Por Daniel Mello
Da Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Pepe Vargas, disse hoje (8) que encaminhou denúncias contra a Polícia Militar do Paraná pela ação contra os professores no último dia 29. Segundo ele, a Ouvidoria do órgão recebeu pelo menos 18 queixas que vão desde reclamações de restrição ao direito à manifestação até denúncias de violência física.
“Nós deslocamos a nossa ouvidora nacional para o estado do Paraná. [Ela] deve trazer um relatório mais completo. Mas todas as denúncias que lá chegaram – da mesma forma que nós encaminhamos qualquer denúncia de violação de direitos humanos – nós encaminhamos ao Ministério Público do Paraná, à Corregedoria da Polícia e à Defensoria Pública”, destacou o ministro.
No dia da ação policial, os professores se reuniram no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, para se manifestar contra o projeto de lei que alterou o fundo previdenciário dos servidores públicos estaduais. A ação para impedir o protesto contou com uso de balas de borracha e cães e deixou cerca de 200 feridos. Os professores mantêm a greve, que começou no dia 25 de abril.
Para o ministro, as imagens e os relatos que mostram a polícia dispersando os professores não deixam dúvidas de que operação passou dos limites. “A nossa posição é que o direito à manifestação e livre expressão são fundamentais do Estado de Direito. É óbvio que houve uso excessivo da força. Não se utilizaram os mecanismos tradicionais de mediação de conflitos. Portanto, entendemos que é muito grave o que aconteceu lá”, enfatizou.
Pepe Vargas também falou sobre as discussões do projeto que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal. Na avaliação dele, a proposta de emenda à Constituição que trata do assunto e tramita na Câmara dos Deputados não deve ser aprovada. “Nós acreditamos que o bom-senso e o interesse da sociedade vão prevalecer. Essa proposta não vai diminuir a violência, vai aumentar”, disse.
Para o ministro, a redução da maioridade penal pode aproximar os adolescentes de organizações criminosas. “Você vai colocar jovens de baixo poder ofensivo contra a sociedade diretamente em presídios, onde o crime organizado está articulado. Depois você vai tirar esses jovens de lá já articulados pelo crime organizado.”
A Agência Brasil procurou a Polícia Militar para saber qual a posição da corporação sobre o encaminhamento das denúncias pela Secretaria de Direitos Humanos e aguarda resposta.
Antígora
9 de maio de 2015 2:29 amQuando o cinismo de um criminoso não tem limites
O sadismo de um desequilibrado: Richa quer que professores peçam desculpas. E não é piada.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=s7nksyyxGlU align:center]
Osvaldo Aires
9 de maio de 2015 6:00 amManifestações Patriotas
Por que só tem violência nas manifestações de terroristas?
Andre B
9 de maio de 2015 10:25 pmSerá que só tem violência nas
Será que só tem violência nas manifestações de esquerda que você chama de terrorista porque os orgãos de segurança do estado infiltram agentes para fazer provocação, levar informação e construir ‘false flags’ no meio delas? Ah e também usam agentes para desqualificar publicamente os grupos e pessoas de esquerda, o que na terminologia em inglês chama-se de frame up. Você é um desses agentes?
Antonino
9 de maio de 2015 10:39 pmEsta imagem é chocante, uma
Esta imagem é chocante, uma moça desesperada, desarmada, correndo para nao levar porrada de uma tropa do batalhao de choque do beto.
Precisa ser eternizada.
Carlos Noel Mazia
10 de maio de 2015 2:44 amNão podemos irmos em busca de
Não podemos irmos em busca de justiça no judiciário do Paraná. Tal poder está irmanado com o executivo e com trinta e um deputados da base governista na sanha de atacar os direitos dos servidores públicos. O desembarcador que mediou o acordo para que pussessemos um termo ou suspendêssemos a greve em março/2015, se posicionou favorável ao governador, quando este quebrou o compromisso assumido, no sentido de não reenviar o projeto acerca da previdência à Camara dos Deputados sem antes ter passado por uma ampla discussão com os representantes dos servidores públicos. O projeto foi discutido, mas o governador ignorou todo o trabalho realizado pelas categorias de servidores públicos, enviando o projeto fruto de sua vontade. Para nós, este representante da instância máxima do judiciário paranaense não primou pelo isenção política. Há também rumores de que o presidente do TJ franqueou as instalações físicas do prédio do referido tribunal para que franco atiradores da PM se posicionassem nos telhados do mesmo para disparar balas de borracha contra os manifestantes. Não bastasse isso, aplicou uma multa diária de 100 mil reais à APP-Sindicato dos professores durante os três dias de entrevero: 27, 28 e 29 de abril. E por mantermos a greve após este massacre, aplicou multas diárias de 40 mil reais à nossa entidade sindical para nos obrigar a voltar à escola. E deu autorização à ALEP para convocar tropa de choque para nos impedir de adentrar as instalações da ALEP e impedíssemos os parlamentares de perpetrarem este roubo do dinheiro do fundo previdênciário, para cobrir os rombos provocados nas finanças do estado pela incompetência e irresponsabilidade do governador. Então, só nos resta buscarmos trincheiras para nos defendermos nos tribunais superiores, porque aqui no Paraná, o judiciário é uma lástima.
Falcão
10 de maio de 2015 3:53 amÉ pouco. Tem que gerar
É pouco. Tem que gerar através de algum procedimento legal…o estado de emergência e governo federal assumir o comando e o controle da situação. Esse governador é do partido que se curva para os poderosos e bate nos necessitados. Lembram daquela favela de São Paulo. ..onde houve a integração de posse pra um especulador do mercado financeiro. Lembram de Carandiru. …todos operam da mesma forma.
Gabriel José Rocha Filho
11 de maio de 2015 12:12 pmO Paraná tá parecendo
a Venezuela onde protestos são contidos com força bruta…