4 de junho de 2026

Inflação e os ciclos econômicos: o colapso do paradigma keynesiano, parte 1

Até aos anos de 1973 e 1974, os keynesianos que formavam a ortodoxia económica dominante desde o fim da década de 1930 estavam em alta, bem-sucedidos e inatingíveis.[1] Praticamente todos aceitavam o ponto de vista keynesiano de que há algo na economia de livre mercado que a torna susceptível às variações do excesso ou da insuficiência de gastos (na prática, a preocupação keynesiana é quase que exclusivamente com a insuficiência nos gastos), e que, portanto, cabe ao governo compensar este defeito do mercado. O governo deve compensar este suposto desequilíbrio manipulando os gastos e deficits (aumentando-os, na prática). Guiando esta função «macroeconómica» do governo, claro, estava um conjunto de economistas keynesianos (o «Conselho de Assessores Económicos»), que seriam capazes de fazer os «ajustes» na economia visando evitar a inflação ou a recessão, e regulamentar a quantidade total de gastos para assegurar uma continuidade no emprego da população sem que houvesse inflação.
 
Foi nos anos de 1973 e 1974 que até mesmo os keynesianos se deram conta de que algo estava muito, muito errado com este cenário confiante e que era a hora de se repensar os métodos, pois não apenas os 40 e tantos anos dos ajustes keynesianos não haviam conseguido eliminar uma inflação crónica que se havia instalado com a Segunda Guerra Mundial, mas foi naqueles anos que a inflação subiu temporariamente até atingir uma cifra de dois dígitos (cerca de 13% por ano). Não só isso, também foi em 1973 e 1974 que os Estados Unidos entraram na depressão mais profunda e duradoura desde a década de 1930 (ela teria sido chamada de «depressão» se o termo não tivesse sido abandonado há tempos pelos economistas por ser impopular). Este fenómeno curioso de uma inflação jactanciosa ocorrendo simultaneamente a uma acentuada recessão simplesmente não deveria acontecer de acordo com o ponto de vista keynesiano do mundo. Os economistas sempre souberam que a economia ou está passando por um momento de expansão, em que os preços sobem, ou ela está num período de recessão ou depressão, caracterizado por altas taxas de desemprego, situação na qual os preços acabam por diminuir. No caso da expansão económica, o governo keynesiano deveria «absorver o excesso de poder de compra» através do aumento dos impostos, de acordo com a receita keynesiana, isto é, ele deveria diminuir os gastos na economia. Por outro lado, se a economia está a passar por um período de inflação e uma recessão, ao mesmo tempo em que apresenta um alto índice de desemprego, o que deve fazer o governo? Como pode ele pisar no acelerador da economia e no seu travão ao mesmo tempo?
 
Já durante a recessão de 1958 as coisas haviam começado a funcionar de maneira peculiar; pela primeira vez, a meio de uma recessão, os preços dos bens de consumo aumentaram, ainda que levemente. Era uma nuvem de pequenas dimensões, que parecia preocupar pouco os keynesianos.
 
Os preços dos bens de consumo subiram, novamente, durante a recessão de 1966, porém, esta era apenas uma recessão leve que também não oferecia grandes motivos para preocupação. A grande inflação da recessão de 1969 a 1971, no entanto, teve um impacto considerável, porém, foi necessário que ocorresse a recessão acentuada que se iniciou com a inflação de dois dígitos em 1973 e 1974 para que o establishment económico keynesiano fosse colocado num estado de desordem completa. Ela fez com que eles percebessem que não só os seus ajustes haviam fracassado, mas também que o ciclo que supostamente estava morto e enterrado ainda estava entre nós, a economia estava então num estado de inflação crónica, tendendo a piorar cada vez mais e também estava sujeita a surtos contínuos de recessão, de uma recessão inflacionária ou «estagflação». Isto não só era um fenómeno novo, mas um fenómeno que não podia ser explicado e que não deveria nem mesmo existir, de acordo com as teorias da ortodoxia económica.
 
Mais, esta inflação parecia estar a ficar cada vez pior: de aproximadamente 1-2% por ano no período do governo de Eisenhower, a 3-4% durante o período do presidente Kennedy, a 5-6% na administração Johnson, atingindo cerca de 13% em 1973-1974, para finalmente «voltar» para cerca de 6%, porém, apenas depois dos duros golpes de uma depressão acentuada e prolongada (aproximadamente entre 1973 e 1976).
 
Existem logo diversas coisas que precisam de ser explicadas quase que desesperadamente: (1) Porquê esta inflação crónica e acelerada? (2) Porquê a existência desta inflação mesmo durante profundas depressões económicas? E, aproveitando o ensejo, seria importante explicar, se pudermos, (3) o porquê deste ciclo económico? Por que se produziu este aparente ciclo sem fim de expansão e recessão?
 
Felizmente, as respostas a estas questões foram fornecidas pela «Escola Austríaca» de economia, tragicamente negligenciada, e a sua teoria do dinheiro e do ciclo económico, desenvolvida na Áustria por Ludwig von Mises e o seu seguidor Friedrich A. Hayek, levada por Hayek à London School of Economics no início da década de 1930. Na realidade, a teoria austríaca do ciclo económico de Hayek cativou os jovens economistas da Grã-Bretanha exactamente por que ela por si só oferecia uma explicação satisfatória a respeito da Grande Depressão daquela década. Futuros líderes keynesianos, como John R. Hicks, Abba P. Lerner, Lionel Robbins e Nicholas Kaldor, na Inglaterra, bem como Alvin Hansen, nos Estados Unidos, eram hayekianos até a alguns anos antes. Então, a Teoria Geral de Keynes tomou o cenário de assalto, após 1936, numa verdadeira «Revolução Keynesiana», que alegava de maneira arrogante que ninguém antes dela havia tentado oferecer qualquer explicação a respeito dos ciclos económicos ou da Grande Depressão. Deve-se enfatizar que a teoria keynesiana não logrou êxito através do debate cuidadoso e da refutação da posição austríaca; pelo contrário, como costuma ocorrer na história da ciência social, o keynesianismo simplesmente tornou-se a nova moda, e a teoria austríaca não foi refutada, mas simplesmente ignorada e esquecida.
 
Por quatro décadas, a teoria austríaca foi mantida viva, sem ser lamentada, honrada ou louvada pela maior parte do mundo económico: apenas Mises (na Universidade de Nova York) e Hayek (em Chicago) e alguns de seus seguidores se mantinham fiéis a ela. Seguramente não é um facto acidental que o renascimento actual da teoria económica austríaca coincidiu com o fenómeno da estagflação e do consequente esfacelamento a olhos vistos do paradigma keynesiano. Em 1974, realizou-se a primeira conferência, depois de muitas décadas, dos economistas da Escola Austríaca, no Royalton College, em Vermont. Posteriormente, naquele mesmo ano, a profissão dos economistas ficou estarrecida com a concessão do Prémio Nobel a Hayek. Desde então, realizaram-se célebres conferências austríacas na Universidade de Hartford, no Castelo de Windsor, na Inglaterra, e na Universidade de Nova York, nas quais até mesmo Hicks e Lerner mostraram sinais de retornar, ainda que parcialmente, às posições que haviam negligenciado por tanto tempo. Conferências regionais foram realizadas na Costa Leste, na Costa Oeste e no Meio-Oeste, assim como no Sudoeste do país. Livros têm sido publicados sobre o assunto e, talvez ainda mais importante, surgiu um grande número de jovens professores e estudantes de graduação altamente capazes, devotados à escola económica austríaca, que sem dúvida contribuirão muito para a causa no futuro.
 
DINHEIRO E INFLAÇÃO
 
O que, então, nos tem a dizer sobre o nosso problema essa ressurgente teoria austríaca?[2]A primeira coisa a apontar é que a inflação nem é algo inevitavelmente inerente à economia, nem é um pré-requisito para um mundo crescente e próspero. Durante a maior parte do século XIX (com excepção dos anos da Guerra de 1812 e da Guerra Civil) os preços estavam a cair, e ainda assim a economia estava a crescer e a ser industrializada. Os preços em queda não desencorajaram de qualquer maneira a prosperidade na economia ou nos negócios.
 
Assim, a queda de preços é aparentemente o funcionamento normal de uma economia de mercado crescente. Como é, portanto, que a própria ideia de uma queda contínua de preços é tão contrária à nossa experiência a ponto de ela parecer um mundo de sonhos totalmente fantasioso? Por que, desde a Segunda Guerra Mundial, os preços vêm subindo continuamente, e até mesmo velozmente, tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo? Antes daquele período, os preços haviam subido acentuadamente durante a Primeira Guerra e a Segunda Guerra Mundial; no período entre as guerras, eles caíram levemente, apesar da grande expansão económica da década de 1920, e depois caíram acentuadamente durante a Grande Depressão da década seguinte. Em suma, além das experiências durante os períodos de guerra, a ideia de inflação como uma norma em períodos de paz foi estabelecida de facto após a Segunda Guerra Mundial.
 
A explicação favorita para a inflação é a de que ambiciosos empresários insistem em aumentar os preços para aumentar os seus lucros. Mas seguramente o quociente de «ambição» no mundo dos negócios não vivenciou um grande salto desde a Segunda Guerra Mundial. Por acaso não eram os empresários igualmente «ambiciosos» no século XIX, e até 1941? Então por que não ocorria essa tendência inflacionária até então? Além do mais, se os empresários são tão avarentos a ponto de aumentarem os preços em 10% por ano, por que param neste número? Por que esperam? Por que não aumentam os preços em 50%, ou os dobram, triplicam, imediatamente? O que os está a impedir?
 
Uma falha semelhante serve para rebater outra das explicações preferidas sobre a inflação: a de que os sindicatos insistem em salários mais altos, o que por sua vez faz com que os empresários aumentem os preços. Além do facto de que a inflação apareceu já nos tempos da Roma Antiga, muito antes do surgimento dos sindicatos, e além da falta de evidências que indiquem que os salários sindicalizados aumentem a um ritmo mais alto que aqueles que não são regulamentados pelos sindicatos, ou que o preço dos produtos produzidos por trabalhadores sindicalizados aumentam mais rapidamente que os produzidos por trabalhadores não sindicalizados, surge uma questão semelhante: por que, em todo caso, as empresas aumentam os seus preços? O que é que lhes permite aumentar os preços em uma determinada quantidade, mas não mais que ela? Se os sindicatos são poderosos, e as empresas tão susceptíveis, por que os salários e preços não aumentam em 50, ou 100% por ano? O que os está a impedir?
 
Uma propaganda de televisão inspirada pelo governo de alguns anos atrás chegou um pouco perto da resposta: os consumidores estavam a receber a culpa por serem muito «vorazes», por comerem e gastarem demais. Aqui, vemos pelo menos o início de uma explicação sobre o que estaria impedindo as empresas ou sindicatos de exigir preços ainda mais altos: os consumidores não iriam pagá-los. Os preços do café aumentaram vertiginosamente alguns anos atrás; um ou dois anos depois eles diminuíram acentuadamente devido à resistência dos consumidores — até certo ponto, devido a um «boicote» espalhafatoso dos consumidores — mais importante ainda, devido a uma mudança nos hábitos dos consumidores, que passaram a deixar de comprar café para consumir substitutos que tivessem preços mais baixos. Foi, portanto, um limite na procura do consumidor que os impediu.
 
Isto, no entanto, traz o problema alguns passos para trás, pois se a procura do consumidor é limitada, como parece lógico, em qualquer momento específico, como é que ela continua a subir, ano após ano, validando e permitindo assim que os preços e salários sejam aumentados? E se ela pode aumentar em 10%, o que impede que ela aumente em 50%? Resumindo, o que permite o aumento na procura dos consumidores, ano após ano, e no entanto impede que ela aumente ainda mais?
 
Para irmos ainda mais adiante nesta investigação de detective, devemos analisar o significado do termo «preço». O que é exactamente um preço? O preço de qualquer quantidade específica de um produto é a quantia de dinheiro que aquele que o compra deve gastar nele. Em suma, se alguém tem que gastar US$7 em dez pães, então o «preço» daqueles dez pães é sete dólares ou, como costumeiramente expressamos, o preço pela unidade do produto, o preço do pão é de US$0,70 por pão. Existem, portanto, dois lados nesta troca: o comprador, com o dinheiro, e o vendedor, com o pão. Deveria ser algo claro, que a interacção entre ambos os lados dá origem ao preço vigente no mercado. Para resumir, se mais pão entrar no mercado, o preço do pão diminuirá (um aumento na oferta diminui o preço).
 
Encontramos agora o elemento crucial que limita e detém a quantidade de procura do consumidor e, por consequência, o preço: a quantidade de dinheiro que os consumidores possuem. Se o dinheiro em seus bolsos aumentar em 20%, então a limitação em sua procura decrescerá em 20% e, caso os outros factores permaneçam estáveis, os preços tenderão a aumentar também em 20%. Descobrimos o factor crucial: o stock ou a oferta de dinheiro.
 
Se considerarmos os preços globais para toda a economia, então o factor crucial passa a ser o stock ou oferta de dinheiro em toda a economia. Na realidade, a importância da oferta de dinheiro ao analisar-se a inflação pode ser vista quando estendemos a nossa análise do mercado de café ou pão para toda a economia em geral,pois todos os preços são determinados inversamente pela oferta da mercadoria e directamente pela demanda por ela; porém, a oferta de mercadorias está, geralmente, aumentando, ano após ano, na nossa economia em constante crescimento, de forma que, do ponto de vista do lado da oferta da equação, a maioria dos preços deveria estar a diminuir e deveríamos estar passando agora por uma queda nos preços semelhante à que ocorreu no século XIX («deflação»). Se a inflação crónica se devesse unicamente ao lado da oferta — às actividades de produtores, como empresas ou sindicatos — então a oferta de mercadorias estaria necessariamente diminuindo, aumentando assim os preços. Como, no entanto, a oferta de mercadorias está aumentando de maneira manifesta, a fonte da inflação deve estar no lado da, e o factor dominante no lado da demanda, como indicamos, é a oferta total de dinheiro.
 
De facto, se olharmos no mundo passado e presente, descobrimos que a oferta de dinheiro vem a aumentar a um ritmo acelerado. Ela aumentou também no século XIX, porém num ritmo muito mais vagaroso, muito menor do que o aumento correspondente em mercadorias e serviços; porém, desde a Segunda Guerra Mundial, o aumento da oferta de dinheiro — tanto aqui quanto no exterior — tem vindo a ocorrer muito mais rapidamente do que a oferta de mercadorias. A consequência é a inflação.
 
A questão crucial torna-se então: quem, ou o que, controla e determina a oferta de dinheiro e continua a aumentar a sua quantidade, especialmente nas últimas décadas? Para responder a esta questão, devemos primeiro considerar quanto dinheiro surge, em primeiro lugar, na economia de mercado. Pois o dinheiro surgiu primeiro no mercado à medida que os indivíduos começaram a escolher uma ou mais mercadorias para servir como dinheiro; as melhores mercadorias-dinheiro são aquelas que estão em alta procura; que tem um valor alto por unidade-peso; que são duráveis, pois podem ser armazenadas por um longo período de tempo; que são móveis, pois podem ser prontamente transportadas de um lugar para outro; que são facilmente reconhecíveis, e que podem ser prontamente divididas em pequenas partes sem perder o seu valor. Ao longo dos séculos, diversos mercados e sociedades escolheram um grande número de mercadorias para servir como dinheiro: desde sal e açúcar, passando por conchas e gado, e tabaco, até os cigarros utilizados nos campos de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial. Ao longo destes séculos, no entanto, duas mercadorias sempre saíram vitoriosas, onde quer que estivessem disponíveis, nesta corrida competitiva para se tornarem dinheiro: ouro e prata.
 
Os metais sempre circularam na forma do seu peso — uma tonelada de ferro, uma libra de cobre, etc. —  e os seus preços foram calculados com base nestas unidades de peso. O ouro e a prata não foram excepções. Cada uma das unidades de moeda actuais teve a sua origem como unidade de peso, tanto de ouro quanto de prata. Assim, a unidade britânica, a «libra esterlina», recebeu este nome porque originalmente significava simplesmente uma libra de prata. (Para se ver o quanto a libra perdeu do seu valor ao longo dos séculos desde então, devemos observar que a libra esterlina vale actualmente dois quintos de uma onça de prata no mercado. Este é o efeito da inflação britânica — do enfraquecimento do valor da libra.) O «dólar» era originalmente uma moeda boémia que consistia de uma onça de prata. Posteriormente, o «dólar» passou a ser definido como um vinte avos de uma onça de ouro.
 
Quando uma sociedade ou um país passa a adoptar uma determinada mercadoria como dinheiro, e a sua unidade de peso se torna uma unidade de moeda — a unidade de cálculo na sua vida quotidiana — então diz-se que aquele país adoptou aquele determinado «padrão» de mercadoria. Uma vez que os mercados entenderam universalmente que o ouro e a prata são os melhores padrões onde quer que eles estejam disponíveis, o curso natural destas economias é o de se basearem no padrão-ouro ou no padrão-prata. Neste caso, a oferta de ouro é determinada pelas forças do mercado: pelas condições tecnológicas da oferta, os preços de outras mercadorias etc.
 
Desde que o mercado adoptou pela primeira vez o ouro e a prata como dinheiro que o estado se mobilizou para assumir o controlo da função da oferta monetária, a função de determinar e criar a oferta de dinheiro na sociedade. Parece óbvio o motivo do estado desejar fazê-lo: isto significaria assumir o controlo sobre a oferta de dinheiro do mercado e entregá-la a um grupo de pessoas encarregadas do aparato estatal. Por que motivo querem fazê-lo também é claro: eis uma alternativa à taxação, já que as vítimas de uma cobrança de impostos sempre consideram isto algo oneroso.
 
Agora, portanto, os governantes do estado podiam simplesmente criar o seu próprio dinheiro e gastá-lo ou emprestá-lo a seus aliados favoritos. Nada disso era fácil até à descoberta da arte da impressão; depois disso, o estado pôde inventar meios de alterar a definição de «dólar», «libra», «marco», etc., passando-as de unidades de peso de ouro ou prata para meros nomes dados a pedaços de papel impressos pelo governo central. Este governo podia, então, imprimi-los sem qualquer custo e virtualmente ad lib, e gastá-los ou emprestá-los da maneira que bem desejasse. Este processo complexo levou séculos para ser concluído, porém, agora o stock e a capacidade de emitir dinheiro estão totalmente nas mãos de todos os governos centrais. As consequências estão cada vez mais visíveis ao nosso redor.
 
Consideremos o que aconteceria se o governo se dirigisse a um grupo de pessoas — digamos, a família Jones — e lhes dissesse: «estamos a conceder-vos o poder absoluto e ilimitado de imprimir dólares, para determinar o número de dólares em circulação e vocês terão um poder monopolista absoluto: qualquer outro que ousar utilizar-se de tal poder será encarcerado durante muito, muito tempo por se tratar de um falsificador mau e subversivo. Esperamos que utilize sabiamente este poder.» Podemos muito bem prever o que a família Jones faria como este poder recém-adquirido. Inicialmente, eles o utilizariam de maneira lenta e cuidadosa, para pagar as suas dívidas, talvez para comprarem alguns bens específicos que desejassem; porém uma vez acostumados com o inebriante vinho da possibilidade de imprimir a sua própria moeda, eles logo começariam a utilizar ao máximo todo esse poder, comprando artigos de luxo, presenteando os seus amigos, etc. O resultado seria um aumento contínuo e acelerado na oferta de dinheiro e, por consequência, uma inflação contínua e acelerada.
 
É exactamente isto, no entanto, que os governos — todos os governos — fizeram. A excepção é que, no lugar de conceder o poder do monopólio da falsificação aos Jones ou a outras famílias, o governo «concedeu» este poder a si mesmo. Assim como o estado reserva a si mesmo o poder monopolista do sequestro legalizado e o chama de alistamento militar obrigatório, assim como o governo adquiriu o monopólio do assalto legalizado e o chama de imposto, ele também adquiriu o poder monopolista de falsificar e o chama de aumentar a oferta de dólares (ou francos, marcos, ou o que seja). No lugar de um padrão-ouro, em vez de um dinheiro que surja a partir de um mercado livre e cuja oferta seja determinada por ele, estamos a viver sobre um padrão de moeda fiduciária, isto é, o dólar, o franco etc., são meros pedaços de papel que têm estes nomes impressos neles, e são emitidos livremente pelo governo central — pelo aparato estatal.
 
Além disso, uma vez que o interesse de um falsificador é imprimir o máximo de dinheiro que ele puder sem sofrer as consequências dos seus actos, o estado igualmente imprimirá o máximo de dinheiro que ele puder, assim como ele também utilizará o poder de cobrar impostos da mesma maneira: para extrair o máximo de dinheiro que puder sem provocar demasiados lamentos de protesto.
 
O controlo governamental da oferta de dinheiro é inerentemente inflacionário, portanto, pelo mesmo motivo que qualquer sistema no qual um grupo de pessoas obtém o controlo sobre a impressão de dinheiro está fadado a ser inflacionário.
 
O FEDERAL RESERVE E O SISTEMA BANCÁRIO DE RESERVAS FRACIONÁRIAS
 
Inflacionar a moeda simplesmente através da impressão de mais dinheiro, no entanto, é actualmente considerado algo antiquado. Um dos motivos é que isto é óbvio demais; com muitas notas de alta denominação circulando, o público pode ter a ideia incómoda de que a causa desta inflação indesejada é o facto de o governo estar imprimindo todas as notas — e o governo corre assim o risco de perder esse poder. Em vez disso, os governos desenvolveram uma maneira muito mais complexa e bem menos aparente de fazer a mesma coisa: organizar aumentos na oferta de dinheiro, visando dar a eles mesmos mais dinheiro para gastar e subsidiar determinados grupos políticos. A ideia era a seguinte: em vez de enfatizar a impressão de dinheiro, manter os dólares, marcos ou francos de papel como o dinheiro básico (a «moeda de curso legal»), e então «piramidar» por cima de tudo isso uma «moeda-cheque», ou depósitos em conta corrente, misteriosos e invisíveis, porém não menos potentes. O resultado é um motor inflacionário, controlado pelo governo, que ninguém além de banqueiros, economistas e as autoridades dos bancos centrais do governo compreendem — e tudo feito de maneira intencional.
 
Primeiro, deve-se levar em conta que todo o sistema bancário comercial, nos Estados Unidos e no resto do mundo, está sob o controlo total do governo central — um controlo que os bancos aceitam de bom grado, pois lhes permite criar dinheiro. Os bancos estão sob o controlo total do banco central — uma instituição governamental —, um controlo que surge em grande parte a partir do monopólio compulsório do banco central sobre a impressão do dinheiro. Nos Estados Unidos, o sistema do Federal Reserve é o responsável pela execução desta função bancária central. O Federal Reserve (o «Fed») permite então que os bancos comerciais ponham em pirâmide os depósitos em conta corrente («dinheiro-cheque») sobre as suas próprias «reservas» (depósitos no Fed) por um múltiplo de aproximadamente 6:1. Em outras palavras, se as reservas bancárias no Fed aumentarem em US$1 bilião, os bancos podem (e, de facto, o fazem) aumentar os seus depósitos em US$6 biliões — isto é, os bancos criam US$6 biliões em dinheiro novo.
 
Por que os depósitos em contas correntes bancárias formam a maior parte da oferta de dinheiro? Oficialmente, eles não são nem dinheiro nem moeda de curso legal, da mesma maneira que as notas do Federal Reserve, mas constituem uma promessa feita por um banco de que ele reembolsará os depósitos em conta corrente em espécie (notas do Federal Reserve) a qualquer momento em que o titular do depósito (o proprietário da «conta corrente») possa desejar. O ponto, claro, é que os bancos não têm esse dinheiro; eles não podem ter, uma vez que devem seis vezes a quantia de suas reservas, o que constitui a sua própria conta corrente no Fed. O público, no entanto,   é induzido a confiar nos bancos pela aura de solidez e santidade que lhes é depositada pelo sistema do Federal Reserve, pois o Fed pode salvar — e de facto salva — os bancos que estiverem a passar por problemas. Se o público compreendesse o processo e se dirigisse em fúria aos bancos, exigindo o seu dinheiro, o Fed, numa situação de emergência, se quisesse, sempre poderia imprimir dinheiro suficiente para suprir os bancos.
 
O Fed, portanto, controla a taxa da inflação monetária ajustando o múltiplo (6:1) da criação de dinheiro por parte dos bancos ou, o que é mais importante, determinando a quantia total das reservas bancárias. Em outras palavras, se o Fed desejar aumentar em US$6 biliões a oferta total de dinheiro, em vez de imprimir de facto estes US$6 biliões, ele poderá aumentar as reservas bancárias em US$1 bilião e deixar que os bancos criem esses novos US$6 biliões do nada. O público, enquanto isso, é mantido na ignorância do processo ou da sua importância.
 
Como os bancos criam novos depósitos? Simplesmente emprestando-os no processo de criação. Suponhamos, por exemplo, que os bancos recebam a quantia de US$1 bilião em novas reservas; eles emprestarão US$6 biliões e criarão os novos depósitos enquanto fazem estes novos empréstimos. Em suma, quando os bancos comerciais emprestam dinheiro a um indivíduo, uma empresa comercial ou ao governo, eles não estão a reemprestar um dinheiro existente que o público tenha poupado e depositado em seus cofres à custa de seu trabalho — como geralmente o público acredita. — Eles estão a emprestar novos depósitos de conta corrente que eles criam no decorrer deste empréstimo e são limitados apenas pelos «índices de reservas», pelo múltiplo máximo de depósitos exigido para as reservas (por exemplo, 6:1). Afinal, eles não estão a imprimir cédulas de dólares de papel ou a extrair ouro, eles simplesmente estão a criar depósitos em conta corrente ou a emitir «cheques» em troca de dinheiro efectivo — compromissos que eles não teriam qualquer hipótese de honrar se o público resolvesse insurgir-se e exigir, como um todo, o acerto das suas contas.
 
Como é que, então, o Fed consegue determinar (quase sempre aumentar) o total de reservas dos bancos comerciais? Ele pode emprestar e, de facto, empresta reservas aos bancos, e faz-lo através de uma taxa artificialmente baixa (a «taxa de redesconto»). Ainda assim, no entanto, os bancos não gostam de contrair altas dívidas com o Fed e, por consequência, o total de empréstimos outorgados pelo Fed aos bancos nunca é muito alto. De longe, a maneira mais importante com que o Fed determina o total de reservas é pouco conhecida ou compreendida pelo público: o método das «compras no mercado aberto». O que isto significa, basicamente, é que o Federal Reserve vai ao mercado aberto e compra um activo. A rigor, não importa que tipo de activo o Fed compre; pode ser, por exemplo, uma calculadora de US$20. Suponhamos que o Fed compra uma calculadora da XYZ Electronics por US$20. O Fed adquire uma calculadora, porém, o ponto crucial, para a nossa análise, é que a XYZ Electronics adquiriu um cheque de US$20 do banco Federal Reserve. O Fed, no entanto, não permite que cidadãos privados abram contas correntes, apenas outros bancos e o próprio governo federal. A XYZ Electronics, portanto, pode apenas fazer uma coisa com seu cheque de US$20: depositá-lo no seu próprio banco, digamos, o banco Acme. Neste ponto, ocorre outra transacção: a XYZ recebe um aumento de US$20 na sua conta corrente, na forma de «depósitos em conta corrente». Em troca, o banco Acme recebe um cheque, feito em seu nome, do banco Federal Reserve.
 
Agora, a primeira coisa que ocorreu é que o stock de dinheiro da XYZ subiu em US$20 — sua conta recém-aumentada no banco Acme — enquanto o stock de dinheiro de mais ninguém foi alterado. Ao fim desta fase inicial, portanto, — a fase I — a oferta de dinheiro aumentou em US$20, a mesma quantia que o Fed gastou para adquirir um activo. Se alguém quiser saber de onde o Fed obteve estes US$20 para comprar a calculadora, a resposta será: ele criou US$20 a partir do nada, simplesmente preenchendo um cheque para si mesmo. Ninguém, nem o Fed nem qualquer outra pessoa, tinha estes US$20 antes de terem sido criados no decorrer do processo de despesa gerado pelo Fed.
 
Mas isto não é tudo. Pois agora o banco Acme, para seu contentamento, percebe que tem um cheque do Federal Reserve. Ele corre para o Fed, deposita-o, e adquire um aumento de US$20 nas suas reservas, isto é, em seus «depósitos em conta corrente com o Fed». Agora que o sistema bancário teve um aumento de US$20, ele pode expandir, e efectivamente expande, o crédito, isto é, cria mais depósitos em conta corrente na forma de empréstimos a empresas (ou a consumidores ou ao governo), até que o aumento total seja de US$120. No fim da fase II, portanto, temos um aumento de US$20 nas reservas bancárias geradas pela compra feita pelo Fed de uma calculadora por aquele valor, um aumento de US$120 em depósitos bancários em conta corrente, e um aumento de US$100 em empréstimos bancários para empresas ou outros. A oferta total de dinheiro foi aumentada em US$120, dos quais US$100 foram criados pelos bancos no decorrer dos empréstimos feitos para empresas, e US$20 foram criados pelo Fed no decorrer da compra da calculadora.
 
Na prática, é claro, o Fed não gasta boa parte de seu tempo comprando activos aleatórios. As suas compras em activos para inflacionar a economia são tão enormes que ele deve optar por um activo regular, de alta liquidez. Na prática, isto significa a compra de títulos do governo americano. O mercado de títulos da dívida pública do governo americano é enorme e de alta liquidez, e o Fed não precisa entrar nos conflitos políticos que envolveriam a decisão de quais activos ou títulos privados deveria comprar. Para o governo, este processo também representa a feliz consequência de ajudar a fortalecer o seu mercado de títulos, e manter em alta o preço dos títulos da dívida pública.
 
Suponhamos, no entanto, que determinado banco, talvez sob pressão dos seus depositantes, tenha que converter em efectivo uma parte das suas reservas em conta corrente para adquirir moeda forte. O que aconteceria então com o Fed, uma vez que seus cheques criaram novas reservas bancárias do nada? Ele não seria obrigado a ir à falência, ou algo equivalente? Não, porque o Fed tem o monopólio da impressão do dinheiro, e ele pode — e fá-lo — simplesmente reembolsar este seu depósito em conta corrente imprimindo a quantidade necessária de notas do Federal Reserve. Resumindo, se um banco chegar ao Fed e exigir US$20 — ou US$20 milhões — em efectivo para a sua reserva, tudo o que o Fed precisaria fazer seria imprimir esta quantia e pagá-la. Como podemos ver, ter a capacidade de imprimir o seu próprio dinheiro coloca o Fed numa posição extremamente invejável.
 
Aqui temos portanto, finalmente, a chave do mistério do processo inflacionário moderno. É um processo de expansão contínua da oferta de dinheiro através de compras contínuas por parte do Fed de títulos do governo no mercado aberto. Digamos que o Fed queira aumentar a oferta de dinheiro em US$6 biliões, ele comprará títulos do governo no mercado aberto num total de um bilião de dólares (se o multiplicador monetário de depósitos em conta corrente/reservas for de 6:1) e a meta será alcançada com rapidez. Na realidade, semana após semana, mesmo enquanto estas linhas estão a ser lidas, o Fed está a sair ao mercado aberto em Nova York e a comprar a quantidade de títulos governamentais que ele bem decidiu, ajudando assim a decidir a respeito da dimensão da inflação monetária.
 
A história monetária deste século tem sido uma de um repetido afrouxamento das restrições sobre a propensão do estado de provocar a inflação, de remoção de um impedimento após o outro, até que actualmente o governo tem o poder de inflacionar a oferta de dinheiro, e, por consequência, os preços, como bem entender. Em 1913, o Federal Reserve foi criado para tornar possível este sofisticado processo de pirâmide. O novo sistema permitiu uma grande expansão da oferta de dinheiro e uma inflação que pagasse os gastos da Primeira Guerra Mundial. Em 1933, outro passo fatal foi dado: o governo dos Estados Unidos abandonou o padrão-ouro, isto é, os dólares, embora ainda fossem definidos em termos de um determinado peso de ouro, não mais eram redimíveis em ouro. Em suma, antes de 1933, havia um importante empecilho sobre a capacidade do Fed em inflacionar e expandir a oferta de dinheiro: as próprias notas do Federal Reserve eram pagáveis em seu peso equivalente em ouro.
 
Existe, é claro, uma diferença crucial entre o ouro e as notas do Federal Reserve. O governo não pode criar ouro quando bem entender. O ouro tem que ser escavado do solo, mediante um processo custoso. As notas do Federal Reserve, no entanto, podem ser emitidas à vontade a um custo praticamente inexistente de recursos. Em 1933, o governo dos Estados Unidos removeu a restrição imposta pelo ouro sobre o seu potencial inflacionário passando para o dinheiro fiduciário: tornando o próprio dólar de papel o padrão do dinheiro, com o governo a assumir o papel de fornecedor monopolista destes dólares. Foi o abandono do padrão ouro que pavimentou o caminho para o crescimento do poder do dinheiro americano e da inflação de preços durante e depois da Segunda Guerra Mundial.
 
Neste ponto, havia ainda um pequeno incómodo na questão inflacionária, uma única restrição à propensão do governo americano para a inflação. Enquanto os Estados Unidos haviam abandonado o padrão ouro na sua economia doméstica, ele ainda tinha o compromisso de reembolsar em ouro quaisquer dólares de papel (e, em última instância, os dólares nos bancos) que pertencessem a governos estrangeiros, caso estes assim o desejassem. Estávamos, em suma, ainda atados internacionalmente a uma forma restrita e abortada de padrão ouro. Assim, enquanto os Estados Unidos inflacionaram a sua oferta de dinheiro e os preços durante as décadas de 1950 e 1960, os dólares e as obrigações em dólares (tanto em espécie quanto em dinheiro-cheque) acumulavam-se nas mãos dos governos europeus. Após uma boa dose de maquinações económicas e pressões políticas que visavam induzir os governos estrangeiros a não exercitar seu direito de terem os seus dólares amortizados em ouro, os Estados Unidos, em Agosto de 1971, declararam a falência nacional ao repudiar as suas solenes obrigações contratuais e «fecharem o guiché do ouro». Não é coincidência que esta eliminação dos últimos vestígios da restrição que era imposta pelo ouro aos governos do mundo tenha sido seguida pela inflação de dois dígitos de 1973-1974 e por uma inflação semelhante no resto do mundo.
 
Explicamos agora a inflação crónica e cada vez mais grave nos Estados Unidos e no mundo contemporâneo: o produto infeliz de uma mudança contínua ocorrida neste século do ouro para o papel-moeda emitido pelo governo como o padrão monetário, e do desenvolvimento do sistema bancário central e da «piramidação» do dinheiro-cheque sobre o papel-moeda inflacionado. Ambos estes desenvolvimentos inter-relacionados levaram a uma coisa: a tomada de controlo, por parte do governo, sobre a oferta de dinheiro.
 
Se explicamos o problema da inflação, não examinamos ainda o problema dos ciclos económicos, das recessões, e da recessão inflacionária ou «estagflação». Qual o motivo dos ciclos económicos, e deste novo e misterioso fenómeno da «estagflação»?
 
SOBRE ESTE ARTIGO
 
O texto acima publicado corresponde a parte do nono capítulo de «For a New Liberty: The Libertarian Manifesto». Este artigo consiste numa adaptação para Português de Portugal, da responsabilidade de Carlos Jorge de Castro, da tradução desta obra publicada pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil. O Instituto Ludwig von Mises Portugal decidiu publicar o capítulo acima mencionado dividido em dois artigos. A segunda parte será publicada brevemente.
 
[1] Os keynesianos são os criadores da «macroeconomia», discípulos de lorde Keynes, o rico e carismático economista da Universidade de Cambridge cuja Teoria Geral do Emprego, Juros e Dinheiro (General Theory of Employment, Interest, and Money, Nova York: Harcourt Brace, 1936) é a pedra fundamental da corrente económica que leva o seu nome. ↩
[2] Uma breve introdução à teoria austríaca do ciclo económico pode ser encontrada em Murray N. Rothbard, Depressions:Their Cause and Cure.
 A teoria foi proposta e então aplicada à Grande Depressão de 1929–1933, e também foi utilizada brevemente para explicar  a nossa actual estagflação, em Rothbard, America’s Great Depression.
 
A melhor fonte para a teoria austríaca do dinheiro continua a ser a sua obra original: Ludwig von Mises, Theory of Money and Credit. Para uma introdução, ver Rothbard, What Has Government Done to Our Money?.
 
Murray N. Rothbard (1926-1995), economista americano, deixou-nos uma chamada de atenção particularmente certeira: “Não é crime ser ignorante em temas de economia, que é, afinal, uma disciplina especializada. Mas é totalmente irresponsável ter uma opinião enfatuada em assuntos de economia enquanto se permanece num estado de ignorância”. Escritor e divulgador da Escola Austríaca da economia, tornou-se um dos seus principais representantes nos EUA, particularmente numa abordagem anarco-capitalista. As suas contribuições académicas situaram-se nos mais diversos sectores: da economia à história, do direito à teoria política. Rothbard esteve intimamente ligado à fundação do Ludwig von Mises Institute, aquando da sua fundação por Llewellyn H. Rockwell, Jr. em 1982. Este tornou-se um dos principais meios de divulgação da sua obra.
 

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  1. Daytona

    11 de dezembro de 2013 8:26 pm

    Parei no “Instituto Mises”,

    Parei no “Instituto Mises”, sorte que dessa vez colocaram logo no início, não perdi mais que alguns segundos de meu tempo com as asneiras de sempre do dito instituto.

     

    1. alessandroduarte

      11 de dezembro de 2013 9:13 pm

      Lembre-se de que terá a parte

      Lembre-se de que terá a parte II       LoL

  2. alcarpinteiro

    11 de dezembro de 2013 9:06 pm

    Será que criaram também a

    Será que criaram também a escola austríaca de escrever bem? estes textos são desnecessariamente longos e chatos de ler. Desta maneira, terei que entrar na escola austríaca de paciência para encarar doses generosas de prolixidade e circularidade.

  3. Eduardo Conde

    11 de dezembro de 2013 9:57 pm

    repetição da grande mídia

    E esperava-se mais do portal GGN. Se era para produzir matérias- ou atigos – do nível daqueles publicados no Valor  e no lixo cotidiano, por que outro portal? Nao é a primeira vez e, infelizmente, parece que nao será a última.

  4. LC

    11 de dezembro de 2013 10:13 pm

    pena que ninguém comenta…

    Abstraindo-se dos evidentes exageros da Escola Austríaca: propriedade privada total, inclusive das reservas de água, sistema de saúde totalmente privado, fiquei perplexo quando vi essa análise pela primeira vez. A própria definição de inflação deles é diversa, seria o mero aumento da quantidade de moeda. Outra coisa, a política monetária jamais é neutra, pois os primeiros agentes que recebem a injeção monetária inicial (por exemplo, os bancos) já saem na frente de um trabalhador mais humilde, na medida em que este somente teria acesso à nova quantidade de moeda após todos os preços relativos da economia terem sido alterados, sendo evidentemente prejudicado. No caso dos ciclos econômicos isso se dá mediante taxas de juros inicialmente menores, que tornam as rendas esperadas futuras maiores, induzindo investimentos arriscados. Quando o juro aumenta novamente em função do aumento da inflação, tais investimentos são abandonados, gerando o estouro da “bolha”. São ideias muito diversas da macroeconomia tradicional. Pena que até agora ninguém argumentou sobre as ideias do texto. Esse pessoal acertou em cheio sobre o estouro da bolha em 2008…

  5. Ivan G. F.

    12 de dezembro de 2013 5:32 pm

    Acho vergonhoso a veiculação

    Acho vergonhoso a veiculação desse texto que logo de início já apresenta sérias deficiências, tanto na escrita, como no próprio conhecimento da economia. Só diminu, lamentavelmente, o conteúdo desse potal, especialmente na área de economia (isso é suficientemente opinativo para estar em uma seção de opiniões turvas).

  6. Sergio K

    7 de fevereiro de 2016 3:39 am

    Vale a pena ler sim

    Pessoal, independente das opiniões no texto (eu também pulei os parágrafos sobre a teoria austríaca), ele explica muito bem diversos mecanismos envolvidos na emissão de moeda. Já havia lido sobre eles (não sou economista) e com esse texto pude entender como a coisa toda funciona (reservas fracionárias, etc), muito bom.

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