Correspondentes em Gaza denunciam pressão caso relatem ocorrências

Jornal GGN – A situação em Gaza preocupa o mundo. À distância soma-se a dificuldade em obter informaçoes que retratem a realidade na região. O mundo consegue ter uma pálida noção das ocorrências na região através do trabalho realizado por jornalistas correspondentes que ali atuam. Agora, o site Ciranda Internacional traz a denúncia de que os jornalistas não podem transmitir o que realmente se passa sob pena de punição e retirada da Palestina. Acompanhe a matéria a seguir.

Enviado por Gão

do Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada

Jornalistas sofrem punição por transmitir informações sobre o massacre de Gaza

Pra cobrir Gaza, jornalista precisa se segurar e não dizer o que vê. Do contrário, é punido e retirado da Palestina

Ayman Mohyeldin é o jornalista que presenciou e divulgou as mortes de Ismail, Zakaria, Ahed e Mohamed, os quatro meninos, de idades entre 9 e 11 anos, caçados por radar e finalmente atingidos pelos mísseis de Israel quando brincavam em um praia de Gaza.

Jornalista americano de origem egípcia, ele é veterano. Trabalhou na Palestina para a Al Jazeera, para a CNN e para a NBC, que o emprega atualmente. Ayman estava jogando futebol na praia com os quatro meninos, momentos antes de serem assassinados. E foi portanto o jornalista a relatar com mais detalhes tudo que presenciou.

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  • Ayman Mohyeldin

O mundo recebeu suas notícias, as imagens das maẽs e pais ao saber das mortes, o testemunho de Moutaz Bakr, o menino ferido, levado ao hospital após ter visto os outros morrerem.

O repórter recebeu elogios nas redes pela cobertura, e pelas informações que também postou no Twitter e no Instagram. Mas em seguida recebeu ordens da direção da NBC para deixar Gaza.

O argumento foi de retirada por “questões de segurança” mas, segundo o jornalista Glenn Greenwald, para o The Intercept a NBC enviou outro correspondente para substituí-lo, “Richard Engel, juntamente com um produtor americano que nunca foi a Gaza e não fala árabe, para cobrir o ataque israelense em curso”.

A censura foi denunciada na internet, também pela rede anti-sionista norte-americana Jewish Voice for Peace, que condena Israel pela ocupação e os ataques a Gaza, e que fez um apelo, em sua página do facebook, para que o jornalista volte ao seu posto, e não seja punido por fazer um trabalho honesto e corajoso.

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  • Mãe palestina

A outra vítima da censura é a jornalista jornalista Diana Magnay, da rede CNN, que trabalhava na fonteira entre Israel e Gaza. Ali ela presenciou um grupo de israelenses torcendo e comemorando o lançamento de mísseis sobre Gaza. Ela relatou o fato em sua conta no Twitter e chamou o grupo de “escória”. apesar das ameaças que sofreu.

“Os israelenses no monte acima de Sderot torciam enquanto bombas caíam em Gaza; ele ameaçaram destruir nosso carro se eu falasse alguma palavra errada. Escória”, escreveu no Twitter.

A CNN pediu desculpas por ela e transferiu Diana Magnay pra Moscou.

 

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  • Diana Magnay

14 Comentários

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Motta Araujo

- 2014-07-20 14:11:26

É muito mais do que isso, 90%

É muito mais do que isso, 90% dos ditos ""colonos"" nas terras ocupadas da Cisjordania são americanos e o dinheiro que  os mantem vem da diaspora judaica americana. Minha tese é que os EUA arruinaram sua posição estrategica no Oriente Medio para favorecer Israel em nome da diaspora.   Perderam peso moral e imagem diplomatica que afeta seus interesses em todo o mundo. Associo a perda de poder e influencia dos EUA ao fator Israel. Todos fingem que não veem o que é claro porque não é politicamente correto dizer essa realidade.

jura

- 2014-07-20 04:46:50

Vai encarar?

Eu não duvido que os meninos tenham sido alvejados em represália e como recado a quem se aproxima de repórteres e vice-versa.

A polícia brasileira faz a mesma coisa.

Tiago Bevilaqua

- 2014-07-20 03:34:03

EUA intervem sim

Os EUA intervêm sim, a favor de Israel. Afirmou Obama, que israel deve se defender (matando quantos que nada têm a ver?), desde que minimize as mortes de civis. Palavras deste sr. "Acreditamos que Israel continua realizando este processo de forma a minimizar as vítimas civis, e todos nós estamos trabalhando duro para voltar ao cessar-fogo de novembro de 2012".

Aura Gomes

- 2014-07-20 02:49:28

Temos de nos unir para desmascarar a manipulação de Israel

 

Desde os fundadores até hoje, o estado sionista mantém um grande aparelho internacional cuja missão  é manipular a opinião pública em seu favor e contra os palestinos. Assim conseguem até mesmo distorcer a história, a fim de esconder do mundo que usurparam as terras e os direitos do povo palestino, para erigirem sobre essas terras seu projeto de poder. E são muito eficientes nisso.  

 

Por favor, assinem e ajudem a divulgar a petição da Avaaz no seguinte link, (pedindo aos bancos e entidades americanos e europeus para pararem de financiar os assentamentos israelenses ilegais na Palestina : 

https://secure.avaaz.org/en/israel_palestine_this_is_how_it_ends_loc/?bBJtIeb&v=42705 

Mario Blaya Santos

- 2014-07-20 02:13:16

então deve se matar os pais

então deve se matar os pais também!

 

mauricio machuca

- 2014-07-20 01:31:08

Duvida

Alguem sabe se existe alguma relação entre as presidenciais e a matanza de Palestinos? Shimon Peres foi eleito em 2007 para um periodo de 7 anos, será que nas previas aconteceu a mesma coisa....pergunto porque fico com a sensação de que a direita recalcitrante usa as matamzas para subir nas pesquisas, é horrivel mas usaram o assalto seguido de morte de tres moços judeos para desencadear a mais brutal retalhiação dos ultimos tempos ....não têm lógica.

drigoeira

- 2014-07-20 01:09:04

Esta guerra nunca vai acabar...

Quem vê os filhos mortos, nunca mais esquece.

Luis Fraga

- 2014-07-20 00:16:18

5 câmeras quebradas

[video:http://youtu.be/iPoYYbF8hjk]

Luiz Antonio Antunes Machado

- 2014-07-20 00:00:49

Concordo André

É realmente uma pena que os Estados Unidos insistam em não intervir com mais energia neste conflito. Ao olhar para o outro lado desprezam a atitude daqueles compatriotas que ajudaram a derrotar a ameaça fascista. Um desserviço, nesta hora , em que talvez seja a única potência com capacidade de deter mais um conflito doloroso como esse.  Uma tristeza.

Celio Mendes

- 2014-07-19 22:49:00

A cobertura dada pela mídia

A cobertura dada pela mídia mundial ao massacre palestino é de causar nauseas, os cadaveres são tratados como meros numeros estatisticos, atras de cada morte esta um ser  humano com uma história de vida que foi brutalmente interrompida pelo ato terrorista de um estado terrorista que reduziu toda uma nação a condição de cativos em sua própria terra da qual foram espulsos para assentar a nação judaica. Os EUA  que brandiram argumentos humanistas para intervir no Afeganistão, Iraque, Libia, Siria e Ucrania, assistem passivamente seu dileto rebento no Oriente Médio perpretar um genocidio contra o povo palestino, incapazes de, mesmo que apenas protocolarmente,  emitir sequer uma nota de censura as ações israelenses. É essa nação que quer repreender os Russos pela suposta intervenção na Ucrânia? Que moral tem para isso? As reinteradas ações criminosas de Israel desmoralizam completamente a ONU, que controlada pelos EUA e seus aliados não é capaz de freiar o frenesi assassino do estado sionista. Israel seguir impune enquanto Russia, Siria e Irã sofrem sanções é a completa desmoralização de qualquer pretenção de justiça nas relações internacionais.

Fred.KG

- 2014-07-19 21:07:10

Encontre aqueles não podem

Encontre aqueles não podem ser criticados e você encontrará os verdadeiros donos do poder....

Serralheiro 70

- 2014-07-19 20:44:32

O estado de Israel me provoca

O estado de Israel me provoca nojo e consternação. 

wendel

- 2014-07-19 20:22:43

Vergonha.......................

Vergonha, nad amais!!! Vergonha por pertencer a escória humana, que mesmo vendo este massacre contra os palestinos, nada fazem. Os que tem realmente poderes para fazerem alguma coisa. Salvo raras exceções, os jornalistas sérios que se atrevem a mostrar este genocídio, são sumamente despedidos.

Onde estão os repórteres sem fronteiras? Onde estão os organismos que defendem os direitos humanos? Onde está a ONU? Onde esta o Tribunal Penal Internacional? Enfim onde estão os seres humanos, realmente humanos?

A verdade nua e crua é que todos não passam de covardes, com raras exceções e não falam nada sobre o que esta acontecendo na Palestinae os que, torno a afirmar, se atrevem a fazê-lo, são demitidos quando não eliminados!

Outro fato a considerar, é que a maioria dos meios de comunicação do planeta estão na mão de quem bem sabemos, e o que fazem é mentir, manipular e esconder estas atrocidades.

Eu mesmo, sendo um mero curioso na rede, por falar isto, talvez esteja sendo monitorado, mas quero mais é que se danem, pois se são capazes de caçarem garotos/crianças por radar e assassina-los, o que não farão com os demais!

Chega de assassinatos na Faixa de Gaza!!! Chega de ocupação!!!!! Chega de se comportarem como carniçeiros!!!!

E aos que se omitem, mesmo tendo os recursos para serem ouvidos, minhas sinceras indiferença e menosprezo!!!

 

Motta Araujo

- 2014-07-19 20:00:32

Os EUA sairam da Segunda

Os EUA sairam da Segunda Guerra em posição privilegiada como maestro principal do ordenamento geopolitico mundial.

Aliavam preponderancia militar, economica e ética. Um pais democratico que venceu ditaduras violentas e criou um novo padrão de governança mundial através dos acordos de Bretton Woods. Jpgaram no lixo esse imenso capital diplomatico e moral através de uma aposta desastrosa: Israel. O apoio INCONDICIONAL dos EUA a Israel gerou o terrorismo arabe, este gerou o 11 de setembro, este gerou a invasão do Iraque e do Afganistão e tudo isso gerou o fim do prestigio moral dos EUA. Os EUA, potencia mundial, está com seu destino atado ao Estado judeu para o bem ou para o mal. O pior é que os proprios americanos não se dão conta disso. Vão para o cadafalso apoiando um regime injustificavel. Invasão de Gaza: 263 mortos palestinos, 1 soldado israelense morto.  Gaza é um acampamento de refugianos, entrar tanques pesados lá é genocidio. Outro episidio semelhante foi a entrada de tanques alemães no Gueto de Varsovia, um cenario muito parecido.

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