21 de maio de 2026

Na Europa e EUA, um fascismo tradicional nacionalista. No Brasil, um fascismo servil

Vendedores ambulantes no centro de Brasília, vendem camisetas e bandeiras para posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro.
Jornal GGN – Rogério de Campos assina na última edição de Le Monde Diplomatique Brasil um artigo sobre o fascismo brasileiro, que destoa do que é visto na Europa e Estados Unidos, hoje em dia, por uma característica peculiar: o entreguismo. É principalmente por causa desse elemento que, segundo Campos, alguns autores ainda resistem em colar Jair Bolsonaro à imagem de um governo, no mínimo, potencialmente fascista em sua feição mais tradicional.

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Enquanto lá fora o fascismo tem entre suas principais características o nacionalismo latente e ódio aos imigrantes [uma mentalidade desenvolvida pela história do colonialismo, na visão de Campos], aqui no País que elegeu Bolsonaro a intolerância contra quem atravessou fronteiras em busca de abrigo não tem tido muitas oportunidades para se manifestar porque o fluxo é inferior, em comparação ao que ocorre nos Estados Unidos e Europa. E mais: aqui o brasileiro apto a ser chamado de fascista não tem no estrangeiro seu inimigo principal, mas em outros brasileiros que pensam diferente dele.
O novo fascismo brasileiro, segundo Campos, é racista mas não se sustenta na xenofobia na maioria dos casos. “Ainda que o slogan ‘o melhor do Brasil é o brasileiro’ seja criação de um ex-integralista, Câmara Cascudo, tal frase não faz qualquer sentido para a nova extrema-direita brasileira, para a qual o problema é justamente o brasileiro, ele é a sub-raça perniciosa. Quanto do ódio ao Lula não é por ele ter ‘cara de povo’?”, indagou.
“Talvez essa extrema-direita do Brasil seja uma forma nova de regressão, uma inovação brasileira: um fascismo servil, especialmente criado para países obrigados a se submeter aos fascismos dos países que mandam.”
Leia o artigo clicando aqui.

Redação

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13 Comentários
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  1. Franklin Frederick

    20 de dezembro de 2018 2:31 pm

    Comentario sobre o texto “Na Europa e EUA um fascismo…”

    Caro Luis Nassif,

    Aqui mesmo no GGN há quase um ano eu já havia alertado para esta caracteristica servil do fascismo brasileiro:

     https://jornalggn.com.br/noticia/os-estados-unidos-e-o-fascismo-na-america-latina-por-franklin-frederick

    Mas discordo que a servilidade seja um componenet exclusivo do novo fascismo brasileiro – é um componente do fascismo latino americano como eu procurei explicar no texto acima.

    Com as minhas saudações,

    Franklin Frederick

     

     

     

     

     

  2. Marcos Antônio

    20 de dezembro de 2018 2:32 pm

    Indisciplina X

    Indisciplina X Nacionalismo

    As Forças armadas olharam mais para o golpe do que para seu próprio povo…

    E quando as crianças começarem a morrer?

    E quando a violência explodir e começar a morrer gente inocente por brasileiros que sem emprego e alimentos começarem a roubar ou matar?

    São essas as escolhas corretas?

     

  3. Dogbert

    20 de dezembro de 2018 3:25 pm

    Ou seja, a elite brasileira é
    Ou seja, a elite brasileira é tão burra,mas tão burra, que não tem competência nem para ser fascista.

  4. ze sergio

    20 de dezembro de 2018 3:39 pm

    CONHECEIS A VERDADE. E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.

    Já vivemos o Fascismo há 88 anos. O inacreditável é tentarem ligá-lo somente agora a um novo Governo que começa, quando na realidade é nossa história há quase1 século. Ditador Assassino tomou o Poder em 1930 após um Golpe Civil Militar que ascende esta mesma Elite Colonial, aqui citada, mas com tons esquerdopatas e socializantes. Nada mais que as Capitanias Hereditárias, o Corporativismo, Déspotas, Nepotismo Parasitário que Governo Republicano e Democrático havia enterrado. Ressuge através deste Fascismo copiado das Ideías Fascistas e Nazistas da Europa, Cancros como a Família Neves e seu Guia Tancredo Neves, de medíocre história que nos impôe a permanência no Período Medieval por todas estas décadas. Esta Bandidolatria, esta Cleptocracia, Indústria do Atraso e da Pobreza, é representada por Ministérios, OAB, Sindicatos Pelegos, Justiça Trabalhista, Eleições com Voto Obrigatório, produzido no Conluio entre Ditadura Fascista Militar e Elite Esquerdopata representada pelos Familiares do Fascínora como Leonel Brizola, João Goulart, Tancredo Neves e outros canalhas como Família Collor, Luis Carlos Prestes, …Parabéns até que enfim declaram a Verdade : O Fascismo dominou este país. Começamos a exterminá-lo.

  5. Romanelli

    20 de dezembro de 2018 4:23 pm

    Isso pode ser considerado uma
    Isso pode ser considerado uma startup brasileira ?

    1. Jackson da Viola

      20 de dezembro de 2018 3:49 pm

      ………

      star-down……..maybe……

  6. Somebody

    20 de dezembro de 2018 4:28 pm

    A explicação para o

    A explicação para o servilismo é simples, O fascista brasileiro é “vira-lata”.

    Literalmente.

    É mais uma das heranças dos escravocratas. O sonho deles era enriquecer na colônia (custe o que custar) para poder viver como nobre na metrópole e esse continua sendo o sonho dos descentendes deles.

  7. João R. Alexandre Neto

    20 de dezembro de 2018 4:29 pm

    Profecia autorrealizável

    “Talvez essa extrema-direita do Brasil seja uma forma nova de regressão, uma inovação brasileira: um fascismo servil, especialmente criado para países obrigados a se submeter aos fascismos dos países que mandam.”

    Já é uma realidade e vai se alastrando.

  8. Andre Araujo

    20 de dezembro de 2018 4:39 pm

    Esse novo fascismo brasileiro

    Esse novo fascismo brasileiro tem raizes na grande mudança no ensino que começou no gestão Passarinho no Ministerio da Educação, se aprofundou na visão de Paulo Renato como Ministro da Educação do Governo FHC, uma visão exclusivamente

    economicista e desprezando a cultura como valor proprio, esse caminho foi percorrido pelas novas escolas desde as mais

    simples, as faculdades  baratas até os upper grade IBEMEC e INSPER, todos voltados exclusivamente para formar gente para

    a nova economia digital, a cultura onde se insere uma noção de Pais foi desprezada, vale o MBA, fora Machado de Assis e

    Gilberto Freyre, criou-se assim uma ” SUB-NOVA CLASSE MEDIA E MEDIA ALTA desligada do Brasil, avida por laços com o

    exterior, por compras no exterior, por ferias no exterior, por filhos nascidos ou educados no exterior, mesmo os que não podem

    sonham com isso, esse o substrato do NOVO FASCISMO brasileiro, gente que mora aqui mas não é daqui, mais ainda gente

    que DESPREZA O BRASIL do fundo de sua alma.

    1. Jossimar

      20 de dezembro de 2018 5:30 pm

      Sei de pelo menos menos UM

      Sei de pelo menos menos UM caso de rico que saiu aqui da cidade para ter o filho nos estados unidos.

      Talvez tenha mais, não sei.

      Chupa o sangue dos daqui para entregar aos de lá.

       

  9. Maria Luisa

    20 de dezembro de 2018 5:52 pm

    As odete roitmann sairam do armario de vez

    Esses dias revi a primeira parte de 1900 de Bernardo Bertolucci e achei que o filme não envelheceu. A historia dos dois jovens nascidos no inicio do século passado poderia ser transportada para os dias de hoje, do campo para a cidade, que todos os elementos da luta de classes estariam la e o fascismo com suas asas sobre a nação. No Brasil tem esse fascismo servil, principalmente aos Estados Unidos, e que detesta o proprio pais e o povo. Tem como dar certo?

  10. Cristiana Castro

    21 de dezembro de 2018 3:50 am

    Aqui é viralatismo elevado à

    Aqui é viralatismo elevado à máxima potência. Até pq FFAA vira-latas, é jabuticaba, só tem aqui, mesmo. Capitão que vira presidente, bate continência pra bandeira de outro país e, ainda arrasta generais, .é final de linha.

  11. Renato Alarcão

    9 de março de 2019 3:22 pm

    Olá, meu nome é Renato Alarçano. Sou autor da ilustração deste artigo. Ela foi originalmente criada como capa do jornal Le Monde Diplomatique Brasil. Foi utilizada neste site sem minha autorização e tampouco negociação de preço pagamento. Vocês, assim como eu, prezam o respeito, a ética e o profissionalismo. Paguem o desenhista ou retirem a ilustração não-autorizada.

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