Por décadas, o modelo bancário brasileiro funcionou de forma relativamente simples: bancos captavam dinheiro do público, emprestavam a juros mais altos e lucravam com o spread. O que aconteceu com o Banco Master revela um sistema bem mais sofisticado – e potencialmente explosivo. Tudo fruto da desregulação ampla promovida pelo ex-presidente do Banco Centra, Roberto Campos Neto.
Grandes plataformas de investimento estruturam um modelo lucrativo de distribuição de títulos bancários de risco, embolsando comissões bilionárias enquanto repassam o risco final ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) – e, indiretamente, a todo o sistema financeiro.
A engenharia do lucro sem risco
O esquema Master funciona em três etapas encadeadas:
Primeiro, o Banco Master emitia CDBs com taxas acima da média do mercado – o tipo de rentabilidade que atrai investidores de varejo em busca de rendimentos superiores à poupança e aos grandes bancos. E tudo com o selo do FGC como chamariz.
Segundo, essas aplicações eram distribuídas massivamente por plataformas como XP Investimentos e BTG Pactual. Não como um serviço neutro, mas como um negócio altamente rentável para as plataformas: fontes do mercado indicam que CDBs de bancos menores pagam comissões entre 2,5% e 5% do valor captado – muito acima dos 0,5% a 1% praticados por grandes instituições.
Terceiro, parte desses mesmos CDBs era reempacotada em produtos estruturados (COEs), gerando uma segunda rodada de receitas sobre o mesmo risco: taxas de estruturação entre 1% e 3%, mais spreads financeiros embutidos. Mas, agora, sem a rede de proteção do FGC.
Os números da operação
As estimativas são impressionantes. A XP teria distribuído aproximadamente R$ 26 bilhões em CDBs do Banco Master, gerando receitas potenciais entre R$ 650 milhões e R$ 1,3 bilhão em comissões. O BTG Pactual, com cerca de R$ 6,7 bilhões distribuídos, teria embolsado entre R$ 168 milhões e R$ 335 milhões.
Essas receitas têm três características fundamentais:
- São realizadas no momento da venda
- Não dependem da saúde futura do banco emissor
- Não são revertidas em caso de intervenção ou quebra
Em outras palavras: o lucro é capturado antecipadamente, enquanto o risco permanece no sistema.
O FGC como seguro
O Fundo Garantidor de Créditos foi criado para proteger o pequeno investidor, garantindo até R$ 250 mil por CPF em cada instituição financeira. Mas, na prática, tornou-se peça central de um jogo de incentivos perverso.
O ciclo funciona assim:
- Banco emite CDB com risco elevado
- Plataforma distribui e realiza lucro imediato
- Ocorre intervenção ou liquidação
- FGC paga o investidor
- FGC vira credor da massa falida (geralmente sem recuperar o valor integral)
O resultado: ganhos privados, prejuízos socializados. As plataformas já embolsaram suas comissões. Os investidores são ressarcidos pelo FGC. E o fundo – mantido por contribuições de todo o sistema bancário – absorve o rombo.
A zona cinzenta regulatória
O caso expõe uma falha estrutural de coordenação entre reguladores:
O Banco Central, responsável pela supervisão bancária, não estabeleceu limites efetivos para a dependência excessiva do FGC nem para a concentração de captação via plataformas digitais. A supervisão do modelo agressivo de funding chegou tarde.
A Comissão de Valores Mobiliários, que regula a distribuição de produtos de investimento, não exige divulgação clara da remuneração dos distribuidores e mantém fiscalização limitada sobre a adequação entre produto e perfil de investidor – especialmente quando rankings e “melhores taxas” direcionam clientes para aplicações de maior risco.
O problema é estrutural: o produto é bancário, mas a venda é de mercado de capitais. O risco é sistêmico, mas a regulação é fragmentada.
Consequências para o sistema
O modelo Banco Master não é um caso isolado. Ele cria incentivos para:
- Captação cada vez mais arriscada por bancos que sabem poder contar com o FGC como rede de proteção
- Crescimento artificial de instituições pequenas via financiamento do varejo intermediado
- Fragilização do FGC, cujo patrimônio pode não suportar múltiplas quebras simultâneas
- Erosão da confiança do investidor comum, que descobre tardiamente estar financiando operações de risco elevado
Trata-se de risco moral institucionalizado: quem ganha não perde, quem perde não ganhou.
O que falta esclarecer
Diversas questões técnicas permanecem sem resposta pública:
- XP e BTG tinham acesso a avaliações de risco internas sobre o Banco Master?
- Os limites de R$ 250 mil por CPF foram respeitados, ou houve orientação para “pulverização” entre contas?
- Auditorias independentes alertaram sobre a insustentabilidade do modelo de captação?
- Quando exatamente BC e CVM tomaram conhecimento do padrão e o que fizeram?
Caminhos para correção
Especialistas apontam medidas urgentes:
- Obrigatoriedade de divulgação de comissões de distribuição em destaque nos aplicativos
- Limites regulatórios para reutilização de CDBs como lastro de produtos estruturados
- Penalidades por assimetria informacional entre distribuidor e cliente
- Revisão do papel do FGC, evitando que funcione como “seguro implícito” de modelos de negócio arriscados
- Coordenação formal BC-CVM para produtos híbridos (bancários na origem, de mercado de capitais na distribuição)
O precedente
Não é a primeira vez que o país enfrenta crises em bancos médios. Cruzeiro do Sul e BVA, ambos em 2012, já haviam exposto fragilidades semelhantes. Mas o caso Master tem um diferencial: a escala da intermediação por plataformas digitais e o reempacotamento sofisticado de risco em produtos estruturados.
Sem ajustes regulatórios profundos, a lição da história é clara: esse modelo tende a se repetir. Afinal, quando o lucro é privado e o prejuízo é socializado, os incentivos apontam sempre na mesma direção.
Antonio Uchoa Neto
26 de janeiro de 2026 8:14 amhttps://www.youtube.com/watch?v=A9xwtK_T8rI&list=PLnNpBTLrjNBPfwYp_NE_n2eU19uIwva37
Antonio Uchoa Neto
26 de janeiro de 2026 8:44 amEconomia é ciência? Se sim, é ela uma ciência hermética, construída em torno de conhecimentos comuns e aspectos corriqueiros da realidade partilhada por todos, cientistas, intelectuais, e o vulgo, e apenas embalada em linguagem cifrada, propositalmente, com propósitos obscuros ou inconfessáveis? A que ciência, assim sendo, ela poderia ser comparada ou equiparada? Pois as ciências, de um modo geral, e apesar de também se expressarem, eventualmente, de forma cifrada ou hermética, tem por finalidade explicar, e não confundir – essa intenção é a do Chacrinha, Abelardo Barbosa, que não era economista, mas comunicador. O que talvez signifique alguma coisa, mas esse seria outro assunto. Ora, o método da ciência é a experimentação, a descrição ou caracterização da experiência, a comparação com fenômenos afins ou correlatos, e a aplicação do conhecimento adquirido, sejam quais forem os fins perseguidos. Após o quê, a ciência anuncia e demonstra o que afirmou. Não é científico o método frequentemente utilizado pelos economistas, o de acomodar a realidade na teoria, frequentemente ao custo de deformá-la e falseá-la; a realidade demonstrada pelo cientista define a validade da teoria e lhe dá forma final, ainda que esta termine por renegar totalmente a proposição teórica inicial. Não se imagina o mesmo com a teoria econômica; ou a realidade se ajusta a ela, ou a realidade falhou em demonstrar a si mesma. E como se dá a experiência econômica? Segundo Naomi Klein, da forma mais catastrófica e perversa possível, e com fins abertamente viciosos e excludentes – para dizer o mínimo, pois a palavra certa seria, talvez com algum exagero, mas nem tanto, fins abertamente genocidas. É conhecido o episódio em que uma assessora governamental, durante a pandemia, afirmou que seria “bom que as mortes se concentrem entre os idosos… Isso melhorará nosso desempenho econômico, pois reduzirá nosso déficit previdenciário”.
Na verdade, a área do conhecimento humano (e do interesse, igualmente) e da filosofia, a que pertence, ou deveria pertencer a Economia e suas manifestações, teóricas e práticas, é a Religião. O Deus de ambas – ou sua matéria-prima, seu elemento fundador, seu point d’honneur espiritualista, seu cerne e propulsor – possui uma qualidade comum: são invisíveis, onipresentes, onipotentes, e, talvez, oniscientes. E o elemento que sustenta a ambos é a Fé.
A Fé é a coisa do mundo mais bem distribuída, ou, melhor dizendo, mais à mão para quem quer que seja, que dela queira se utilizar para qualquer fim. Ora, se acreditamos, e já lá se vão mais de dois mil anos, que ressuscitaremos para a vida eterna no paraíso, por que não acreditaríamos que entrar nessa roda maluca de NFTs e criptomoedas, e demais denominações que demonstram, de sobejo, a criatividade do ser humano para engabelar seu semelhante, não nos dariam o paraíso ainda aqui, na mesma terra onde nos entregamos a tais sonhos, e sem que precisemos morrer? Afinal, mesmo o crente mais convicto ainda haverá de ter, no fundo de sua consciência, ou coração, ou que melhor parte de suas entranhas sirva a esse propósito, alguma dúvida quanto ao Além. Tudo que uma ideia, ou paixão humana, precisa para existir e produzir efeitos concretos, é um lastro.
A Fé é o lastro da vida e também do sonho, da ambição, do desejo; e é também o coturno com que pisamos a mediocridade, a desgraça, a pobreza, tudo que não reconhecemos natural e inato, em nós, mas que vemos nos outros e sentimos em nós mesmos, mas apenas como ameaças para nossa felicidade; em uma palavra, o Mal – que, assim como o inferno, são sempre os outros.
NFTs e criptomoedas são vendidas como “direito financeiro futuro”, da mesma forma que debentures, títulos de dívida, certificados de depósito bancário, etc., etc., etc., ou seja, todos os ‘papéis’ (antigamente, hoje são sinais eletrônicos) vendidos na ciranda financeira, desde sempre. Se chamarmos a Ressurreição de “direito de vida eterna futura”, paga com a fé e a submissão à autoridade ‘celestial’ terrena, qual seria a diferença?
Qual a diferença entre ressuscitar – um ato de que seremos objeto, ou seja, não ressuscitaremos, seremos ressuscitados, por um agente externo a nós – e ficar rico em algumas semanas, sem mexer um dedo, sem mover uma palha, ou derramar uma mísera gota de suor? Em outras palavras, se não enriqueceremos por nossos próprios esforços, mas por ação de um agente igualmente externo a nós, mediante uma pequena comissão (ao pé da letra, ou o valor da aposta, do investimento inicial, uma oração? Uma ação de caridade? Ou mera exibição ostensiva de fé, como uma melancia pendurada no pescoço, nos cultos, nas missas, uma pregação no interior dos ônibus da vida, ou onde for?), qual a diferença? Se Deus é o alfa e o ômega, a vida e a ressurreição, lastro de si mesmo, por que não ver que a Fé é, ao mesmo tempo, moeda e lastro dessa excrescência chamada ciranda financeira, com suas criptomoedas, NFTs, e de toda essa movimentação abstrata e especulativa que drena recursos da agonizante economia real? Economia real que, uma vez morta, duvido que seja ressuscitada, por quem quer que seja, ou por algum agente externo. Enquanto buscamos um enriquecimento rápido que nunca virá, os operadores dessa fé adquirem patrimônio, riqueza, status e o que mais for possível comprar. Participando desses esquemas ponzi, pirâmides, ou que melhor nome venham a ter, nos comportamos como o ladrão pé-de-chinelo, que gasta em um dia tudo o que roubou na véspera, enquanto os vendedores dessas maravilhas se comportam como banqueiros, transformando nosso suado dinheiro em capital e patrimônio próprios e intransferíveis.
Enquanto houver fé (e que me perdoem aqueles que possuem autêntico sentimento religioso, ou seja, aqueles que dele não se aproveitam para ludibriar o semelhante) e sua inerente e inevitável carga de ignorância e cegueira, enquanto a credulidade do ser humano seguir sendo seduzida pelo apelo fácil da riqueza sem trabalho, toda essa especulação que não produz um palito de fósforo nem uma cabeça de alfinete – e não gera um empreguinho sequer – seguirá prosperando, até o fim dos tempos, sem prejuízo nenhum, uma vez que não acreditam em vida eterna, só em enriquecer e viver no luxo, aqui mesmo nesse planeta. E no dia que as NFTs e criptomoedas virarem poeira, a Fé continuará existindo; e continuarão existindo aqueles que dela se aproveitam, e com ela enriquecem. É tudo uma questão onomástica, e logo surgirão outras denominações, outros nomes sedutores, para continuar sendo o que sempre foram: exploração da fé e ignorância alheia. Os gigolôs do “direito financeiro futuro” sempre ressuscitam. Nunca morrem, na verdade. Estão mais para transmigração de almas. Penadas, com certeza.
Antonio Uchoa Neto, in “Teoria Popular do Emprego, do Juro, e da Moeda, um Panfleto Econômico Leigo”.
Rui Ribeiro
26 de janeiro de 2026 3:10 pmParabéns, Antônio Uchoa!
Antonio Uchoa Neto
26 de janeiro de 2026 5:23 pmObrigado, Rui
Rui Ribeiro
27 de janeiro de 2026 12:09 pmFiz uma busca no google por “Teoria Popular do Emprego, do Juro e da Moeda, um Panfleto Econômico Leigo”. A IA do google deu o resultado a seguir:
“A obra mencionada nos resultados de pesquisa é “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” (1936), escrita pelo economista britânico John Maynard Keynes. Os resultados indicam uma menção específica a um “panfleto econômico leigo” intitulado “Teoria Popular do Emprego, do Juro, e da Moeda”, atribuído a Antonio Uchoa Neto.
No entanto, o conteúdo principal e a base teórica citada referem-se à economia keynesiana, que revolucionou a macroeconomia.
Aqui estão os pontos centrais da teoria de Keynes:
Demanda Efetiva: A produção e o emprego não são definidos apenas pela capacidade de produção, mas sim pela expectativa de vendas (demanda agregada: consumo + investimento).
Papel do Estado: Em tempos de crise e alto desemprego, Keynes defende a intervenção do Estado através de aumento de gastos públicos para estimular a economia, agindo como um estabilizador das flutuações.
Inflexibilidade dos Salários: Keynes rejeitou a ideia clássica de que reduzir salários resolveria o desemprego, argumentando que isso poderia diminuir ainda mais a demanda e piorar a crise.
Juros e Liquidez: A taxa de juros não depende apenas da poupança, mas sim da preferência pela liquidez (desejo de manter dinheiro em caixa) e da oferta de moeda pelo Banco Central.
Investimento Produtivo: O investimento depende da “eficácia marginal do capital” (expectativa de retorno) em comparação com a taxa de juros de mercado.
Em resumo, a teoria keynesiana foca na necessidade de estimular o consumo e o investimento para garantir o pleno emprego, desafiando o automatismo do mercado”.
Rui Ribeiro
26 de janeiro de 2026 9:28 amO que afirmou a IA sobre a liquidação do Banco Ma$ter:
“A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025 devido a uma severa crise de liquidez, gerou controvérsia sobre o momento da ação. Enquanto a gestão de Gabriel Galípolo agiu, críticos e setores do mercado questionaram se a gestão anterior, de Roberto Campos Neto, demorou a agir contra a rápida expansão agressiva do banco.
Controvérsia da Demora: Analistas e políticos alegaram que o BC, sob gestão anterior, demorou a agir, permitindo que a situação do Master se agravasse antes da intervenção final.
Defesa de Campos Neto: O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, declarou que saiu do Banco Central há um ano e sugeriu que a equipe técnica, a mesma de sua gestão, foi quem lidou com o caso.
Liquidação e FGC: Após a liquidação, o processo de ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou, com pagamentos ocorrendo entre 14 e 40 dias após a decretação, com liberação em até 48 horas úteis após a solicitação do investidor.
Contexto Atual: A operação Compliance Zero da PF investigou fraudes, e o caso tem sido acompanhado de perto, inclusive com questionamentos do TCU sobre a atuação do BC, gerando temores de interferência política.
O processo de liquidação do Banco Master continua a gerar debates sobre a eficácia da supervisão bancária no período, com a situação atual marcada por investigações em andamento e a tentativa de ressarcimento dos credores
Antonio Uchoa Neto
27 de janeiro de 2026 5:06 pmEssa IA é uma comédia, Rui. que vai, um dia, se transformar em tragédia para nós, seres humanos. Acredite em mim. A “Teoria Popular do Emprego, do Juro, e da Moeda – Panfleto Econômico Leigo” é um opúsculo que eu estou escrevendo, e que julguei pertinente divulgar como um comentário aqui no GGN. Nada além disso. O trecho que publiquei faz parte de uma pequena introdução ao texto, e termina assim: “esses breves ensaios leigos visam expor, em linguagem comum, um pouco desses engodos que formam essa religião chamada Economia. Com seus 7 a 8 bilhões de fiéis, e uma casta sacerdotal de cerca de 0,1% dessas almas terrenas. Economistas provavelmente se rirão dessas elucubrações, e aqueles a quem elas se destinam não as lerão, certamente; mas tenho que escrever, mesmo assim.”
Publiquei, recentemente, pela Editora Minimalismos, um livro chamado “O Câncer – Crítica da Oncologia Política”, que, conforme descrevi no Instagram (uchoa918), é um conjunto de ensaios ‘satíricos, filosóficos, escatológicos, sobre a presença e a ação do Homem sobre este planeta’, e essa imbecil da IA o descreve, no google, como uma crítica à política de saúde no Brasil. Não sei o que é mais hilário, se o meu livro, ou esse comentário estúpido e despropositado dessa IA. Caso queira tomar conhecimento, segue o link: https://www.editoraminimalismos.com/product-page/o-c%C3%A2ncer-cr%C3%ADtica-da-oncologia-pol%C3%ADtica-de-antonio-uchoa-neto
Um abraço
Rui Ribeiro
28 de janeiro de 2026 8:43 am“Economistas provavelmente se rirão dessas elucubrações, e aqueles a quem elas se destinam não as lerão, certamente; mas tenho que escrever, mesmo assim.”
É verdade. Você levar um burro até à fonte mas não pode obrigá-lo a beber. Mas você tá fazendo a sua parte. “Dixit et salvavi animam meam”.
Sobre a tragicômica IA, o CEO da Anthropic disse:
“A humanidade está prestes a receber um poder quase inimaginável, e não está nada claro se nossos sistemas sociais, políticos e tecnológicos têm maturidade para lidar com isso”.
Antonio Uchoa Neto
27 de janeiro de 2026 5:24 pmPrezado Rui, essa IA é uma comédia, e um dia ainda vai se transformar em tragédia, para nós, seus usuários (seus, lá eles, eu não).
A “Teoria Popular do Emprego, do Juro, e da Renda – Panfleto Econômico Leigo”, é um opúsculo que ainda estou escrevendo, e que utilizei como comentário aqui no GGN – na verdade, parte de uma pequena introdução ao texto, o qual termina assim: ‘esses breves ensaios leigos visam expor, em linguagem comum, um pouco desses engodos que formam essa religião chamada Economia. Com seus 7 a 8 bilhões de fiéis, e uma casta sacerdotal de cerca de 0,1% dessas almas terrenas. Economistas provavelmente se rirão dessas elucubrações, e aqueles a quem elas se destinam não as lerão, certamente; mas tenho que escrever, mesmo assim.’
Publiquei, recentemente, pela Editora Minimalismos, um livro chamado “O Câncer – Crítica da Oncologia Política”, o qual descrevo, no instagram (uchoa918), como um ‘ensaio satírico, filosófico, escatológico, sobre a presença e a ação do Homem sobre este planeta’; dias depois, deparei-me com um texto de IA, no google, descrevendo o livro como uma obra séria, técnica, sobre a política de saúde brasileira, em relação ao câncer. Não sei o que é mais hilário, se o meu livro, ou essa estupidez chamada IA.
Caso se interesse, segue o link:
https://www.editoraminimalismos.com/product-page/o-c%C3%A2ncer-cr%C3%ADtica-da-oncologia-pol%C3%ADtica-de-antonio-uchoa-neto
Um grande abraço.
JOSEMARCELO.
26 de janeiro de 2026 9:44 amA culpa é do Campos arrasados neto ou Galipoli Nassif?Vamos tirar par ou ímpar visto q sou um ser humano com uma mente sempre a procurar algo,se erro ou sinto ódio SEMPRE PROCURO A QUEM CULPAR mesmo inconsciente vejo as OPÇÕES DO MERCADO para aplicar as minhas frustrações e etc…PRECISO ME OCUPAR !!!Obs.Isto é a inter net e IA !!!Obs2.:LACREI !!!
Rui Ribeiro
26 de janeiro de 2026 11:25 am“A relação de fundos ligados ao banco [Master] com um resort que tinha participação de irmãos de Dias Toffoli; que este frequenta o resort e é visto como se fosse o dono (…)” – Lygia Maria
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/01/a-vergonhosa-nota-de-fachin.shtml
Qual o problema do Toffoli porque frequenta e o vêem como se fosse o dono de um resort que tinha participação dos seus irmãos?
Meu Zeus! Enquanto isso, Campos Neto, que não agiu a tempo, apesar das evidências de maracutaias, vai sendo poupado.
demirso
26 de janeiro de 2026 1:24 pmNassif ganhou o prêmio “Barão de Itararé” de melhor blog sujo ? Se sim, antes ou depois do PHA ? Abraços velhos…
José Flavio Junqueira Enout
26 de janeiro de 2026 2:21 pmSerá que o Banco o de o Campos Neto está atualmente atuando não traçará o mesmo caminho do MASTER?
José Flavio Junqueira Enout
26 de janeiro de 2026 2:25 pmSerá que o Banco que Campos Neto está dirigindo atualmente não traçará o mesmo caminho do MASTER?
Sérgio Santos
27 de janeiro de 2026 4:39 pmE, para não levantar suspeitas sobre ele, ou para reduzir o valor da multa que ele, supostamente, imaginou que ia levar, ele aceitou trabalhar num “banco” menos suspeito.
Anônimo
27 de janeiro de 2026 5:59 pmPm8
José Machado
28 de janeiro de 2026 2:26 pmA primeira coisa a se fazer é confiscar as comissões das plataformas que venderam esses títulos.
Elas sabiam da situação do Banco Master e continuaram a vender esses títulos.
Então, tem que devolver as comissões.
O Banco Master está quebrado, mas eles não. Não é justo o FGC pagar sozinho.