Empresa de eventos de Deltan poderia ser cliente da fundação de R$ 2,5 bi, por Luis Nassif

Agora se entra no campo dos ganhos financeiros com palestras e desmascara-se o álibi do bom mocismo, de que as palestras eram para que pudesse levar a mensagem de Deus aos ímpios

O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus. Lord Acton
O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus. Lord Acton

A reportagem de hoje da Folha, sobre a #Vazajato, começa a entrar no campo definitivo, os interesses financeiros dos procuradores envolvidos no caso, na figura de Deltan Dallagnol (aqui) e suas palestras.

Nas conversas, Deltan combina com o colega Roberto Pozzobon a criação de uma empresa, a se tocada pelas duas esposas, para organizar palestras sobre corrupção. A data dos diálogos coincide com a da tentativa de criação da fundação que receberia R$ 2,5 bilhões do Departamento de Justiça, justamente para estimular a divulgação de trabalhos anti-corrupção.

Como vimos apontando desde o início, esse é o tema que atinge diretamente os fanáticos por Deltan Dallagnol. Atropelar leis, combinar julgamentos, inventar provas são infrações aceitas, em um país com pouco cuidado com princípios legais, em nome do bem maior.

Agora se entra no campo dos ganhos financeiros com palestras e desmascara-se o álibi do bom mocismo, de que as palestras eram para que pudesse levar a mensagem de Deus aos ímpios.

Juntando as conversas divulgadas com as denuncias de 2017, sobre as palestras de Deltan, identifica-se claramente o processo de ceder gradativamente às tentações quando se dispõe de um poder sem limites. E o poder da Lava Jato era garantido pela blindagem total de quem se apresentava como arauto da moralidade.

Primeiro, se aceitam os pagamentos com algum constrangimento, doando parte do que recebe. Depois, a cupidez se impõe e passa-se a ser cada vez mais exigente. Surge o deslumbramento com as possibilidades de ganhos – e isso fica amplamente demonstrado nos diálogos.

Em 2017, quando vazaram as primeiras informações sobre os ganhos de Deltan, conversei com o responsável por sua contratação para um evento, e ele se dizia espantado com a cupidez demonstrada.

A defesa de Deltan foi informar que, no ano anterior, doara parte dos cachês a um hospital de tratamento de câncer infantil. Provavelmente era verdade.

Mas em 2017 já estava a pleno vapor faturando as palestras para si próprio e inventando argumentos falsos para se eximir de explicações – como se verá a seguir. Mais que isso, parte do interesse pelas palestras decorria do terror que a Lava Jato passou a infundir em todas nas empresas.

Em 2018 já de vangloriava de faturar R$ 400 mil com palestras. Em 2019, planejava montar uma empresa só de palestras. Aliás, mesmo caminho percorrido por Rosângela Moro.

À medida em que se foi entrando nesse terreno, quais os limites obedecidos, ainda mais em um universo em que advogados desconhecidos que passaram a ganhar cachês milionários com esquemas de delações? Esse é o teste final. Até onde foram nessa cupidez? Atravessaram o Rubicão e entraram na seara das delações premiadas? Ou se limitaram a atropelar apenas princípios éticos?

O fundo do poço do MPF

O episódio expõe, de maneira clara, a maneira como a Lava Jato esgarçou os limites éticos do próprio Ministério Público Federal, desarmando os sistemas de controle.

Há uma regra ética tácita, de que procurador não pode faturar com temas em que esteja trabalhando. Palestras, debates sobre o tema que se está trabalhando fazem parte do trabalho.

Tinha-se, na Lava Jato, um grupo de jovens procuradores, provincianos, deslumbrados, inexperientes com o sucesso, e facilmente influenciáveis pela dinheirama que escorria entre seus dedos. Caberia à corregedoria orientá-los e definir limites. Como diz o nome, a corregedoria co-rege. Em vez disso, considerou perfeitamente normal receber cachês milionários. E como dizer o contrário se, pelos diálogos divulgados, sabia-se até o cachê de R$ 30 mil do próprio Procurador Geral Rodrigo Janot?

Além dos aspectos éticos, esse deslumbramento criou vulnerabilidades que podem ter comprometido as investigações.

Uma empresa com culpa no cartório – e ainda não descoberta pela Lava Jato – poderia contratar uma palestra, ou de um procurador ou do próprio PGR, e pagar regiamente. Quando seu nome aparecesse, estaria instantaneamente blindada. Afinal, que procurador – ou PGR – indiciaria uma empresa, sabendo-se que, mais tarde, poderiam ser levantados os pagamentos pelas palestras contratadas?

Além disso, a exploração econômica das operações – Deltan aparece orientando uma colega sobre como faturar em palestras sobre o tema que investigava – criou um padrão que se espalhou, pelo mau exemplo, por toda a corporação. Além da quebra da economia brasileira, dos pre-juízos infligidos à Petrobras com ações deletérias de acionistas, alimentados por provas da Lava Jato, o pior legado de Janot foi a dissolução dos valores que regiam tacitamente a instituição. Para procuradores influenciáveis, e mais flexíveis, retorno financeiro pessoal das operações passou a ser um critério de seleção de temas.

Este é o segundo maior desafio de sua sucessora, Raquel Dodge, que seguramente não é feita da mesma massa de Janot.

Capítulo 1 – quando o fato vazou

Em junho de 2017, uma empresa promotora de eventos ofereceu Deltan por cachês que iam de R$ 30 mil a R$ 40 mil. O assunto circulou pela Internet e Deltan soltou uma nota alegando que doava “praticamente tudo” o que recebia com palestras e que apenas pretendia contribuir “modestamente, como qualquer cidadão de bem” para com o país (aqui).

Dizia a nota:

5 – Embora eu pudesse legalmente dar destinação pessoal aos recursos, como muitos profissionais da área pública e privada fazem, optei por doar praticamente tudo para que não haja dúvidas de que a minha motivação é apenas contribuir modestamente, como qualquer cidadão de bem, para um país com menos corrupção e menos impunidade.

Capítulo 2 – as explicações de Deltan

Pelo Facebook, por notas oficiais, ou por reportagens de jornais do Paraná, Deltan deu duas explicações divergentes – mas ambas visando propagandear sua fama de rapaz do bem.

Doação para hospital de câncer infantil

Como explicou o jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, em edição de 17.06.2017 (aqui)

“Em seu post, Dallagnol disse que a maior parte das palestras que dá são gratuitas. Eventualmente, há remuneração envolvida e os valores foram sempre doados. No ano passado, o valor total recebido pela participação em eventos, não divulgado pelo procurador, foi doado para o hospital Erasto Gaertner, entidade filantrópica localizada em Curitiba que oferece tratamentos contra câncer.”

Doação para fundação de combate à corrupção

Em seu perfil no Facebook, deu outra explicação:

(…) Em 2017, após descontado o valor de 10% para despesas pessoais e os tributos, os valores estão sendo destinados a um fundo que será empregado em despesas ou custos decorrentes da atuação de servidores públicos em operações de combate à corrupção, tal como a Operação Lava Jato, para o custeio de iniciativas contra a corrupção e a impunidade, ou ainda para iniciativas que objetivam promover, em geral, a cidadania e a ética.

Nunca divulguei isso antes para evitar que tal atitude fosse entendida como ato de promoção pessoal. Contudo, diante de ataques maldosos e mentirosos, reputo conveniente deixar isso claro para evitar qualquer dúvida de que o que me motiva é o senso de dever, como procurador e como cidadão.

Desafiamos a comprovar o que dizia, porque era nítido que escondia a informação:

Nunca comprovou as doações para o tal fundo. Mas já antecipava os planos da super-fundação, com R$ 2,5 bilhões de dotação pagas pela Petrobras e intermediada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Ponto 3 – as conversas pelo Telegram

Nas conversas, Deltan combina com o colega Roberto Pozzobon a criação de uma empresa, gerida pelas respectivas esposas, para gerenciar as palestras. Planeja não apenas conversar sobre a Lava Jato como oferecer aulas de empreendedorismo.

Aliás, o mesmo caminho percorrido por Rosângela Moro.

Principais informações divulgadas.

Pelas conversas, percebe-se que o tema palestras ficava restrito aos parceiros mais próximos, Roberto Pozzobon e o ex-PGR Rodrigo Janot.

O cachê de Janot

Fica-se sabendo, pelos diálogos, que o PGR Rodrigo Janot cobrava R$ 30 mil por palestra. Qualquer empresa que, de alguma maneira, pudesse temer os efeitos da Lava Jato, pagaria de bom grado esse valor. Ou calaria o PGR pelo pagamento, ou calaria pelo constrangimento, caso algum dia pudesse vir a ser indiciada.

Orienta colegas sobre como faturar com operações

Para a colega Thamea Danelon, Deltan ensina como faturar com palestras em cima de cada caso.

 

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31 Comentários

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José

- 2019-07-15 12:17:21

e ele fala abertamente com Moro-Ouros e Louros, naquela parte: "(depois te explico melhor...)"... certamente, ia explicar sobre a tal fundação Grana-a-Jato 2,5 bi, que o DeltanMinhaCasa ia gerenciar, atravessando, pegando de um lado e pagando para a [sua] empresa da conge laranja do outro... botando a mão/contrabandeando/traficando dois bilhão em palestras neonazifasciconservoliberopentecostais, ele, Bozzopum, Moro-Ouros e Louros e JanotaPreta... e outros certamente.

Robert Weber

- 2019-07-15 05:41:22

Quero ver quando ficar comprovada a propina auferida nas delações premiadas. Será que o Gleen dispõem das conversas dos promotores e advogados "premiados" com o Tacla Duran? Esta seria uma verdadeira bomba atômica.

Jorge Almeida

- 2019-07-15 04:17:20

O crime de advocacia administrativa está previsto no artigo 321 do Código Penal Brasileiro. Consiste em "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário." A pena é de detenção, de um a três meses, ou multa; se o interesse envolvido for ilegítimo, a detenção é de três meses a um ano, além da multa.[1] Trata-se da utilização indevida das facilidades de cargo ou função, por funcionário público, no intuito de fazer prevalecer ou fazer influir o seu peso funcional sobre a prática de atos administrativos. O autor do fato pede algum favor a um colega do próprio órgão público ou de outro, usando o seu poder funcional, mas sempre em favor de terceiros - nunca em proveito próprio.

republicano arrependido

- 2019-07-14 22:10:54

quando sairemos desse estado de exceçao?

- 2019-07-14 21:30:09

FORA DE PAUTA, ou por outra perspectiva “Eu fico contente da vida em saber que a Bahia é Brasil” (Bahia com H, de Denis Brean) Caetano Veloso, João Gilberto e Gilberto Gil - Bahia Com H https://www.youtube.com/watch?v=uK5lDW1UVAE Canal TV Cultura Digital - talvez quem sabe ... – 25/10/2011 (Provocações, de Antonio Abujamra) https://www.youtube.com/watch?v=_BAlhGsB-6I Gal Costa - O Amor by Caetano Veloso https://www.youtube.com/watch?v=cBxMFb8igus Canal TV Cultura Digital - PGM 687 - Estou procurando... - 16/12/2014 https://www.youtube.com/watch?v=gcpdPL9jCi0 Canal Mídia NINJA – Caetano Veloso e Jean Wyllys | Abertura da Casa NINJA Lisboa | #AoVivo (comentário meu: com mediação da escritora portuguesa Inês Pedrosa) https://www.youtube.com/watch?v=rSJXd-M7gak João Gilberto - Retrato Em Branco E Preto - São Paulo - 1994 https://www.youtube.com/watch?v=13jtZQ3rqoU Sampa/SP, 14/07/2019 - 21:30

Lúcio Vieira

- 2019-07-14 21:23:48

Nesta época fúnebre de cidadãos "do bem" corrompidos e de pessoas terrivelmente cristãs que jejuam para causar ilegalidades e injustiças a outros, o DD é símbolo encarnado do padrão hipócrita-medíocre dos que querem "renovar" os padrões da sociedade. É sinal de que o fim não está longe e que ainda há espaço a piorar.

serralheiro velho

- 2019-07-14 20:57:44

Terror sem fim, a nação sofreu quando dividida observava esta infame quadrilha do paraná que destruía nossos lideres, nossas melhores empresas, nossa economia, nossos melhores empregos. Ainda sofre agora com com a revelação que nunca passou de um grupelho de pseudo servidores públicos de baixo nível em busca do butim deste crime lesa-pátria.

Eduardo

- 2019-07-14 19:26:54

Prezado José Carlos, o que acontece é que ela{ele) não é Yara, é deste planeta mesmo, sabe do envolvimento dos três, botou um polegar pra cima no comentário da "Yara" e um pra baixo no seu comentário. Ah ! e escreve Brasil (2x) com letra minúscula. Ah ! outra vez, escreve moro e bolsonaro com maiúscula.

AMORAIZA

- 2019-07-14 18:32:42

O problema do ministério público federal, quando de sua criação, é o fato de ele, além de ser um fiscal de todos, não se submeter a órgão ou poder nenhum e ser fiscalizado por si mesmo. Foi uma invenção tosca de cabrito tomando conta da horta sendo regiamente recompensado por isso. Efetivamente criaram um monstro. Tivessem fortalecido as defensorias públicas compensando-as pelo árduo trabalho que fazem pela população carente e o país estaria melhor. Fazer o que, o brasil odeia seus pobres embora invista pesadamente na sua proliferação.

peregrino

- 2019-07-14 17:13:33

ela deve ser jovem... sem a sabedoria dos tempos vividos e sofridos na presença em atividade de todos estes políticos corruptos que o Moro protegeu que Bolsonaro cuide do futuro dela destruindo tudo de bom que restar da lava jato

Luiz Carlos

- 2019-07-14 16:11:16

Depois de tudo isso, qualquer cidadão com mediana inteligência sabe para onde iriam esses 2,5 bilhões. Claro, devemos considerar que bolsomínions não entram nessa "categoria" de inteligência.

- 2019-07-14 16:11:03

Alguns errinhos no comentário acima, pra variar... 1 - "a lavagem de imagem" fecha parênteses depois de "imperialismo"; 2 - os outros não vou consertar; vou esperar o blogue permitir a edição de comentários... Algumas Provocações, com Antonio Abujamra PGM 626 - O grande cansaço... - 20/08/2013 https://www.youtube.com/watch?v=73dE4aakRHY PGM 585 - Especular sobre os devaneios... - 25/09/2012 https://www.youtube.com/watch?v=lW4fsfxzqOg PGM 685 - Estou convencido... - 02/12/2014 https://www.youtube.com/watch?v=C2a0KC-U2xw E música, que é onde o Brasil é mais Brasil Gilberto Gil - "Preciso Aprender A Só Ser" - Gil Luminoso https://www.youtube.com/watch?v=zNDXi9KCBL8 Jackson do Pandeiro, Gilberto Gil e João Bosco https://www.youtube.com/watch?v=w10YL6lPFmE Sampa/SP, 14/07/2019 - 16:10

Horacio Duarte

- 2019-07-14 16:08:15

Caro Nassif, muito bem lembrada da funcação de 2,5 bilhões, haja palestra. Os 400k do ano passado foram declarados no imposto de renda do Danoninho? Os advogados de delatores, todos de curitiba, colaboram com alguma fundação beneficicente, philantrópica ou sem fins lucrativos, no estado? Fiquei curioso. O Coaf foi acionado?

Israel Just da Rocha Pita

- 2019-07-14 16:04:32

No exercito até agora só salva o soldado e o cabo porque o sargento já se lambuzou com 29 kg. de cocaína.

- 2019-07-14 15:20:33

E precisaremos de novo vocabulário, quem sabe um dicionário do Golpe, pra nomear tanta safadeza e a mudança - ou revelação? - do caráter nacional brasileiro, rs. Já vi em algum lugar "dalanhar" mas não me lembro o significado. Sugiro o uso de delação para criar intimidação (dificuldade) e colher cachê de palestra-blindagem para corrupto potencial ou arrependido, um equivalente das tatuagens do ônix (facilidades). Algumas sugestões: Conjanja = conge laranja de conge pilantra Corrupção = aquilo que alguém faz e acusa o outro de fazer para ganhar dinheiro com chantagem, powerpoint, fundação e ong, o empreendedorismo do jeitinho brasileiro feito por gente concursada (isso deve ser a meritocracia; se for feito por pobre, pior, a empregada doméstica, né Barroso?, aí é um problema moral gravíssimo...) Transparência= o que se exige dos outros enquanto se cometem seus pecadinhos às escondidas, e achando que a criptografia de aplicativos de mensagens é infalível, rs República de Curitiba=quadrilha do colarinho branco financiada com dinheiro público em forma de salário e por dinheiro privado em forma de propina derivada de palestra intimidacional para corruptos "do bem" (precisa desenhar, ou delanhar, num powerpoint?) LavaJato=operação Lesa-Pátria de lavagem de dinheiro, lavagem de imagem (de corruptos, de procuradores, juízes e artistas que posam de honestos mas mandam seu dinheiro para paraísos fiscais ou se mantém solteiras "no papel" para manter pensão, e a lista dá outro dicionário de personalidades do Golpe e sua faceta "lavagem da hipocrisia nacional"; de ongs internacionais a serviço do imperialismo, lavagem cultural (agora neocolonialismo é "amor ao país" (Fux esqueceu de dizer a qual país: USA?); gente que detesta socialismo em terra natal mas adora em país onde é turista e pode manter seus filhos em ótimas escolas públicas sem precisar pagar), lavagem cerebral, e outras subversões de sentidos; só falta um comercial ensinando como "se sujar faz bem", ops, o Telegram já revelou mas não vai passar no intervalo da novela ou série globélica "a Justisujeira"...) Supremo Tribunal Federal = a corte mais baixa do judiciário nacional, onde negociatas são avalizadas e se calam ou se acovardam os que têm a mínima decência de não levarem vantagem no Grande Acórdão Nacional, o máximo que conseguem realizar; guardar e defender a Constituição, ah, isso pode ser muito perigoso... manter as aparências e dar algumas declarações decorosas já atrai cabos e soldados e não são pagos para salvar o país de si mesmo... Brasil="era uma vez, um lugarzinho do meio do mapa, com pendor pra autossabotagem e destino de terra arrasada/era uma vez, a cobiça contra a simplicidade, uma provando pra outra, quem dava mais lucratividade, pra gente ser "de raiz"/tem que intimidar/ os seus adversários/ e os que têm medo da verdade/pra gente "ser brazil" tem que se afundar/na própria hipocrisia e na falta de liberdade/uma história de horror/de desventura e demagogia /só vai saber/quem viu Curitibrazyl phoder a Democracia" (paródia de Sandy & Jr) Sampa/SP, 14/07/2019 - 15:20

Jus Ad Rem

- 2019-07-14 14:13:20

"Órgãos de fachada" tem tudo a ver com funcionários fantasmas, candidatos laranjas e milicias, né? O governo Bozo vai abençoar... O ministro da Justiça vai dizer que não vem ao caso e está tudo certo. Enquanto isso paneleiros e coxinhas em geral fazem cara de paisagem.

Naldo

- 2019-07-14 14:04:53

Os caras ganharem dinheiro com o dever de função já seria um escândalo, mas na época, foram confrontados e o judiciário os protegeu, negando a publicidade de seus ganhos, outro escândalo..... O que chama a atenção é o Estado brasileiro deixar......um bando do cu do mundo, destruir o país, sua principal empresa, fazer acordos deletérios com governos estrangeiros.......isso sim é assustador...coisa de republiqueta e de um país que não passa de uma cloaca fétida..... E quando falo dos lojistas não estou brincando...... é urgente retomar esse poder das mãos dessa gangue. ....

Eduardo Pereira

- 2019-07-14 13:49:17

Lembra do Tacla Duran e a "proposta" de liberar 5 k pra poder ficar com 5k e cumprir uma merreca de pena? Pois é.. Quem adora grana e faria qualquer coisa pra por a mão nela?

José Carlos Lima

- 2019-07-14 12:48:11

Yara, os verdadeiramente corruptos, que roubam no atacado, na casa do bilhão, estão todos soltos : alguns nem foram denunciados para não serem melindrados : eram do esquema : vc acabou de chegar de que planeta....aterriza.....os três que vc citou estão envolvidos ou com milicias ou com desvio funcional ou patrimônio não explicado: a capivara é extensa....vc está se informando através de alguma bolha Fake

Jackson da Viola

- 2019-07-14 12:42:00

Benefício da dúvida..... Concordo com o Nassif, em quase tudo...Sem pretender ser "anjo vingador/exterminador", discordo com "processo histórico" da/o corrupção/acanalhamento de Dallagnol.......Acho que este é canalha desde bem cedo...... "desde criancinha" , talvez seja exagero, mas canalha desde muito cedo, não tenho muitas duvidas...basta lembrar da historia dos aps do minha casa/minha vida......a estatura moral do gajo é do nível "lei de Gerson"(Gosto de levar vantagem em tudo, certo?)ou "é melhor não esquecer a carteira cheia de dinheiro no escritório dele.....o risco de não encontrar a carteira nuca mais, é bem elevado"......

peregrino

- 2019-07-14 12:12:59

Foi por isso que eliminaram os concorrentes, por dinheiro... sem concorrentes ganha-se muito mais

Lúcio Vieira

- 2019-07-14 12:03:35

A gangue miliciana lavajatenese e suas atividades pilantrópicas, se ficar incólume, pode fechar o judiciário com STF com tudo. Nem precisa do cabo e do soldado, porque graduados do exército são simpatizantes dos lavajateiros. A podridão vai ficar fétida mesmo, é quando aparecerem vazamentos da indústria de delação premiada e os valores assombrosos que podem ter ido para o exterior. Os moçoilos aprenderam bem com os esquemas que investigaram.

Yara

- 2019-07-14 11:51:59

Toda esta perseguiicao ao cara so porque esta prendendo corruptos pela primeira vez no brasil. Deixem ele trabalhar Moro. Bolsonaro e guedes. Meu brasil rensacendo das cinzas da desonestidade

Lio

- 2019-07-14 11:40:57

O sistema financeiro é um dos play em palestras para essa turma da Lava Jato, como a XP. Pertence a quem mesmo? Tinha gente que ia delatar os bancos, como foi divulgado pela imprensa , mas saiu alguma? Não. Que tal uma palestra pra ficar quieto. Levanta o patrimônio do DD pra vê se ele declarou no IR as doações ...e os ganhos com as palestras. Receita nele.

Eduardo

- 2019-07-14 11:39:29

Bobinho ele hein, Gilmar ?

José Carlos Lima

- 2019-07-14 10:58:18

Antes da Lava Jato, Lula ganhava de forma lícita com palestras mundo afora. Seu cachê era superior ao de Bill Clinton....aí vem a Lava Jato e criminaliza o trabalho de Lula e sequestra todos os seus ganhos, inclusive o que ele não tem.... Ou seja: fizeram de tudo para destruir Lula pra que tomassem o lugar dele, inclusive a presidência da república ao impedirem de forma abusiva sua candidatura : para que o Brasil chegasse ao caos em que se encontra, acelelaram e executaram o golpe a partir de junho de 2013....o povo tentou resistir e reelegeu Dilma.... Os 4 Cavaleiros do Apocalipse: DD Moro FHC EUA, via Ong Transparência Internacional Nassif, antes de explodir a Lava Jato, deu no Conjur: $ 2,5 BILHÕES Fundo para gerir dinheiro da Petrobras será comandado pela 'sociedade civil', diz MPF 7 de março de 2019 Depois de ser questionado em relação ao acordo assinado entre a Petrobras e os procuradores da "lava jato" no final de janeiro, o Ministério Público Federal declarou que a gestão do dinheiro será feita pela "sociedade civil". O fundo, de R$ 2,5 bilhões, será usado para investir em programas sociais e projetos de combate à corrupção Já homologado pela Justiça Federal, o acordo prevê a criação de um fundo para investir em programas sociais e projetos de combate à corrupção. O fundo é de R$ 2,5 bilhões. Em nota, os procuradores afirmam que será de responsabilidade de uma fundação independente a gestão dos recursos. Para definir as regras de funcionamento e supervisionamento da fundação, o MPF vai criar, até o final de abril, um comitê de curadoria social. Até lá, o dinheiro continuará sendo depositado na Caixa Econômica Federal, em conta vinculada à Justiça Federal. "Apenas a própria fundação poderá avaliar os projetos e decidir quais serão contemplados. Não existe a previsão de destinação de recursos para o próprio Ministério Público, ou para quaisquer órgãos públicos", diz a nota. Leia a íntegra da nota do MPF: Tendo em vista questionamentos levantados em órgãos de comunicação a respeito da destinação dos recursos estipulados em acordo celebrado entre o Ministério Público Federal e a Petrobras, e homologado pela Justiça Federal, a Força Tarefa da Operação Lava Jato esclarece que os recursos serão geridos por uma fundação independente para destinação a iniciativas sociais, com ampla transparência e prestação de contas pública. Conforme consta do termo de acordo divulgado no último dia 30/01/2019, a fundação que será responsável pela gestão dos recursos será criada e gerida por membros da sociedade civil de reputação ilibada e reconhecida trajetória e experiência. Até o final de abril, será formado um Comitê de Curadoria Social para supervisionar a constituição da fundação e definir as regras de seu funcionamento. No momento, o MPF está obtendo uma seleção de nomes de diversas entidades para submetê-los à Justiça Federal, a fim de viabilizar a criação do Comitê de Curadoria Social. Em seguida, a fundação será constituída e definirá como ocorrerá sua gestão. Enquanto a fundação não for constituída, os valores seguem depositados na Caixa Econômica Federal, em conta vinculada à Justiça Federal. O acordo prevê a possibilidade de o MPF e o MP/PR, se entenderem pertinente, ocuparem um assento cada no órgão superior de deliberação da fundação, que será entretanto efetivamente gerida pela sociedade civil. Vale lembrar que, segundo o Código Civil, o Ministério Público é responsável pela fiscalização de qualquer fundação em território nacional. Os recursos a serem geridos por essa fundação serão destinados ao investimento social em projetos, iniciativas e desenvolvimento institucional de entidades idôneas que reforcem a luta da sociedade brasileira contra a corrupção, inclusive para a proteção e promoção de direitos fundamentais afetados pela corrupção, como os direitos à saúde, à educação e ao meio ambiente, dentre outros. Apenas a própria fundação poderá avaliar os projetos e decidir quais serão contemplados. Não existe a previsão de destinação de recursos para o próprio Ministério Público, ou para quaisquer órgãos públicos. Para auxiliar a constituição da fundação, o MPF solicitou auxílio à Advocacia-Geral da União (AGU), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público do Estado do Paraná (MP/PR). Além disso, o MPF solicitou a indicação de nomes para composição do Comitê de Curadoria Social às seguintes entidades da sociedade civil: Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), Transparência Internacional (TI), Observatório Social do Brasil, Associação Contas Abertas, Instituto Ethos, Amarribo, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Instituto Não Aceito Corrupção, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (INGC) e à Fundação Dom Cabral (FDC)." Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-PR. https://www.conjur.com.br/2019-mar-07/fundo-petrobras-gerenciado-sociedade-civil-mpf .... ...

Marco Aurélio De Lima Azevedo

- 2019-07-14 10:52:41

Caro Nassif; e é porque ainda não investigaram o caso da APAE, onde os Procuradores e a família Moro, estão envolvidos até o pescoço.

Eduardo Granato

- 2019-07-14 10:27:44

A PRISÃO DE LULA ERA UM BUSINESS PLAN.

Rogério M Acquarole

- 2019-07-14 10:12:51

O procurador dd gosta mesmo é de surfar acima das ondas da lei!

Luiz Mattos

- 2019-07-14 09:48:46

O BRASIL É O RETRATO DE INSTITUIÇÕES PERVERSAS,BANDIDAS,FALIDAS. A COMEÇAR PELAS FORÇAS ARMADAS TEREMOS DE RECONSTRUIR O ESTADO BRASILEIRO E ISSO SÓ SERÁ POSSÍVEL DERRUBANDO TODAS AS INSTITUIÇÕES. PÁTRIA AMADA QUE VERGONHA POR TI!

Luiz Mattos

- 2019-07-14 09:47:28

A minha pátria é como se não fosse, é íntima Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo É minha pátria. Por isso, no exílio Assistindo dormir meu filho Choro de saudades de minha pátria. Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi: Não sei. De fato, não sei Como, por que e quando a minha pátria Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água Que elaboram e liquefazem a minha mágoa Em longas lágrimas amargas. Vontade de beijar os olhos de minha pátria De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos... Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias De minha pátria, de minha pátria sem sapatos E sem meias, pátria minha Tão pobrinha! Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho Pátria, eu semente que nasci do vento Eu que não vou e não venho, eu que permaneço Em contato com a dor do tempo, eu elemento De ligação entre a ação e o pensamento Eu fio invisível no espaço de todo adeus Eu, o sem Deus! Tenho-te no entanto em mim como um gemido De flor; tenho-te como um amor morrido A quem se jurou; tenho-te como uma fé Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito Nesta sala estrangeira com lareira E sem pé-direito. Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra Quando tudo passou a ser infinito e nada terra E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz À espera de ver surgir a Cruz do Sul Que eu sabia, mas amanheceu... Fonte de mel, bicho triste, pátria minha Amada, idolatrada, salve, salve! Que mais doce esperança acorrentada O não poder dizer-te: aguarda... Não tardo! Quero rever-te, pátria minha, e para Rever-te me esqueci de tudo Fui cego, estropiado, surdo, mudo Vi minha humilde morte cara a cara Rasguei poemas, mulheres, horizontes Fiquei simples, sem fontes. Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta Lábaro não; a minha pátria é desolação De caminhos, a minha pátria é terra sedenta E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular Que bebe nuvem, come terra E urina mar. Mais do que a mais garrida a minha pátria tem Uma quentura, um querer bem, um bem Um libertas quae sera tamen Que um dia traduzi num exame escrito: "Liberta que serás também" E repito! Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa Que brinca em teus cabelos e te alisa Pátria minha, e perfuma o teu chão... Que vontade me vem de adormecer-me Entre teus doces montes, pátria minha Atento à fome em tuas entranhas E ao batuque em teu coração. Não te direi o nome, pátria minha Teu nome é pátria amada, é patriazinha Não rima com mãe gentil Vives em mim como uma filha, que és Uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, talvez. Agora chamarei a amiga cotovia E pedirei que peça ao rouxinol do dia Que peça ao sabiá Para levar-te presto este avigrama: "Pátria minha, saudades de quem te ama… Vinicius de Morais.

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