Lagosta à Supremo, por André Motta Araújo

Quanto mais rico e civilizado o país, mais frugal e modesta será a mesa, quanto mais pobre e atrasado, mais requintado é o almoço. É o jeca querendo impressionar o "sinhô".

Lagosta à Supremo

por André Motta Araújo

Na última terça-feira, na Jovem Pan, o experiente jornalista J. R. Guzzo disse não ver nenhum problema no fato do STF abrir licitação para comprar lagostas, uísque de 18 anos e vinhos com no mínimo quatro premiações internacionais, entre outras iguarias, no valor de R$ 1,1 milhão. Disse que o Supremo recebe convidados internacionais e tem que recepcioná-los à altura. O jornalista erra em tudo, na forma e no conteúdo, no conceito e na finalidade.

Há uma regra tradicional em recepções oficiais de países para autoridades estrangeiras que os visitam. QUANTO MAIS RICO E CIVILIZADO O PAÍS, MAIS FRUGAL E MODESTA SERÁ A MESA, QUANTO MAIS POBRE E ATRASADO, MAIS REQUINTADO É O ALMOÇO. É o jeca querendo impressionar o “sinhô”.

Nas décadas do regime militar participei de muitas missões oficiais ao exterior, os Ministros da área econômica lideravam viagens de empresários para vender manufaturados brasileiros. A indústria brasileira ente 1960 e 1980 era grande exportadora de máquinas de tecnologia média, mais adequadas à África e Oriente Médio do que sofisticadas e muito mais caras que máquinas europeias. Injetoras de plástico e alumínio, máquinas de beneficiar arroz, cereais, café, câmaras frigoríficas, tornos, fresas, teares, o rol de manufaturas era imenso. O Brasil era fornecedor muito bem visto, esforço perdido na política do Plano Real. O Brasil de exportador de injetoras virou importador de injetoras chinesas e de tudo o mais. Perdemos mercados duramente trabalhados.

Esses mercados foram conquistados com uma POLÍTICA DE GOVERNO, concebida pelo Ministro Delfim Neto, onde o Banco do Brasil era o apodo ao exportador brasileiro, um esforço somado de governo+fabricante, como fazem todos os países do mundo, onde os consulados são parte do esforço de vendas, os britânicos são peritos nesse mecanismo de apoio, nós tínhamos um sistema implantado que foi desmontado pela política neoliberal.

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Os governos desses países brindavam as missões lideradas por Ministros, presidente do Banco do Brasil, diretor da CACEX, com almoços ou jantares.

NUNCA vi exageros de comidas ou bebidas no Canada, México, Algéria, Tunísia, Nigéria, Iraque, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein. Eram recepções corretas, nada de exageros. No Canada, numa missão onde eu estava com o então Governador Paulo Maluf em 1981, a comida foi tão limitada que saímos do almoço e fomos ao McDonald. No Iraque, no jantar para comemorar a fundação do Banco Brasileiro Iraqueano S.A., missão liderada pelo Ministro Ernane Galveas, Saddam Hussein ofereceu um jantar típico com carneiros inteiros trinchados, os comensais pegavam pedaços com as mãos, o vinho grego era intomável, me salvei com a abundância de pistache à mesa, tudo lindo mas sem desperdício de comida e só produtos locais.

EM TODAS AS RECEPÇÕES OFICIAIS EM PAÍSES QUE PRODUZEM VINHO SÓ TEM VINHO DO PAÍS, é uma regra mundial. Só o Brasil oficial vira lata sai dessa regra e oferece vinho francês para visitantes estrangeiros, quando temos ótimos vinhos nacionais, mas os caipiras acham que chique é o francês. É uma atitude que os estrangeiros estranham, porque é desprezível. Os Países querem mostrar seus produtos, é a regra, mesmo se os vinhos não fossem tão bons ainda assim seriam nacionais, mas são ótimos. Na inauguração de uma fábrica na Carolina do Sul o governador ofereceu um almoço aos empresários brasileiros, só vinho da Califórnia, impensável vinho estrangeiro e os anfitriões faziam propaganda do vinho do País, com orgulho.

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O fino, o sofisticado em recepções oficiais é ser frugal, é ter comida suficiente, mas não em excesso. Em uma recepção do Governo do Estado de São Paulo (1981) para canadenses havia cascatas de camarão em meio a bacias de ostras. Vi convidados torcendo o nariz “como um país pobre esbanja comida desse jeito?”, comentou uma autoridade canadense. Em vez de fazer bonito o Brasil faz feio e passa por ser brega e grosseiro.

A LICITAÇÃO DO SUPREMO

Depois de suspensa por uma juíza de 1ª instancia a licitação foi liberada por um desembargador. É um escárnio para o País, injustificável, mas não é coisa rara. Há uma inconsciência completa sobre esses sinais MUITO SIMBÓLICOS de respeito ao povo pobre, no Brasil essa percepção do SÍMBOLO não chegou.

Na Segunda Guerra Mundial o Rei Jorge VI fazia questão de entrar na fila do racionamento para pegar um ovo por semana para cada pessoa da família, a dele eram 4, esse racionamento durou até 1949, o rei compartilhava o racionamento com a população, ganhou o respeito eterno do povo britânico.

Autoridades se banquetearem com dinheiro público em um País onde há bolsões de miséria evidentes é um dos sinais mais grosseiros de uma nação incivilizada, grotesca. Como um tribunal mantido com dinheiro do contribuinte tem coragem de colocar na rua uma licitação escandalosa dessas?

Uísque de 18 anos, supercaro, querem mostrar o quê? E vinhos com 4 premiações para recepcionar sabe-se lá quem? Nem nos banquetes do Castelo de Windsor existe isso, a regra é a simplicidade na medida certa, não falta e não sobra, mas nunca se esbanja dinheiro do contribuinte com essa desfaçatez, especialmente em um tribunal cujo norte deve ser a justiça, a justeza, o equilíbrio, o bom senso. O País parece que aceita e isso diz muita coisa.

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AMA

25 comentários

  1. perfeito
    cambada de gentinha mediocre e deslumbrada
    ontem Carmem Lucia declara que os processos contra Aécio venceram – alegou falta de tempo,
    deve ter sido muiuto trabalhoso escolher vinhos e lagostas

  2. A comida é só a ponta do iceberg. A cena símbolo da casagrande do STF e da maior parte da nossa elite sao os funcionários que puxam as cadeiras pros ministros sentarem. Se um marciano chegasse acharia que os coitados tem que ter as maos decepadas pra serem ministros. Guzzo se identifica com isso porque ele é da alta classe média cujo quase todos os filhos deixam a toalha molhada na cama pra empregada (“quase um membro da familia”)pegar e colocar pra secar.

  3. Essa licitação é a cara do Dias Toffoli, de um pretenso saber. Tem tudo a ver com a cabeleira pintada do Fux. Combina com a superficialidade da Carmínima. Chega a rimar com o apartamento em Miami do Barroso. É bem verossímil a boca de gamela do Gil comendo lagosta enquanto recebe otoridades. O Marquinhos deve estar acostumado com esses rega-bofes, está lá há décadas, assim como o Celsão. A Weber deve comer assim todo dia.

    Só o Frouchin que parece preferir algo mais frugal, mas apenas por medo do que vão pensar dele.

  4. Basta ver as suntuosas edificações dos tribunais superiores em Brasília para discernir que seus integrantes vivem num mundo à parte. Suas decisões, totalmente distorcidas da realidade nacional.

  5. O tédio do excesso
    Júlio César Montenegro 01/12/2006 10:11

    E o pior, no caso do Brasil, é que essa turma é bastante colonizada. Copiam o que é lançado em comidas, bebidas, vestuário, aparelhos, formas de diversão, locais de lazer…

    Brownie não era conhecido nem comido por aqui até uns 2 ou 3 anos atrás. Nouvelle cuisine já é coisa nossa pros bacanas. E o monte de livros que tem saído para ajudar a sentir o gosto dos bons vinhos, dos bouquets, das safras, aos cada vez mais numerosos degustadores da bebida que disputa com o whisky a preferência dos finos (geralmente roliços)?

    Moda decretada em climas frios é rapidamente importada pelos mais antenados criando climas chics em Teresina, Fortaleza, ou Manaus… mesmo a 40°C. E os carros, celulares, sons, tvs e uma imensa tralha de gadjets importados são fervorosamente adotados pelos que pisam no solo brasileiro mas mantém as cabecinhas ansiosamente desejantes dos made em quaisquer outras praças invejadas.

    Um club fica cheio de clubbers em New York? Está adotado pela nossa original elite. Um apresentador americano produz um talk show com bandinha tocando e caneca na mesa? Jô copia, né não? Ecstasy? Fica chic se drogar.

    Miami, Ibiza, Bali, Acapulco, Cancun? Não foi ainda? Então não pertence aos happy few… aos poucos bestas que não sabem nem do que gostam. Por que só gostam do que é bom. Quer dizer do que é CARO.

    Agora, dá pra entender porque a Danuza, por exemplo, tem alergia a festas caipiras? E o Mainardi, a folclore?
    E o Jabor, ao Brasil? São finérimos!

  6. O Andre cita um almoço de 1981 que se repete no Brasil de 2019. 100 anos de solidão. E não perguntem quem escreveu o livro ao ministro da educação.

  7. Uma sugestão para os come-bebe-e-dorme do congresso……para não soltar um palavrão e baixar o nível do blog..

    Que vire lei….. em recepções oficiais e em todos os refeitórios pertencentes ao estado só seja servido comidas típicas e o trivial variado…..e apenas bebidas nacionais…. é difícil?????

    Vai trabalhar cambada de … .(aqui vcs podem completar como quiserem)…..

  8. Num pais onde temos uma imensa maioria de pobres, o STF, tem com “demanda essencial” vinhos com no mínimo(sic) quatro premiações internacionais(vinhos a 40/50 euros, na Europa, talvez o triplo ou mais no Brasil…)……enquanto isso Guedes quer passar o BPC a 400 mangos….Um outro exemplo correlato e ilustrativo do sentimento de “o dinheiro do contribuinte não tem dono” do qual padecem os nosso altos funcionário são as noticias dos assessores laranja…..a noticia em si é grave, mas ninguém se pergunta se é normal que, um deputado federal(513…), tenha direto a empregar 25 secretários parlamentares no valor total de R$ 111.675,59 mensais…….Pensar que em outros cantos, primeiro ministro tem 2 ou 3 assessores/secretários…….um vereador de Sampa tem direito à 18, no Rio 20…….vereador, começo de carreira de político profissional, que deveria “aprender fazendo”…..Em outros cantos, um vereador tem direito a 1 secretario/a(e a vezes compartilhado)….o resto, são todos funcionários de carreira, muda o governo, mas os funcionários, ficam…

  9. Sensacional
    Esse pedantismo está incrustado na classe dominante, e nossa classe média mimetiza esse jequismo

  10. Caviar
    (Zeca Pagodinho)

    Você sabe o que é caviar?
    Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
    Você sabe o que é caviar?
    Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

    Caviar é comida de rico, curioso fico, só sei que se come
    Na mesa de poucos fartura adoidado
    Mas se olha pro lado depara com a fome
    Sou mais ovo frito, farofa e torresmo
    Pois na minha casa é o que mais se consome
    Por isso, se alguém vier me perguntar
    O que é caviar, só conheço de nome
    Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

    Geralmente quem come esse prato tem bala na agulha
    Não é qualquer um
    Quem sou eu pra tirar essa chinfra
    Só vivo na vala pescando muçum
    Mesmo assim não reclamo da vida
    Apesar de sofrida, consigo levar
    Um dia eu acerto numa loteria
    E dessa iguaria até posso provar

    Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

  11. Caro André, na verdade o STF não quer impressionar, eles querem é se refastelar, não duvido nada que levem na mão grande algumas garrafas para casa. A propósito, valeria um post sobre as suas experiências com Maluf, o tanto que ele trabalhou pelo estado de São Paulo (no Rio nunca houve governador assim). Talvez falte imparcialidade no bombardeio da mídia sobre ele.

  12. Um almoço de 1981 se repete em 2019. Cem Anos de Solidão. E não pergunte ao ministro da educação sobre o autor do livro. Em termos culturais o vinho francês do Supremo se compara ao documentário que o João Moreira Salles fez sobre o maio de 68 … na França. E eu imagino o que esses finórios falam do Lula da Silva que ostenta curtir uma rabada depois de um gole de cachaça.

  13. 2 bilhões tirados da Petrobras pelos gringos e colocados nas mãos do Dallagnol não revoltam ninguém? Os 6 bilhões tirados da Odebrechet e endereçados ao mesmo Dallagnol e sua trupe da lava jato também não indignaram ninguém? Um trilhão de reais dado em isenções pelo Temer para as petroleiras operarem no imenso Pré-sal também não revoltam ninguém? Negociatas que venderam (quase de graça – por menos de uma coca-cola por barril de petróleo) grande parte do Pré-sal às multis também não revoltaram ninguém? A negociata que o Zucolotto fazia para facilitar a aceitação de delações na lava-jato também não revolta ninguém? Não perco o foco: o futuro deste país era para ser o petróleo. Além disso, a reforma da previdência vai aumentar ainda mais o lucros dos bancos. Lagostas, vinhos de qualidade. Ah, fala sério, não vou me indignar nem me sentir ofendido. Vou é tomar um suco de laranjas (do laranjal do PSL) com açaí e batido com goiabas da santa goiabeira…

  14. Herança Colônial. Uma cultura brasileira contruída no período colonial de que tudo que é de fora é melhor. Das relações de poder que o exibicionismo pode trazer para se sentir superior.

  15. Caro sr. André Motta Araújo ; “Conheceis a Verdade. E a Verdade Vos libertará”. Aqui citando Governo Militar, Paulo Maluf, Delfim Neto? Isto é apologia à Ditadura, ‘seu Bolsonarista’!!! Me perdoe a brincadeira, não pude resistir. O Brasileiro não conhece o seu Brasil, a sua História. Quando os NorteAmericanos quiseram colocar o cabresto no Governo Geisel (cabresto em Militar, continuamos com esta ilusão esquerdopata?!), Ele promoveu uma revolução. Governos Militares fizeram Negócios Espetaculares com Saddan Hussein. Venderam a Indústria Brasileira por meio de seus produtos. Garantiu o fornecimento de petróleo estratégico ao país. Refez alianças com países comunistas (Política de Estado não é ideologia barata, nem ‘birra’ de alguns ignorantes). As Fábricas Brasileiras ( e conheci muitas na periferia de SP, como Cumbica em Guarulhos) produziam com Tornos russos, alemães orientais, tchecos,..A Indústria Nuclear, quando da sabotagem das centrífugas da WW, os Militares buscaram outras no Mercado Negro. Empresas do cinturão Industria de São Paulo exportavam maquinários como Beneficiadoras de Café, que lembro, uma Empresa vendia para a Índia. Seu proprietário 2 ou 3 vezes ao ano, viajava aquele país. Mas a culpa é somente nossa. Quando o Tucanato de FHC começou a sabotar a Indústria Nacional e a ascendente Mirian Leitão criticava nossa Indústria e a FIESP, todos batiam palmas. Os mesmos que correram atrás do caixão do Chefe da Quadrilha, que jurando Diretas, fazia conchavo com o líder do PFL, pela garantia do poder. Somos um livro em branco sendo escrito a cada 4 anos, esquecendo o que foi feito nas páginas anteriores. Infelizmente, nossa mediocridade foi nosso projeto, até agora. Mudemos a história do país mais rico do planeta. O Brasil dos Brasileiros. abs.

  16. Por isso o supremo entrou no grande acordo do GOLPE das elites, com tudo!! Porque eles pensam e querem parecer que são das ZELITES! E o Guzzo diz que é natural aquele bando de parasitas esbanjarem em ostentação o dinheiro que lhes pagam milhões de miseráveis porque é isso que o seu patrão manda que ele diga.

  17. Sem contar que querem Tannat. Os caras nem de vinho entendem, com perdão dos uruguaios.
    André, os “poderes constituídos” perderam a noção. Nesta era tida em que nos encontramos, já ouviu ou leu uma letra, pelos próprios, questionando o volume de assessores, mordomias, etc. Eles riem e com escárnio em nossas caras.

  18. ME impressiona as fachadas dos diversos tribunais. GEralmente sao todas em granito, vidros temperados, amplas escadarias e com a identificações com letras garrafais em bronze. TAmbem as instalações da policia federal são nesse critério. Me parece que são instalações para intimidar pessoas humildes. NAo acho que deveriam serem construções espartanas ou simples, mas poderia existir um meio termo que respeitasse mais as condições do país. AO inverso disso quando são habitações populares fazem questão de simplificar no máximo para parecer realmente que é para pobre.

  19. Nóis é Jeca mais é jóia
    (Juraildes)

    Andam dizendo que nóis é caipira
    Que nossa casa é feita de taboca
    Que nossa onda é dançar catira
    Que nóis tem cara de milho de pipoca
    Nóis gosta é de pescar traíra
    Ver as bichinha chorando na vara
    Nóis num gosta de mentira
    Nóis tem vergonha na cara

    Se farinha fosse americana
    Mandioca importada
    Banquete de bacana
    Era farinhada

    Andam dizendo que nóis é botina
    Que nossa onda é andar a cavalo
    Que nossa calça é amarrada com imbira
    Que nossa moda é briga de galo
    Nóis gosta é de pescar traíra
    Ver as bichinha chorando na vara
    Nóis num gosta de mentira
    Nóis tem vergonha na cara

    O presidente diz que nóis é caipira
    Que nóis tem que aprender ingrês
    Que nóis tem que fazer sucesso fora
    Deixa de bestagem, nóis nem sabe português
    Nóis somos caipira pop
    Nóis entra na chuva e não molha

  20. Depois de a ministra Súcia ter deixado morrer na cadeia um cidadão miserável que tentou pescar, sem sucesso, em época e local proibidos – não importa que tenha sido para alimentar os sete filhos que deixou órfãos pela “justiça” farisaica da sinistra.
    Entre os peixes que não foram pescados mas justificam pena de morte para a pobreza e as lagostas milionárias de que não deve importar em que condições foram do mar (há comprovante de que respeitaram o período de defeso? e isso importa se a quem elas se destinam por terem última palavra sobre a lei, dela estão acima?) para os banquetes da opulência golpista, o retrato do Brasil institucional.

    Aldir Blanc 4- Siri Recheado é o Cacete (João Bosco/ Aldir Blanc)
    https://www.youtube.com/watch?v=j5CsPN9qgp0

    Zeca Baleiro part. especial Zeca Pagodinho – Samba do Approach (Clipe Oficial)
    https://www.youtube.com/watch?v=_rsYAfgf0QM

    Sampa/SP, 10/05/2019 – 13:48

  21. Sabe André estamos retrocedendo em todas as áreas,há um individualismo nas Instituições, quem está lá se acha dono delas como se fossem Reis ou Imperadores,vejamos o Bolsonaro,nunca fez nada pelo Brasil,chegou na presidência e toma atitudes de imperador eu estou quase chamando-o de IMPERADOR BOLSONARO I.

  22. Na decada de 60 comecei a me interessar pela cultura do vinho por causa de um chefe no Banco do Brasil, o pai dele tinha sido importador de vinhos e o filho tinha bom conhecimento do assunto, todo ano viajava à Italia, tinha boa adega, comecei a comprar livros sobre o tema, em 1980
    tinha quase 400 livros, a maioria comprada na Europa, inclusive uma coleção italiana com 600 r
    rotulos colados nas paginas, depois me desinteressei pelo assunto, hoje acho uma grande futilidade, no Brasil só poucos especialistas profissionais realmente conhecem, há muitos curiosos
    que citam palavras enologicas mas não tem um conhecimento organizado sobre o vinho.
    A primeira correlação é o clima, os romanos já sabiam disso há 2.000 anos, no Brasil o consumo
    do branco deveria ser de 8 para 1 em relação ao tinto e é o contrario, o que já demonstra ignorancia. Nos restaurantes se ve vinho tino bebido com camarão, gente gelando vinho tinto,
    o Brasil produz otimos brancos, se encontram hoje nos melhores supermercados do Texas,
    mas muito consideram o tinto mais chique e tomam em agressão ao clima, é impressionante,
    o brasileiro toma vinho mais por status e moda do que por prazer

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