29 de junho de 2026

Alimentos respondem pela alta total do IPCA-15 desde fevereiro

Na soma, esses cinco alimentos foram maiores que a inflação acumulada do período. A alta foi compensada por quedas em outros setores, especialmente Transportes que caiu 0,39% devido à menor mobilidade das famílias.

Os levantamentos do IPCA-15 do IBGE – que precedem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado -, mostram o efeito alimentação no custo de vida.

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Os dados foram levantados a partir de fevereiro de 2020 – período que o IBGE disponibiliza os dados detalhados. Pegam, portando, o período da pandemia.

A primeira tabela mostra as altas de cada setor – não seu impacto sobre o índice final do IPCA-15.

Desde fevereiro, as maiores altas foram dos subgrupos Alimentação e Bebidas, Comunicações e Artigos de Residência.

A tabela mostra o impacto de cada um desses setores no índice final. Depende da variação de preços ponderado pelo peso do produto nas despesas gerais das famílias.

Quando se analisa o peso desses aumentos sobre o índice final, percebe-se que, de fevereiro para cá, o subgrupo Alimentação foi responsável por toda a inflação do período. O IPCA-15 acumulado foi de 1,58%. E o peso da Alimentação, acumulado, foi de 1,58%.

Portanto, a alta não se deveu a aumento de gastos públicos, mas a uma questão simples de oferta e procura.

Só que a demanda de carne é influenciada por dois mercados: o interno e o externo. No caso do mercado interno, há o chamado efeito substituição. Se a carne fica muito cara, opta-se pela massa. E assim por diante.

Vamos analisar os produtos que mais pesaram na cesta.

Aqui, as maiores altas, não ponderadas. As três maiores altas são de produtos comercializáveis, isto é, sujeitos a exportações e às cotações internacionais.

Aqui, as maiores altas de alimentos desde fevereiro de 2020:

E aqui os maiores impactos de alimentos sobre o IPCA-15 acumulado desde fevereiro. Na soma, esses cinco alimentos foram maiores que a inflação acumulada do período. A alta foi compensada por quedas em outros setores, especialmente Transportes que caiu 0,39% devido à menor mobilidade das famílias. Ou seja, se Transportes não exercesse esse papel contra-cíclico, o IPCA poderia ter ficado perto de 2% de fevereiro até agora. 

Quando se analisam as exportações desses produtos, percebe-se que o único aumento expressivo foi de sementes e frutas oleoginosas, que responderam por 0,13 pontos na inflação do período.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Zé Sérgio

    25 de outubro de 2020 5:57 pm

    Quando que os Alimentos não são a ‘ Geni ‘ da Inflação? Quando a Produção Brasileira não é a ‘ Geni ‘ da Economia? Quando a AgroPecuaria Nacional não é a ‘ Geni ‘ dos Problemas Sociais? Esta ‘Indústria Nacional’ paga pela pela Propaganda e Publicidade nos Meios de Comunicação Brasileiros? Então a Mídia irá bater e combater a quem? Seus Financiadores e Parceiros das MultiNacionais Estrangeiras e seus Interesses? Só para saber…

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