A economia é uma ilha cercada de paradoxos.
- Paradoxo da poupança: A poupança é importante para o crescimento econômico. Mas em nível macroeconômico, uma alta taxa de poupança pode levar a uma redução do consumo agregado, o que pode resultar em menor demanda por bens e serviços e, consequentemente, em menor produção e crescimento econômico.
- Paradoxo do custo social: Uma atividade econômica pode ser lucrativa para um indivíduo ou empresa, mas gerar externalidades negativas (custos não refletidos no preço do produto ou serviço) para a sociedade como um todo.
- Paradoxo da frugalidade da dívida: A busca excessiva pela redução da dívida em uma economia pode levar a uma redução dos gastos e do investimento, resultando em menor crescimento econômico, dificultando a capacidade de pagar as dívidas.
Todos esses paradoxos remetem para uma discussão sobre o papel central das empresas em uma economia de mercado. A empresa cumpre com seu objetivo econômico quando gera um conjunto de valores:
- fortalecimento da cadeia produtiva e dos fornecedores;
- aumento e melhoria do emprego;
- perpetuidade, o que significa investimentos em pesquisa, inovação e ampliação da capacidade produtiva.
O neoliberalismo que dominou a economia mundial nas últimas décadas, porém, consagrou o primado dos ganhos individuais de cada empresa, sem analisar as consequências sobre o conjunto da economia. Criou-se a crença de que, qualquer medida que beneficie individualmente uma empresa, beneficia a economia como um todo.
As políticas econômicas abdicaram do papel coordenador de um agente externo – o Estado. E passaram a privilegiar os ganhos individuais de cada empresa, sem analisar as consequências para o conjunto da economia, e das demais empresas.
Nesse modelo, busca-se exclusivamente aumentar o valor de mercado da empresa, através do aumento artificial dos dividendos. O modelo Welch funda-se nos seguintes princípios:
1. O esmagamento da concorrência, com o planejamento tributário e o poder de cartel..
2. O esmagamento da rede de distribuidores.
3. O exercício permanente da cartelização, pressionando os fornecedores.
4. A downsizing, isto é a redução radical periódica de custos com pessoal, inclusive esmagando direitos e aprofundando a exploração.
Ou seja, atropelaram todos os fatores de legitimação das empresas e seu papel na construção do desenvolvimento. Tudo isso para conferir prioridade total aos dividendos, cortando investimentos e toda sorte de gastos necessários para a sustentabilidade da empresa a longo prazo. É o que explica a estagnação da economia americana e o crescimento da chinesa.
A partir dessa visão, desmoralizada pelos fatos, o neoliberalismo criou um conjunto de princípios falsos, amplamente endossados pela mídia.
- A não separação entre investimento produtivo e financeiro. O produtivo visa ampliar a produção da empresa; o financeiro consiste exclusivamente em fusões e aquisições ou em operações de arbitragem, com investidores trazendo dólares, comprando títulos públicos e ações e saindo depois. Não acrescentam um centavo de produção à economia.
- Nas últimas semanas houve o anúncio de que a Eletrobras pretende investir R$ 40 bilhões. Em que? Aquisição de empresas, ampliando seu poder de monopólio e reduzindo a oferta de empregos. No entanto, foi saudado como uma vantagem para o país. Antes disso, a Eletrobras fez um aumento de capital de R$36 bilhões e esse dinheiro foi inteiramente aplicado na recompra de ações, sem nenhuma vantagem nem para a economia nem para a empresa.
- O lucro do controlador da Eletrobras depende de práticas que afetarão toda a economia produtiva brasileira. Colocou-se um insumo estratégico – a energia – nas mãos dos maiores especuladores da história do mercado de capitais brasileiro.
- Para melhorar os dividendos, a Eletrobras interrompeu os pagamentos para o centro de pesquisas do setor, cortou investimentos em inovação, reduziu a manutenção, abreviou o tempo de vida útil da empresa. No entanto, seu valor de mercado cresce no curto prazo, porque esses cortes permitiram mais recursos para dividendos.
Recomenda-se aos jornalistas que ainda enaltecem esse modelo, que estudem o que aconteceu com a General Eletric e a Boeing. Ou, no caso brasileiro, com as tragédias de Brumadinho e Mariana.
PontomarceloousejaoZÉaqui(j)
24 de julho de 2023 2:33 pmA mídia somente representa interesses corporativos de minorias, até os empresários com E maiúsculo sumiram, só querem especular financeiramente, não há solução para eles a não ser deixar de serem vira latas,vejam os estragos vividos e escondidos pela mídia q não informa em nossa economia, só pra avisar, não vai dar pra viver no mundo surreal do superneliberalismo guediano,precisamos de coisas produtivas,a internet não era o futuro?Pra quem? Demissão em massa na área de tecnologia nos EUA,é preciso RESPONSABILIDADE SOCIAL,mas quando se tem um governo deficitário na comunicação,fica difícil,o q viraliza são as gafes do 77 e não suas palavras construtivas de proporção de uma pra um milhão,quando se tem um negro periférico só se atentando a gafes e não a histórica lei de cotas e acesso a sua raça ao ensino superior,quebrando barreiras da escravidão,algo está erradissimo e não as VIAGENS DE LULA(trazendo divisas ao país)quando empresários precisam q trabalhadores percebam a importância dos juros baixos ao desenvolvimento Deles mesmos,ALGO ESTÁ MUITO ERRADO,a questão não são só os pobres, empresários,é o todo em geral,Lulão precisa passar o rodo e juntar empresários sim e a classe média em torno de si,ng conseguirá defende-los como o presidente,fomos todos enganados e o resultado tá aí!!!OBS.:Sem mais,vlw gegeeneee !!!!