O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) de outubro de 2022 ficou em 0,59%. Em 12 meses ficou em 6,47%.
Os dois grupos que mais impactaram o índice foram Alimentação e Bebidas (0,1483 dos 0,59 do mês) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,1497).
Em 12 meses, as maiores altas foram de Vestuário (18,48%), Alimentação e Bebidas (11,21%) e Artigos de Residência (10,55%).
Dado relevante é o Índice de Disseminação que mostra o comportamento de todos os produtos e subgrupos. Em relação aos produtos, a alta atingiu 258, a maior quantidade dos últimos 5 meses. Houve queda em 94, a menor em cinco meses.
Em relação aos subgrupos, houve alta em 39 e queda em 9 – também o pior desempenho dos últimos 5 meses.
O mercado está balizando as projeções do próximo ano com base nos últimos indicadores. Aqui, os dados de 12 meses, com IPCA de 6,69%. Se retirar Transportes do índice, o IPCA ficaria em 8,01%.
De qualquer modo, mesmo com o fim das gambiarras de Paulo Guedes, dificilmente o governo Lula permitiria um novo choque de preços no setor.
José Carvalho
15 de novembro de 2022 6:07 pmEsse aperto no cinto que é geral no País, faz com que todos vão se ajustando e isso retira tipos de produtos da lista de compras. O endividamento que rebaixa a desenvoltura na busca por se equilibrar na corda bamba tentando manter certo padrão, com os juros elevados para o combate da inflação é acompanhado pelas compensações nos preços por quedas já efetivadas ou previstas. Mesmo com os preços dos combustíveis tendo caído não impactou todos os segmentos de grupos. Para o consumo das famílias principalmente, os preços estão subindo. Poucos produtos por causa da aproximação da Copa do Mundo e das celebrações de final de ano têm tido promoções, mas nada movido por uma alteração no quadro. Somente com o robustecimento da economia brasileira e os impactos transferidos pelas interações entre as partes, poderá produzir uma estabilidade para os preços.