Raio X do desemprego em outubro de 2019, por Luis Nassif

No indicador habitual, quem não consegue emprego e passa a viver de bico é considerado empregado, do mesmo modo que trabalhadores do Brasil profundo, do mundo rural.

Mensalmente, o IBGE divulga a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Continua (PNAD/M). Ela é o principal indicador do nível de desemprego do país. Trata-se de um universo amplo, que mede não apenas a força de trabalho, mas também os que estão fora da força, o tipo de atividade, a maior ou menor informalidade.

Rotineiramente, a mídia só reproduz o indicador desocupados / força de trabalho, para medir o nível de desemprego. No trimestre agosto-set-ouyt 2019 houve uma pequena comemoração, devido ao fato do índice de desemprego ter caído de 11,7% no mesmo período do ano passado para 11,6%.

Trata-se de um indicador bastante precário para medir a qualidade do mercado de trabalho.

Veja um pequeno resumo dos indicadores divulgados pelo PNAD/M

No indicador habitual, quem não consegue emprego e passa a viver de bico é considerado empregado, do mesmo modo que trabalhadores do Brasil profundo, do mundo rural.

Vamos a um segundo indicador, portanto, somando Desemprego e Precarização e calculando sobre a Força de Trabalho Total. O quadro é assustador.

 

 

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