Na Europa e EUA, um fascismo tradicional nacionalista. No Brasil, um fascismo servil

Vendedores ambulantes no centro de Brasília, vendem camisetas e bandeiras para posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro.
Jornal GGN – Rogério de Campos assina na última edição de Le Monde Diplomatique Brasil um artigo sobre o fascismo brasileiro, que destoa do que é visto na Europa e Estados Unidos, hoje em dia, por uma característica peculiar: o entreguismo. É principalmente por causa desse elemento que, segundo Campos, alguns autores ainda resistem em colar Jair Bolsonaro à imagem de um governo, no mínimo, potencialmente fascista em sua feição mais tradicional.

Enquanto lá fora o fascismo tem entre suas principais características o nacionalismo latente e ódio aos imigrantes [uma mentalidade desenvolvida pela história do colonialismo, na visão de Campos], aqui no País que elegeu Bolsonaro a intolerância contra quem atravessou fronteiras em busca de abrigo não tem tido muitas oportunidades para se manifestar porque o fluxo é inferior, em comparação ao que ocorre nos Estados Unidos e Europa. E mais: aqui o brasileiro apto a ser chamado de fascista não tem no estrangeiro seu inimigo principal, mas em outros brasileiros que pensam diferente dele.
O novo fascismo brasileiro, segundo Campos, é racista mas não se sustenta na xenofobia na maioria dos casos. “Ainda que o slogan ‘o melhor do Brasil é o brasileiro’ seja criação de um ex-integralista, Câmara Cascudo, tal frase não faz qualquer sentido para a nova extrema-direita brasileira, para a qual o problema é justamente o brasileiro, ele é a sub-raça perniciosa. Quanto do ódio ao Lula não é por ele ter ‘cara de povo’?”, indagou.
“Talvez essa extrema-direita do Brasil seja uma forma nova de regressão, uma inovação brasileira: um fascismo servil, especialmente criado para países obrigados a se submeter aos fascismos dos países que mandam.”
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