Meditações meditabundas sobre o ódio implícito no discurso de Marina Silva

Esta semana Marina Silva acusou seus adversários de estarem fazendo uma “campanha de ódio” contra ela. Vários comentaristas políticas sustentaram que ela tem razão, outros disseram que a candidata do PSB está apelando querendo aproveitar a imagem de vítima. Notei algo bem mais perigoso no discurso da ex-petista.

Há duas maneiras de incitar o ódio. A primeira e mais evidente é aquela que se faz de maneira direta. Neste caso o autor do discurso nomeia e desqualifica a vítima, não reconhecendo nela qualidades humanas, titularidade de direitos ou atributos de cidadania que lhe permitam reivindicar algo do Estado. Os exemplos mais claros deste tipo de discurso na atualidade são a homofobia do pastor Malafaia e a criminalização da indigência social promovida pela jornalista Rachel Sherezade. Um instiga a violência contra homosexuais, a outra acarretou uma onda de linchamentos de suspeitos negros miseráveis.

A segunda forma de incitar o ódio é um pouco mais sofisticada. O autor deste tipo de discurso se coloca na posição de vítima para levar seus apoiadores a acreditarem que cometem atos de justiça ao vingar com violência as calúnias, difamações e injúrias cometidas contra seu líder pelos adversários. O cálculo feito pelo autor deste tipo de discurso é o seguinte: se alguém cometer uma violência em minha defesa, o ato praticado em meu favor intimidará meus adversários impedindo-os de me culpar pelo resultado uma vez que não pedi para que eles fossem agredidos.

Num Estado de Direito, o discurso de ódio implícito é mais perigoso do que o discurso de ódio direto, pois:

“Os discursos políticos em geral qualificados como ‘extremistas’ são também os que aparecem, do ponto de vista psicológico, como os mais regressivos. De fato, eles buscam, na matriz do imaginário infantil, os meios para ‘ler’ e interpretar as realidades da crise. Alimentam-se do caos da sociedade, esteja ela ou não em guerra, para dizer: ‘Vejam como temos razão!’ Quanto a isso, as relações entre o imaginário e o real são contraditórias apenas em aparência. Claro, é mesmo nas representações imaginárias do carrasco que, primeiro, se constrói a figura da vítima, da ‘sua’ vítima.” (PURIFICAR E DESTRUIR, Jacques Sémelin, Difel, 2009, p. 44/45)

Marina Silva representa um grupo político e religioso minoritário. Mas a sede dela e de seus apoiadores de chegar ao poder é evidente. Enquanto a candidatura dela crescia nas pesquisas ela não fez absolutamente nada para criminalizar a oposição. Foi somente quando Dilma Rousseff começou a recuperar as intenções de voto no primeiro e no segundo turno que a candidata do PSB disse que está sendo vítima de um discurso de ódio. Num contexto de disputa incerta, este tipo de discurso pode funcionar como uma senha para seus apoiadores desencadearem violências contra o grupo oponente? Sim e não.

A ambiguidade da resposta à pergunta é preocupante, pois sabemos que:

“Indubitavelmente, os indivíduos são tragados pela dinâmica de morte em massa, mas, mesmo assim, eles sem dúvida sabem como tirar proveito. Não lhes faltam oportunismo e cálculo para instrumentalizar seus efeitos em benefício próprio. Por isso, na escala individual, as razões da passagem ao ato são múltiplas. O que é verdadeiro para determinado indivíduo, em preciso momento, não é para outro. E é exatamente essa variabilidade de motivos privados que ajuda a dar ao assassínio a sua dimensão de massa. Os indivíduos entram na dinâmica assassina não como autômatos balbuciando um mesmo discurso ideológico estereotipado, mas sim com histórias diferentes e, daí, com expectativas e motivações pessoais. A implicação comum para causar mortes resulta das posturas variadas e equívocas.” (PURIFICAR E DESTRUIR, Jacques Sémelin, Difel, 2009, p. 390/391)

Apesar dos acertos dos governos Lula e Dilma, o anti-petismo virulento e irracional faz parte da realidade política brasileira. O fenômeno nasceu da retórica agressiva dos tucanos (frustrados com suas seguidas derrotas em disputas presidenciais) e tem sido diariamente alimentado por vários articulistas da grande imprensa (Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Demétrio Magnoli, Olavo Carvalho etc…). O anti-petismo já resultou em atos violentos, como aqueles que foram vistos na Av. Paulista ano passado quando filiados do PT foram agredidos por manifestantes de direita que infiltraram o MPL. No Facebook há comunidades de extrema-direita que pregam abertamente um golpe de estado e a prisão e perseguição política dos petistas.  

O que aconteceria à disputa eleitoral brasileira este ano se fanáticos religiosos que apóiam a candidata do PSB agredirem candidatos do PT? É desconhecido o número de pessoas suscetíveis aos discursos de ódio direitos de Malafaia e da Rachel Sherezade e aos discursos de ódio indiretos da candidata do PSB e dos retóricos anti-petistas influentes na imprensa que estão no campo de Marina Silva. A julgar pelo aumento de linchamentos e agressões a homosexuais, podemos supor que eles não são poucos. Formularei a pergunta de outra maneira. O que ocorreria se a própria Marina Silva fosse agredida por alguém acusado de estar a serviço dos petistas?

A violência política sempre começa com um ato simbólico, com uma bolinha de papel atingindo a cabeça do candidato adversário por exemplo. Nas últimas eleições a temperatura foi elevada ao extremo por José Serra. Nos quatro anos que se seguiram a eleição de Dilma Rousseff a imprensa atacou o PT e a presidenta de maneira sistemática, sempre com o intuito de assegurar uma vitória eleitoral na próxima eleição.

Uma derrota de Marina Silva é possível. Impossível dizer se aqueles que a apóiam estão dispostos a correr o risco. A Casa Grande tem dado indicações claras de que quer voltar ao poder de qualquer maneira. Neste contexto, a violência política real ou simulada, intencional ou difusa, pode acarretar um verdadeiro massacre.

“Distingamos, enfim, a terceira utilização possível do massacre, principalmente por atores não estatais (ou, pelo menos, assim supostos). Nesse caso, a finalidade é a de agredir em um ponto preciso o grupo visado, para provocar em seu interior um choque traumático intenso, que seja capaz de dobrar a política de seus dirigentes. Como os organizadores do massacre sabem que constituem minoria na sociedade em que agem, o recurso a tal procedimento espetacular lhes permite, já de início, se afirmar na cena pública, chamando a atenção para a sua causa. Quer reivindiquem a responsabilidade ou se mantenham anônimos, eles acham que os efeitos políticos da ação de destruição podem pesar sobre quem decide a política: por exemplo, criando uma crise das instituições ou bloqueando uma evolução política que eles desaprovam.” (PURIFICAR E DESTRUIR, Jacques Sémelin, Difel, 2009, p. 489/490)

Até o presente momento a grande imprensa não atacou Marina Silva com a mesma intensidade, virulência que tem atacado Dilma Rousseff. Os ataques que a candidata do PSB sofreu de alguns blogueiros são irrelevantes do ponto de vista político, pois o público alvo destes é reduzido e composto majoritariamente por eleitores da adversária de Marina Silva. Apesar de estar sendo constantemente atacada diante de um público bem maior, Dilma Rousseff não se fez de vítima. A candidata do PT tem sido bem mais responsável, ela sentiu na carne quais são as consequencias dramáticas provocadas por um discurso de ódio.

Os fatos contrariam as opiniões de Marina Silva. E ela deveria recusar a postura agressiva que adota ao se dizer vítima, pois:

“Fatos e opiniões, embora possam ser mantidos separados, não são antagônicos um ao outro; eles pertencem ao mesmo domínio. Fatos informam opiniões e as opiniões, inspiradas por diferentes interesses e paixões, podem diferir amplamente e ainda serem legítimas no que respeita à sua verdade factual. A liberdade de opinião é uma farsa, a não ser que a informação fatual seja garantida e que os próprios fatos não sejam questionados. Em outras palavras, a verdade fatual informa o pensamento político, exatamente como a verdade racional informa a especulação filosófica.” (ENTRE O PASSADO E O FUTURO, Hannah Arendt, Perspectiva, 2009, p.295/296)

Apesar de apoiar Marina Silva e de saber que são irrelevantes e minoritários os eventuais ataques feitos contra ela, a grande imprensa faltou com a verdade factual. Por razões que não são ignoradas, os jornais, telejornais e revistas admitiram como verdadeira a opinião divulgada por Marina Silva de que ela é vítima de uma campanha de ódio. Isto tende a reforçar a verdadeira campanha de ódio que tem sido feita diariamente pelos apologistas do anti-petismo (Malafaia, Rachel Sherezade, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Demétrio Magnoli, Olavo Carvalho etc…).

Marina Silva precisa começar a ter cuidado com o que deseja. É muito fácil montar num tigre, difícil mesmo é descer dele. Ao se apoiar em grupos que difundem discursos de ódio diretos e indiretos contra o PT, ao usar sua extrema visibilidade como candidata preferida por grupos poderosos de mídia para veicular um discurso que legitima e instiga de maneira sutil a violência contra seus adversários, a candidata do PSB pode provocar uma verdadeira tragédia nacional. Presumo que, pessoalmente, ela não deseje um massacre. Mas como sabemos, nem sempre um líder político consegue prever exatamente o que está começando.

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30 comentários

  1. Devemos nos preocupar,

    Devemos nos preocupar, sobretudo, com o ódio destilado e incentivado diariamente pela mídia. Marina, oportunisticamente, pega apenas carona nele. A construção do ódio antipetista tornou-se o principal instrumento eleitoral da oposição liderada pela mídia tucana.

  2. Vítima?

    Se na TV a Dilma tem um espaço maior, aqui a Marina ganha… Há 2 semanas acesso diariamente este espaço e nada vejo além de críticas a pessoa de Marina. Será ódio? Será que Marina subiu os degrais da vida se fazendo de vítima?
    Meus caros, como disse Ap. Raimundo Pessoa:
     

    “MARINA SILVA:
    VENCEU A INFÂNCIA miserável NUM SERINGAL.
    VENCEU A POBREZA.
    VENCEU O ANALFABETISMO.
    VENCEU A MALÁRIA.
    VENCEU A CLASSE DOMINANTE DO ACRE em várias ELEIÇÕES.
    VENCEU OS PRECONCEITOS e CHEGOU ao SENADO duas vezes.
    A FILHA DA FLORESTA venceu a METRÓPOLE e chegou a ministra do MEIO AMBIENTE.
    VENCEU a si mesma e DEIXOU o PT.
    VENCEU todos os prognósticos contrários e TEVE em 2010 mais de 20 milhões de votos.
    VENCEU ATÉ ALIADOS e tornou-se vice de EDUARDO CAMPOS.
    DRIBLOU a MORTE e não estava no Avião com EDUARDO CAMPOS e EQUIPE.
    VAI VENCER DILMA e PT, quem lhe deu vida e AGORA querem lhe MATAR”.

    Enfim, vejo uma falsa verdade quando leio: Marina mudou de novo!
    Quem está mudando é o PSB para se ajustar a força que a candidatura dela trouxe ao partido e se for necessário que ela mude o plano de governo de novo!

     

    • Vítima?

      A você que escreveu tais linhas, vos digo: a vítima aqui é você. Por quê? A lista que você exponhe as razões para o seu voto. É, nada mais nada menos aquilo que você quer que ela seja, ou, que ela diz que é, VÍTIMA! Você acredita na pieguice de um curriculum vitae como plataforma única para ser dirigente de um País tendo como pano de fundo eu fui isso, fui aquilo. Sempre uma coitadinha!  Que pena! Das duas, uma: ou você é bastante ingênuo(a), ou é um(a) tremendo(a) picareta!

      • Meu caro, não descrevi minhas

        Meu caro, não descrevi minhas razões para votar nela. Só estou dizendo que cegamente cospem qualquer coisa contra Marina. Esqueceram de Aécio e Dilma. Esqueceram da Lei nº100 de MG. Esqueceram da Petrobrás.

        Esquecemos a muito tempo de discutir o plano de governo, a agenda, a política.

        Porque eu posso vir aqui e dizer: Aécio é amigo do helicóptero do pó. Dilma é amiga de Cuba. Marina é amiga da Neca que deve a RF. Ela não é amiga da globo e nem por isso a globo paga sua dívida.

        Se eu não voto em Dilma eu sou ingênua ou picareta?! Pelamor
         

    • FORMIGA CRIA ASA…

      O desvario dos que se acham muito sabidos cresce na velocidade do aumento de suas pretensões e de sua loquacidade…  No caso do falacioso comentário propagandístico em comento, vale destacar que vencer os próprios aliados é traição, bem como que a habilidade para driblar a morte sugere um entrosamento com a fatalidade… E também é de se notar que a afirmação de que o PSB está em transformação para se ajustar à força trazida pela candidatura funerária é o mesmo que confirmar a dominação alienígena do pseudo partido político. Além disso, é óbvio que não existe falsa verdade. Ou é verdade inteira, ou é meia verdade, o que, na prática, é uma mentira. Vê quem quer…

    • A VELHA POLITICA DESFARSADA

      ESSA SIM E A VELHA POLITICA. SO DANDO DE VITIMA. QUEM E CANDITADA AO MAIOR CARGO DO BRASIL NAO PODE CHORAR, E SE DA DE VITIMA. ENTAO POR QUE ACEITOU SER CANDIDATA, ELA SABIA DOS BOMBARDIOS QUE IRIA LEVAR NA DISPUTA PRESIDENCIAL. OU ELA ACHOU QUE TUDO IRIA SER UM MAR DE ROSAS. COITADINHA, SO DANDO DE VITMA, MAS POR TRAZDELA EXISTE UM MUNDO SOMBRIO. ( ITAU, CAIXA DOIS, AVIAO FANTASMA, O DONO DA CASA EM QUE ELA MORA E DONO DA PETROMAC,EMPRES QUE RESPONDE VARIOS PROCESSOS POR ADUTERACAO DE COMBUSTIVEIS E ASSIM VAI.)

    • A VELHA POLITICA DESFARSADA

      ESSA SIM E A VELHA POLITICA. SO DANDO DE VITIMA. QUEM E CANDITADA AO MAIOR CARGO DO BRASIL NAO PODE CHORAR, E SE DA DE VITIMA. ENTAO POR QUE ACEITOU SER CANDIDATA, ELA SABIA DOS BOMBARDIOS QUE IRIA LEVAR NA DISPUTA PRESIDENCIAL. OU ELA ACHOU QUE TUDO IRIA SER UM MAR DE ROSAS. COITADINHA, SO DANDO DE VITMA, MAS POR TRAZDELA EXISTE UM MUNDO SOMBRIO. ( ITAU, CAIXA DOIS, AVIAO FANTASMA, O DONO DA CASA EM QUE ELA MORA E DONO DA PETROMAC,EMPRES QUE RESPONDE VARIOS PROCESSOS POR ADUTERACAO DE COMBUSTIVEIS E ASSIM VAI.)

  3. “Enquanto a candidatura dela

    “Enquanto a candidatura dela crescia nas pesquisas ela não fez absolutamente nada para criminalizar a oposição”:

    Acho que foi so eu que notei a fala dela na semana passada, aquela que eu perguntei porque ela ja tava trairando o PSB porque ja se considerava eleita.  Foi uma fala tao esquizita que nao deixava duvida nenhuma:  se livrar do PSB ERA o maior problema dela aaquele distante ponto no tempo, na semana passada.

    (Sinto muito que o PSB fez essa escolha e “recomendei” contra, mas o fato eh que eles nao tinham opcao nenhuma.)

  4.  
    Todas as propostas(uand

     

    Todas as propostas(uand alguém supõe que entende) estão ligadas a metafísica,matemática quântica e as incertezas da origem da criação do universo;

            Isso não é programa de governo que,na realidade não tem.

            O governo de Marina seria governado por Deus. E pasmem: Ela se diz a Escolhida.

           Se é pra ser governado por mistica,prefira os astrólogos.

            E como seria?

              Com o bolsa ”’mapa astral”.

           E todos seriamos felizes pra todo o sempre.

          ps: Eu nasci no dia 31 de janeiro as 9 horas da manhã. No mesmo dia,ano,horário  e mês,pesquisei centenas de pessoas.E cada uma  com mapa astral diferente.

  5. Marina tem um só desejo

    Marina tem um só desejo – TORNAR-SE PRESIDENTA DA REPÚBLICA!

    Se tem condições culturais, equilibrio, partido apoiando, programa de governo e meios de atingir o objetivo, condições psicológicas de manter-se no cargo, apoiadores, desinteressados em ganhar algum e em número suficientes, condições políticas de governar, etc., etc…, não tem a menor importância. ELA TEM UM SONHO E SÓ ISTO BASTA! 

    Se suas atitudes e ações levarão o país a uma catástrofe ( por exemplo um novop golpe dado pelas nossas elites politicas, economicas, militares e juridicas), tambem não tem importância, pois ela tem um só sonho – TORNAR-SE PRESIDENTE DA REPÚBLICA!  O resto não importa!

    Se a população que ama este país (coloco fora nossa elite) se arrebentar devido ao seu sonho messiânico, tambem não importa, pois seu sonho é maior do que tudo.

    Em suma, esta senhora é um perigo!

    • O mais angraçado foi a forma

      O mais angraçado foi a forma como ela se disse perseguida porque é mulher, negra e evangélica. Eu sou homem, branco e advogado há quase 25 anos. Não tive e provavelmente não terei as mesmas oportunidades que Marina Silva teve. Ela foi Ministra de Estado, eu não fui. Ela foi Senadora da República, eu não serei Senador. Ela é candidata a presidente e eu nem ouso sonhar com este pesadelo (não tenho nervos de aço como Dilma Rousseff e outros que ocuparam o cargo). O fato de não ter tido as mesmas oportunidades que Marina Silva não faz de mim um homem infeliz ou recalcado. Levo a vida como posso e não fico me dizendo perseguido porque sou apenas homem, branco e advogado. 

       

       

       

       

  6. excelente…

    neste caso o cúmulo do imprevisível

    que penso ser o fundamentalismo religioso gerando outro em cada um dos que já existem

    o mais perigoso de todos, se aplicado à política, ao desejo de vencer a qualquer custo

    aplicado diretamente na veia de cada uma das maldades humanas frias e isoladas, mas já superficiais, reunidas pela mídia, tem quase tudo para gerar ódios ardentes, portanto profundos

  7. insoso, sem sentido, oportunista

    ..e  ai  a madre superiora  comentou com a noviça :

     

    … não adianta so rascunhar algumas letras, é preciso sentido, conteudoi consistencia.

    E voce não tem nada disso.

    VA TRABALHAR ……

  8. Só uma grande ressalva, se a

    Só uma grande ressalva, se a oposição a Marina de grupos como o citado pelo autor: “Os ataques que a candidata do PSB sofreu de alguns blogueiros são irrelevantes do ponto de vista político, pois o público alvo destes é reduzido e composto majoritariamente por eleitores da adversária de Marina Silva.” for feita de maneira conceitual e forte, estas criticas demoram algum tempo até serem digeridas e vulgarizadas ao eleitor médio, elas tornam-se indestrutíveis perante uma campanha de ódio e sem embasamento.

    Não devemos pensar que o eleitor é burro, ele não tem informação.

    O que se tem de fazer é trazer a discussão para o lado racional!

  9. É essa a consequência do discurso da Marina

    Eu pensei exatamente isso que está no texto depois dos candidatos cariocas que fizeram uma revista reacionária com a foto dela e desse incidente descrito abaixo. Marina não é diretamente responsável, mas tem alimentado esse ódio ao se aliar ao anti-petismo e fazer discursos nada isentos e assertivos.

    [video:http://youtu.be/q-VcQlFQLmc%5D

    • As agressões menores e

      As agressões menores e pontuais sempre antecedem agressões maiores e sistemáticas. Se não se colocar contra este tipo de política, Marina Silva será sim responsável por tudo que acontecer.  

  10. O Odio

    Marina Silva é uma mentira. Fala em religião mais existe um ódio em seu coração, faz um programa de governo e quando cobrada recua sem justificar, seus adversarios debatem justamente o seu programa e se diz vitima, Marina você mente, e quero muito que o Povo perceba suas mentiras para não votar em você, será um desatre como Presidente, ainda mais que estas assessorada pelos piores da velha poliítica.

  11. Rapaz, eu não aguento mais

    Rapaz, eu não aguento mais ver cara dessa mulher nesse blog. Se tivesse um manchetômetro aqui ela dominaria e não seria com informações negativas, não…

  12. A eleição já está decidida

    Marina não incomodava até um mês atrás. Seu cacife eleitoral não acrescentava nada a Eduardo Campos. E a estratégia natural dos marqueteiros de Dilma era combater o demônio mais próximo, Aécio. Com a morte de Campos, Marina emparelhou com Dilma. Então, trocaram o demônio. Natural. Não há outra forma. Estamos habituados a essa sujeira e não podemos negar ao atacado o folclórico “jus sperniandi”. Aos dois lados se permite o jogo sujo e hipócrita da desconstrução, do coitadismo e da troca de chumbo. Política sempre foi assim. E sempre será. Como diria o Pade Quevedo, “nova política não ecziste”.

    Marina virou alvo de Dilma e Aécio. E tem apanhado, sim. Desonesto negar. E essas pauladas renderam dividendos só a Dilma. De um empate técnico inicial, agora tem 5 a 6 pontos na frente. Conclusão: nada a estranhar; o jogo sujo funciona. 

    Na próxima 4ª feira teremos divulgação Ibope/Datafolha. A vinte dias das eleições, serão números quase definitvos. Vai dar Dilma e Marina para segundo turno. Ontem, no Canal Livre, o cientista político Antonio Lavareda vaticinou: Aécio ficará no seu limbo de 15%. Marina receberá 70% dos seus votos e Dilma 20%. Essa transferência será suficiente para trocar o comando do país.

    Para mim voto útil é Marina. Lembro ter fechado os olhos quando o PT tirou Mario Covas do páreo e votei em Lula contra Collor. Não dou pelota para terrorismo político. Marina saberá montar equipe e terá o apoio (sempre fisiológico) necessário à governabilidade. 

     

     

    • Dilma ataca as propostas lesa-pátria de Marina, e não sua pessoa

      O que Marina menos quer é debater sobre seu próprio programa de governo, melhor apelar para o chorôrõ e  fazer a linha coitadinha

    • Igualar os ataques pontuais e

      Igualar os ataques pontuais e recentes que Marina Silva recebe na internet diante de um publico reduzido aos ataques sistemáticos que Dilma Rousseff recebe na imprensa diante de mais de 100 milhões de pessoas diariamente há 4 anos (e que se intensificaram nestas eleições) é a mesma coisa que comparar o ferimento feito por uma agulha ao estrago feito por uma bomba atômica. É assim que se faz uma campanha de ódio: maximizando o pequeno mal que se sofreu para justificar o mal maior que se fará ao adversário. Seu comentário é realmente digno da sua candidata. Nenhuma dúvida tenho sobre isto. 

  13. PERSEVERANÇA CONTRA O ÓDIO

    Precisa e correta a afirmação do autor de que, no caso da candidata carpideira que se apossou do PSB, a farsa de se dizer vítima constitui um discurso indireto voltado para a promoção do ódio. A direita golpista e seu novo instrumento velhíssimo, a candidatura funerária, acusam os adversários de adotar a prática nefanda que, na verdade, constitui a principal tática dos direitistas de plantão, tanto daqueles empedernidos e ostensivos, quanto dos assumidamente neoliberais e dos pseudo progressistas.

    Tal tática é a da manipulação subliminar dos medos e anseios dos indivíduos fragilizados, seja através de formas explícitas, que são os discursos diretos, seja de maneiras camufladas, mais ou menos sutis, que são as insinuações capciosas e as mistificações caleidoscópicas. E é óbvio que a direita e seus asseclas farsantes utilizam desta tática da promoção do ódio por vias diretas e indiretas exatamente por não possuir a capacidade de vencer a disputa através de um debate franco e aberto, pois não possuem argumentos verdadeiros nem sequer alegações verossímeis.

    Já os defensores da reeleição da candidatura presidencial governista não dependem do uso de tais artifícios inescrupulosos, pois dispõe de um amplo estoque de fatos reais e de raciocínios verdadeiros capazes de demonstrar inúmeros motivos para merecer a preferência do eleitorado numa proporção mais que suficiente.

    Diante de tais constatações, creio que o artigo sinaliza uma perspectiva alarmante cuja probabilidade de concretização é, felizmente, muitíssimo remota, pois a população brasileira prima pelo bom senso de evitar o extremismo. Todavia, urge não perder de vista os riscos evidenciados pela evolução dialética da conjuntura política, para evitar a deterioração dos cenários. Perseverança é a receita para preservar a democracia.

  14. a grande mídia construiu no

    a grande mídia construiu no imaginário nacional o

    natri-petisomo e isso, concordo, pode levar

    a desdobramentos

    imprevisíveis.

    por isso, a militancia petista deve

    acautelar-se

    com as jogadas da direita,

    que sempre inventa uma bolinha de papel

    ou coisa semehantre para criminalizar

    o partido ou os movimentos sociais.

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