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Foto: Agência Brasil
Por Aldo Fornazieri
Sempre que alguém se dispõe a falar sobre a necessidade de o PT fazer uma análise crítica e autocrítica profunda de sua trajetória no governo é preciso que se prepare para a saraivada de pedradas que irá receber de setores do partido. Mas, agora, foi nada menos que Zé Dirceu, um ícone histórico do petismo, que cobrou a necessidade de uma autocrítica partidária. Cobrou até mesmo porque ele a fez, como se verá logo adiante.
Antes, contudo, é preciso dizer que Zé Dirceu, sem dúvida, cometeu muitos erros, mas também foi um líder de muitas virtudes. Nem cabe aqui e nem é o tempo de se fazer um balanço dos vícios e virtudes dele. É preciso ter paciência e esperar mais tempo antes que a Coruja de Minerva alce vou ao entardecer do nosso atual período histórico, deste tempo presente. Se é verdade que a prisão e a interdição de Lula e a vitória de Bolsonaro inauguram uma nova fase história, ela, contudo, está dentro do mesmo período que se inciara com a redemocratização, com a Constituição de 1988, com o impeachment de Collor, com os governos de FHC, com os governos petistas, com a crise e o golpe contra Dilma e com a vitória da extrema-direita. Provavelmente, o destino do governo Bolsonaro formará os contornos finais desse período. O papel e a figura de Zé Dirceu, assim como de outras figuras importantes do PT, terão que ser avaliados dentro de todo esse contexto.
Por mais críticas que se possa ter a Zé Dirceu, algumas coisas são inegáveis quanto às suas virtudes: sem ele o PT não seria o que foi e é; junto com Lula, foi artífice do PT que chegou ao poder e que entrou em crise nesse mesmo poder; trata-se de um político com grande capacidade de análise da situação histórica e conjuntural; tem a virtude da coragem, essencial na vida política; adota a crítica e a autocrítica como método de análise e ação política, algo imprescindível às necessárias correções de rumos, pois a ação política sempre está sujeita às interdições do imprevisto, do acaso e do contingente.
Ao emitir uma avaliação sobre o significado da vitória e sobre o futuro do governo Bolsonaro, há poucos dias, no lançamento de seu livro de memórias, Zé Dirceu fez uma autocrítica, pois teve a coragem de dizer que houve uma subestimação do potencial político da extrema-direita. De fato, algumas semanas antes, em entrevista ao El País, Dirceu avaliava que seria “uma questão de tempo o PT tomar o poder” e antevia uma derrota de Bolsonaro.
Já no lançamento do livro de memórias, mesmo classificando o resultado da votação de Haddad como heróico, Dirceu foi contundente tanto nas críticas, quanto nas advertências em relação ao futuro. Abra-se um parêntese aqui para dizer que um líder político sábio e prudente deve se esmerar mais no proferir as advertências e os perigos do que na emissão das promessas e esperanças. As esquerdas sempre erram nisso. Eis as advertências de Zé Dirceu: é preciso não se iludir; o governo Bolsonaro tem base social e popular; tem força e muito tempo pela frente; o governo vai transformar a segurança pública em pauta; “estamos na defensiva. Fomos derrotados. Precisamos de sabedoria política”.
Os tons autocríticos de Zé Dirceu em relação à política do PT são os seguintes: o partido perdeu bases para Bolsonaro; a direita chegou no Brasil profundo e o PT não estava lá; o discurso anticorrupção é suporte histórico da ação da direita contra as forças populares; o PT não consegue se defender dos ataques em torno desse tema; em 13,5 anos de poder, o PT se afastou do dia a dia do povo; o PT pouco tem a dizer às famílias que têm filhos drogados e sobre segurança pública; o PT foi derrotado ideologicamente para a direita e o PT não percebeu a importância da guerra do Whatsapp. Defender a democracia, lutar pela liberdade de Lula e pela anulação do processo que o condenou e formar uma frente comum de ação com os partidos progressistas são algumas tarefas que Dirceu apontou como fundamentais na conjuntura que vem pela frente.
O drama de tudo isso é que quando se ouve ou se lê análises e discursos de dirigentes do PT e de outros partidos progressistas não se consegue perceber que o campo progressista e de esquerda precisa de uma reorientação e de uma redefinição de rumos e de reorganização. O tom dos discursos é o mesmo do início do processo do impeachment e do golpe que teve seu capítulo final na vitória de Bolsonaro: anúncio de palavras de ordem triunfalistas que se traduzem em derrotas. Da mesma forma em que os partidos não fizeram análises consistentes da vitória de Bolsonaro para orientar a militância, agora se ouvem e se lêem opiniões arrogantes acerca da composição do ministério e do governo.
Os partidos progressistas e de esquerda precisam responder às seguintes questões: quais foram as razões históricas e conjunturais que determinaram a vitória da extrema-direita; quais foram os erros cometidos pelas esquerdas nos últimos tempos e na campanha eleitoral; quais as perspectivas e as tendências do governo Bolsonaro; quais as ações políticas que os progressistas e as esquerdas devem adotar em face do governo Bolsonaro e de suas perspectivas; como os progressistas e as esquerdas devem se reorganizar para fazer frente à nova fase histórica que se abre. Isto é: onde se organizar; como se organizar; como se comunicar; qual o programa; quais os valores; quais as lutas específicas prioritárias; qual o papel dos movimentos sociais; como travar a luta parlamentar e institucional; qual deve ser a relação e o grau de organização entre os partidos e movimentos progressistas e de esquerda.
São um conjunto de questões para as quais não há respostas. As esquerdas não conseguiram perceber que foi no campo dos valores, na redefinição do conceito de inimigo interno e no conceito de política como guerra que se definiu a estratégia vitoriosa da extrema-direita. Os dirigentes dos partidos, dos sindicatos e de muitos movimentos sociais precisam dar respostas. Sem essas repostas não dirigem. São burocratas de suas organizações. Faz tempo que a militância e o ativismo progressistas e de esquerda carecem de direção e de rumo. Não é nem com palavras de ordem ocas, nem com receituários de políticas públicas e nem com piqueniques cívicos na Avenida Paulista que os dirigentes darão direção e sentido às lutas.
Não basta também uma plataforma e um programa mínimo. É preciso se enraizar na sociedade, nas periferias, chegar lá onde não se tem chegado. É preciso compreender como funcionam e saber usar os novos meios de mediação política entre as pessoas, algo que as esquerdas perderam terreno, pois agem de forma analógica. É preciso compreender que somente a mobilização social e política produz novas lideranças, projeta liderança e reputação política e social. Foi aqui onde a extrema-direita se fez e se projetou. Se persistir a avaliação de que a vitória de Bolsonaro foi a manifestação do desígnio do destino ou de outra força qualquer e não fruto dos erros das esquerdas e dos progressistas e dos acertos estratégicos da direita se estará cavando os sepulcros de novas derrotas.
Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).
NELSON VIANA DOS SANTOS
19 de novembro de 2018 11:44 amAUTOCRÍTICA DO PT
Prof. Aldo e Visitantes, bom dia.
A necessidade de uma crítica e autocrítica das esquerdas é fundamental para enfrentar o novo cenário de desgraças.
Há muito tempo o PT, maior partido do campo progressista, deveria ter percebido que o capital político obtido durante anos estava deteriorado.
Lembremos o governo de Fernando Haddad aqui em São Paulo. Sabemos, pela própria entrevista concedida por ele à revista Piauí, que não havia dinheiro para promover as obras necessárias para melhorar a vida da periferia. O que ficou da administração de Haddad foi a honestidade (o que não é pouca coisa nesse país), dois hospitais, as ciclovias, os corredores exclusivos para os ônibus. Medidas importantes mas insuficientes. A periferia ficou abandonada. O PT percebeu isso durante a campanha mas já era tarde. Haddad foi derrotado em todas as zonas eleitorais, sem exceção. Uma derrota acachapante. E não adianta colocar a culpa na grande mídia etc. pois da mídia burguesa o que se poderia esperar? Neutralidade?
O Prof. Aldo chama a atenção para a falta de militância entre os mais pobres e o próprio Haddad chamou a atenção para isso no discurso após a derrota. Todos sabemos o que ocorreu, a velha militância ocupou cargos e usufruiu das benesses do poder e o trabalho de organização, esclarecimento, contestação foi esquecido. No movimento sindical a mesma coisa. Esse espaço, como aponta o Aldo e outros pensadores, foi ocupado pelas igrejas evangélicas com o discurso que conhecemos. A esquerda simplesmente não tem uma palavra sequer para enfrentar a imensa crimilidade que atravessa o país.
As lideranças petistas se perderam na arrogância e o que sabem fazer é proferir palavras de ordem nas quais nem elas acreditam. Estive em umas cinco manifestações nesse ano, inclusive a do Primeiro de Maio, na Praça da República. O cenário é o que foi descrito. Um tipo piquenique, com cantorias, alguns artistas e só.
Esperemos que a derrota produza ideias. A militância à antiga ficou para trás mas os ideiais de igualdade, liberdade, de inclusão continuam atuais. É preciso ter uma palavra para a juventude e incorporar os jovens à vida política com uma perspectiva progressista. Caso contrário, depois de oito anos de governo do esfaqueado virão os filhos, o ex-juiz de Curitiba e figuras assemelhadas para ocupar a presidência.
É necessário trabalho, energia, coragem.
Um abraço a todos e vamos à luta.
Alexandre Weber - Santos -SP
19 de novembro de 2018 1:54 pmSindicalismo
Enxergo no novo sindicalismo que se organiza na Europa a saída para a inclusão dos trabalhadores na política, mas será preciso romper com o que está ai e viver fora da asa do Estado.
Muito trabalho e muitas jornadas, mas compensará.
Alexandre Weber - Santos -SP
19 de novembro de 2018 2:35 pmA tecnologia pode ajudar a ressussitar o sindicalismo
Artigo interessante da The Economist (infelizmente em inglês)
Workers of the world, log on!Technology may help to revive organised labour
https://www.economist.com/briefing/2018/11/15/technology-may-help-to-revive-organised-labour
Trade unions are harnessing the same force that caused their decline
“If they stall, we will hit them where it hurts.” Jörg Sprave is a jovial German with a winning smile but he leaves no doubt that he is serious. If Google, YouTube’s owner, does not budge, he will call a strike. Mr Sprave runs “The Slingshot Channel”, dedicated to rubber-powered weapons, which boasts over 2m subscribers. He is also the founder of the YouTubers Union, which counts over 16,000 members. He launched the organisation in March after YouTube stopped showing adverts alongside many of his and others’ clips, following pressure from advertisers. It caused his income to drop from $6,500 to $1,500 a month. The group’s main demand is to stop such “demonetisation”.
It is easy to dismiss Mr Sprave as a crank. His channel walks a fine line between pranksterism and gun-nuttery. Membership of his union is simply a matter of signing up to a Facebook group and it is unlikely that other members would follow his call to take their content off YouTube if it failed to bend to his wishes. But the YouTubers Union does symbolise a new stage in the interplay between technological progress and union power. Unions have been in long-term decline across the rich world for decades—not least because of technological change. Now tech, from social media to artificial intelligence (ai), may help organised labour make a comeback.
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Union gap
A revival of trade unionism would seem unlikely. Before the mid-19th century, almost no workers were unionised. Then industrialisation and urbanisation brought workers into closer proximity, providing both an opportunity to organise and a reason—to negotiate pay and conditions. America’s union-membership rate hit 10% of employees by 1915 before peaking at 30% by about 1950. Sweden reached around 40% in 1930 as did Britain by the 1950s, when 10m workers belonged to a union. The rapid decline which set in took almost everyone by surprise. Across rich countries unionisation has fallen sharply (see chart 1). Only one in ten American employees is in a union today. The median membership rate in the oecdis about 18%, down from a peak of more than 50% in the early 1980s.
There are many explanations for the rise and fall of unions. Some theories stress the role of restrictive laws. The earliest legal judgments on unions in America followed English law in holding them to be criminal conspiracies, whose intent was to raise prices and to inhibit trade. The legal environment for unions gradually became friendlier until, towards the end of the 20th century, the law turned again. In the 1980s, following the lead of Margaret Thatcher in Britain and Ronald Reagan in America, governments sought to combat strikes, restrictive working practices and inflationary wage demands with laws that greatly restricted union powers.
But robust research that shows a strong link between legal changes and membership is scarce. A paper by William Brown of Cambridge University, and his colleagues, which looked at the period between 1979 and 1997, supported the notion that “British legislative change has not exerted a major influence on union membership.” Indeed unions only started to flourish decades after they were decriminalised. And their power began to wither long before the stricter laws of the 1980s.
A flowering and fading of “class consciousness” is another explanation offered by historians for unionism’s ups and downs, though this is hard to measure. A more convincing theory, for which there is some empirical support, is that the state has obviated the need for unions by doing their job for them. Most rich countries now have guaranteed minimum wages. In many places workers’ rights have been enshrined in law and extended to include things such as parental leave and sick pay. What is left for unions to bargain over?
Yet the rise and fall of union membership has followed such a similar pattern in so many countries that a structural explanation, with technological change at its heart, is the most compelling of all. This interpretation also shows why a resuscitation of unionisation will be difficult.
Technology drove the ascent of industrial capitalism in the mid-19th century and changed patterns of employment. Under the “putting out” system of pre-industrial capitalism, workers were often sole traders who laboured at home. That made organising impractical. As a more formal system of employment in factories or mines became the norm, workers were lumped together, making it easier to organise. It also became more obvious to workers who was exploited and who was doing the exploiting.
Factors of production
Changing patterns of investment during the Industrial Revolution handed more power to organised labour, helping unions to grow. In the 19th century bosses began to spend vast sums on factories, mines and railways (see chart 2). As the amount of fixed capital grew, workers could exert greater power. Tim Mitchell argues in his book, “Carbon Democracy”, that coalminers could exploit new choke-points in an economy. Getting coal out of the ground required small groups of workers at the pit face who were not easy to replace. This gave them huge leverage because such was the dependence on coal throughout the economy, from power stations to railways, that a strike could soon bring a country to a grinding halt.
Over the past 30 years technological change has caused unions to fall away. The cost of collecting and processing information has fallen, making it easier to assess the output of individual workers. In America the share of jobs with some element of performance-related pay rose from 30% in the late 1970s to more than 40% in the 1990s. If pay corresponds to personal output, employees may feel that their energies are better directed towards working harder than to organising with others.
In the rich world capital-intensive industries such as manufacturing and mining, the base of unionisation, have shrunk. They have been replaced by the services sector, which is intrinsically less welcoming to unions. Rich economies now rely more on “intangibles”, such as software and patents. It is easier to move a call-centre to a different location, including to a new country, than a shipyard. Workers who are happy that their jobs exist at all are unlikely to bargain for more.
The decline of unions has revived arguments over the benefits they offer to workers and to the economy as a whole. The number of working days lost to strikes in the rich world has been dropping alongside declining union power. That boosts annual output. No longer is there much risk of runaway inflation as unions and employers battle over wage rises. Weaker unions can lower entry barriers to a labour market, making it easier for the young, women and ethnic minorities to find employment.
Left-leaning wonks counter that the decline of unions is responsible for the drop in the “labour share”—the proportion of gdpaccruing to workers in the form of pay and benefits. The evidence is mixed. Research on the British economy from Andy Haldane, the chief economist of the Bank of England, finds that a rise of ten percentage points in the rate of unionisation raises wage growth by around 0.25 percentage points a year. But a paper for the Brookings Institution, a think-tank, that looks at American data finds a “statistically imprecise relation between cross-industry changes in unionisation rates and sectoral declines in payroll shares”.
Even if the advantages to workers are not clear cut, support for organised labour is rising again (see chart 3). And technology may again play a central role in helping a revival—particularly in America, where activists are trying inventive new ways to organise workers.
Use of social media is taking the place of the shopfloor meeting in what is called “connective action”. Facebook, Reddit and WhatsApp, as well as tools such as Hustle, a texting service, allow labour groups to do three things: collect information, co-ordinate workers and get the word on campaigns out to the wider world.
Start with information. Although they work independently, many Uber drivers are active in chat groups and other online forums. The ride-hailing firm often tests new features of its app on a small group of drivers—without telling them what is going on. Online communications are an attempt to overcome this “information disadvantage”, says Alex Rosenblat, author of “Uberland”, a new book about the firm.
Comparing notes is also widespread among users of global crowdsourcing platforms such as Mechanical Turk and Freelancer, where digital labour is traded. Of 658 online workers in sub-Saharan Africa and South-East Asia interviewed by Mark Graham and his colleagues at Oxford University, 58% said that they are in digital contact with other workers at least once a week, mostly on social media. They usually talk about how to build a career online and avoid scams, but also about prices for jobs and how to divvy them up.
The logic of connective action
As for the second objective, co-ordination, without digital tools teachers’ strikes in West Virginia and other American states earlier this year would not have been as successful as they were, explains Jane McAlevey, a longtime organiser and author of several books on unions in America. In West Virginia teachers set up a Facebook group that was open only to invited colleagues. Nearly 70% of the state’s 35,000 teachers joined. The group became the hub of discussions on what to demand and how to organise protests.
The West Virginia strike is a good example of the third objective: getting the word out. The Facebook group turned into a factory for hashtags and “memes”, memorable images or video clips that spread virally online. The same sort of thing happened when Starbucks, a chain of coffee shops, refused to let baristas show their tattoos. Management caved in after employees took pictures of their body art and uploaded them to social media.
However, services such as Facebook and WhatsApp are not designed for mass activism. That means they have limitations. They lack tools to move beyond discussion to more involved forms of organising. WhatsApp, which is used by many Uber drivers, limits the size of texting groups. They are also prone to misinformation and trolling. “On Facebook, if you ask about your rights when you are pregnant, only a few comments may be helpful,” says Andrea Dehlendorf of the Organisation United for Respect (OUR), which supports retail workers at Walmart and elsewhere.
As a result, activists have started to develop digital services specifically for labour groups. Coworker.org is an early instance. Founded in 2013, the website helps workers condense their demands in a petition and spread them on social media. Starbucks employees have launched several successful campaigns, and not only about tattoos. They pushed the firm to minimise “clopening”, for example—where the same person closes a store late in the evening and opens it at the crack of dawn the next day.
Reorganised labour
Coworker.org was long an isolated example. Recently similar services have flourished by mimicking the startup approach and “unbundling” the roles of official unions. These startups are parcelling the various functions of unions into a series of discrete digital alternatives. In this way a new breed of activists is changing the way that workers can organise.
Some startups aim to fulfil the role of informing workers and recruiting members. Two years ago OUR launched WorkIT, a smartphone app for Walmart workers. After signing up, users are presented with a simple chat interface where they can ask questions about the retail chain’s complex workplace regulations. Volunteers, often Walmart employees themselves, answer.
Others concentrate on helping workers voice their opinions. Union bosses have often been criticised for not paying much heed to the rank-and-file’s demands. Workership is a platform that attempts to bring structure to often freewheeling discussions online and to enable employees to pipe up without fear of repercussions (posts are anonymous). Collective-bargaining agreements, for instance, are broken down into small segments which members can discuss.
Then comes finding ways to make money to finance activities. The Independent Workers Union of Great Britain has resorted to crowdfunding its legal actions against Deliveroo, an online-delivery firm, which it accuses of having denied employment rights to its riders. TurkerView, an American website that collects and shows for free reviews of clients who post jobs on Mechanical Turk, is toying with the idea of a premium service that charges users who want fast automated access to its data.
Some of these projects are spreading. Workit, which licenses its system to other labour organisations, has six takers, including the Pilipino Workers Centre in Los Angeles and United Voice, an Australian union. Coworker.org has been used by employees from more than 50 companies. For Starbucks it has become a union of sorts. Over 42,000 people in 30 countries are connected via the service.
Yet, as any startup will confirm, launching a new service is much easier than expanding one. Most of the fledgling labour-tech projects rely on donations from philanthropists, socially minded investment funds and similar sources. It is not clear where the capital would come from to allow them to grow. In addition, these services lack the legal standing and political power of conventional unions, points out David Rolf of America’s Service Employees International Union.
Labour startups may need the support of existing unions if they are to turn into a force to be reckoned with. The best outcome would be if grassroots groups and conventional unions teamed up, says Ayad Al-Ani of the Alexander von Humboldt Institute for Internet and Society. Unions could become service providers for self-organising groups, helping them with things such as legal advice and lobbying.
The digital world has been embraced by some unions. Worried about the rise of crowd-working, Germany’s igMetall, the country’s largest union, now allows self-employed workers to join. In 2015 it also launched a site to compare conditions on different crowdworking platforms, called Fair Crowd Work.
Some unions have even set up innovation units. One is hkLab, created a year ago by the National Union of Commercial and Clerical Employees, Denmark’s biggest union. Experiments include a chatbot for member inquiries and a service centre for freelancers. America’s National Domestic Workers Alliance operates Fair Care Labs, a service to improve the lot of nannies, carers and house cleaners. It will soon launch Alia, a portable-benefits service. Clients make voluntary payments of $5 per job, which allows cleaners to get some insurance coverage and paid time off.
Labour’s lost
However promising such projects, they are unlikely to help labour regain its erstwhile bargaining power soon. But if the digital labour movement has proven anything so far, it is that information and data are ever more powerful. Coworker.org used online polls to confirm that Uber had again cut fares across the country, thus also reducing drivers’ pay. Bad publicity is the digital equivalent of the picket line, says Michelle Miller, co-founder of Coworker.org.
Obtaining more and better data could give rise to what Fredrik Soderqvist of Unionen, a Swedish union, refers to as “predictive unionism”. His organisation is building a system that could mine information it has about its members as well as data from other sources. The idea is to offer services such as telling workers when they should ask for a raise. Algorithms could also predict the likelihood of lay-offs, if say a new chief executive takes over, and hence the need to get members ready to act.
Perhaps the best example for the power of data so far is Mystro, an app for drivers for ride-hailing services such as Lyft and Uber. It allows them to switch easily between services, evaluates trip requests, rejects unprofitable ones and keeps track of all kinds of information that helps drivers make better decisions.
For now, unions still look weak. Membership continues to decline. But their history shows that the relative power of labour and capital is constantly in flux. Recent decades have been tough on labour, largely as a consequence of technological change. But technology may also be the thing that helps turn their fortunes around.
Print edition | Briefing
Nov 15th 2018
“If they stall, we will hit them where it hurts.” Jörg Sprave is a jovial German with a winning smile but he leaves no doubt that he is serious. If Google, YouTube’s owner, does not budge, he will call a strike. Mr Sprave runs “The Slingshot Channel”, dedicated to rubber-powered weapons, which boasts over 2m subscribers. He is also the founder of the YouTubers Union, which counts over 16,000 members. He launched the organisation in March after YouTube stopped showing adverts alongside many of his and others’ clips, following pressure from advertisers. It caused his income to drop from $6,500 to $1,500 a month. The group’s main demand is to stop such “demonetisation”.
It is easy to dismiss Mr Sprave as a crank. His channel walks a fine line between pranksterism and gun-nuttery. Membership of his union is simply a matter of signing up to a Facebook group and it is unlikely that other members would follow his call to take their content off YouTube if it failed to bend to his wishes. But the YouTubers Union does symbolise a new stage in the interplay between technological progress and union power. Unions have been in long-term decline across the rich world for decades—not least because of technological change. Now tech, from social media to artificial intelligence (ai), may help organised labour make a comeback.
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There are many explanations for the rise and fall of unions. Some theories stress the role of restrictive laws. The earliest legal judgments on unions in America followed English law in holding them to be criminal conspiracies, whose intent was to raise prices and to inhibit trade. The legal environment for unions gradually became friendlier until, towards the end of the 20th century, the law turned again. In the 1980s, following the lead of Margaret Thatcher in Britain and Ronald Reagan in America, governments sought to combat strikes, restrictive working practices and inflationary wage demands with laws that greatly restricted union powers.
But robust research that shows a strong link between legal changes and membership is scarce. A paper by William Brown of Cambridge University, and his colleagues, which looked at the period between 1979 and 1997, supported the notion that “British legislative change has not exerted a major influence on union membership.” Indeed unions only started to flourish decades after they were decriminalised. And their power began to wither long before the stricter laws of the 1980s.
A flowering and fading of “class consciousness” is another explanation offered by historians for unionism’s ups and downs, though this is hard to measure. A more convincing theory, for which there is some empirical support, is that the state has obviated the need for unions by doing their job for them. Most rich countries now have guaranteed minimum wages. In many places workers’ rights have been enshrined in law and extended to include things such as parental leave and sick pay. What is left for unions to bargain over?
Yet the rise and fall of union membership has followed such a similar pattern in so many countries that a structural explanation, with technological change at its heart, is the most compelling of all. This interpretation also shows why a resuscitation of unionisation will be difficult.
Technology drove the ascent of industrial capitalism in the mid-19th century and changed patterns of employment. Under the “putting out” system of pre-industrial capitalism, workers were often sole traders who laboured at home. That made organising impractical. As a more formal system of employment in factories or mines became the norm, workers were lumped together, making it easier to organise. It also became more obvious to workers who was exploited and who was doing the exploiting.
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Over the past 30 years technological change has caused unions to fall away. The cost of collecting and processing information has fallen, making it easier to assess the output of individual workers. In America the share of jobs with some element of performance-related pay rose from 30% in the late 1970s to more than 40% in the 1990s. If pay corresponds to personal output, employees may feel that their energies are better directed towards working harder than to organising with others.
In the rich world capital-intensive industries such as manufacturing and mining, the base of unionisation, have shrunk. They have been replaced by the services sector, which is intrinsically less welcoming to unions. Rich economies now rely more on “intangibles”, such as software and patents. It is easier to move a call-centre to a different location, including to a new country, than a shipyard. Workers who are happy that their jobs exist at all are unlikely to bargain for more.
The decline of unions has revived arguments over the benefits they offer to workers and to the economy as a whole. The number of working days lost to strikes in the rich world has been dropping alongside declining union power. That boosts annual output. No longer is there much risk of runaway inflation as unions and employers battle over wage rises. Weaker unions can lower entry barriers to a labour market, making it easier for the young, women and ethnic minorities to find employment.
Left-leaning wonks counter that the decline of unions is responsible for the drop in the “labour share”—the proportion of gdpaccruing to workers in the form of pay and benefits. The evidence is mixed. Research on the British economy from Andy Haldane, the chief economist of the Bank of England, finds that a rise of ten percentage points in the rate of unionisation raises wage growth by around 0.25 percentage points a year. But a paper for the Brookings Institution, a think-tank, that looks at American data finds a “statistically imprecise relation between cross-industry changes in unionisation rates and sectoral declines in payroll shares”.
Even if the advantages to workers are not clear cut, support for organised labour is rising again (see chart 3). And technology may again play a central role in helping a revival—particularly in America, where activists are trying inventive new ways to organise workers.
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Start with information. Although they work independently, many Uber drivers are active in chat groups and other online forums. The ride-hailing firm often tests new features of its app on a small group of drivers—without telling them what is going on. Online communications are an attempt to overcome this “information disadvantage”, says Alex Rosenblat, author of “Uberland”, a new book about the firm.
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The logic of connective action
As for the second objective, co-ordination, without digital tools teachers’ strikes in West Virginia and other American states earlier this year would not have been as successful as they were, explains Jane McAlevey, a longtime organiser and author of several books on unions in America. In West Virginia teachers set up a Facebook group that was open only to invited colleagues. Nearly 70% of the state’s 35,000 teachers joined. The group became the hub of discussions on what to demand and how to organise protests.
The West Virginia strike is a good example of the third objective: getting the word out. The Facebook group turned into a factory for hashtags and “memes”, memorable images or video clips that spread virally online. The same sort of thing happened when Starbucks, a chain of coffee shops, refused to let baristas show their tattoos. Management caved in after employees took pictures of their body art and uploaded them to social media.
However, services such as Facebook and WhatsApp are not designed for mass activism. That means they have limitations. They lack tools to move beyond discussion to more involved forms of organising. WhatsApp, which is used by many Uber drivers, limits the size of texting groups. They are also prone to misinformation and trolling. “On Facebook, if you ask about your rights when you are pregnant, only a few comments may be helpful,” says Andrea Dehlendorf of the Organisation United for Respect (OUR), which supports retail workers at Walmart and elsewhere.
As a result, activists have started to develop digital services specifically for labour groups. Coworker.org is an early instance. Founded in 2013, the website helps workers condense their demands in a petition and spread them on social media. Starbucks employees have launched several successful campaigns, and not only about tattoos. They pushed the firm to minimise “clopening”, for example—where the same person closes a store late in the evening and opens it at the crack of dawn the next day.
Reorganised labour
Coworker.org was long an isolated example. Recently similar services have flourished by mimicking the startup approach and “unbundling” the roles of official unions. These startups are parcelling the various functions of unions into a series of discrete digital alternatives. In this way a new breed of activists is changing the way that workers can organise.
Some startups aim to fulfil the role of informing workers and recruiting members. Two years ago OUR launched WorkIT, a smartphone app for Walmart workers. After signing up, users are presented with a simple chat interface where they can ask questions about the retail chain’s complex workplace regulations. Volunteers, often Walmart employees themselves, answer.
Others concentrate on helping workers voice their opinions. Union bosses have often been criticised for not paying much heed to the rank-and-file’s demands. Workership is a platform that attempts to bring structure to often freewheeling discussions online and to enable employees to pipe up without fear of repercussions (posts are anonymous). Collective-bargaining agreements, for instance, are broken down into small segments which members can discuss.
Then comes finding ways to make money to finance activities. The Independent Workers Union of Great Britain has resorted to crowdfunding its legal actions against Deliveroo, an online-delivery firm, which it accuses of having denied employment rights to its riders. TurkerView, an American website that collects and shows for free reviews of clients who post jobs on Mechanical Turk, is toying with the idea of a premium service that charges users who want fast automated access to its data.
Some of these projects are spreading. Workit, which licenses its system to other labour organisations, has six takers, including the Pilipino Workers Centre in Los Angeles and United Voice, an Australian union. Coworker.org has been used by employees from more than 50 companies. For Starbucks it has become a union of sorts. Over 42,000 people in 30 countries are connected via the service.
Yet, as any startup will confirm, launching a new service is much easier than expanding one. Most of the fledgling labour-tech projects rely on donations from philanthropists, socially minded investment funds and similar sources. It is not clear where the capital would come from to allow them to grow. In addition, these services lack the legal standing and political power of conventional unions, points out David Rolf of America’s Service Employees International Union.
Labour startups may need the support of existing unions if they are to turn into a force to be reckoned with. The best outcome would be if grassroots groups and conventional unions teamed up, says Ayad Al-Ani of the Alexander von Humboldt Institute for Internet and Society. Unions could become service providers for self-organising groups, helping them with things such as legal advice and lobbying.
The digital world has been embraced by some unions. Worried about the rise of crowd-working, Germany’s igMetall, the country’s largest union, now allows self-employed workers to join. In 2015 it also launched a site to compare conditions on different crowdworking platforms, called Fair Crowd Work.
Some unions have even set up innovation units. One is hkLab, created a year ago by the National Union of Commercial and Clerical Employees, Denmark’s biggest union. Experiments include a chatbot for member inquiries and a service centre for freelancers. America’s National Domestic Workers Alliance operates Fair Care Labs, a service to improve the lot of nannies, carers and house cleaners. It will soon launch Alia, a portable-benefits service. Clients make voluntary payments of $5 per job, which allows cleaners to get some insurance coverage and paid time off.
Labour’s lost
However promising such projects, they are unlikely to help labour regain its erstwhile bargaining power soon. But if the digital labour movement has proven anything so far, it is that information and data are ever more powerful. Coworker.org used online polls to confirm that Uber had again cut fares across the country, thus also reducing drivers’ pay. Bad publicity is the digital equivalent of the picket line, says Michelle Miller, co-founder of Coworker.org.
Obtaining more and better data could give rise to what Fredrik Soderqvist of Unionen, a Swedish union, refers to as “predictive unionism”. His organisation is building a system that could mine information it has about its members as well as data from other sources. The idea is to offer services such as telling workers when they should ask for a raise. Algorithms could also predict the likelihood of lay-offs, if say a new chief executive takes over, and hence the need to get members ready to act.
Perhaps the best example for the power of data so far is Mystro, an app for drivers for ride-hailing services such as Lyft and Uber. It allows them to switch easily between services, evaluates trip requests, rejects unprofitable ones and keeps track of all kinds of information that helps drivers make better decisions.
For now, unions still look weak. Membership continues to decline. But their history shows that the relative power of labour and capital is constantly in flux. Recent decades have been tough on labour, largely as a consequence of technological change. But technology may also be the thing that helps turn their fortunes around.
This article appeared in the Briefing section of the print edition under the headline”Workers of the world, log on!”
Antonio Victor
19 de novembro de 2018 2:35 pmAldo é o analista que a direita adora
O PT fez o MAIOR governo da história do Brasil, o MUNDO inteiro admite. E é DELE que se cobra autocrítica ?
O povo elege um paranóico de direita, manipulado pelas igrejas e pela mídia e o PT é que tem de fazer autocrítica ?
A direita MENTE diariamente há mais de uma década, mas o PT é que tem de fazer autocrítica ?
Quem tem de fazer autocrítica é o povo mais imbecil do mundo. O ÚNICO que tem saudades de ditadura. O ÚNICO que vota em candidato que é contra o décimo terceiro salário. Um povo idiotozado por uns conspiração que o MUNDO percebe.
Zé Dirceu tem que calar a boca em público, autocrítica TODOS sempre devemos fazer, mas NO PARTIDO e não pra servir à direita. Esta já inventa as mentiras que quer, não precisa de ajuda dos Aldos da vida.
Ninguém é perfeito, TODOS cometem erros, mas exigir autocrítica do PT nesse período de imbecilidade coletiva, só pode ser coisa de masoquista ou de quem foi capturado pelo discurso da mídia. Este sim, atinge o “profundo” da sociedade e das consciências incautas.
oraculum
19 de novembro de 2018 3:57 pmTeoria do Pelé
Engraçado: a mentalidade ortodoxamente doentia de alguns petistas os leva a concordar com a velha tese do Pelé, que foi uma tese dos generais da deitadura, a de que o povo não sabe votar. O PT comete uma série de erros, é derrotado, não convence, não sabe se defenderr, deixa o antipetismo vicejar e a culpa é do povo. Seria melhor sair da política e fundar uma igreja. Nas igrejas há a fé cega. Em política, como se erra, é preciso adotar o método da crítica e da autocrítica. Este método é a essência da esquerda. Só os idiotas da objetividade, os sectários e os crentes não o admitem.
Ulisses s
19 de novembro de 2018 5:56 pmProphetick
E o brasileiro sabe votar? A classe média anti PT, por que odeia pobre em seus redutos, votou num candidato e auxiliares que declaravam acabar com a leis trabalhistas, com a previdência, com os concursos públicos, tudo que classe média meritocrata adora. Os pobres, os negros, as mulheres e parte dos nordestinos votaram em um candidato que é preconceituoso, racista e misógino. Grande parte deles neo pentecostais que dão a alma ao pastor para conseguir uma graça pseudo divina. É esse o povo que tu defende como sábio?
sergio ferreira
20 de novembro de 2018 6:01 amRobô!
Robô!
Maria Luisa
19 de novembro de 2018 12:12 pmA autocritica pode acompanhar os debates com toda a sociedade
O PT precisa reconstruir suas bases e através disso discutir com a população brasileira essa questão de valores. “Os valores” defendidos pela extrema-direita, em conseguinte pela campanha do PSL e Bolsonaro, são os “valores” da tradição, familia e propriedade, o patriarcado branco ao leme. Isso não são valores que defendem as esquerdas e que não podem ser usados por um Estado que deve representar a todos os cidadãos. Esse é um esclarecimento a ser fazer com a população mais humilde, que não sabe o que se esconde por traz da palavra tão usada pela direita: “familia”.
Ha muito o que discurtir, debater, pensar e reformular. Também não acretido que sera facil retirar do poder o bolsonaristas. O que me parece é que dentro desse caldo bolsonarizante ha aqueles que estudam os meios de tomada do poder. Muitos são os que leram “O Principe”.
Portanto a esquerda e, Ciro Gomes que tem feito um trabalho admiravel para a Direita, vai precisar de recomeçar sua militância em todos os canais e meios possiveis, além de debater publicamente, claramente sobre o que é corrupção, como e quem a pratica inviariavelmente neste Brasil desde o imprério até esta republica.
Wilton Santos
19 de novembro de 2018 12:27 pmDe novo essa história de
De novo essa história de autocrítica. O PT não tem que ficar se pautando pelas cobranças de seus adversários. Quem tem interesse na autocrítica do PT é o Ciro Gomes. O que o PT deve fazer é ressaltar seus acertos, isso sim.
O PT deve deixar bem claro para a sociedade brasileira que foi derrubado pelos seus acertos e não pelos seus erros. O partido foi derrubado por causa do Mais Médicos, Prouni, Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, Ciência Sem Fronteiras e assim por diante.
Os governos Lula e Dilma foram responsáveis pela valorização do salário mínimo, pela geração de empregos, pelo mias baixo desemprego da era pós ditadura militar. Os governos petistas foram responsáveis pelo maior programa dde inclusão social do mundo, por meio do Bolsa Família. São essas coisas que precisam ser ditas.
O grande problema é o controle dos meios de comunicação pela direita que criam a imagem do PT como um partido corrupto e responsável por toda a corrupção no país. Se há uma tarefa colocada para o PT é melhorar seus canais de comunicação com a sociedade.
oraculum
19 de novembro de 2018 12:45 pmZé Dirceu
Mas no caso aqui quem pautou o debate e a necessidade de autocrítica foi o Zé Dirceu que, junto com Lula, foi o maior responsável pela construção do PT. É ele que está cobrando uma análise crítica e autocrítica.
Wilton Santos
19 de novembro de 2018 1:07 pmEle que faça auto critica,
Ele que faça auto critica, até por que foi um dos responsáveis por tudo que está criticando. Quanto ao resto do partido o mais importante é defender o legado dos governos petista e a liberdada e a inocência do presidente Lula.
Maria Luisa
19 de novembro de 2018 2:28 pmBom
Quem tem participado realmente de encontros politicos com movimentos sociais (estive sabado em mais um com o deputado Quaqua do RJ) ja entendeu que querendo ou não o PT vai ter que ir para o debate com esses movimentos e com a sociedade em seu todo fazendo sua autocritica. Concordo não seja algo que o Partido dos Trabalhadores deveria fazer, mas sobretudo a imprensa, o judiciario e a Direita. A criticas virão de qualquer forma. Se não responder de forma eficaz e didatica à essas questões, principalmente sobre a corrupção, o PT minguara. Conversem com as pessoas nas praças e bairros.
André Oliveira
19 de novembro de 2018 12:28 pmFazer reavaliação da
Fazer reavaliação da conjuntura poltica do momento apos uma derrota é o beabá da política partidaria. O que tem sido cobrado do PT é coisa muito diferente, é uma autocrítica pública, o que equivale a uma autoflagelação. Nenhum partido faz isso jamais, é suicídio político expor-se dessa maneira. Os amigos da onca dos partidos “progressistas” pedem isso para beber do sangue do PT perante o respeitável público.
Zé Dirceu, a essa altura, já deveria der aprendido a ficar de boca fechada, pelo menos em público.
Antonio Victor
19 de novembro de 2018 2:24 pmPerfeito !
O brasileiro vota na direita mais vagabunda do mundo e quem tem de fazer autocrítica é o PT. A direita mente diariamente há mais de dez anos e que tem de fazer autocrítica é o PT. Aldo é conhecido por essas posições que a direita certamente adora. Zé Dirceu, que errou sua avaliação nas eleições de forma bisonha, tem que ficar calado em público SIM. Autocrítica se faz em casa, no partido, fora isso é idiotice. Bolsonaro é fruto de um surto de demência que vão desmoronar em 2019 e esses analistas de pós-jogo vão quebrar a cara.
Antonio Victor
19 de novembro de 2018 2:24 pmPerfeito !
O brasileiro vota na direita mais vagabunda do mundo e quem tem de fazer autocrítica é o PT. A direita mente diariamente há mais de dez anos e que tem de fazer autocrítica é o PT. Aldo é conhecido por essas posições que a direita certamente adora. Zé Dirceu, que errou sua avaliação nas eleições de forma bisonha, tem que ficar calado em público SIM. Autocrítica se faz em casa, no partido, fora isso é idiotice. Bolsonaro é fruto de um surto de demência que vão desmoronar em 2019 e esses analistas de pós-jogo vão quebrar a cara.
Stalingrado Lula da Silva
19 de novembro de 2018 1:24 pmAutocrítica pequeno-burguesa ou revolucionária?
Há vários elementos em jogo no que se chama de autocrítica.
Há o enfoque pequeno-burgês orientado a uma visão religiosa de expiação dos pecados. Não leva a lugar nenhum, pois se transforma em arma nas mãos dos inimigos e não congrega amigos.
Há outro enfoque, orientado a um viés revolucionário. Este pode dar resultados.
O PT e sua alta direção, se acostumaram com a vida boa do poder. Bloqueram as ações de base e se transformou num partido parlamentarista.
Desde o início era obvio que Palocci era um agente do grande capital financeiro. O PT se omitiu. Nunca vi autocrítica por isso.
Paulo ‘Plim-Plim’ Bernardo bombardeando qualquer combate à mídia tradicional ( Globo, Estadão, FSP, etc… ). Ele chegou até às páginas amarelas da Veja para falar contra quem defendesse qualquer regulamentação da mídia.Nunca vi autocrítica por isso.
Lula foi conivente com a degola de Dirceu, Genoíno e outros dirigentes históricos do PT. Hoje está preso e muito provavelmente morrerá na cadeia. Nunca vi autocrítica por isso.
O PT nunca teve uma política de segurança interna. No auge da luta, Lula e Dilma conversavam usando celulares comuns! O PT não criou um sistema próprio de inteligência. Como governar sem saber os passos dos inimigos? Nunca vi autocrítica por isso.
O PT não trabalhou para reduzir a taxa de juros internas para níveis internacionais.Nunca vi autocrítica por isso.
O PT não lutou a principal luta, a ideológica. Se deixou seduzir pelo discurso do ‘republicanismo’ que transformou a PF, o MO, e o Judiciário em Partidos Políticos da Oposição. Um dos maiores expoentes desta política foi Zé ‘Traíra’ Cardozo. Dilma até hoje o considera um aliado. Antigamente seria chamado de quinta coluna. Nunca vi autocrítica por isso.
Enfim, uma autocrítica do PT é necessária, mas uma autocrítica que aponte caminhos e organize a ação. A autocrítica religiosa não precisa ser feita. Esta é o que a mídia espera que aconteça.
Renato Lazzari
19 de novembro de 2018 3:20 pmExato. O que essa turma quer
Exato. O que essa turma quer não é que o PT faça auto-crítica e sim que faça auto-imolação em praça pública. Que se sente em posição de lótus, derrame gasolina sobre si e taque fogo. Aliás tudo o que essa turma quer é que o PT nunca, jamais se reposicione, que seja sempre o eterno conciliador das inconciliações, o palhaço das perdidas ilusões.
Se um dia o PT deixar de bobagem e assumir a realidade que é a oposição de interesses entre as classes e se decidir ficar ao lado do povo, se PT e povo forem a mesma coisa, ficará imbatível. E isso essa turma não quer.
Antonio Victor
19 de novembro de 2018 2:18 pmBrasileiro é de direita e o PT é que tem que fazer autocrítica?
Zé Dirceu também erra, como citado em relação às eleições. Tudo bem que TODOS devem fazer autocrítica, mas no Brasil SÓ SE COBRA DO PT.
A direita fazer as maiores barbaridades, usar a mentira o tempo TODO: ah isso é o normal, não merece crítica e muito menos autocrítica.
Quote o brasileiro tem raízes profundas no DIREITA isso não é preciso Zé Dirceu falar, desde 64 isto é o óbvio.
Mas estamos em 2018 e Bolsonaro NÃO é fruto de nenhum movimento social, seja de que viés for. É um louco, fruto de uma loucura coletiva que vai desmoronar. Aguardemos 2019 e vamos ver muitos “analistas” de depois do jogo quebrarem a cara.
Renato Lazzari
19 de novembro de 2018 3:09 pmMaquiavel só serve à “direita”
Não há paridade de armas na disputa pela narrativa entre a “esquerda” e a “direita”. Enquanto a “esquerda” só pode ser construída através de conscientização, a “direita” para de existir se não puder contar com a alienação. Uma “esquerda” que manipule deixa de ser esquerda, tanto quanto uma “direita” que conscientize deixa de ser “direita”.
Isso é assim porque a questão fundamental é esconder ou evidenciar a oposição de interesses entre as classes sociais. Ou você trabalha ou você administra quem trabalha*. Como é impossível que todos ganhem naquelas pirâmides do tipo “acrescente seu nome como último na lista, envie dinheiro para o primeiro e envie a lista para seis outras pessoas”, também não é possível que todos sejam líderes, administradores do trabalho alheio. Esse negócio de “seja um líder” é pura balela para fazer você acreditar que é natural e necessário algum esquema de liderança (no qual provavelmente você será incluído como liderado, sim, mas sempre buscando liderar).
Só a “direita” pode governar através do medo e da ignorância, e não há outro meio desta governar. E a “esquerda” só governa se for através do amor e do conhecimento. A “esquerda” deixa de ser “esquerda” se usar os meios da “direita”.
Adivinha porque a “Escola sem partido” é da “direita”… Adivinha porque propaganda comercial tem que alienar e infantilizar…
* – Claro que a auto-gestão é possível, e a Flaskô é prova disso. Mas aí não é mais capitalismo.
margot riemann
19 de novembro de 2018 4:10 pmSei não …O PT governou
Sei não …O PT governou muitas prefeituras e vários estados. Por que a baixa votação, por exemplo, em São Paulo, seu berço? O que aconteceu? Daqui de Goiás, posso dizer que na última gestão na prefeitura de Goiânia houve total domínio do PMDB, a corrupção miúda alastrou-se, envolvendo também quadros petistas. O concreto é que o PT perdeu a autoridade moral para reagir quando foi atacado como partido corrupto.
Quanto ao distanciamento em relação ao povo, isso reflete o distanciamento das direções em relação às bases. Não existe democracia interna. A começar pela atuação caudilhesca de Lula que escolhe os candidatos chaves. Está certo que governos têm que seguir racionalidades e fazer escolhas distintas daquelas que o povo gostaria que fossem feitas. Um partido que governa não tem como seguir estritamente as vontades do coletivo partidário. Mas seria preferível separar as instâncias organizacionais, a sustentação política do governo ser uma, a representação popular ser outra, do que sacrificar a democracia interna.
Nada impede que o PT renasça revigorado, afinal, tudo que lhe imputado está vários tons fora da realidade. Mas seria de grande proveito para o país, que seus vícios, tanto os de origem, quanto aqueles que foram se instalando, fossem superados.
sergio ferreira
20 de novembro de 2018 4:01 pmE desde quando robô sabe o
E desde quando robô sabe o que é autoridade moral, ciriominion?
Inteligência, não, ignorância artificial é o que caracteriza os robôs do coroné.
NELSON VIANA DOS SANTOS
19 de novembro de 2018 5:14 pmAUTOCRÍTICA DAS ESQUERDAS
Boa tarde
Alexandre Weber, agradeço o texto em inglês. Vou ler em casa, com mais tempo.
No livro “As contradições do Lulismo, o prof. Ruy Braga informa que cerca de 1000 (MIL) dirigentes sindicais foram alçados a cargos de confiança em estatais, fundos de pensão etc. durante os governos do PT. Recordo de um ex dirigente da CUT que numa entrevista à CBN, contava sua nova função : ir num supercaminhão em cidades pequenas para “ensinar” às populações pobres como aproveitar melhor os alimentos !!! Ninguém me contou, eu ouvi essa barbaridade. Esse ex presidente ganhava muita grana para fazer esse serviço. Seu nome: Jair Meneguelli.
Então, num mundo no qual os empregos estão desaparecendo, não dá mais para mobilizar a classe trabalhadora, os desempregados, os desalentados, com slogans de 40 anos ! Estive na manifestação do 1º de Maio desse ano na República. Se tirassem os moradores de rua e os vendedores ambulantes sobrava pouquíssima gente. Essa é a realidade com a qual temos que trabalhar.
Nender, o tal. Uma palavrinha, com o maior respeito. Você acerta no diagnóstico e na receita. O problema é que o PT jamais pretendeu superar os limites do capitalismo. Lula afirmou várias vezes que jamais foi socialista. E o Palocci? Multimilinário e agora delator? Os verdadeiros socialistas deixaram o PT há muito tempo, ou morreram. Durante o governo de Lula sequer a alíquota do Imposto de Renda foi aumentada para taxar os ricos. Houve apenas um leve reformismo (que fez a diferença para milhões de miseráveis e pobres e isso foi um grande mérito) mas apenas isso.
Um abraço e vamos à luta
nender, o tal
19 de novembro de 2018 8:47 pmUai
Nelson eu concordo contigo… e por isso acho que tais críticas ao PT estão deslocadas por apresentarem uma fatura que não é do PT…
No entanto, eu acho que mesmo que o PT e sua direção nunca entendessem a luta anticapitalista como uma necessudade inadiável, mesmo desejando apenas reformar o capitalismo, eles foram ingenuos demais em acreditar que esse pacto sobreviveria por muito tempo…
Agora para minha surpresa meu comentário foi excluído… ewmole?
Anarquista Lúcida
19 de novembro de 2018 6:19 pmMesmo blablablá de sempre
Querem que o PT se suicide se auto-flagelando? Ora, ora, o real interessado nisso é Ciro Gomes. Revisoes de posiçoes sao coisas que sempre se faz para escolher a direçao a seguir, mas é algo INTERNO ao PT. Se houver uma mudança numa postura adotada antes isso deve ser explicado para a populaçao. E basta. O PT está na mira dos opositores nao por seus erros, mas por seus acertos.
margot riemann
19 de novembro de 2018 8:15 pmZé Dirceu não tematiza a
Zé Dirceu não tematiza a campanha anti-petista, e sim, o fato do povo, em larga escala, ter aderido a ela.
Da minha parte vejo que:
O PT perdeu a autoridade moral para rechaçar as acusações de corrupção.
O PT e os líderes de movimentos sociais se desconectaram do povo.
Ademais, quem ascendeu, ascendeu para entrar no “macmundo”. O retrato mais emblemático dessa inclusão social de caráter “tóxico” é a dificuldade de achar médicos brasileiros para atuarem nas comunidades pobres. Da mesma maneira que não querem atuar junto aos pobres, falam mal do PT.
O PT é culpado disso tudo? Não. Mas não podia ter perdido a autoridade moral.
Anarquista Lúcida
19 de novembro de 2018 8:30 pmO PT nao perdeu a autoridade moral coisa nenhuma
Houve Caixa 2? Sim. Com as regras do jogo era impossível nao haver, ou ficaríamos “puríssimos” e nao seríamos eleitos, nao poderíamos fazer nada do que fizemos para a populaçao. Houve casos isolados de corrupçao? Talvez, provavelmente sim. Impossível evitar, num partido no poder, que haja oportunistas infiltrados. Partidos sao feitos de pessoas, nao de anjos, e se o Paraíso existe nao é na Terra. Mesmo assim o PT é o partido com menos histórias de corrupçao, só que as que aconteceram, ou talvez aconteceram, foram magnificadas pela mídia, que inclusive inventou várias, ao passo que as de outros partidos foram varridas para debaixo do tapete, mesmo quando óbvias.
sergio ferreira
20 de novembro de 2018 6:00 amEnquanto minha solictação de
Enquanto minha solictação de descadastramento não é atendida aproveito para verificar a chegada dos cirominions ao bloga.
Perda da autoridade moral, autocrítica do pt …
Vão pentear macaco!
O estilo dos textos são parecidíssimos, condescendentes, paternalistas, hipócritas!
Eu acho que vocês são criminosos, nelson, margot e outros. São pagos para mentir, para ofender, provavelmente remunerados pelo esquema do coroné.
Que tal dizerem onde moram para nos encontrarmos, como o Nassif faz nos seus saraus, quem sabe?
Eu moro em Belo Horizonte.
Posso convidá-los a minha casa, será um prazer recebê-los
Se vocês realmente existem, poderemos ter ótimas conversas.
Se forem robôs ou teleguiados pretendo contratar firma especializada para desmascará-los
Anarquista Lúcida
20 de novembro de 2018 5:42 pmVc nao deveria se descadastrar por isso…
Ou faz exatamente o que eles querem, ajuda a que sejam a voz única aqui. Em qualquer site que vc vá haverá trolls, alguns piores do que os ciristas. O que é preciso é mostrar o que eles estao fazendo, e desmistificar o discurso deles.
mcn
19 de novembro de 2018 9:23 pmO PT sempre fez autocrítica
Só não é a que a direita quer ouvir, do tipo “expiação dos pecados”, como bem definiu o colega Stalingrado em comentário aqui no post. Autocrítica-expiação é uma conversa mole que não leva a lugar nenhum, “pois se transforma em arma nas mãos dos inimigos e não congrega os amigos”.
Em linhas gerais, a análise de Fornazieri e Dirceu coincidem com os pontos de vista de Valter Pomar, dirigente petista, lembrando que este publicou um artigo crítico poucas horas depois da eleição e uma análise mais aprofundada no último dia 07/11. Alguns trechos:
—
Contudo, estes resultados positivos obtidos pelo PT não alteram o resultado global das eleições de 2018. Sofremos não apenas uma derrota eleitoral, mas também uma derrota estratégica. Além disso, ficou claro o esgotamento da estratégia adotada pelo Partido, incapaz de dar conta das necessidades da nova etapa em que entrou a luta de classes no Brasil.
Portanto, ou promovemos uma reorientação na linha política e no comportamento prático do Partido, ou sofreremos novas e ainda mais profundas derrotas no período histórico aberto depois do segundo turno das eleições de 2018.
—
Ao que tudo indica, o “mapa do caminho” da coalizão golpista inclui:
a) cassar o fundo partidário e a legenda do PT
b) caçar e cassar parlamentares e governantes petistas, assim como caçar e prender dirigentes e lideranças do partido e de movimentos sociais
c) inviabilizar o exercício de nossos mandatos legislativos e executivos
d) isolar o PT e aliados políticos e sociais
e) criminalizar a luta social e o exercício da oposição
f) criminalizar as próprias ideias e visão de mundo da esquerda brasileira
—
Vale a leitura completa:
http://valterpomar.blogspot.com/2018/11/elementos-para-analisar-conjuntura.html
lenita
19 de novembro de 2018 11:56 pmAnálises
Frequento o GGN desde a 1ª campanha da Dilma (antes não o conhecia) à presidência. Costumo frequentar outros blogues tb. Mas acho que pouco ou quase nada aprendi s/ política . Jamais consegui compreender as análises posteriores à uma eleição, com raras excessões. Talvez meus tico e teco estejam enferrujados rsrs, ou é burrice crônica mesmo. Por alguns comentários ou posts de amigos bolsonaristas , percebo que foram preparados para uma guerra de morte contra o PT. Nada ficou sem ser dito, desde a “estocagem de vento” da Dilma, passando pelo fato de Toffoli ter trabalhado com José Dirceu, antes de ser indicado para o STF, até o eterno comunismo do PT e a relação de Lula com governantes da América do Sul e África. E pasmem, os milhões de reais destinados aos Super Stars, pela Lei de ajuda à cultura. Tudo completamente deturpado, lógico ! mas dígno de parabéns pelo que conseguiram. alem de todo o “trabalho” anterior do PSDB e nossa incrível mídia.
Que partido resistiria a tanto ? O PT fez milagre de chegar em 2º lugar, sem esquecer de todas as Instituições onde existe a palavra JUSTIÇA e Polícia .
mcn
20 de novembro de 2018 12:13 amSocial democracia
Há um ponto comum nas críticas de Fornazieri, Dirceu e Pomar, que citei em outro comentário: é preciso reconquistar as bases.
Isso é particularmente importante porque o PT perdeu as eleições para presidente, reduziu o quadro de eleitos, mas ainda é o maior e mais importante partido de esquerda do Brasil. Note-se que ninguém, nenhum partido, até hoje, conseguiu ultrapassar o PT pela esquerda. Ciro tem manobrando para isso, mas é e sempre foi um quadro de direita. Não conta.
Nessas críticas sinto falta de dois aspectos:
1. Um olhar para a conjuntura mundial. A correlação de forças mudou. O mundo caminha para a multipolaridade, sendo que as duas maiores potências econômica e bélica do mundo, China e Rússia, não se movem mais por ambições imperialistas. Outro ponto importante no contexto mundial, e que não pode ser ignorado nas análises de reconquista das bases, é que há uma crise econômica monstro se avizinhando, pior que a de 2008 e que deve fragilizar ainda mais a economia norte-americana. Dificilmente o governo Bozo sairá ileso desse tsunami, por extremado amadorismo. Trump não suportou 2 anos de oposição, vide o resultado das últimas eleições parlamentares por lá.
2. A retomada dos valores e princípios da social democracia. O cenário no Brasil é completamente diferente de 1964 e 2002. A receita das esquerdas para aqueles momentos (luta armada e lulinha paz e amor) não funcionarão agora, na derrota da democracia de 2018. Penso que seria essencial uma concentração de forças em torno dos ideais da social democracia expressos nos primeiros artigos da Constituição Federal, traduzindo em linguagem simples e acessível a todos o que significa ser um país capitalista, que valoriza a livre iniciativa, mas que é justo e bom para todos, garantindo direitos e liberdades, e que trabalha incessantemente para reduzir as desigualdades sociais. É isso que está expresso na Constituição. Nada disso consta do projeto de poder de Bolsonaro das elites predatórias. Aí está a oportunidade. O discurso social democrata tem que ser da esquerda.
O PT é um partido reformista, nunca foi revolucionário. É hora de construir um consenso pela legalidade social democrata, de baixo para cima, porque esse é o país que queremos.
NELSON VIANA DOS SANTOS
20 de novembro de 2018 11:05 amAUTOCRÍTICA
Gostaria de agradecer ao mcn pela postagem do texto do VAlter Pomar.
De fato, é uma análise impecável das ilusões que prejudicaram, em vários momentos, uma visão mais clara do qu ocorreu nesse país nos últimos tempos. Falo também por mim que jamais pensei na volta dos milicos. Como apontou Pomar, eles jamais saíram do palco; estavam apenas nas sombras.
Vivemos há tempos, como muitos já apontaram, uma ditadura disfarçada.
O protagonismo militar — agora explicíto — mostra como a análise de Pomar está correta. Quantos entre nós, progressistas, pensariam no retorno da ordem unida ao comando do país?
A ditadura será implantada de forma plena se as medidas de inviablização das liberdades não forem berm sucedidas.
A violência se intensificará. Não podemos mais viver de ilusões.
Um bom feriado do Dia da Consciência Negra (aqui em Sampa). Viva o povo negro que, como disse Joaquim Nabuco, construiu esse país.
Um abraço e vamos à luta.
CARLOS THADEU COUCEIRO DE OLIVEIRA
20 de novembro de 2018 12:21 pmAutocríticas?
Sinceramente, o q li no texto do Aldo, supostamente as autocríticas de Dirceu, nao passam de platitudes e superficialidades.
Reconhecer q o PT perdeu terreno pra direita? Isso é autocrítica ou é constatação? Coisas desse tipo funcionam como um simulacro. Passarão a dizer “olha, já fizemos a autocrítica”.
Não, Aldo, quero q Dirceu diga que se arrepende dos métodos q usava pra o PT ter a maioria de um Congresso corrupto e fisiológico. Q reconheça q errou NISSO. E q foi isso q levou o PT onde ele chegou. Pq sabemos q a maioria das denúncias contra o PT são falsas ou genéricas demais, mas existem as verdadeiras. E ainda falta alguém reconhecê-las. O Mensalão não era pra comprar o Congresso? Era só Caixa 2? Então, pq não explicaram direito esse Caixa 2? E pq Dirceu caiu fora sem ninguém pra defendê-lo? Pq Dilma se ferrou? Será q é pq resolveu usar outros métodos? Muita coisa a explicar. Não essas obviedades.
oraculum
20 de novembro de 2018 12:50 pmAutocrítica do Dirceu
A autocrítica está no fato de reconhecer e dizer que o PT errou. Isto o Zé Dirceu reconhece e diz. Só os arrogantes não reconhecem.
CARLOS THADEU COUCEIRO DE OLIVEIRA
20 de novembro de 2018 2:09 pmIsso não é suficiente. Não
Isso não é suficiente. Não estamos numa igreja. Não se trata de julgamento moral, mas de reconhecer e apontar caminhos para o futuro. Quem quer perdão vai rezar
sergio ferreira
20 de novembro de 2018 3:57 pmarrogância, robô, é não
arrogância, robô, é não reconhecer que os acertos do pt são infinitamente superiores a qualquer erro.
robô, você sabe de que vive o coroné?
o pdt banca o coroné?
vera lucia venturini
20 de novembro de 2018 3:46 pm“quero q Dirceu diga que se
“quero q Dirceu diga que se arrepende dos métodos q usava pra o PT ter a maioria de um Congresso corrupto e fisiológico.”
Se o Congresso era corrupto e fisiológico o que o PT/José Dirceu tinha que fazer? Não fazer aliança nenhuma e não governar? Ou dissolver o Congresso?
No exercício da política não existe esse purismo. Existem programas de partido a serem colocados em prática. E o PT se saiu muito bem no governo cumprindo as metas de inclusão social, educação, saúde e defesa do país. Tivesse uma elite com essas mesmas intenções e Bolsonaro não estaria no poder.
O erro do PT foi o republicanismo e a ingenuidade. Não tem essa de achar que se afastou de bases populares. A aproximação das bases foi feita através das políticas implementadas em seu favor. O povo brasileiro também tem que ser cobrado por suas escolhas políticas.
vera lucia venturini
20 de novembro de 2018 1:37 pmIndicação de remédios errados
Indicação de remédios errados costumam matar o paciente. O Gabriel Cohn publicou uma análise excelente no Le Monde Diplomatique – “A Nova Cara do Presidencialismo”, sobre o que representa o laboratório que foi a eleição de Bolsonaro para o Brasil e para o mundo. José Dirceu deveria ler o artigo. E o Aldo Fornazieri também.
Só aceito autocrítica se for para falar da ingenuidade e republicanismo do PT no poder. Mesmo porque o PT pagou judicialmente pelos erros cometidos, inclusive o José Dirceu. O resto foi causado pelo Judiciário e pela imprensa. Eles sim é que deveriam fazer uma autocrítica, inclusive porque sairam destruidos como instituições. O PT não. Continua o maior partido brasileiro e só não elegeu o presidente da república porque a eleição foi roubada pela Rosa Weber do TSE (olha o Judiciário indecente novamente em ação), que não apurou as fake news.
Quanto a ingenuidade …
Zé Dirceu,por exemplo, poderia se lembrar da resposta que deu ao Roberto Requião quando este o alertou sobre a Rede Globo e pedir desculpas ao senador. Poderia explicar também o que o levou a indicar carceireiros como Joaquim Barbosa, Toffoli e Fux para o STF. Das ingenuidades da Dilma nem se fala.
E quanto a essa bobagem sobre as mães com filhos drogados esquece: é terreno das seitas evangélicas que elegeram Bolsonaro. E a proliferação dessas seitas é outro terreno pantanoso onde deveria haver fiscalização governamental. Há muita lavagem de dinheiro, envolvimento com ilicitos e influência americana na seara bíblica. E principalmente uma militância politica criminosa. Mas quem ousa mexer nessa lixeira? Especialmente agora com a carniça que os representa eleita. Quero deixar claro, entretanto, meu respeito por todas as religiões, e como os citei especialmente aos evangélicos, que não façam uso da fé para fins ilicitos e manipulação política.
Quanto ao uso das redes sociais citadas por Dirceu, qual político decente se habilita a divulgar fake news tão criminosas para manipular as eleições como a campanha de Bolsonaro fez? E desculpa, José Dirceu, mas até ingenuos como você devem saber que essa campanha foi centrada na Miami da Cia. Quer contrapor? Chama os russos.
Rodrigo Frateschi
20 de novembro de 2018 3:26 pmZé Dirceu
José Dirceu foi e é um grande líder político que, somente foi calado e injustiçado antes, como o Lula foi agora.A questão dos erros são outras tantas, erros que na direita e no resto da política não pegam, ou daria para comparar uma consultoria ao Carlos Slim, após sair do governo, com as relações do Serra com o Dantas, com os desvios desse mesmo sujeito dos dinheiros que recebeu para as campanhas eleitorais e que viajaram pro outro lado do oceano e n desenlace de um golpe de Estado foram simplesmente repatriados?
O Zé Dirceu havia desenhado uma Força Nacional, diluindo a ideologia fascista das PMs, havia desenhado uma Polícia federal inteligente no combate ao crime organizado e uma ABIN que começava a funcionar. Não foi a toa que ele foi o primeiro a ser perseguido já com a imprensa infiltração do Waldomiro Diniz no governo e a divulgação de vídeo de dois anos antes cuja participação do mesmo Serra,sempre na obscurescência, já acontecia.
Então, trilhar o “lugar comum” dos erros do Zé Dirceu é a mesma coisa que aceitar a”enorme corrupção” que jamais ocorreu no governo do PT.
Casos localizados sim, uma land Rover usada, um caixa dois e daí em diante, uma subestimação do golpe que se enraizava desde o primeiro governo do Lula.
Já começava o instituto Millenium, já haviam as escutas da Kroll, já se estava de olho nos grandes empresários que conversavam com as ideias de soberania com o PT começando pelo Eike Batista.
Oi a erros não foram isolados no PT, participaram deles os empresários sem noção de soberania, o judiciário mal formado em republicanismo, forças armadas e polícias sempre mantendo laços com o lado norte do continente.
E o PT, a Dilma, dormitaram num entendimento errado traduzido e chamado dum excesso de republicanismo que se traduziu numa ausência da necessária proteção da República.
Eu ficaria muito feliz se a Dilma somente dissesse -quem foi grampeada pelo Moro não fui eu, mas a República Federativa do Brasil.
Rodrigo Frateschi
Advogado
Sócio fundador da ABJD e conselheiro do Sindicato dos advogados de sp.
WG
20 de novembro de 2018 4:13 pmTalvez a maior autocrítica da
Talvez a maior autocrítica da esquerda, no mundo todo, seja reconhecer que não é mais possível estabelecer um Estado de Bem-estar Social no atual estágio do capitalismo. Todas as cartas do grande jogo estão marcadas. Não basta mais a resistência. A estrutura do Estado aprisionou a esquerda e esta se aprisionou ao republicanismo.
Hildermes José Medeiros
21 de novembro de 2018 3:23 pmO professor perdoe-me, mas
O professor perdoe-me, mas sua análise bota toda a culpa da derrota da oposição na conta do PT, quando o PT é também vitorioso no pleito, já que saiu com a maior bancada na Câmara de Deputados e fez o maior número de Governadores. Ao que consta, parcela importante da oposição, Ciro Gomes e Marina Silva por exemplos, votaram por vias transversas no Bolsonaro. Claro que houve perdas de parte do eleitorado do PT, mas não por culpa do PT, que tudo fez para ganhar o pleito. O mesmo não se pode dizer de toda a oposição. E o motivo é muito simples: todos pagaram para ver e viram o golpe emplacar seu segundo presidente. Não é possível esperar que um golpe de estado abra mão do poder através do voto. Agora, sobra um caminho, e mais espinhoso: combater o golpe de 2016, evitar que entrone o próximo presidente já escolhido: o ex-juíz Sérgio Moro.Já, há na oposição, fazendo de conta que nada aconteceu, que estamos em pleno Estado Democrático de Direito, querendo se posicionar para não ser hostilizado, ser aceito, é só prestar atenção.