Minha homenagem ao Comandante Carlos Lamarca, por Ivan Seixas

Lamarca vive e é exemplo de dedicação à luta contra a opressão. É dele a frase "Ousar lutar, ousar vencer".

Monumento para Lamarca e Zequinha Barreto - O monumento foi erguido na cidade de Pintada, no interior da Bahia, onde Lamarca e Zequinha foram assassinados.

Minha homenagem ao Comandante Carlos Lamarca

por Ivan Seixas

No dia 17 de setembro de 1971 caía em combate desigual o Comandante Carlos Lamarca e Zequinha Barreto. Dias antes, o exército brasileiro, controlado pelos golpistas e entreguistas pró-EUA realizaram um cerco monstruoso aos dois ao redor da cidade de Brotas de Macaúbas, torturando José Barreto, pai de Zequinha, em praça pública e assassinando Otoniel Barreto e Antônio Santa Bárbara. Em Salvador já tinham assassinado Yara Iavelberg na tentativa de chegar ao líder revolucionário embrenhado no interior do estado.

O relatório da operação Pajuçara, que conta o assassinato dos dois revolucionários afirma que estavam desarmados e que Lamarca estava sem forças para opor resistência aos agressores. Zequinha o carregou nas costas por vários dias e quilômetros na tentativa de furar o cerco militar. Foi uma execução covarde como é característica deles.

Lamarca vive e é exemplo de dedicação à luta contra a opressão. É dele a frase “Ousar lutar, ousar vencer”.

Carlos Lamarca era um pai orgulhoso de seus filhos. Era um militar orgulhoso da sua escolha profissional, mas tinha profunda vergonha do que as forças armadas brasileiras fizeram com nosso país, em 1964 e em diante.

Ele não desertou do Exército brasileiro. O Exército brasileiro é que foi traidor dos anseios do povo brasileiro e passou a servir à uma potência estrangeira, os EUA. Em suas palavras ao passar para as fileiras da guerrilha contra a ditadura: “Não entrei para o Exército para oprimir meu povo ou servir aos interesses de outros governos”. Isso diz tudo sobre ele.

Leia também:  Ignorância de Trump sobre os curdos espantou o mundo, por Sergio da Motta e Albuquerque

(Qualquer comparação com essa latrina que ocupa a presidência da República é indevida e desnecessária)

Viva Carlos Lamarca!
Viva Zequinha, Otoniel Campos Barreto e Antônio Santa Bárbara!
Viva Yara Iavelberg!
Abaixo a ditadura!
Fora o imperialismo!

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7 comentários

  1. Ivan Seixas Pintada não é uma cidade e sim um povoado do município de Ipupiara, municipio vizinho a Brotas de Macaúbas, onde Lamarca fazia um trabalho de campo com o MR8

  2. Viva Carlos Lamarca!
    Viva Zequinha e Otoniel Barreto!
    Viva Antonio Santa Barbara!
    Viva Yara Lavelberg!

    «NÃO ENTREI PARA O EXÉRCITO PARA OPRIMIR MEU POVO OU SERVIR AOS INTERESSES DE OUTROS GOVERNOS»

    Mesmo que essa frase do Lamarca fosse escrita nas salas de aula e pátios das escolas militares, os milicanalhas saberiam esvaziá-la de conteúdo. Exemplo: notórios lesa-pátria e limpa-penicos dos EUA, como os generais Juarez Távora, Oswaldo Cordeiro de Farias e o brigadeiro Eduardo Gomes, eram os chefes da Cruzada DEMOCRÁTICA (contra Getulio). Não ficava bem atacar um governo nacionalista numa Cruzada ANTIDEMOCRÁTICA. Quantos brasileiros sabem da “Cruzada Democrática” criada nas FFAA nos anos ’50, para perseguir e terrorizar militares patriotas da “Ala Nacionalista” (nacionalista mesmo) ligados à luta anti-imperialista no Brasil?

    Com a perda das posições de comando de outro autêntico militar brasileiro, o General Estilac Leal e seu grupo, a direção do Clube Militar passou ao integrante de uma das mais nefastas dinastias militares que o Brasil conheceu; o general Alcides Etchegoyen (fascista, sociopata, quintessência do entreguismo, defensor transloucado da mais completa subserviência econômica e militar do Brasil aos EUA e anticomunista aloprado). Com esse cara o Clube Militar foi transformado em manicômio: quartéis transformados em locais de tortura, oficiais transformados em carrascos, celas em câmaras de defuntos. Até soldados estadunidenses (no Brasil), participaram da escolta de militares brasileiros presos.
    Alguém consegue imaginar soldados brasileiros (ou de qualquer nacionalidade) escoltando prisioneiro militar ou civil estadunidense, nos EUA? Alguém sabe de algum militar estadunidense tramando e trabalhando contra os interesses do seu país? Alguém já viu algum militar estadunidense batendo continência pra qualquer bandeira que não seja a do seu país? Voces já ouviram algum general estadunidense dizer “nosso presidente” referindo-se a qualquer outro que não seja o do país dele? O troglodita Mourão reconheceu publicamente Trump como “nosso presidente” e na sequência, ofendeu a Markel (que sofre de Parkinson).

    O canalha sabe que a arma mais potente nas mãos do opressor é a mente do oprimido. Bolsonaro fez campanha eleitoral inspirado no hino nazista com variação caipira (Deutschland Uber Alles; [Gott erhalte Franz dn Kaiser…]) “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” para enganar o eleitor ingênuo, incauto, alienado e assim retomar o processo de desmantelamento do Brasil que o PT de Lula interrompera pela primeira vez num período que vai de D. João VI a Fernando Henrique Cardoso. Bolsonaro apelou ardilosamente ao sentimento patriótico e religioso do eleitor despreparado. O resultado não seria o mesmo se ele adotasse o que realmente pensa: “Brasil abaixo de tudo, cada um por si e Deus pros mais chegados”.

    Com “Brasil acima de tudo” Bolsonaro retomou o sequestro nossa soberania, a queimar e ocupar a amazônia (esse plano fora idealizado pelos militares durante a ditadura e revelado por The Intercept), entregar o pré-sal, desmantelar nossa tecnologia industrial, vender tudo e ainda por cima contar com a cumplicidade de Deus na promoção do degrado social e moral do povo brasileiro (restrição da aposentadoria; precarização, elitização e restrição do mercado de trabalho, da saúde; escolas e universidades públicas desmanteladas; pelo aumento da já enorme desigualdade social, pelo empobrecimento geral e consequente repressão policial/militar porque o atual comando das Forças Armadas considera o povo brasileiro –o– “inimigo interno” (era comum o torturado ouvir dos militares “aqui não tem Deus nem pátria nem família, somente nós e você.”)

    O então comandante do Exército general Villas-Boas declarou à imprensa que nada mudou de lá pra cá, “somos os mesmos de 1964”. Os golpistas de 1964 interromperam um governo democrático, instauraram uma ditadura, sufocaram o debate das reformas; mentiram, prenderam, mataram, torturaram, corromperam-se, censuraram e sabotaram o passo avante do desenvolvimento brasileiro. Nada mudou de 64 até hoje? Então os oficiais continuam sendo endoutrinados nos princípios contrários aos da cidadania e amor ao Brasil; continuam escolhidos com acurada seleção ideológica; fazem carreira os sem caráter; os caguetes, os traiçoeiros e anti-nacionalistas, os mentirosos, os vaidosos, os cínicos, os covardes, os potenciais homicidas e torturadores, os corruptos, os predispostos à violência, ao crime, ao terrorismo, ao roubo. Até mesmo um militar totalmente insignificante com passado de terrorista foi defendido com uma eleição farsa para chegar à presidência da República e retomar a traição do “Brasil acima de tudo” que os EUA exigiam. Os cadetes continuam permanentemente adestrados como braço armado de uma elite autenticamente medieval no ódio declarado ao próprio povo, na perversão e na corrupção. A oficialidade das nossas FFAA é autística de tradição: historicamente uma casta divorciada do próprio povo, ridicularmente convicta de suposta superioridade.

    O jornalista Joel Silveira, recordando oficiais da FEB (e da Escola Superior de Guerra), escrevera: «Duas obsessões se fizeram notar. Uma era a crença na infalibilidade da democracia americana. A outra, a certeza da falência das elites civis do Brasil, incapazes de dirigir a Nação. Os cinco pontos básicos com os quais justificavam suas ações, ostensivas ou conspirativas, eram:

    1 – Faliram as elites civis do Brasil
    2 – Tem havido completo descaso pelos problemas fundamentais do País
    3 – Os quadros dirigentes vêm sendo mal escolhidos
    4 – Prevalece no trato das coisas públicas, o interesse pessoal sobre o interesse nacional
    5 – A corrupção se alastra. (Sic)»

    Quanto à infalibilidade da democracia americana covém recordar o constituinte James Madison e seu controle linha duríssima na tutela dos direitos individuais contra o poder da maioria: um sistema de poder sob rígido controle d0s ricos. O escopo primário do governo do “colosso do norte” (termo bem ao gosto desses militares), é proteger a ínfima minoria rica do resto da população; a elitária carta constitucional dos EUA foi concebida para garantir essa “infalibilidade”. Somente matutos brasileiros, deslumbrados, com complexo de inferioridade e antinacionalistas, podem reconhecer e defender como “democracia” o sistema estadunidense. Esses homens são do tipo “dung beetle”, aquele inseto que passa a vida rolando uma bolinha de merda pra cima e pra baixo. As bolinhas deles, todos com patente de general, almirante, brigadeiro é um amálgama de submissão, falsidade, avareza, ganância pessoal, corrupção, abuso de autoridade, absoluta falta de respeito pelo povo, arrogância, intransigência com antagonistas, medo de inimigos reais e imaginários, etc.; odeiam pobres e latinoamericanos. Possuem mentalidade colonial, serviçal, como jagunços que defendem de cabeça baixa aqueles setores atrelados aos interesses dos EUA e do capital internacional. Os comandantes das três armas nos governos do PT deram abundante prova de tudo isso.

    Como explicar o ódio deles a Lula, Dilma, PT e a tudo o que eles representam?
    Como explicar a ausência de militares até na defesa das conquistas tecnológicas e materiais, inéditas no setor militar brasileiro, obtidas nos governos do PT?

    Palavras de um colunista do Carta Maior: «Nem mesmo um programa moderado de reformas e oxigenação social como o da coalizão centrista liderada pelo  PT é tolerável. O udenismo de 54 e 64 [e de 2016] ao contrário de atenuar sua ganância e o entreguismo foi coagido pela determinação das finanças globalizadas a radicalizar seu descompromisso com a sorte do desenvolvimento e o destino da sociedade brasileira.» O informante da CIA e lesa-pátria Michel Temer não fez nada sem o aval das Forças Armadas.

    Advertência ao PT que copiei na rede:
    «O PT deve deixar de lado a pretensão de ser de  “todos”, um vício que Darcy Ribeiro selou com a frase  sobre querer ser “a esquerda que a direita gosta”» Hoje reaparecem os Haddad, os Bernardo, os Cardoso, os Genro, os Wagner, os Dino, os Guilherme–se–eu–for–presidente–Boulos e outros cavalos de troia mequetrefes.

    A bem da verdade as FFAA já tinham dado provas que eram as mesmas de 1964 um mes depois de promulgada a Constituição: a obsessão antisindical de generais psicopatas resultou num assalto covarde, criminoso, no melhor estilo nazifascista, à greve na Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, no dia 9 de novembro de 1988. Assassinaram três operários desarmados – William Fernandes Leite, 22 anos, com um tiro de metralhadora no pescoço, Valmir Freitas Monteiro, 27 anos com um tiro de metralhadora nas costas, Carlos Augusto Barroso, 19 anos, com o crânio esmagado. Após os assassinatos e prisões, a greve continuou até o dia 23 de novembro, com a vitória dos trabalhadores. No dia 1º de maio do ano seguinte foi erguido na Praça Juarez Antunes, o memorial em homenagem aos três operários, abatido horas depois por uma bomba. O memorial foi recolocado mas a cidade não era mais a mesma e degradara-se com o aumento do desemprego, dos suicídios e da violência urbana. Graças ao Sarney. Soldados do Exército brasileiro, mais uma vez, foram rebaixados à condição humilhante e covarde de assassinos e espancadores de trabalhadores, seus compatriotas. Só as autoridades canalhas brutalizam e conspiram contra o proprio país. O governador do Rio era o “angorá” Cesar Maia.

    Como explicar o editorial — Vamos à Guerra! — escrito pelo bizarro general Bini Pereira, publicado no dia 7 de março de 2016 na Falha de SP aludindo ao discurso do Lula que usara a expressão “vamos à guerra” ao conclamar a militância na defesa da Petrobrás contra os interesses estrangeiros? O general de pijama Bini, talvez classificado pela CIA como “old fart” (peido velho), agiu não apenas desrespeitando a Constituição mas revelando o seu caráter genocida, ameaçando por a tropa contra brasileiros desarmados, unidos unicamente na defesa daquele que é o nosso maior e mais importante patrimônio econômico e industrial. Bini–old fart–Pereira chegou a general e aposentou-se às custas do povo brasileiro (que bancou seus estudos e sustentou sua familia) mas ele não hesitaria metralhar esse mesmo povo manifestante na defesa do patrimonio de todos. O Bini tem as potenciais qualidades do general italiano Fiorenzo Bava Beccaris que no dia 7 de maio de 1898, em Milão, deu ordem de atirar —com canhão— contra manifestantes desarmados que pediam ao governo de abaixar o preço do pão. Foram horrendamente destroçadas cerca de 80 pessoas e muitos feridos entre homens, mulheres e crianças. O rei Umberto I condecorou o genocida obediente Beccaris, conhecido como “il maiale” (o porco), pelo bom serviço. Essa foi a razão dos três atentados à sua vida. No terceiro, a justiça popular, que não esquece, não perdoa e na Terra é a única que funciona, teve o desfecho desejado e a Itália enterrou um a arranjou outro rei. O justiceiro corajoso foi Gaetano Bresci.

    @LulapeloBrasil
    «É importante lembrar que
    quando cheguei na presidência
    em 2003 os soldados não
    tinham almoço, não tinham
    coturno. O exército estava falido»
    26/09/17 17:41

    O insignificante general Bini e outros como ele não merecem sequer a cidadania brasileira. Bini ameaçou um ex-Presidente da Republica que livrou os militares da merda e da humilhação em que viveram nos governos anteriores ao Lula;
    Lula que livrou o país da dependência externa, pagando a dívida com o FMI, e acumulando US$ 370 bilhões em reservas internacionais, transformando nosso país no quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos (sem aumentar a dívida pública);
    Lula que promoveu extraordinários avanços sociais; que voltou a produzir e a construir navios, ferrovias, usinas hidrelétricas, plataformas e refinarias de petróleo, mísseis, tanques, belonaves, submarinos, rifles de assalto; que multiplicou o valor do salário mínimo e da renda per capita em dólares: o seu governo financiou a construção do estaleiro e da Base de Submarinos de Itaguaí, investindo 7 bilhões de dólares no desenvolvimento conjunto com a França, financiou a construção de vários submersíveis convencionais e do primeiro submarino nuclear brasileiro, cujo projeto foi detonado pela “Lava-Jato”;
    Lula que voltou a fabricar navios patrulha em nossos estaleiros, até para exportação para países africanos, investindo na remotorização totalmente nacional de mísseis tipo Exocet; que investiu na modernização do porta-aviões São Paulo; que investiu na compra de um novo navio científico oceanográfico na China;
    Lula que investiu bilhões de dólares no desenvolvimento conjunto com a Suécia, dos novos caças-bombardeio Gripen NG-BR, que serão fabricados dentro do país, com a participação de empresas brasileiras e da SAAB;
    Lula que encomendou à Aeronáutica e à Embraer, com investimento de um bilhão de reais, do governo federal, o projeto do novo avião cargueiro militar multipropósito KC-390, desenvolvido com a cooperação da Argentina, Chile, Portugal e República Tcheca;
    etc., etc., etc.. (fonte: Mauro Santayana, 2015)

    Paro aqui pra não alongar demais esse post. Apesar desses esforços do PT a nossa política industrial nesse setor estratégico já estava comprometida pelo lesa-pátria Fernando Henrique Cardoso.

    Alguns trechos do Mauro Santayana publicados no JB em 2015:

    «Todas as nossas empresas que desenvolveram tecnologia militar nos últimos anos tiveram o seu controle adquirido por grupos internacionais. Com isso, se apossaram do conhecimento desenvolvido por brasileiros. Agora podem decidir a seu bel-prazer, seguindo a orientação estratégica dos governos de seus países, até que limite essas empresas poderão ir, no desenvolvimento de novas tecnologias bélicas»
    «Ao enfrentar uma situação absurda e desastrosa, com a criminosa aprovação, no governo Fernando Henrique Cardoso, de emenda constitucional que transformou, em “brasileira” qualquer empresa instalada no Brasil — mesmo que controlada por capitais públicos ou privados estrangeiros — a presidente Dilma tenta fazer o que pode, na área de defesa, embora não tenha conseguido impedir que o processo de desnacionalização chegasse ao ponto que chegou.» 
 «Temos uma legislação perversa, que faz com que o país, do ponto de vista da defesa do capital nacional, tenha que subir ao ringue com as duas mãos atadas. Somos obrigados a concorrer com empresas que contam com descarado apoio — direto e indireto — dos governos de seus países de origem.»
    «Voltando à questão do cerco ocidental à indústria bélica, a entrada do BNDES no capital da Avibras, no final do governo Lula, ao permitir que essa empresa honrasse a entrega de importante pedido ao governo da Malásia, e a encomenda de um sistema Astros 2020 para os fuzileiros navais, apontam para a direção correta.»

    Em 2012 o general Villas Bôas deu entrevista à Folha de São Paulo. Segue um trecho:

    FOLHA — Em 2005, o então Comandante do Exército, general Albuquerque, disse “o homem tem direito a tomar café, almoçar e jantar, mas isso não está acontecendo” (no Exército). A realidade atual mudou?
    VILLAS-BOAS — “Mudou muito. O problema é que o passivo do Exército era muito grande, foram décadas de carência. Desde 2005, estamos recebendo muito material, e agora é que estamos chegando a um nível de normalidade e começamos a ter visibilidade. Não discutimos mais se vai faltar comida, combustível, não temos mais essas preocupações.”
    O fascista general Albuquerque citado na entrevista foi protagonista em 2004 de um grave incidente quando o Centro de Comunicação Social do Exército publicou nota no Correio Braziliense justificando a tortura de prisioneiros políticos durante a ditadura. Dois anos depois, no dia 1º de março de 2006, Albuquerque — que é fascista de verdade —mandou parar um avião na cabeceira da pista em Campinas, improvisamente, para retirar dois passageiros e embarcar, com sua mulher, no lugar deles. Abuso de autoridade. É crime. Em abril, semanas depois, esse fascista de merda evocava para a tropa o “incontestável apoio popular ao golpe de 64” — FALSO! — Pesquisas do Ibope sonegadas então à opinião pública, e ocultadas por mais de 40 anos, contradiziam o bombardeio veiculado na mídia interessada no assalto ao poder. Pesquisas levadas às ruas entre os dias 20 e 30 de março de 1964, mostram que:

    a) 69% dos entrevistados avaliavam o governo Jango como:
    ótimo (15%) bom (30%) regular (24%).

    b) Apenas 15% o consideravam ruim ou péssimo, fazendo eco do martelete midiático.

    c) Quase 50% (49,8%) cogitavam votar em Jango, caso ele se candidatasse à reeleição em 1965 (41,8% rejeitavam essa opção).

    d) 59% apoiavam as medidas anunciadas pelo Presidente na famosa sexta-feira, 13 de março , quando assinaria decretos que expropriavam terras às margens das rodovias para fins de reforma agrária, nacionalizaria refinarias, comprometia-se com a reforma urbana, fiscal e educacional. (fonte: Carta Maior)

    Ulterior prova de continuidade com os milicanalhas de 1964 quem deu foi o “Mozão”, general fascista, incapaz de caminhar e mastigar chiclete contemporâneamente, que foi escolhido para Vice porque sabe falar inglês. A primeira coisa que fez foi exigir um bom emprego pro filho dele; conseguiu e ficou na dele. “Somos os profissionais da violência. Nossos heróis matam”, declarou publicamente o Mourão, revelando seu caráter e também sua insignificância humana ao desprezar e acusar nossos índios de indolentes.
    O “papagaio” Mourão discursou para a tropa clamando pelo “despertar para a luta patriótica, em nome dos bons costumes”; criticou políticos que “vendem grandes ilusões” e foi taxativo: “mudar é preciso” (Dilma), com a ressalva: “a vantagem da mudança está no descarte da incompetência, da má gestão e da corrupção”.
    O discurso do general A. H. Martins Mourão causou indignação. Ele apenas atualizara e repetia as mesmas notícias publicadas na edição de 18 de março de 1964, no Estadão, dias antes do golpe:
    «A idéia do impeachment do presidente (Jango) vale por uma frente legítima de combate […] o chefe da Nação não se encontra à altura do cargo, independente até da cogitação de crime de responsabilidade […]. O caso é de impeachment, em benefício da tranquilidade da família brasileira e da prosperidade do país…»
    «A Petrobras é uma entidade famosa por sua ineficácia, por sua corrupção e pela grande infiltração de comunistas, os quais controlam o monopólio petrolífero por todos os meios.»

    Outra notícia dos traidores do Brasil para o leitor “sentir a barra” daqueles tempos:
    «O general A. Levi, ex-presidente da Petrobrás, na qualidade de Chefe de Gabinete
    e por ordem do general Olympio Mourão Filho, presidente nomeado, disse ao Correio da Manhã que continuam as prisões de todos os dirigentes e empregados da estatal que parteciparam das campanhas de nacionalização do petroleo e da encampação das refinerias particulares. Serão entregues ao DOPS como comunistas.»

    Eu sei que ele não tem nada a ver com o jogo do bicho e também não quero melindrar os executivos do setor mas pra mim o Mourão tem cara de bicheiro. Ele não tem cara de general. Rita Lee, por exemplo, achava o “europeu” Geisel com cara de “papai noel”. De qualquer forma o Villas-Boas tranferiu Mourão para Brasília que ainda teve tempo pra retirar um importante reconhecimento. «É com viva satisfação que lhe entrego esta medalha», disse Sartori. A Medalha Negrinho do Pastoreio é entregue a personalidades que prestam relevantes serviços em favor das pessoas, do Estado ou da Pátria, informou a assessoria de imprensa do Palácio Piratini. (gargalhadas; pano rápido)

    O general Heleno escreveu que Dilma deveria lamentar-se pelo seu passado de guerrilheira.
    Ele é que deve envergonhar-se de ser o que é. O general escreveu também que ela mereceu o impeachment. Heleno desconhece o que declarou a Janaina Pascoal ao reconhecer publicamente a falta de qualquer irregularidade que justificasse aquele processo do qual ela foi parte ativa. Michel Temer, entre ouros, declarou que foi um golpe. Onde está a razão do impeachment apontada pelo fascista Heleno? Criticar Bolsonaro é coisa que qualquer indivíduo que não seja um calhorda DEVE fazer. O fracasso da candidatura dela em MG foi resultado de fraude eleitoral. Bolsonaro elegeu-se com fraude e fake news. Infelizmente, os críticos do general fixaram-se no termo “denegrir” para criticar esse fascista sanguinário que considera os direitos humanos um entrave para ação militar.

    Em tempo: No dia 9 e julho, o site Intercept Brasil publicou todo um dossiê, composto por arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI), que comprovam que a ditadura militar de 1964 estava diretamente envolvida na organização das bases do enorme esquema de tráfico de drogas que hoje atinge todo o país.
    Os arquivos revelados pelo Intercept demonstram que a força repressiva quase absoluta da extrema-direita no poder, no exato oposto da fantasia direitista de governos moralistas e “saneadores” da sociedade, era usada justamente para dar plena liberdade de ação para o crime.
    O poder nas mãos dos militares era usado para proteger e dar cobertura aos primeiros grandes traficantes e contrabandistas brasileiros, que agiam sob a proteção de suas ligações políticas com os aliados do regime golpista, com total imunidade para fazer o que bem entendessem.
    Os documentos publicados estavam classificados como confidenciais até 2005, quando decreto do ex-presidente Lula os tornou públicos e os remeteu ao Arquivo Nacional.
    Bandidos como Fahd Jamil Georges agindo livremente graças à ajuda providencial de Pedro Pedrossian, do PDS (antiga Arena), à época governador do Mato Grosso do Sul.
    Fahd organizou um esquema em que maconha, cocaína, armas, munições e até nitroglicerina, usada em explosivos, chegavam em São Paulo e Rio de Janeiro, abastecendo o mercado e armando os pequenos traficantes, envolvidos na distribuição da droga. Era o início da conhecida “rota do Paraguai”, que é o caminho de boa parte das drogas e armas que chegam ilegalmente ao país até hoje.
    Os documentos revelam, inclusive, que este esquema utilizava-se de propriedades familiares de políticos da direita para organizar a sua logística, como as do deputado Gandi Georges. Exatamente do mesmo modo que o caso do “helicoca”, de Aécio Neves, revelou.
    Como todas estas informações estão relatadas em documentos do SNI, órgão de informação da cúpula do governo militar, fica claro que tudo era de pleno conhecimento do alto escalão do regime, que não só sabia, mas principalmente permitia, acobertava, dava condições para as operações.

    Os fatos revelados pelo Intercept demonstram que o tráfico de drogas no Brasil não é produto das camadas mais desfavorecidas da população, nem foi organizado pelas favelas do Rio ou São Paulo, como a direita gosta de fantasiar.
    
Quem deu origem, construiu e organizou todo o violento mercado brasileiro de drogas foi a ditadura militar, com os seus capangas, políticos, generais e toda aquela corja de bandidos que se apresentavam para a população justamente como os maiores defensores da moral e dos bons costumes, seres além do bem e do mal, empenhados em uma missão redentora de nosso país.
    Por trás da propaganda alardeada por toda a imprensa burguesa, em que a repressão da ditadura tinha como objetivo uma “limpeza” da sociedade, o que o poder proto-fascista dos militares fazia era implantar um dos maiores esquemas criminosos do planeta.
    Um esquema que iria colocar o Brasil definitivamente na rota do comércio mundial de drogas, e que, além de possibilitar uma enorme acumulação de capital, foi usado como justificativa para produzir um dos maiores e mais criminosos sistemas de contenção social, um verdadeiro inferno de repressão às populações mais pobres das maiores capitais brasileiras, ao colocar toda a culpa do tráfico de drogas justamente nestas comunidades.
    Os “cidadãos de bem” do regime militar conseguiram assim dois objetivos: enriquecer com o crime e reprimir a população mais pobre, freando, pelo terror, a rebelião social sempre iminente destas camadas da sociedade, arrasadas pela miséria e pela fome constante.

    General pare de escrever merda no twitter e compre uma bola de cristal.

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