Divulgada ontem pelo IBGE, a Pesquisa Mensal da Indústria (PMI) repetiu o desenhos dos últimos meses: crescimento da indústria extrativa, queda da indústria de transformação
No mês, houve alta de 0,32% na Indústria Geral, com alta de 1,17% na Extrativa e queda de 0,06% na de Transformação.
Em 12 meses, a Indústria geral permaneceu estagnada, com queda de -0,02%; a extrativa cresceu 11,14%, mas a de transformação caiu 1,63%.
Em relação a 10 anos atrás, o desenho de uma tragédia: 16,21% de queda na indústria geral e de 17,99% na de transformação.
No mês, houve um aumento na fabricação de máquinas e equipamentos (+12,3%)e outros equipamentos de transporte (10,2%). As maiores quedas foram na fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-8,7%) e produtos alimentícios (-2,6%),
Mesmo assim, o levantamento por seções e atividades industriais mostrou 19 setores em alta no mês e 7 em queda. Em 12 meses, inverte-se: são 9 em alta e 17 em queda.
Outra divisão do IBGE é entre Grandes Categorias Econômicas: bens de capital, bens intermediários, bens de consumo,bens de consumo duráveis e bens de consumo semiduráveis.
Em 12 meses, a única alta expressiva foide consumo duráveis (11,56%) e a maior queda foi em bens de capital (-12,12%).
Aqui, um gráfico dos três grandes grupos, tendo maio de 2013 como base 100.
Uma tabela mais detalhada mostrará o estrago no setor nos últimos 10 anos.
De forma mais desagregada, a análise da indústria por grupos e classes industriais mostrará, em 12 meses, 38 em alta e 44 em queda.
evandro condé
5 de julho de 2023 9:05 pmIsto é o retrato, o problema são as causas. Incontáveis.
José Carvalho
8 de julho de 2023 4:26 pmOs efeitos da não industrialização do País, ou do abandono pelos motivos que sejam, dos processos de industrialização vão sendo mostrados ao longo do tempo. Esse maior crescimento no segmento extrativo que atende pedidos internos e externos, não deixa de ser normal. A principal perda está nas oportunidades derivadas a partir desse avanço da indústria. A queda representada pelos gráficos mostra esse declínio vindo da descontinuidade na industrialização do Brasil. Talvez tenha faltado “barões da indústria” que defendessem razões para não retroceder e sim ampliar a visão da forma mais favorável ao País. Facilitar o progresso do País em diversas áreas.