“É a demanda, estúpido”, lição para economistas da Praça é Nossa, por André Motta Araújo

Depois da tal "reforma da Previdência" não vem investimento se existir imensa capacidade ociosa na economia.

“É a demanda, estúpido”, lição para economistas da Praça é Nossa

por André Motta Araújo

Cada dia a comédia fica mais engraçada e daí caminha para o trágico. “Depois da reforma da Previdência (qualquer reforma) virão os investimentos”.

NADA TEM A VER UMA COISA COM OUTRA. Por que investir em um País em profunda recessão? Qual o público consumidor ávido para comprar?

Só haverá investimentos SE EXISTIR DEMANDA, ECONOMIA AQUECIDA, ninguém investe em economia fria, onde ninguém tem dinheiro para comprar.

Não adianta, os “comentaristas de economia” repetirem o que “economistas de mercado” cantam para eles. Repetem uma lorota, uma tolice única.

Depois da tal “reforma da Previdência” não vem investimento se existir imensa capacidade ociosa na economia. Há, mas poderão vir investimentos especulativos em derivativos, “carry over” em bicicletas câmbio + juros mas NÃO em fábricas de cimento, carros ou biscoitos porque há capacidade de sobra em todos esses ramos. Outra conversa de sorveteria é que “melhorando ambiente de negócios” virão investimentos. Se para abrir uma empresa se leva 15 dias, “vamos reduzir para 2 dias, facilitando a vida do empreendedor”.  Maravilha, MAS ninguém virá ao Brasil só por causa disso SE NÃO HOUVER mercado para o produto a ser vendido, NADA DISSO GERA CRESCIMENTO, só a existência de poder de compra ANTECEDENTE ao investimento.

E como se gera poder de compra para justificar investimentos? PELO ESTADO, o Estado injetando dinheiro na economia, só o Estado pode fazer.

E como fazer? Foi feito nos EUA de 1933 a 1941, depois a Guerra fez a demanda, na Alemanha de 1933 a 1939, desemprego ZERO, no Brasil de 1956 a 1960 no Governo JK, de 1968 a 1978 com os mega investimentos estatais dos governos Costa e Silva, Medici e Geisel, DINHEIRO NA VEIA NA INFRAESTRUTURA PELO ESTADO.

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As estatais e o BNDES são os instrumentos de que o Estado dispõe, MAS os “economistas de mercado” querem se desfazer desses instrumentos. O BNDES foi esgotado pelo Tesouro, que já sacou todo caixa, estão também raspando o Banco do Brasil e a Caixa e vendendo o resto das estatais, COMO É QUE O ESTADO VAI INJETAR DINHEIRO NA INFRAESTRUTURA SEM OS CANAIS DE OPERAÇÃO DESSES INVESTIMENTOS?

A PETROBRAS sozinha pode gerar enorme volume de empregos na indústria de equipamentos para o pré-sal, as refinarias, as petroquímicas DESDE QUE COMPRE NO BRASIL, como fez desde sua fundação mas hoje prefere comprar tudo no exterior para escapar de suspeitas de corrupção, como se não houvesse corrupção fora do Brasil. Uma insanidade de ultimo grau, comprar navios na China que poderiam ser feitos no Brasil. Os “economistas de mercado” costuraram a lenda de que lá fora é mais barato, a “conta de padaria” no lugar da estratégia, sem lembrar que o Japão produz todo o arroz que consome dentro de seu território, a um custo SEIS VEZES MAIOR que o importado, para ter segurança alimentar. São decisões estratégicas e não de botequim.

COM O ATUAL MODELO NÃO TEM COMO O BRASIL CRESCER

É a recessão permanente, a condenação de 180 milhões de brasileiros à miséria, mantendo uma ilha de consumo funcionando com 25 milhões de rentistas financeiros ou na folha de salários “sonho de valsa” do alto funcionalismo dos três poderes. O resto é apenas um show de economistas engraçados.

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Vou falar uma coisa aqui, que economistas tinham a obrigação de dizer...... Previdência não é déficit.....o governo tem a OBRIGAÇÃO de cuidar de seus cidadãos, se nessa bosta de país não há o incentiivo que países desenvolvidos dão a seus cidadãos, que seja pela previdência......sim, escondem isso, países desenvolvidos dão incentivos para seus cidadãos.... Ninguém pega a mixaria que ganha da previdência e joga no mercado financeiro, essa merreca vai pra alimentos, saúde, vestuário, remédios.... Diferente do maior gasto do orçamento, os juros, que vão para o exterior assim que realizam seus ganhos..... O governo tem que pagar a previdência de seu povo miserável e ficar quieto.... . Ou que tomem vergonha e criem mecanismos de distribuição de renda.... canalhas.....

Naldo

16 comentários

  1. Horrível ler uma matéria no GGN. Aliás, isso generalizou. As inserções do Google não permitem uma leitura suave, concatenada, reflexiva.
    Deveriam por esse lixo todo para o final do texto.
    Parece que as reclamações ajudaram o 247 nessa coisa horrorosa.
    Acode aí, gente!

  2. O mais engraçado é que estão torcendo por uma reforma que faz exatamento o contrário, reduzir a demanda cortando renda dos aposentados.

  3. Vou falar uma coisa aqui, que economistas tinham a obrigação de dizer……
    Previdência não é déficit…..o governo tem a OBRIGAÇÃO de cuidar de seus cidadãos, se nessa bosta de país não há o incentiivo que países desenvolvidos dão a seus cidadãos, que seja pela previdência……sim, escondem isso, países desenvolvidos dão incentivos para seus cidadãos….
    Ninguém pega a mixaria que ganha da previdência e joga no mercado financeiro, essa merreca vai pra alimentos, saúde, vestuário, remédios….
    Diferente do maior gasto do orçamento, os juros, que vão para o exterior assim que realizam seus ganhos…..
    O governo tem que pagar a previdência de seu povo miserável e ficar quieto…. .
    Ou que tomem vergonha e criem mecanismos de distribuição de renda…. canalhas…..

  4. Além disso, dão mais importância a demanda por melhor qualidade e de luxo…

    ou muito me engano ou a economia americana se desenvolveu exatamente em sentido contrário. incentivando e adaptando as linhas de produção para se ter produtos iguais, padrão classe baixa e média, e deixando para a concorrência barateá-los cada vez mais

    bombou geral, tanto no consumo como na produção, atraindo investidores de todo planeta

    Se preocupar com melhor qualidade e luxo em tempos de povo na maior pindaíba é suicídio econômico

    vide o que estão fazendo com o minha casa/minha vida, por exemplo, e percebam quão errados estão

    Luxo em tempo de povo na pindaíba, só na Globo, uma fantasia que a todos beneficia, mas sempre em partes

  5. ANDRÉ: até eu consigo entender que a Economia gira com Investimentos, que dependem da Demanda, que depende da Renda. Os economistas de mercado e seus cúmplices na mídia sabem disso. Mas o objetivo desses abutres entreguistas é SAQUEAR o quanto puder e o mais rápido possível. E maioria de nosso povo ignorante bate palmas e louva a própria desgraça.
    Não me venham com conversa de que nosso povo é sábio. Não é. A maioria dos brasileiros é ignorante e individualista. Por isso tem sucesso a “mamadeira de piroca”, “Jesus na goiabeira”, “bandido bom é bandido morto”, reformas trabalhista e da previdência etc.

  6. Boa, caro André:

    …”o Japão produz todo o arroz que consome dentro de seu território, a um custo SEIS VEZES MAIOR que o importado”…

    Economia é assunto muito sério para deixar nas mãos do “mercado”.

  7. Até a mídia pro mercado está começando a admitir que a reforma da previdência não vai resover o problema do crescimento.

  8. Memórias de Odorico Paraguaçu

    Por Cimberley Cáspio

    “A memória hermenêutica parafraseada na ortodontia ortodoxia da pleura desvairada, não será mais compactuada durante o meu governo. O povo de Sucupira na minha administração, será dinamicamente, analmente e menstrualmente dignificado como a Seleção Brasileira, nunca mais andarão a pé, estaremos sempre juntos em cima do caminhão de bombeiros.” Odorico Paraguaçu.

    Político é profissão? E oposição, é tradição ou terapia? O emburrecimento social tem levado à práticas abissais, quer dizer, segurar o desenvolvimento social a qualquer custo. Mesmo que isso custe o preço de uma nação.

    Isso significa dificultar o acesso da população aos itens básicos de sobrevivência, restringindo a equiparação salarial em um processo desconexo com os aumentos dos produtos necessários, principalmente à população mais pobre do país.

    Mas, e a oposição, o que diz contra isso? Bem, a oposição na verdade tá nem aí pra realidade e dificuldade dos mais pobres, a oposição quer mais é curtir a moda oposicionista de viver, quem sabe, vira situação caso uma vantagem possa ser significante. O objetivo é provocar a situação para quem sabe, trocar de lado dependendo da oferta. E aí, adeus oposição.

    Mas se nada acontecer, fica-se na oposição, liderando o bloco dos burros e cegos, mas estando sempre presente nas reuniões da situação, inclusive em almoços com autoridades e parlamentares. Porque viver e conviver no meio do poder é atraente e pode gerar algo interessante no futuro, pessoal claro, não há interesse coletivo. O interesse coletivo é uma novela com script antigo, jamais renovado.

    E o tempo passa, o povo grita, o povo quer mudança, quer melhoria de vida, mas que nada, nem situação e oposição quer mudança nenhuma, a não ser mudança pessoal própria; quanto ao resto, bem, o resto é o resto.

    No mais, é continuar se fazer acreditar que situação e oposição falam a língua do povo, mas a verdade é que não. Situação e oposição falam a mesma língua, convivem diariamente na mesma casa, almoçam e jantam juntos, quando chegam ou vão embora, quase sempre vão no mesmo transporte, conversando e rindo muito, ora do povo, ora de outras coisas que nada tem a ver com temas políticos e sociais. Quanto ao povo, a língua é totalmente estranha para ouvidos que querem se fazer de surdos.

    Eleições, ahh…malditas eleições, como seria bom ficar eternamente no cargo. Como isso é bom. Toda riqueza e estrutura pública a meu favor. O que pode ser melhor que isso? Mas tudo bem. Vamos às ruas dar um tijolo a um, uma caixa-d’água pra outro, 10 sacos de cimento pra outro “amigo” eleitor, uma ou duas…duas pra não dizer que sou ruim de tudo, duas cestas básicas pra D. Maria que ainda acredita em mim, coitada, não sabe o quanto a exploro e a engano, mas tudo bem, ela não sabe mesmo, então vamos que vamos. Enfim, gasto uns trocados nas eleições mas também me divirto. Danço até forró com D.Arminda, uma velha de 80 anos, desdentada, que prometi uma dentadura na eleição passada e não cumpri. Voltei ao curral, quer dizer, a comunidade e revejo D.Arminda abrindo aquela boca banguela e sorrindo para mim. Na verdade não quero nem me aproximar dela, mas o que não faço pela política. Vale a pena qualquer sacrifício para passar 4 anos na Assembléia Legislativa ou Brasília.

    D.Arminda não é minha prioridade como todos sabem, porém como tive um generoso aumento salarial, não por mérito, e sim, porque tenho o poder de me dar aumento a hora que eu quiser, vou dar a dentadura dela, claro, não será nada sofisticado ou caro, mas ela é bobinha mesmo e vai ficar satisfeita com o que eu lhe der. Só não vou bancar o COREGA.

    Depois da reeleição, claro, serei reeleito porque o povo é burro mesmo, analisarei se continuarei na oposição. Mas por enquanto a minha fantasia de líder oposicionista me cai bem. Os conchavos irão determinar que caminhos irei tomar. Pelo sim pelo não, continuarei alimentando a esperança dos otários, quer dizer, dos eleitores, desculpa aí.

    Sucupira que me espere, já, já retornarei.

    • Todo mundo quer poder, quanto mais, melhor. E tendo conquistado, quer mantê-lo. A diferença é o que cada um faz quando o consegue. Uns levam o grupo sobre o qual têm poder a ficar devedor de órgãos estrangeiros (FMI), outros levam o grupo a devedor de si mesmo (dívida interna); uns levam o grupo à soberania e independência em relação a outros grupos, outros querem anexar o próprio grupo a outros grupos mais fortes, colocando o próprio em posição de submissão. Uns fazem o grupo atender a todos desse grupo igualmente (democracia), outros fazem o grupo todo dar dinheiro a sub-grupos, muitas vezes estrangeiros, para que esses sub-grupos ganhem dinheiro do grupo todo sem, contudo, atender ao grupo todo (plutocracia e privatizações).

      Todo mundo quer poder. A diferença está no que cada um faz com o poder que tem. E isso faz toda diferença.

  9. Ninguém vai investir em um país com um desequilibrio fiscal como o nosso. Mais ainda, investir em um governo que se endividar mais para promover crescimento. O que vivemos hoje não tem nada haver com a crise dos anos trinta. E necessário conjugar ações de controle fiscal, atração de capital estrangeiro e investimento publico.

    • Meu caro, o Brasil foi um dos maiores polos mundiais receptores de capital estrangeiro entre 1950 e 1980 com permanente desequilibrio fiscal e crises cambiais em serie MAS havia mercado aqui para
      os produtos que as multinacionais fabricavam. Essa lenda do desequilibrio fiscal espantando investidor é invenção dos economistas de mercado que só operam com o mundo financeiro.

  10. Tem razão o MarcosVideira: a imensa maioria do povo brasileiro é completamente ignorante, agora mais ainda com seus tablets conversando fiado as asneiras de cada um. Dá nojo ouvir conversas de botequim, conversas de comadres, muitos e muitas das quais apoiando o boçal que está sujando a faixa presidencial com a merda que escorre do cérebro para a boca todo dia ao fazer pronunciamentos idiotas. Esse povo acaba aceitando a reforma da previdência como a mula e o jegue açoitados enquanto puxam carroça. Não se vê verdadeira mobilização das pessoas para irem às ruas, às praças, incendiarem tudo, arrebentarem toda essa hipocrisia chamada brasil…….Lula está lá, preso, e só uns gatos pingados se esforçam em vigilia constante…….mas irem, lá derrubarem aquele predio no peito, na paulada, e arrancarem o Lula de lá na marra, morrendo se for preciso, poucos se disporiam. Pegar cafajestes como o marreco curitibano e arrebentarem com ele, arrebentarem os ministros calhordas das instâncias superiores, começando pelo TSE de covardes que não impugnaram a eleição do asno feita de disparos de fakenews, indo do STJ, STF, também covardes que se cagam de medo de generais entreguistas………esse povo de merda precisa tomar vergonnha na cara…..mas tenho ainda uma esperança: que um câncer acabe com cada um deles de modo bem lento e muito doloroso…..já que não podemos fazer justiça com as próp´rias mãos…….M A L D I T O S S E J A M….

  11. Demanda pressupõe renda. A reforma da previdência vai reduzir sensivelmente a renda de parcela considerável da população. O tiro vai sair pela culatra.
    Temos uma asnocracia, um governo de burros.

  12. + comentários

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