5 de junho de 2026

Brasil, a última oportunidade de se tornar uma grande Nação, por Luís Nassif

Lula de 2026 poderá cumprir a profecia e se consagrar como o grande presidente da história. Ou confirmar as críticas dos adversários
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O destino, as circunstâncias, a sorte, seja lá o que for, abriu algumas oportunidades históricas para o Brasil se tornar uma grande nação.

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Ele nasceu vocacionado para tal: um grande território, terras agricultáveis, minerais estratégicos. Faltava apenas uma elite com projeto de país.

A primeira grande oportunidade surgiu nos anos 30, reflexo da crise de 1929, quando a escassez absoluta de libras obrigou Getúlio Vargas a interromper o livre fluxo de capitais. Capitais da cafeicultura, que tinham a Citi Londrina como destino, sem alternativa ajudaram a financiar o inicio da industrialização brasileira.

A segunda oportunidade – também bem aproveitada – foi na Segunda Guerra, com Vargas explorando a disputa entre Alemanha e Estados Unidos, tornando o país parceiro do novo modelo de hegemonia americana, que consistia em ajudar no desenvolvimento dos países do Sul Global. Vem daí os primeiros planos que ajudaram a identificar áreas estratégicas que, no segundo governo Vargas, permitiram a criação das grandes estatais – Companhia Siderúrgica Nacional, Petrobras, Eletrobras – lançando as bases para o salto seguinte, do governo JK. Em cima da infraestrutura legada por Vargas, JK montou o Plano de Metas, avançando a industrialização em vários setores.

O salto seguinte seria o governo João Goulart e suas reformas de base, que permitiriam o salto final de modernização, aproveitando o êxodo rural para construir uma classe média vigorosa e uma classe trabalhadora que atenderia às demandas da industria. 

Esse passo foi abortado pelo golpe militar que se, de um lado, permitiu a a modernização do mercado de capitais, por outro legou a sociedade mais desigual do planeta. E, a partir dos anos 80, promoveu uma destruição da economia, como respaldo do amplo endividamento do período anterior.

Todo esse processo irresponsável de endividamento veio de um dos gurus da financeirização, Mário Henrique Simonsen. Como dizia Fernão Bracher, diretor da área externa do Banco Central, dívida foi feita para ser rolada. A crise do petróleo e a explosão dos juros americanos matou o modelo brasileiro de crescimento.

A oportunidade seguinte veio com o Plano Real. O fim da hiperinflação jogou milhões de pessoas no mercado de consumo em um momento em que a revolução da telemática e da logística promoviam uma reestruturação das cadeias produtivas globais. Brasil, China e Índia eram as bolas da vez, justamente pelas características de grandes extensões de terra, ampla população, mercado de consumo potencial e uma base industrial inicial.

A política do BC, de juros altos e câmbio baixo por sucessivos anos, liquidou com essa possibilidade. Como dizia Gustavo Franco, dívida não foi feita para ser paga, mas para ser rolada.

O governo Lula assumiu em 2002 mantendo o mesmo modelo de política econômica, com juros elevados e câmbio baixo. Inovou, é verdade, nas políticas compensatórias, mas não logrou apresentar um projeto de país.

A grande oportunidade surgiu a partir de 2007, com o boom das commodities, que deixou o país com um volume recorde de receita fiscal e de reservas cambiais. Lula alterou o estilo, comandou epicamente a reação da economia para enfrentar a crise, mas sempre com medidas pontuais, visando resolver problemas imediatos. Legou para Dilma um governo sem projeto de desenvolvimento, mas com reservas cambiais expressivas.

A rigor, Dilma foi a única presidente a pensar um projeto de desenvolvimento. Investiu no PAC, trabalhou para reduzir os spreads bancários. Mas pegou a reversão dos preços de commodities e a herança maldita do presidencialismo de coalizão, que resultou na Lava Jato.

Depois, foi a destruição perpetrada por Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Agora, o destino joga nos braços do país a derradeira oportunidade de cumprir seu destino manifesto de grande nação: a transição energética, a neoindustrialização, a mudança nas cadeias produtivas globais.

Esse desafio exigiria um planejamento minucioso e participativo, como foi o Plano de Metas de JK, um estadista capaz de promover o grande pacto nacional em torno da produção e, ao mesmo tempo, ter uma interlocução global para se valer da reorganização do sistema de poder global.

Até o momento, temos apenas a terceira condição – o estadista internacional. Até agora, Lula não acordou para a necessidade de um projeto de desenvolvimento, como eixo central da mobilização capaz de lhe dar forças para romper com os impasses políticos e orçamentários. Não pensa em montar grupos de trabalho e continua trabalhando da mão para a boca, resolvendo problemas à medida que se apresentam.

Lula de 2008 a 2010 emergiu como a grande esperança do Brasil ter encontrado, finalmente, o estadista capaz de conduzir o país na última milha do desenvolvimento.

Lula de 2026 poderá cumprir a profecia e se consagrar como o grande presidente da história. Ou confirmar as críticas dos adversários, que foi apenas um político pragmático, beneficiado pelos ventos do boom de commodities. E, em 2026, caberá a ele o papel inglório de jogar a última pá de cal na esperança de se ter uma grande Nação.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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10 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de julho de 2024 8:15 am

    Fernando Haddad distribui sorrisos para cortejar o mercado, mas a verdade é que a proposta governamental de obter a submissão voluntária do mercado ao interesse público fracassou. O neoliberalismo se caracteriza pela mercantilização da política, pelo encolhimento da esfera pública e pela hegemonia da ganância sobre qualquer consideração de civilidade. Na Rússia, o Estado só começou a ser respeitado depois que Vladimir Putin espetacularizou o julgamento e condenação de um oligarca. No Tribunal, ele ficou dentro de uma gaiola e isso serviu como um poderoso aviso à qualquer milionário que ousasse desafiar o Kremlin. Na China, o capitalismo se expande com financiamento público e sob a supervisão feroz do Partido Comunista. Lá, os desvios também são punidos com rigor. Nada disso pode se tornar realidade no Brasil. Cá, existe uma união sagrada entre a quadrilha dos juízes, a quadrilha dos barões da mídia, as milícias de bandidos, policiais e militares controladas pela extrema direita. E para piorar, o PT se deixou afundar no identitarismo esquecendo-se que não é possível combater a luta de classes promovida pelos ricos sem uma classe operária realmente organizada e disposta a romper com a sujeição do Estado ao mercado. O Exército está metido até o pescoço no golpe fracassado de 2023, mas recebeu um quinhão bilionário do PAC para encomendar e comprar novos sistemas de armas. Descontroladas e dominadas por uma ganância insaciável, as corporações do sistema de justiça assaltam os cofres públicos criando penduricalhos imorais e até ilegais. Limitando-se a lutar para encher a barriga, a população nem mesmo percebe que o Estado brasileiro sustenta um punhado de predadores financeiros com apoio total da imprensa. O cenário está mais para o retorno da direita do que para o sucesso da esquerda. Digo isso com tristeza, porque não dá mais para ser otimista. Os sorrisos do Fernando Haddad só conseguem encantar a esposa dele e engabelar as lideranças petistas. Ele não é visto como uma ameaça pelos predadores financeiros, não é respeitado pelos jornalistas nem tampouco está em condições de entregar o que pretende. O mercado não vai se submeter voluntariamente ao interesse público sem levar muita porrada e ficar medo de perder os dedos, os braços e as pernas antes de entregar os anéis.

    1. Rogério Córdova

      17 de julho de 2024 6:09 pm

      Excelente análise. Concordo.

  2. Lá vem o jota ponto...

    17 de julho de 2024 8:46 am

    Haa pára Nassif,q título ruim,tá muito pessimista,se não for com Lula será cpm outra pessoa esse tal de aproveitar a última chance,Lula não é salvador da Pátria,ng joga sozinho,pára de er ingênuo Nassif,vc fala e escreve um milhão de vezes sobre “tem q ter projeto de pais”,acontece se acontecer isso de vdd,acabaria quase todos is problemas do Pais e PRA QUE POLITICOS ENTÃO,é a mesma pegada do tal mercado(meia dúzia de parasitas)se não tiver pessoas,empresas e países endividados pra quê sugadores e emprestadores de grana?A diferença de Lula sobre os outros é q ele quer e faz o minimo para todos e principalmente aos mais necessitados já q ultimamente as elites colocaram e afloraram seu espírito animal exterminador do tipo escravista carniceiro sem consideração nenhuma com os seres humanos,estão sem limites pensando q o mundo é só para eles,pensam no seu umbigo e meia dúzia de amiguinhos um vdd mundo atrasado medieval do tipo Reis no seu castelo monumental isolado e ainda se acham especiais !!!

  3. José de Almeida Bispo

    17 de julho de 2024 9:09 am

    E a porta-voz da agiotagem, causa prima de subdesenvolvimento nacional – a Rede Globo – está de vento em popa.

  4. Douglas Barreto da Mata

    17 de julho de 2024 9:43 am

    É, na iminência de um quarto mandato, e o nosso amigo e companheiro de jornadas, Luís Nassif, ainda tem esperanças…

    Incorrigível Nassif com a sua quase patológica esperança.

    Esperança é a inimiga mortal da análise histórica, da visão dialética das coisas…

    Vamos tingir essa esperança com tintas realistas:

    Lula e as forças políticas que ele arregimenta não se movimentam no vácuo, há atritos severos com as poderosas forças que o antagonizam…

    Isso é óbvio como o nascer do sol…

    O problema não é esse, e nem vou adentrar pela impossibilidade de alternância real de poder na totalidade institucional capitalista, e dos enormes problemas em acomodar governos de coalizão, seja em sistemas presidencialistas, semipresidencialistas, parlamentaristas ou semiparlamentaristas…

    A tônica do Capital é sempre a mesma: dotar o sistema político de impedimentos ao poder originário (voto), fazendo que seja impossível que das urnas se exerça um poder que acabe (democraticamente) com o capitalismo, mesmo que a esmagadora maioria tenha consciência da necessidade dessa mudança e deseje esse caminho.

    O edifício ideológico capitalista sequer deixa a maioria votante conectar sua escolha (voto) com o sentido do voto, seja através do controle da mídia, e de todas as outras formas de narrativa social.

    Mas é forçoso reconhecer que em cada sociedade, com suas características e contingentes históricos peculiares, as chamadas forças de esquerda (progressistas, reformistas, comedidos, humanistas, arf, seja lá o que forem) experimentaram formas e maneiras distintas de se comportarem frente ao desafio de, em última instância, melhorar as condições de vida dos estratos mais pobres dessas sociedades, ainda que dentro dos limites permitidos pelas elites que controlam o Capital e o destino de todo mundo que não o detém (nós)…

    Em todos esses processos, também é necessário enxergar que há um movimento de fluxo e contra fluxo, com momentos de maior ou menor conforto para os mais pobres…

    No entanto, desde que se reconhece essa pêndulo das sócio reproduções capitalistas, nunca, em nenhum local do planeta, salvo naqueles onde houve uma ruptura institucional severa, como a ex- URSS e Cuba, houve ameaça real às estruturas (infra) capitalistas.

    Isso é fato, associado a outro fato: sem acabar com o modelo econômico (capitalista) que dá causa a desigualdade, nunca se acaba com a desigualdade em si.

    Querer que Lula desafiasse essa construção é tão ingênuo como achar que seu ministro da fazenda está do lado dos mais pobres.

    Mas o que Lula poderia fazer e não fez?

    E melhor perguntando, por que não fez?

    Primeiro é preciso entender o político-personagem-mito Lula, que tem ciência de si mesmo, e como tal, há sempre o conflito entre o que ele é, aquilo que ele acha que deveria ser, e o que ele não quer ser…

    Quem faz a mediação dessas instâncias de ciência de si mesmo é a realidade, simultaneamente com as perspectivas de futuro.

    Pausa no clima “divertidamente”…

    Lula é fruto, eu já disse várias vezes, de um caldo de cultura política de baixo capital cultural, mergulhado na baixa classe média da década de 70, adornado com um carisma incrível e capacidade de absorção de conhecimento inenarrável…

    Um bolsominion que deu a sorte de entrar para o sindicato, mas que ainda traz lá no fundo, bem no fundinho, aqueles ranços e recalques regados a cachaça e a churrasco (não à toa, suas obsessão, o churrasco)…

    Lula não é um conciliador nato, como dizem, ele é o que deu para ele ser, e aí entra a questão de como ele se enxerga…

    Ele tem na sua mente a imagem acabada de si mesmo, como um pobre que desafiou a pobreza, virou presidente, e por isso mesmo, foi perseguido, porque a ideia de que um pobre nordestino pode virar presidente, realmente, assombrou a elite, um dia…

    Essa é, talvez, a única imagem que Lula faz de si que tenha conexão com a realidade: a de que ele é combatido pela sua origem, e por onde chegou…

    Porém, as elites souberam, com maestria, confinar essa imagem (autoimagem) de Lula, e o imobilizaram, tornando essa “força da natureza” algo inócuo, inofensivo mesmo…

    Hoje, ouvir Lula dizer que “é preciso que as pessoas comam três vezes por dia, que possam viajar, desfrutar de bens de consumo mínimos” parece tão deslocado quanto ouvir Amaury Jr falando disso (exageros à parte, até porque o colonista social nunca diria isso, rsrs)…

    Essas palavras perderam o sentido na boca de Lula porque os seus governos não avançaram quase nada, e as mesmas pessoas pobres parecem condenadas a uma porta giratória, entrando e saindo da faixa da miséria ao sabor das contingências orçamentárias.

    Desigualdade? Quase intacta…

    Há pessoas inclinadas ao combate, ao conflito, mesmo que não tenham arroubos verborrágicos ou ímpetos violentos, enfrentam momentos críticos com inigualável coragem, ainda que não tenham construído tais circunstâncias limítrofes, e cito um exemplo clássico, Salvador Allende.

    Há outros de natureza mais belicosa, como Hugo Chavez, Fidel ou mesmo Maduro…

    Há os “carne de pescoço”, com Evo Morales, Leonel Brizola…Há o que misturam tudo isso com especial sensibilidade e genialidade, como Che…ou Mao…

    E há os frouxos, como Jango…e como Lula…

    Os frouxos sempre imaginam que algum tipo de negociação pode salvar-lhes a pele, mesmo que a negociação seja com um tigre, e eles estejam com as cabeças na boca do bicho…

    Os frouxos tendem a sobreviver mais tempo que os voluntariosos, é verdade, mas a pergunta é, para quê?

    Porque para os frouxos, a sobrevivência (política ou física) é tudo, o fim em si, a sua razão de existirem…nem que para isso, tenham que morrer simbolicamente, marcados pela insígnia da covardia…

    Sobrevivem para se tornarem caricaturas de si mesmos, presos, achincalhados, a ponto de eleger como heróis os que o prenderam, como Lula faz com o STF e Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes…

    Ou para serem assassinados como Jango…

    Aqui a distorção de autoimagem de Lula: ele se acha um conciliador corajoso, um sobrevivente invencível, uma inteligência que não pode ser questionada, porque o poder que ele detém não pode ser questionado…

    Por isso Lula tornou o PT em puxadinho de sua popularidade, esmagando qualquer vida política útil na legenda…

    Foi aí, justamente aí, que Lula matou qualquer chance de ampliar sua força política, pois sufocar o PT, domesticar as inúmeras correntes políticas que atritavam ali, e por isso mesmo, geravam energia quase nuclear, transformou Lula em presa fácil, pois aquilo que as elites temiam, virou uma mera caixa de ressonância dos humores do “chefe”…

    Enfim, juntando tudo isso, é certo que 2026 será muito pior que os três mandatos anteriores, até porque o tempo é Rei, e ele sim, não admite negociações…

    Ninguém sobrevive ao Tempo, nem os sobreviventes, daí…

  5. Antonio Uchoa Neto

    17 de julho de 2024 10:16 am

    Dívida não foi feita para ser paga. 100% absolutamente certo. Eu sei disso, o Nassif sabe disso, Fernão Bracher sabe disso, Gustavo Franco sabe disso. Mas, e o povo? O povo, aquele que é criado com a ideia de que o seu nome – no caso, seu bom nome – é seu bem mais precioso, e dir-se-ia, único. Seu nome tem que estar limpo, quando quiser comprar alguma coisa, é preciso que seu nome esteja reluzindo de limpo no SPC, no Serasa, no diabo, para receber seu diploma de bem comportado e ganhar seu fuscão no juízo final, além de irrigar o sistema financeiro com o único valor realmente criado no sistema d crédito, os juros. Que vão para os bolsos sabemos de quem. Enquanto isso, os bancos e seus parasitas prediletos, os grandes endividados, movimentam o suado dinheirinho que o povo coloca no banco, pensando estar se protegendo da inflação, resguardando seu bom nome diante do Deus Crédito, e, na verdade, sustentando toda essa roda financeira que ganha bilhões sem produzir um alfinete, um palito de fósforo, e sem gerar um mísero emprego. Vivemos debaixo de uma fraude gigantesca, entretidos com essa ficção chamada dinheiro, consumindo, consumindo, e consumindo, e pagando religiosamente os juros que devemos aos demiurgos que nos fornecem bens de que não necessitamos – a não ser para excitar nossa vaidade de consumidores de produtos melhores e mais caros do que os de nossos vizinhos – graças ao crédito que nosso nome limpo nos dá. Seria cômico se não fosse trágico. No dia em que o povo descobrir que seu salário é pago por ele mesmo, e não por seu patrão…mas isso agora é inútil. O Capitalismo depende cada vez menos da mais-valia, e se aproxima do dia em que se livrará de vez desse estorvo, dessa sua má-consciência que, na verdade, nunca o incomodou, de verdade. O Binômio Bancos-Corporações vai seguir em frente, imperturbável. Lula, Haddad…Meu Deus. O circo hoje é virtual, e não duvido que o pão um dia se torne virtual, também. Como o dinheiro, esse fetiche do pobre, que alimenta o Capital. Exploração do trabalho vai sair de moda; abram alas para a financeirização da vida, do sonho, de tudo. E nos embriaguemos dessa fraude. Viva os Lehmans e sucupiras da vida! NÃO HÁ FRAUDE NO SISTEMA FINANCEIRO; O SISTEMA FINANCEIRO É, EM SI, UMA FRAUDE. Deus não existe, mas as religiões sim. Dinheiro não existe, mas os juros sim. Basta inverter essa equação, tomando o dinheiro como coisa real, tangível, e os juros como uma ficção (‘as prestações cabem no meu salário? Então tudo bem, vou comprar’), e o povo está mantido sob controle, como bons cordeirinhos do Senhor – leia-se, do Marcado financeiro. OS JUROS SÃO A ÚNICA COISA REAL, TANGÍVEL, DE FATO, NO SISTEMA FINANCEIRO. E tem que ser protegidos de qualquer jeito. E dane-se Lula e Haddad, pelegos de seus passados.

  6. fabricio coyote

    17 de julho de 2024 10:22 am

    Infelizmente lula usa a miséria de milhões de pessoas para alavancar índices de aprovação. Quando fala em picanha e cervejinha, refere-se aos “campeões nacionais”, frigoríficos, que gravaram a chantagem de eduardo cunha com temer a dizer para que fosse mantida e a ambev, como se o alcoolismo não fosse uma doença crônica.

  7. Francisco Santos

    17 de julho de 2024 10:26 am

    O primeiro governo Lula foi o governo de expansão da classe média, havia pouca distribuição de renda, mais ainda assim propiciou a Ascensão de várias classes sociais, o que foi acompanhada, infelizmente, pelo analfabetismo politico e a falta de discernimento da realidade, feita principalmente pelas grandes mídias

    Espero nesse segundo mandato que Lula priorize os pobres, os necessitados e os que não possuem condições de, sozinhos, sair da miséria em que se encontram

    Lula sabe que governar somente pra classe média é uma faca de dois gumes, mas a certeza da gratidão do pobre, dos necessitados é tão grande que marcou sua vida e a deles e é isso que trás o desenvolvimento real

    logico que o mercado e seus meninos de recado, a grande imprensa, vão fazer de tudo pra barrar isso, e tentar tornar o Brasil um banco exclusivo de pagamento de dívidas extorsivas, mas Lula já decidiu, vamos nos tornar uma Dinamarca, não uma índia

    PS: deem uma olhada no Google e pesquisem sobre o casamento mais caro do mundo

  8. José Carvalho

    18 de julho de 2024 3:44 pm

    Um dos grandes males a qualquer tentativa de fazer esse pacto produtivo é o engajamento ideológico. Se a proposta partir de alguém taxado como esquerda, mesmo que existam 50 tons do cinza, o capital que se considera de direita é contrário. Os exemplos citados dos governos JK, VARGAS e GOULART, dão a dimensão disso. Não importou o que produziria ao País o avanço desses processos, possuíam ideias de esquerda. Logo, tinham que ser abortados. E a realidade é que o País não consegue oferecer nada além daquilo que o torna bom para se extrair recursos. Sem um projeto nacional que tenha a garantia de que o País efetivamente chegará a destino melhor, o máximo que vai conseguir é uma melhoradinha aqui , outra ali. Lula é de direita ou de esquerda. O Brasil e o seu crescimento e desenvolvimento é uma necessidade de todos. A pergunta é : alguém quer isso. O Mundo está em movimento e isso não vai parar esperando uma definição do Brasil. Quem não tem vontade de fazer, nunca vai fazer.

  9. Hermes

    18 de julho de 2024 11:04 pm

    A depender de nossa elite, vai ficar para o século 22.

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