras. Mas ainda bem, pela antecedência e momento, servirão maravilhosamente como exemplo para a estupidez que repetimos, por não aprendermos nada com a Privatarias do NeoLiberalismo Colonialista produzido no medíocre Governo FHC. E inacreditavelmente a sua repetição. Chegamos a crer que a ‘Imbecilidade’ encontrou a sua pátria. Não encontrou a sua pátria. Mas com certeza a sua Elite. Pobre país rico. É inacreditável e inaceitável. Mas de muito fácil explicação.

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  4. a versão mentirosa da imprensa brasileira sobre a pretensa virtude econômica dum país vizinho e sua realidade que vem de forma explosiva nem é novidade. Sou da geração que via a imprensa brasileira falar bem da Argentina dolarizada de Menem enquanto o Brasil nem moeda direito tinha devido a inflação altíssima . A Miriam leitao da época, Lilian bife kibe (onde está hoje?) com suas caras e brancas sempre elogiava o ministro da Fazenda deles o Cavallo. A mentira explodiu em 2001 levando ao curralito, estádio de sítio 5 presidentes em.5 meses e lançando o país numa crise econômica de quase duas décadas. E estamos sob o poder de gente que de forma velada quer dolarizar nossa economia.

    • Oi, tudo bem?
      Pode me dá umas dicas de como interpretar textos?
      Peço na maior humildade.

      Miinha intenção lá irriba foi mostrar um artigo que contrasta com o do André, inclusive como uma espécie de provocação para que o André viesse a comentar o artigo do outro no UOL, de quem nunca uovi falar, mas o UOL foi buscar num sei onde para fazer o contra ponto co a esquerda.

      Depois eu mesmo, mostro a contradição do articulista, que não consegue esconder as mazelas do modelo neo liberal chileno e me posiciono claramente pela análise do André.
      Mas o cidadão fique a vontade para me orientar, conhecimento nunca é demais.

      Abraços fraternos.

  5. Eu acho, sinceramente, que o mundo vai se dividir em dois pólos novamente.
    O oriente: China, Rússia, Irã e as novas rotas da Seda, procurando integrar a Ásia e a África numa região em que se busca uma negociação do tipo ganha-ganha.
    E o ocidente, com os EUA voltando a ser um grande país, mas já não mais o “dono do planeta” ( se o deep state deixar). Só que aqui, no ocidente, os (ainda) países imperialistas vêem a AL como sua colônia – os EUA mais que qualquer outro nos vê como seu quintal-.
    Aqui no Brasil temos a língua que nos separa de todo o mundo, no final.
    E uma população MA RA VI LHO SA! Uma população que parece estar drogada no pior dos ópios existentes. A televisão que fala cada “puta mentira” ( em alguns momentos os jornalistas não conseguem esconder a hipocrisia) e todo mundo engole e ri!
    E haja panela!
    E haja alegria melhor do que uma reforma como essas que se aprovou. “Agora o país finalmente encontra o caminho da justiça social”

    Não vejo saída pro Chile nem pro Brasil. Só se houver uma revolução .. lá. Aqui, nem pensar.
    Aqui é fácil passar a lábia no povo. Fácil demais.

  6. A situação do brasileiro está ruim HOJE, não precisa esperar as patifarias desse desgoverno miliciano, e seus ministros canalhas, surtirem seus efeitos maléficos para avalizar essa realidade…..há gente passando fome…..sem recursos para as necessidades básicas…..digo por que conheço, vejo, ajudo, compartilho…não é de orelhada……

    A desgraça já se abateu sobre a maioria do povo pobre……mas um detalhe tenho que reconhecer…..apesar da miséria e das dificuldades, não vejo ninguém reclamar do desgoverno miliciano…..essas pessoas poem a culpa em si mesmas….inclusive com tentativa de suicídio……só posso crer que seja resultado da manipulação religiosa, midiatica e até futebolistica…..sim, não existe midia mais idiotizada quanto a do futebol…..no mesmo momento em que acabavam com nossas aposentadorias, a discussão durante quase todo o dia era se, um senhor idoso, vai voltar para a terrinha ou continuar enchendo o saco, e os bolsos, por aqui…estupidez pura…….

  7. No Brasil a ficha ainda não caiu pra grande maioria, de tão anestesiados que estão… Pior: quando a coisa chegar no ponto que chegou no Chile é só a Globo fazer uma novela mostrando as delícias do mundo neoliberal que a esmagadora maioria vai acreditar…
    Já disse uma vez e vou repetir: no Brasil o “sucesso” dessa fórmula vai depender muito da capacidade (grande na minha visão) da Globo em fazer todos de idiotas o tempo todo… Isso sem falar que o golpe de 2016 deixou absolutamente claro que confiar no discernimento político do brasileiro é um ato de sumária loucura…

    Obs. Cidadão Edivaldo precisa deixar de assistir GloboNews, ler a Veja e deixar de acreditar em Papai Noel e que Coelhinho da Páscoa pões ovos de chocolate. Obviamente não vou mandá-lo estudar porque é nítido que quem faz um comentário desses tem limitadíssimas capacidades intelectuais para aprender alguma coisa na vida.

  8. Esse neoliberalismo dos pobres é hoje, muito revoltantemente, uma realidade em todo o Brasil. Aqui na Região Nordeste, por exemplo, onde as RODOVIÁRIAS das cidades em geral foram entregues a empresas privadas, a cobrança da taxa de embarque tornou-se claramente um pretexto para abusos, agravando o preço das passagens, que por si já são caras pra quem não tem dinheiro sobrando. Não apenas cobram um preço injusto pela taxa como, incompreensivelmente, cobram valores diferentes, conforme a viagem seja dentro do estado ou para outro estado. Em Serra Talhada (PE), em junho deste ano, eu deparei com uma situação ainda mais revoltante, surreal até, pois ali o preço que estava sendo cobrado pela taxa de embarque variava em função da distância, sendo de R$ 6,50 (!!!) para viagens acima de 200 km. Eu ia pra Pesqueira (PE), a uns 200, 202 km de Serra Talhada, a depender de como se faz a medição no mapa Google, e foi uma luta pra conseguir pagar a taxa referente a viagens até 200 km, cujo valor exato, na casa dos 2 reais, já não me lembro mais. Três dias depois, de madrugada na rodoviária de Caruaru, a cidade lotada de turistas curtindo o seu maravilhoso São João, outra cena lamentável associada às privatizações. Mesmo as pessoas, eu entre elas, provando que iam embarcar naquela madrugada ou início de manhã, o segurança não deixava ninguém cochilar deitado sobre o banco, que era de cimento. Em aeroportos, onde já fiz isso algumas vezes, ainda pode, não pode?

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