Bolsa-Família, eleições e um país rachado, por Ricardo Amorim

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Bolsa-Família, eleições e um país rachado, por Ricardo Amorim

Revista Istoé

O Brasil nunca esteve tão polarizado. As divisões nasceram com a estratégia de defesa do governo às acusações do Mensalão, caracterizando-as como uma tentativa golpista de uma suposta “elite branca” interessada em reverter conquistas do povo. As eleições as expuseram e aumentaram. 54,5 milhões de eleitores reelegeram Dilma Rousseff, mas 87,2 milhões – a soma dos votos em Aécio Neves, brancos, nulos e abstenções – não votaram nela.

As pesquisas eleitorais já apontavam rachas socioeconômicos e educacionais. Segundo elas, Dilma venceu entre eleitores que ganham até 2 salários mínimos e perdeu entre os demais; venceu entre os que têm até o ensino fundamental e perdeu entre os que cursaram ao menos o ensino médio.

O racha mais visível foi o geográfico. Dilma ganhou por 13,5 milhões de votos no Norte e Nordeste. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, Aécio ganhou por 10 milhões de votos.

O Bolsa-Família sozinho explica os resultados do segundo turno no Distrito Federal e em 22 dos 26 estados brasileiros. No Brasil, pouco mais de 25% das famílias recebem Bolsa-Família. Em todos os estados do Norte e Nordeste, a percentagem é maior, chegando a quase 60% no Piauí e Maranhão. Nestes dois estados, Dilma venceu com quase 80% dos votos válidos.

2014-11 Eleicoes x Bolsa Familia

No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a porcentagem das famílias que recebem Bolsa-Família é inferior menor, chegando a menos de 15% no Distrito Federal, em São Paulo e Santa Catarina. Aí, Dilma teve menos votos, não chegando a 40% deles.

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Nos estados com mais de 25% das famílias recebendo Bolsa-Família, incluindo Minas Gerais, Dilma ganhou em todos menos Acre, Rondônia e Roraima. Dos estados onde menos de 25% recebem Bolsa-Família, ela só ganhou no Rio de Janeiro.

Então, afloraram preconceitos e distorções. Alguns no Sul e Sudeste creditaram a vitória de Dilma no Nordeste a supostas questões culturais, sem notar os resultados em áreas mais pobres de seus próprios estados. Por exemplo, Dilma perdeu em todo o estado de São Paulo, menos no Vale da Ribeira.

Alguns chegaram a sugerir que beneficiários do Bolsa-Família deveriam perder o direito ao voto enquanto estivessem no programa. Por este raciocínio, estudantes de faculdades públicas e usuários de hospitais públicos também não deveriam poder votar?

Muitos creditam o impacto eleitoral do Bolsa-Família a uma campanha para amedrontar seus beneficiários que o programa seria extinto se a Presidenta não fosse reeleita. Tais denúncias devem ser apuradas e punidas, mas para entender o impacto eleitoral total do Bolsa-Família é importante compreender seus múltiplos efeitos econômicos. Eles vão muito além da renda direta de seus beneficiários. Como o valor de cada benefício é baixo, ele é gasto integralmente, nada é poupado. Assim, a renda do Bolsa-Família impulsiona o consumo e a atividade econômica. Nas regiões mais pobres, onde mais gente recebe Bolsa-Família, o impacto é maior.

Em termos concretos, com o Bolsa-Família, mais gente comprou bolachas na mercearia do Seu Zé. Como vendeu mais bolachas, Seu Zé comprou uma TV nova. O dono da loja de eletroeletrônicos, que vendeu mais TVs, trocou de carro e o dono da concessionária de veículos comprou um apartamento novo. O Bolsa-Família não beneficia apenas famílias mais pobres, mas toda a economia de regiões mais pobres.

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Isto não significa que o programa não tenha defeitos graves. Em regiões onde salários e custo de vida são baixos, ele desestimula seus beneficiários a buscar emprego. Pior, ele não prepara as famílias para que deixem de  precisar do programa no futuro e tenham perspectivas melhores do que as que o programa pode lhes oferecer. O fato de que 56 milhões de pessoas, um em cada quatro brasileiros, necessitarem do Bolsa-Família para sobreviver é sinal de fracasso, não de sucesso. O programa tem de estar disponível para quem precisar, mas menos gente tem de precisar dele. Ele precisa tratar da causa dos problemas – a falta de preparação – e não apenas da consequência – a falta de recursos. A medida do sucesso do programa deve ser quantas pessoas saíram dele e não quantas entraram.

Isto me traz à segunda razão para as diferenças regionais na eleição. Nos últimos 4 anos, o Brasil ficou apenas em 161o lugar entre 182 países em crescimento do PIB. As regiões Sul e Sudeste, as mais industrializadas do país, cresceram ainda menos. A produção da indústria caiu e é hoje menor do que há 6 anos. Por consequência, regiões onde a indústria tem um peso maior têm ficado para trás.

É ótimo que Centro-Oeste, Norte e Nordeste tenham crescido mais rapidamente que o Brasil, mas se a indústria e as regiões Sul e Sudeste não se recuperarem, elas puxarão para baixo o desempenho dos demais setores e regiões. Isto já está acontecendo. Por isso, a economia brasileira estagnou neste ano. Centro-Oeste, Norte e Nordeste representam só 28% do PIB do país. Mal comparando e sem nenhum sentido pejorativo, o rabo não consegue abanar o  cachorro. Se queremos voltar a crescer, o país precisa superar suas diferenças e criar condições para que todos prosperem.

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Ricardo Amorim – Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

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35 comentários

  1. Eleitores do BF

    Se o Bolsa Família tem 56 milhões de beneficiários, pergunto são todos maiores e eleitores? Ou crianças também estão entre esses 56 milhões de beneficiados? 

    Não foi só o Bolsa Família que levou votos para o PT/Dilma, segundo pesquisa Datafolha no NE foram três fatores que impulsionaram a candidata do PT: emprego, salário e universidade e o BF teve pouca importância.

    • Justamente. %6 milhoes de

      Justamente. %6 milhoes de beneficiarios e todos podem votar? Isso eh desonestidade intelectual. Nao poderia ser difeente vindo do Ricardo Amorim. Como o colega Homero falou: ele teve preguca de dizer quantas pessoas deixaram o programa. Provavelmente ele vai dizer que sao numeros falsos, os verdadeiros sao soh dos que entram rsrsrss. Da-lhe laia hipocrita do KRL.

  2. 87,2 milhões não votaram na

    87,2 milhões não votaram na dilma e 90,7 milhões não votaram no Aécio e sua política neoliberal.

    Este pssoal que perdeu as eleições  não vai parar de encher o saco não?

  3. Deja Vu

    Que falta de assunto, hein?

    O rapaz que escreve é muito bonito.

    Ele trabalha no Manjatan Conexion?

    Ano passado fui num evento do Sebrae em Recife e ele era um dos palestrantes. Lá até que tentou falar bem do Brasil.

    Fico puto quando um cara escreve que “A medida do sucesso do programa deve ser quantas pessoas saíram dele e não quantas entraram.” mas não informa quantas saíram. Preguiça mental ou esse dado desconstruiria sua tese?

    • HE he

      Em 2011 tambem vi uma palestra dele no final do ano com previsoes para 2012, desnecessário dizer que nada do que previra aconteceu ,muito pelo contrário, aliás esses analistas economicos nunca perdem a boquinha,por pior que errem em suas previsoes , estao sempre com suas colunas seus boletins suas agendas cheias de palestras !

  4. Papo furreco o deste cara.

    “Isto não significa que o programa não tenha defeitos graves. Em regiões onde salários e custo de vida são baixos, ele desestimula seus beneficiários a buscar emprego. Pior, ele não prepara as famílias para que deixem de  precisar do programa no futuro e tenham perspectivas melhores do que as que o programa pode lhes oferecer.”

    P A P O  F U R R E C O! O BF é tudo ao contrário que este cara escreveu nesta afirmativa aí acima. Esta pataquada só cola em leitores do PIG e  os  que assistem aqueles bobalhões do Manhathan, que metem o bedelho em tudo que desconhecem e ainda tem coragem de chamar uma pricesa arabe de vagabunda, se não me engano,  foi um judeu gordalhão que vomita bobagens lá. Um judeu que está obeso já demonstra que é um paspalhão que nem a dieta Korsher dos judeus segue.

  5. que país rachado coisa nenhuma

    até porque os eleitores votam mais por simpatias e antipatias, pelos marketings milionários, pelas “informações” de prticamente toda a mídia. Logo, logo, mudam de opinião, ou simpatizantes de esqauerda se desiludem, ou antipetistas passam a ver com outros olhos o segundo mandato de Dilma. Lula ganhou assim, com mudanças de simpatias, claro que mudanças de marketing e de estratégia. Uma amostra: o Jornal Nacinal, tv aberta mais visto no país está sendo mais crítico – e cita, começa a citar, sim, nomes do psdb, etc. Não por tentarem menor parcialidade, mas devido à concorrência do canal do Bispo que, em tv aberta “gratuita” (com uma simples e barata antena UHF, bem instalada) e em canal “pago” avança com o melhor jornal noticiário do país, aquele do Heródoto Barbeiro.

  6. Só um acerto…

    Fiquei com a sensação de que a palavra “bovino” fosse aparecer em algum momento deste texto tão no estilo “jornalãoconservadordosuldopaís”. Mas ele acerta ao constatar que os programas sociais não estão chegando no Centro-Sul do Brasil. Não se trata de distribuir Bolsa-Família em São Paulo, mas atender a população em suas necessidades. Mas para isso é preciso ação… O governo precisa mostrar ação, enfrentamento político, enfim, governar. Estudar e apresentar um pacote de ações para garantir e ampliar as conquistas da Classe C. Reconquistando a Classe C, especialmente a do Centro-Sul, o apoio popular será tão forte que acaba esse golpismo que está no ar e a base política reduz as cobranças estridentes. Na série de textos abaixo há uma reflexão neste sentido. O que a Classe C precisa? Recomendo a leitura.

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR3.html

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR2.html

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR.html

     

  7. Bolsa rico

    Bolsa rico.   Cerca de 1 trilhão de reais pagos para a dívida pública (ano de 2014). Mais ou menos 44% do PIB nacional para pagar uma dívida que contém muitas irregularidades e ilegalidades. Ver dados no site http://www.auditoriacidada.org.br. Pagos a, provavelmente, cerca de 500 mil pessoas ( incluindo os poucos ricos e alguns classe média que são donos dos papéis da dívida)

    Auditoria cidadã da dívida pública deve ocorrer. Esta divida já foi paga. http://www.auditoriacidada.org.br

    Bolsa sonegação de tributos. Cerca de 485 bilhões de reais são sonegados todos os anos no brasil. Dizer que os tributos são altos e  por isso alguns dos médios e grandes empresários sonegam e muita hipocrisia. Quem paga os tributos é o consumidor, pois estes estão dentro do preço de venda do produto ou serviço. O empresário deveria repassar o tributo para os governos (municipal, estadual ou federal) mas alguns não fazem isso.   Ver site ttp://www.quantocustaobrasil.com.br/

    Bolsa imprensa, paga para só alguns grupos de mídia.

    Bolsa IPTU para muitos imóveis. Valores baixos cobrados no iptu de mansões e grandes propriedades.

    Bolsa família – cerca de 45 bilhões de reais pagos a 56 milhões de pessoas. Cerca de 70 reais por mês para cada pessoa.

    O autor da matéria deveria falar destas outras bolsas. 

    Pois assim caminha o brasil, cada um com as sua respectivas bolsas.

    Qual escolher? A que paga mais, muito mais, e para poucos e nunca falar delas na imprensa. 

    Qual falar mal? A que paga muito pouco e para muitos. 

  8. Não tenho Bolsa-Família e votei na Dilma

    E daí? Qual é o problema de quem tem BF votar na Dilma? Pela primeira vez na história, existe a presença do Estado em todo o território brasileiro, dando cobertura universal para a população. Por acaso, o sudeste, há decadas e até hoje, também não recebeu incentivos do governo? Pois agora o governo está investindo em todo o país, sendo que o BF é injeção indireta de capital nas economias locais; ou estou enganado sobre o pib industrial do nordeste ter crescido mais que o do sudeste nos últimos anos?

    Não tenho Bolsa-Família e votei na Dilma, porque vejo disposição em fortalecer o Estado e o Povo brasileiro. A cada ano, o sistema de arrecadação de impostos fica mais modernizado: isto descontenta os sonegadores históricos; a cada ano, vejo a Polícia Federal mais atuante, desmanchando quadrilhas instaladas há décadas; vejo mais universidades e melhores salários aos servidores; vejo direitos trabalhistas serem obedecidos, a escravidão combatida e as empregadas domésticas sendo valorizadas. Reconheço que muito ainda há por fazer quanto à Reforma Agrária e à organização econômica dos trabalhadores. Vamos continuar avançando. Esta é a minha pauta. Os golpistas não me constrangem: podem protestar à vontade.

     

  9. A outra história

    Nordeste. Desfazendo mitos que contam por aí…

    Nordeste

    Desfazendo mitos que contam por aí…

    O Nordeste de hoje é muito diferente daquele do passado. É a região que mais cresce no Brasil, aumentando investimento, renda, emprego, escolaridade, acesso à banda larga, produtividade, exportação. Conheça alguns dos principais mitos sobre o Nordeste e os nordestinos, que a desinformação alimenta.

    Foi o Nordeste que elegeu a Dilma

    Por que não é verdade

    A eleição é nacional e Dilma teve votos em todo o país. Ela conquistou suas maiores votações no Nordeste e no Sudeste. As duas regiões praticamente “empataram” na opção pela presidenta: foram 20,1 milhões de votos no Nordeste, apenas 300 mil a mais do que no Sudeste (19,8 milhões). O Brasil é um só, mas quem se deixar levar pelo preconceito e tentar dividir o país entre eleitores supostamente “informados” e “desinformados” vai ter que brigar com as urnas: Dilma teve mais votos no Sul-Sudeste (26,6 milhões) do que no Norte-Nordeste (24,5 milhões).

    O Bolsa Família transformou o Nordeste num curral eleitoral do PT

    Por que não é verdade

    Um dos principais avanços do Bolsa Família foi justamente acabar com a dependência – inclusive política – dos mais pobres. O beneficiário é titular de seu cartão magnético. Vai todos os meses ao caixa eletrônico e saca o valor a que tem direito. Não troca voto por cesta básica. Não deve favores a ninguém. Vota no partido ou candidato que julga mais comprometido com a melhoria da qualidade de vida de sua família e de sua comunidade.

    São Paulo é o vice-campeão nacional do Bolsa Família: tem mais famílias beneficiadas do que todos os estados nordestinos, à exceção da Bahia. No entanto, o candidato mais votado em São Paulo, nos dois turnos da última eleição para presidente da República, foi Aécio Neves, do PSDB.

    A verdade é que quem vota no PT — seja no Nordeste, Sudeste, Sul, Norte ou Centro-Oeste — tem diversos motivos para fazê-lo: as 422 novas escolas técnicas e 18 novas universidades federais (com 173 novos campus), os mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada, as 80 mil bolsas do Ciência Sem Fronteiras, o aumento real de 73% do salário mínimo, as obras de mobilidade urbana, as 8 milhões de matrículas no Pronatec, as grandes obras de infraestrutura do PAC, os novos aeroportos, rodovias e ferrovias, os 3 milhões de jovens carentes no ensino superior privado graças ao ProUni e ao Fies, as 3,4 milhões de moradias entregues ou em construção do Minha Casa Minha Vida, o R$ 1 trilhão do Pré-Sal para a Educação e a Saúde, o crédito farto para a agricultura familiar, o Bolsa Família e uma infinidade de outras políticas públicas, que promoveram a inclusão e a ascensão social de dezenas de milhões de brasileiros.

    O Nordeste é atrasado

    Por que não é verdade

    O Nordeste foi atrasado enquanto os governantes ignoraram a região e o seu povo. A partir das políticas de desenvolvimento com distribuição de renda e o combate às desigualdades sociais e regionais implementadas pelos governos Lula e Dilma, o Nordeste tornou-se o exemplo mais vibrante do novo Brasil que estamos construindo.

    A região cresceu o triplo da média nacional. Só nos primeiros cinco meses deste ano, o crescimento foi de 4%. A infraestrutura turística desenvolveu-se como nunca; a matriz industrial diversificou-se, com destaque para as indústrias naval e petroquímica; grandes obras mudaram e estão mudando a paisagem e a história do Nordeste, como a integração do rio São Francisco, a ferrovia Transnordestina, a refinaria Abreu e Lima, e o Complexo Industrial Portuário de Suape, entre tantas outras.

    Nos últimos cinco anos, o Nordeste passou a atrair grandes investimentos. Somente nos três maiores polos de desenvolvimento da região – Suape (PE), Pecém (CE) e Camaçari (BA) – os investimentos captados nos últimos cinco anos e projetados até 2015 somam cerca de R$ 100 bilhões.

    

Principal responsável pela oferta de crédito na região, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) teve um crescimento nominal de 776% no volume de recursos investidos, em apenas dez anos: em 2002, foram R$ 2,6 bilhões, em 686 mil operações; em 2012, nada menos que R$ 22,8 bilhões, em 3,1 milhões de operações.

    E mais: as exportações nordestinas quadruplicaram, saltando de US$ 4,6 bilhões em 2000 para US$ 18,8 bilhões em 2011.

     

    Nordestinos são desinformados

    Por que não é verdade

    O nordestino é tão informado quanto qualquer outro brasileiro. Tem acesso às mesmas fontes de informação: televisão, rádio, jornal, revista, internet. Aliás, a internet – que, ao contrário dos outros meios de comunicação, se destaca pela diversidade de informações e opiniões – está bombando no Nordeste.

    Nos últimos quatro anos, o número de acessos em banda larga fixa cresceu mais no Nordeste que em todas as outras regiões do Brasil: o aumento foi de 136%, totalizando 2,68 milhões de acessos. Em banda larga móvel (via smartphones e tablets), o crescimento foi ainda mais extraordinário: 920%, com 27,68 milhões de acessos, atrás apenas da região Norte.

    E mais: com Lula e Dilma, o Nordeste ultrapassou o Sul e tonou-se a segunda região do Brasil com maior número de estudantes no ensino superior (só perde para o Sudeste). O número de universitários mais do que triplicou: de 413 mil em 2000 para 1,4 milhão em 2012.

    

Das 18 novas universidades federais criadas pelo governos do PT, sete estão no Nordeste, sendo que cada uma delas mantém unidades em mais de um município. A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), por exemplo, tem campus em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. No total, 28 municípios nordestinos foram contemplados com campus de universidades federais.

    Entre 2010 e 2012, o número de cursos de mestrado e doutorado cresceu 33% no Nordeste, enquanto o Sul e o Sudeste, regiões com maior número de programas de pós-graduação, tiveram crescimento bem menor: 25% e 14%, respectivamente.

     

    Nordestinos são tão pobres que trocam votos por migalhas

    Por que não é verdade

    Só nos primeiros cinco meses de 2014, o Nordeste criou quase um milhão de novos postos de trabalho. Os investimentos públicos e privados, as grandes obras de infraestrutura, a instalação de novas indústrias, a geração recorde de postos formais de trabalho e o crédito farto para a agricultura familiar, além da transferência de renda e da valorização do salário mínimo, promoveram a ascensão social de milhões de nordestinos.

    O Nordeste teve o maior aumento de renda per capita entre todas as regiões do Brasil, permitindo que mais de 20 milhões de pessoas deixassem a pobreza. Há uma década, apenas 22% da população nordestina estava na classe média. Hoje, esse percentual chega a 45%.

    Um dos principais responsáveis por essa extraordinária ascensão social é a criação de postos de trabalho com carteira assinada. Nada menos que 4,1 milhões de empregos foram gerados no Nordeste durante os governos Lula e Dilma. Somente no governo Lula (2003/2010), o número de trabalhadores nas indústrias da região – sem contar os outros setores da economia – mais do que duplicou: de 800 mil para 1,7 milhão.

    Dois terços dos empregos criados no Brasil no segundo trimestre de 2014 foram no Nordeste, de acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, elaborada pelo IBGE. Entre abril e junho deste ano, a ocupação na região aumentou em 999 mil novos postos de trabalho.

    O Nordeste e os nordestinos serão sempre miseráveis, por causa da seca

    Por que não é verdade

    “A maior seca na vida de um sertanejo sempre foi a seca de oportunidades”. Mais do que apenas uma frase perdida num discurso, a afirmação da presidenta Dilma traduz o empenho dos governos do PT na promoção da segurança hídrica do Nordeste.

    Hoje, um extenso conjunto de obras de canalização minimiza os efeitos das longas estiagens, garantindo o abastecimento de água para consumo e irrigação. Além disso, Lula e Dilma construíram 1 milhão de cisternas no semiárido, com capacidade de armazenamento de 16 mil litros de água cada, o suficiente para suprir, por até seis meses, as necessidades básicas de uma família com cinco pessoas.

    Em casos de estiagem prolongada, o governo federal deflagra a distribuição emergencial de água por caminhões-pipa. A operação é coordenada pelo Exército Brasileiro, o que impede a utilização dos veículos como instrumento político, fato que ocorria antes do governo Lula.

    Os investimentos em segurança hídrica incluem ainda a Bolsa Estiagem, auxílio financeiro emergencial pago aos agricultores familiares, no valor total de R$ 400, transferidos em cinco parcelas mensais de R$ 80; o apoio à atividade econômica por meio de linha especial de crédito; a antecipação dos pagamentos do Programa Garantia-Safra; e a venda de milho para alimentação animal a preços subsidiados.

    Isso explica porque o Nordeste atravessou, em 2013/2014, a maior seca dos últimos 50 anos e, ao contrário do passado, não houve saques a armazéns, nem populações famintas comendo calangos, nem levas de famílias retirantes abandonando a terra natal, por causa da fome e da sede.

    As obras de integração do rio São Francisco estão abandonadas

    Por que não é verdade

    Todas as etapas do empreendimento estão 100% contratadas e a previsão de entrega está confirmada para 2015. Onze mil trabalhadores e 4 mil máquinas já executaram 2/3 da obra, que beneficiará 12 milhões de pessoas em 390 municípios de quatro estados: Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. São 477 km de canais, organizados em dois Eixos de transferência de água – Norte e Leste. A obra engloba a construção de quatro túneis, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e 27 reservatórios.

    A Integração do Rio São Francisco faz parte de um grande conjunto de obras de segurança hídrica — o maior da história — que o governo federal realiza em parceria com os governos estaduais. Estão em andamento ou já foram concluídas: no Ceará, o Eixão das Águas e o Cinturão das Águas; no Piauí, a Adutora de Piaus e a Adutora de Bocaina; em Alagoas, o Canal do Sertão Alagoano; na Bahia, a Adutora do Algodão e a Adutora do Feijão; em Pernambuco, a Adutora do Pajeú (fases 1 e 2) e a Adutora do Agreste; na Paraíba, Vertentes Litorâneas; no Rio Grande do Norte, a Adutora do Alto Oeste.

    Ou seja: depois de enfrentar condições climáticas adversas e séculos de descaso por parte dos governos do passado, o Nordeste provou que nada mais o impede de seguir mudando – para melhor, juntamente com o Brasil.

    Testes de bombeamento no Projeto de Integração do Rio São Francisco

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=SUx6K9PNsfI%5D

     

    O Brasil está dividido

    Por que não é verdade

    O Brasil nunca esteve dividido. Apenas passou por uma eleição bastante disputada, a exemplo de vários outros países ao longo da história, como a França em 2012 (quando Hollande venceu Sarkozy por apenas 3,2% de diferença) e os Estados Unidos em 2000 (George W. Bush chegou a perder nas urnas para Al Gore, mas acabou eleito pelo colégio eleitoral) e em 1960 (Kennedy bateu Nixon por uma diferença de 0,1%!!!). E tanto a França quanto os Estados Unidos continuam inteirinhos da silva.

    Por causa do falso mito de que “foi o Nordeste que elegeu a Dilma”, teve até gente falando em separar a região do resto do país, o que seria um completo absurdo, além de um prejuízo irreparável para o Brasil.

    Primeiro, porque o Nordeste é hoje uma das grandes locomotivas da nossa economia, crescendo o triplo da média nacional e sendo responsável pela geração de 2/3 dos empregos do país, como explicamos no item 3. Segundo, porque o Nordeste é também responsável por grande parte da nossa extraordinária riqueza cultural: a prosa de Ariano Suassuna, Jorge Amado e Graciliano Ramos, a poesia de João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, os ensinamentos de Celso Furtado, Paulo Freire e Josué de Castro, a sabedoria dos mestres populares, a música de Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas… Já pensou se o forró deixasse de ser brasileiro? Se as praias mais lindas do Brasil não fossem mais do Brasil?

    E acima de tudo, seria muito ruim perder o Nordeste – ou qualquer uma das partes que formam este nosso país-continente – porque a grandeza do Brasil está justamente em sermos um.

    Nossa força reside na extraordinária diversidade que nos une. Somos todos brasileiros, da Amazônia aos pampas gaúchos, do cerrado ao sertão, passando pelo litoral. Cada qual com seu sotaque, sua cultura, seu jeito próprio de ser brasileiro – mas todos unidos pelo mesmo idioma, o mesmo espírito de luta, a mesma alegria que encanta o mundo.

    Sem o Nordeste, o Sudeste, o Sul, o Norte ou o Centro-Oeste, o Brasil seria menos Brasil.

    http://brasildamudanca.com.br/mitos/nordeste/#mito-1

    http://assisprocura.blogspot.com.br/2014/11/nordeste-desfazendo-mitos-que-contam.html

    • Falácias, falácias, falácias…

      O longo e tedioso comentário é uma sucessão de falácias. Exemplo: O Nordeste atrai investimentos. Isso é tão verdade quando dizer que Manaus atrai investimentos. O que atrai investimentos para esse locais são os incentivos fiscais do governo para investimentos. No caso da Zona Franca de Manaus, previu-se que o expediente seria temporário e que a industrialização da área se manteria por si só após deslannchar. Diante da constataçao óbvia de que isso NUNCA acontecerá, o governo já extendeu os benefícios fiscais, que custam R$22 bilhões/ano ao governo, até a década de 2070! Ea coisa se perpetuará enquanto o Brasil for governado por idiotas.

      • Pois foi exatamente por isso

        Pois foi exatamente por isso que votei nos “idiotas”. Eu tb sou uma idiota, mas  mesmo na minha idiotice deu para perceber que a região nordeste e norte tb merecia, assim como SP, que sempre recebeu inúmeros incentivos para as montadoras de carro e indústrias se instalarem lá. Essas regiões, sempre esquecidas, tb pertencem ao Brasil e são as que mais representam o que temos de melhor no país, que é seu artesanato, sua música, seu folclore, suas praias,  seus escritores, poetas e artistas de modo geral e principalmente sua alegria de viver e hospitalidade. Muito diferentes da “carranquice” preconceituosa de outros estados. Em tempo: Sou mineira , de olhos azuis e uma idiota que tem preocupação c/ aqueles que sempre foram deixados de lado. Prá vc ver somos opostos, né?

  10. País rachado uma ova! Dilma

    País rachado uma ova! Dilma ganhou e é Presidente de todos os brasileiros, a eleição acabou, acabou, se fini. Quem deseja materializar essa divisão é a mídia bandida.

  11. Artigo simplista e preconceituoso

    O artigo é simplista e preconceituoso, simplesmente repete análises de Veja e companhia.

    Já começa mal: “As divisões nasceram com a estratégia de defesa do governo às acusações do mensalão.”… 

    Nenhuma palavra sobre a influência nefasta do posicionamento e das distorções promovidas pela própria mídia politizada no processo.

     

  12. Dilma venceu venceu entre os

    Dilma venceu venceu entre os que têm até o ensino fundamental e perdeu entre os que cursaram ao menos o ensino médio. Venceu por 13,5 milhões de votos no Norte e Nordeste. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, Aécio ganhou por 10 milhões de votos.

    Resumindo, Fernando Henrique Cardoso tinha razão quando comentou sobre a ignorância do Nordeste?

     

  13. É IMPRESSIONANTE COMO A MÍDIA SE SUPERA NA BURRICE.

    Não tem nada de “BOLSA FAMÍLIA” ganhar ou perder a eleição. Em dois estados do norte Dilma perdeu lá o bolsa família são mais de 25%, em MG e RJ Dilma ganhou e é menos de 25%. Fizeram um balaio de gatos com os numeros para esconder o ESTELIONATO que a mídia tentou fazer com os eleitores, ou seja, MANIPULAR. Nesse pensamento nefasto e quase nazista e divisionário, então, os que  estavam doentes, velhos  e jovens que votam se quizerem, quem estava em tránsito pelo fato de não votarem eram todos contrários a DILMA, POIS ELES ESTAVAM OU NÃO NO BOLSA FAMÍLIA E QUAL A PORCENTAGEM DELES no universo pesquisado?  E que não votou porque se distanciou da política devido ao trabalho sujo que a mídia faz, mais uma vez MANIPULA? Mente, e mentir feio. Meu primo estava aqui na minha cidade, fez campanha para a Dilma não votou porque o carro quebrou e não deu para ele chegar a tempo em sua cidade para votar. O que parece é que a MÍDIA PERDEU A ELEIÇÃO E QUE SE SAFAR DA DESONESTIDADE PRATICADA CONTRA O BRASIL E SEUS ELEITORES. Ficam assim por dizer ARRANJANDO DESCULPAS,  ORA é GOLPE, ora é BOLSA ou de FAMÍLIA  ou de VALORES. O que vem pela a ISTO É deve ser levado a sério tipo AQUELAS PESQUISAS que dava AÉCIO ELEITO, ai é brincadeira né pessoal LEVAR ESSE PASQUIM ELEITORAL DE DIREITA A SÉRIO e repercutir asneiras é muita cara de pau. Vamos enterrar essas por assim dizer PORCARIAS né gente, ninguém merece se informar com esses detritos, haja esgoto. 

  14. O Boneco…

    Acredita-se que eles já fossem utilizados na Grécia Antiga desde o Século III a.c. para transmitir oráculos, numa espécie de simulacro da “voz dos deuses”.

    Hoje, servem de “bonecos de recado”, do denominado deus mercado.

    Dessarte, o boneco de ventríloquo, das forças do atraso, verbaliza, através do tal programa Manhattan Connection da Globonews, esse tipo de asneira, convicto de que “deve estar certo”. 

    Errada, mesmo, deve estar a ONU, que rasga elogios ao mais bem sucedido programa de distribuição de renda, atualmente em execução, no mundo!

    O texto eivado de preconceito, é a maior concentração de bobagens por centímetro quadrado já escrito e publicado por quem se imagina “formador de opinião”.

  15. vive no aquário

    escorregada legal do blog essa, esse rapaz é da tchurma do aquário daquele programa composto por jornalistas com mentes colonizadas além de Diogo Mainard um foragido da Justiça Brasileira..

  16. não entendi
    Este senhor tem, é claro, direito, como todos nós de manifestar seu pensamento sobre o que quer que seja. Mas por aqui creio que o tempo é precioso demais, e os temas numerosos, para estarmos a perde-lo com inconsistência e mesquinharia. Não vejo nenhum problema no posicionamento ou nas cores de toda a gente – direita, esquerda, vermelho, azul, amarelo, verde – ; há gente séria pensando de diferentes formas e com visões e experiências distintas. O problema é ser tendencioso, capcioso e seletivo. O fato que não corrobora minha tese eu simplesmente retiro da equação… Aí tem que vir o sr. Assis Ribeiro “desfolhando a cebola”, item a item, para termos uma visão mais completa. Ok, entendo que este é um espaço democrático, mas não esperava ver este moço de tão restrita posição por aqui. Depois de ler o discurso do Requiao fica um sentimento esquisito…

  17. Também não sabem?

    Aos que tanto criticam a afirmação que temos cada vez mais dependentes do bolsa-família (temos?) sem dizer quantos saíram: afinal de contas, quantas pessoas entraram e quantas saíram do programa de bolsa?

    Ou queremos comemorar a marca de 100 milhões de dependentes?

  18. O pessoal está esquecendo que

    O pessoal está esquecendo que esse cara é do Manhatan conection. De forma que comparado com o Mainardi e o outro bobalhão sionista é quase um bolivariano. Como o sujeito tem o desplante de afirmar que o bolsa-família movimenta a economia?

    Tudo bem, que ele logo a seguir lembrou onde trabalha e afirmou que o programa estimula a não se procurar emprego. Num exercício de negação de causa e efeito, pois se o bolsa família estimula a economia, cria emprego. Por acaso ele estaria insinuando que o pobre brasileiro é tão preguiçoso que prefere receber o bolsa que é muito pouco, do que um salário, que vem aumentando continuamente? Essa parte é para o Mainardi não xingá-lo de petralha.

    De qualquer forma creio que o Nassif só botou esse texto aí para mostrar que até um sujeito do Manhatan Conenction reconhece que o bolsa-família movimenta a economia. Mesmo que finja que isso não signifique quase nada. Uma televisão para o seu Zé da quitanda é bom, mas nem tanto

  19. O almofadinha da Mnahattan

    O almofadinha da Mnahattan Connection não é nenhum intelectual, é raso como visão do mundo e cultura, o que ele pensa não tem importancia MAS o que ele fala é exatamente que a classe media alta de São Paulo e Rio pensa, sem tirar uma virgula, é essa a opinião dos jovens executivos, advogados, engenheiros e economistas que trabalham na economia globalizada, nos bancos de investimento, nas multinacionais que devem ou deveriam fazer o Brasil crescer.

  20. A abordagem dele é bem mais
    A abordagem dele é bem mais light que a média.
    E ainda explica a importância econômica do programa.

    E a preocupação com a saída é pertinente!

  21. Todos ao inss. Conte outra..

       Os empregados da mídia estão apavorados com a derrota,e mais ainda depois dos 27 demitidos da Fôlha. Tentam emplacar o conto do Bôlsa Familia, no intuito de conservar o emprego no ¨clube de  pelêgos¨. A teoria esbarra,como sempre ,na prática. Sendo assim o Lula não teria sido eleito ao primeiro mandato e no segundo, e a Dilma no primeiro. E a Presidenta no primeiro com maioria esmagadora. Acho que esta explicação não vai mante-los no emprego. Prometeram aos patrões a cabeça da Presidenta numa bandeja de prata,mas entregaram a de um ¨burro sem cabeça¨.

  22. CENSURA É COMO UM SORVETE SE ESQUENTAR DERRETE.

    Chamar a mídia brasileira atual de DESONESTA, não é nenhum desmerecimento. Há alguma palavra que poderiamos descrever o que é a mindia hoje? O corporativismo produz censura…. Cadê o meu comentário?

  23. Não é só bolsa família

    Dilma ganhpu nessas regiões porque nunca se investiu tanto como agora em infrestutura, geração de empregos e educação,a maior criação de faculdades Federais e escolas Técnicas foram no Nordeste, não só bolsa família, São Paulo ´2º estado que recebe bolsa famí.ia.O nordeste está crescendo mais do que São Paulo e já tem muitos jovens frequentando Faculdade e vai passar São Paulo em alunos jovens frequentando faculdades.O Problema de Dilma não ser maioria no Sudeste é a desinformação da mídia Tucana.

  24. Ricardo Amorim e o Ibovespa com 200 mil pontos em 2015

    Depois que este sujeito viajou o país em 2009 dando palestras dizendo que a Bovespa chegaria a 200 mil pontos em 5 anos, tudo que ele escreve eu leio na diagonal.

    http://www.infomoney.com.br/carreira/noticia/1596853/otimista-ricardo-amorim-ecirc-bolsa-200-mil-pontos-cinco-anos

    http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/bovespa-alta-de-2009-e-a-ponta-do-iceberg

    Mas como diz o outro, só acaba quando termina. Faltam ainda 13 meses para a futurologia dele dar certo. Quem sabe…

     

  25. Importante saber para os

    Importante saber para os críticos do articulista:

     Ricardo escreveu este artigo pra uma revista.Não pra este blog.

        Evidente que se fosse pra este blog,nem escreveria.Porque aqui o fanatismo não deixa ninguém escrever pensamento divergente—lobotomia petista em grau máximo;

             Acontece,que presumo sem autorização,o artigo foi contrabeado pro blog.

                 Não gostaram? Reclamem com o blogueiro.

                        E não com o articulista que sabe que o público dele não são vcs.

  26. o articulista só acertou na

    o articulista só acertou na interpretação do bolsa-família como

    importante instrumento estrutural do avanço

    sócio-político  dos últimos anos,

    o que é pouco em relação ao todo que expressou. .

    de resto, istoé não passa de um apendice de veja….

  27. O mito de que o capitalismo é

    O mito de que o capitalismo é uma fábrica de empregos é central nesse texto.

    Então o bolsa-família é fracasso porque as pessoas continuam a depender dele.

    Para meus parâmetros o sucesso de um programa é as pessoas não dependerem mais de ter que vender sua força de trabalho. Por isso eu quero é renda básica da cidadania.

  28. já esta virando mantra

     “O fato de que 56 milhões de pessoas, um em cada quatro brasileiros, necessitarem do Bolsa-Família para sobreviver é sinal de fracasso.”

     

    E 47,6 milhões de norte-americanos necessitarem do  Supplemental Nutrition Assistance Program [Food Stamp] em 2013, ao custo de 76,4 bilhões dólares, é sinal de sucesso?

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