28 de junho de 2026

No setor de serviços, só o Centro-Oeste mostra sinais de vida

Desta vez nem o mercado ousou comemorar o desempenho do setor de serviços, a partir da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE. Os aumentos em julho, em relação a junho, mantém praticamente todos os setores muito abaixo dos índices de fevereiro, início da pandemia.

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Confira:

  1. Em Serviços Prestados às Famílias, em julho houve crescimento de 5,9% em relação a junho; mas continua 51,7% abaixo do nível de fevereiro.
  2. Praticamente o único setor a voltar aos níveis de fevereiro foi o de Serviços de Informação e Comunicação, devido à maior demanda por TV a cabo.

Em relação a 6 e 12 meses atrás, o quadro continua contristador, com alta apenas em Outros Serviços.

Em relação a junho de 2020, os subsetores apresentam, igualmente, bom desempenho.

Quando se compara com julho de 2019, a queda é generalizada.

Do mesmo modo, o setor de serviços continua morto. Na comparação com fevereiro de 2020, as quedas são fulminantes,

Na análise regional, há um desempenho robusto no centro-oeste, gfraças às boas vendas externas do agronegócios.

Os Estados mais afetados foram do Norte e Nordeste, com exceção do Maranhão. Depois, os do sudeste e sul, mais industrializados. Finalmente, o Centro-Oeste claramente beneficiado pelo boom das commodities agrícolas.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. Schell

    12 de setembro de 2020 1:04 am

    Caro Nassif,
    não caberia uma matéria sobre a roubalheira que estão aplicando nos poupadores através da poupança que, hoje, rende apenas Hoje a poupança rende 70% da taxa Selic mais a taxa referencial (TR). Esta taxa no momento rende 3% ao ano e a TR está no valor de 0…, ou seja, “aplicaram” nos poupadores que, em pouco tempo verão suas economias virarem pó. É só manterem a taxa Selic baixa; qualquer inflação, portanto, “sugará” os poupadores. Desde sempre sabia-se que as novas regras de remuneração da poupança seriam negativas e que o povo – como sempre – pagaria o pato da financeirização da economia brasileira. Afinal, apenas a poupança – sob o argumento de que o 0,5% ao mês de juros – se guia pela tal Selic, todos os encargos financeiros contratados pelos bancos nem se preocupam com a mesma e a TR, sabemos todos, é mero artifício para “roubar” os poupadores. Por favor.

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