10 de junho de 2026

O cavalo árabe usado como mula, por J. Javert

Chega ao Brasil uma escultura estufada de joias que não foram declaradas na alfândega; qual a moral da história?
Foto: Reprodução

Case: Escultura Cavalo Árabe

por J. Javert

Desembarca em Guarulhos (SP), vindo em voo comercial da Arábia Saudita, indivíduo que trazia, em sua mochila, escultura de cavalo árabe (mula), estufado de joias, deixando de declará-las na alfândega (tipos penais: descaminho e falsidade ideológica).

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Ao ser surpreendido por autoridades alfandegárias, o indivíduo alegou que as joias seriam presentes para terceiros, sendo apenas mero transportador (mula).

Nesse estágio, temos destinatários das joias (2), ministro 1, viajante_mula (associação criminosa?).

Após apreensão das joias e do cavalo árabe, o viajante se recusou a pagar os impostos mais multa, deixando o aeroporto.

Não se sabe se as joias foram frutos de corrupção passiva (propina) ou peculato de agentes públicos…

No período de 14 meses, novos personagens vão surgindo na tentativa de recuperar as joias apreendidas, inicialmente o ministro1 (minas e energia), ministro2 (mre), ministro3 (economia), titular subserviente do órgão que apreendeu a mercadoria, ajudante de ordem dos destinatários, indivíduo que por último tentou resgatar as joias ou laranja (associação criminosa ampliada?).

Tudo em vão porque as autoridades competentes (art. 142, ctn) resistiram ao assédio moral.

Reflexões:

Rr_1: pecúnia vem de pecus (gado ou semovente). Peculato também vem pecus. Nos estados-membros, ocorre, com frequência, tipo específico de peculato conhecido como “rachadinha”, mas, no caso, identifica-se, em tese, peculato desvio ou corrupção passiva (propina), que são infrações penais antecedentes ao delito de lavagem de ativos.

R-2: ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal antecedente, caracteriza o delito de lavagem de ativos. Uniram-se santo e cavalo de pau oco!

R-3: é possível identificar no paradigma, mula, laranjas, cúmplices, agentes (hipotéticos), partícipes e assediadores.

Moral da história

Se a mula passasse com a muamba oculta, responda de imediato: quem seria o Cogiá Hussein do conto? Haveria rateio do mimo? Seria utilizada a senha “abra-te sésamo”!

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected].

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. AMBAR

    5 de março de 2023 3:57 pm

    Caramba, e eu pensando que o cavalo árabe com as 4 patas quebradas fosse uma alusão ao bozo quando caiu de paraquedas e quebrou as 4 patas.

  2. Evandro Condé

    6 de março de 2023 7:20 am

    E como as patas quebraram? Duvideodó que seja esclarecido.

  3. Carlos Alberto

    6 de março de 2023 12:58 pm

    Que paixão mal resolvida de vcs com o ex Presidente.
    Na psicologia moderna isso é conhecido como Síndrome de Malcom, Malcom…idos

  4. Katia Gonçalves

    6 de março de 2023 1:06 pm

    Sou leitora assídua e contribuinte solidária deste Jornal GGN. Os textos aqui publicados são em geral de ótima qualidade, o que torna o GGN um contraponto essencial à grande mídia que pauta temas de interesse da elite econômica ou que abordam temas relevantes apenas de forma superficial e muitas vezes preconceituosa. Mas sempre há o que melhorar, e fica registrada a minha sugestão: os textos deveriam ser mais didáticos, não restritos aos iniciados apenas. Muitas vezes desisto de compartilhar um texto por considerá-lo mal redigido, com erros de digitação que atrapalham a compreensão, ou muito herméticos ou cheios de siglas sem o devido esclarecimento do seu significado. O jornalismo independente precisa se esforçar, fazer a sua parte, pra sair do gueto…

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