10 de junho de 2026

Os dilemas do Partido Democrata e do PT, por Luís Nassif

Democratas perderam a narrativa econômica, deixando as portas abertas para que Trump conquistasse os eleitores de classe média e baixa renda

Aos 80 anos, James Carville é uma lenda dentre os estrategistas do Partido Democrata. Ganhou notoriedade ao conduzir a vitoriosa campanha de Bill Clinton à presidência dos Estados Unidos, cunhando uma frase que se tornou emblemática: “É a economia, estúpido!”.

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Seu último artigo, no The New York Times – “Eu estava errado sobre a eleição de 2024” – é uma amostra interessante dos dilemas que cercam o Partido Democrata e, por paralelismo, o Partido dos Trabalhadores no país.

Seu erro foi ter admitido que Kamala Harris venceria as eleições. Sua análise volta-se para a mesma proposta da eleição de Clinton: “Continuo voltando para a mesma coisa. Perdemos por uma razão muito simples: foi, é e sempre será a economia, estúpido. Temos que começar 2025 com essa verdade como nossa estrela-guia política e não nos distrair com mais nada”.

Os dilemas do Partido Democrata são idênticos aos do PT. A economia dos Estados Unidos continua a ser a maior do mundo, houve a recuperação do crescimento e a inflação passou a cair no último ano. Mas o povo americano não se contentou que isso era suficiente. E o motivo é que os democratas perderam completamente a narrativa econômica, diz ele, deixando as portas abertas para que Donald Trump conquistasse os eleitores de classe média e baixa renda focados na economia.

O que significa reconquistar a narrativa econômica? “Trata-se de encontrar maneiras de falar com os americanos sobre a economia que sejam persuasivas. Repetitivas. Memoráveis. E totalmente focadas nas questões que afetam a vida cotidiana dos americanos”.

O primeiro passo é não transformar Trump no foco principal, já que ele não poderá ser eleito novamente. Além do quê, muitos americanos não dão a mínima para as acusações contra Trump, seus impulsos antidemocráticos ou sobre aspectos morais, se não conseguem sustentar a si mesmos ou às suas famílias.

A esperteza de Trump foi ter colocado a raiva popular na frente e no centro, diz ele. “Denunciar outros americanos ou seu líder como canalhas não vai ganhar eleições; focar em sua dor econômica, vai, assim como contestar a agenda econômica republicana”.

Aqui se entra no busílis da questão. A agenda republicana, assim como a de Paulo Guedes-Bolsonaro, é essencialmente anti-povo, anti-benefícios sociais, pró-mercado. Mas quem está no poder, nos EUA, é o Partido Republicano; no Brasil é o equivalente ao Partido Democrata. Por isso, o discurso de denúncia de políticas públicas é mais fácil por quem é oposição.

Carville propõe a denúncia contra os cortes de impostos dos mais ricos, já anunciados por Trump. Prevê o aumento de preços internos, com a política tarifária anunciada e a provável tentativa de corte do Affordable Care Act – uma lei abrangente de reforma da saúde, promulgada em 2010, com a intenção de oferecer seguro mais acessível para a baixa renda. O padrão cruel já se manifestou no ato do presidente da Câmara, Mike Johnson, acabando com o financiamento da assistência médica para os trabalhadores de emergência e sobreviventes do 11 de setembro.

A estratégia proposta, então, é o Partido Democrata radicalizar o discurso de defesa de uma agenda populista, uma agenda econômica extremamente popular e populista, que os republicanos não possam apoiar. 

Dá três exemplos dessa agenda:

  • Aumento no salário mínimo para US$ 15 por hora. 
  • Fazer de Roe v. Wade (direito ao aborto) uma questão de mensagem econômica e forçá-los a bloquear nossas tentativas de codificá-la em lei. 
  • Retomar a questão da imigração tornando-a uma questão econômica e forçar o GOP a negar uma reforma bipartidária que acelere a entrada de talentos de alto desempenho.

Essa agenda econômica precisa chegar ao povo, valendo-se dos novos paradigmas de mídia. 

“Os podcasts são os novos jornais e revistas impressos. As plataformas sociais são uma consciência social. E os influenciadores são administradores digitais dessa consciência. Nossa mensagem econômica deve ser nítida, clara e concisa — e devemos levá-la diretamente ao povo”.

Sua mensagem é que o caminho para a recuperação política é valer-se daquilo que o mercado taxa depreciativamente como “populismo”: são medidas de benefício direto à população mais pobre.

Por aí pode-se entender o terrorismo do mercado – e da mídia – como a tal “gastança”.

Como a última edição da revista Veja, taxando o atual déficit primário de menos de meio porcento em “uma das mais agudas crises fiscais do século 20”.

Ou a manchete da Gazeta do Povo, anunciando a alta do dólar no primeiro dia da gestão Galípolo, quando, na verdade, o dólar cedeu.

Essa é a armadilha política que lançaram no caminho do governo Lula: terrorismo em cima de qualquer gasto social, para impedir o PT de retomar as bandeiras populistas que o consagraram em outros momentos.

O desafio será montar uma estratégia que desmonte a armadilha e permita colocar em prática políticas sociais bem concebidas, com metade do mandato queimada por falta de estratégia.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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17 Comentários
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  1. Carioca

    6 de janeiro de 2025 1:56 pm

    Por andar de ônibus, metrô, ir a supermercado, comer pastel na feira e encontrar semelhantes na banca de jornal percebo que as pessoas estão desesperançadas … diria até apáticas-desesperançadas … beirando o “ainda tá bom pq vai piorar” … pouco se interessam/importam se a inflação está 4,2763% ou 15% … se o dólar está R$6,11 ou R$38,00 …. demonstra uma clara percepção de não percepção do que o governo atual pretende … ou seja, ninguém tá entendo nada …

  2. fabricio coyote

    6 de janeiro de 2025 2:28 pm

    chega de intermediários, galípolo para presidente!

  3. Tiago

    6 de janeiro de 2025 3:07 pm

    Bom texto, analisa os dilemas do partido democrata e republicano nos Estados Unidos, no entanto, tenho algumas observações.
    Sou de esquerda, inclusive socialista, se fosse americano votaria em kamala harris, mas ela não perdeu só por causa da eeconomia, mas porquê o governo de Joe Biden deixou muito a desejar, em termos de conflitos internacionais foi muito pior que o governo Trump, em seu governo houve a retirada das tropas do Afeganistão e a chegada do taliban ao poder, houve os ataques de 7 de outubro em Israel e a operação contra o hamas iniciada por este país que resultou muitas mortes, houve a guerra da Ucrânia, os jovens que moram nos Estados Unidos e que não querem ir a guerra preferiram votar em uma pessoa que diz que vai acabar com a guerra da Ucrânia em 24 horas do que alguém que inciste continuar com a guerra.
    Trump também ganhou também devido a agenda dos costumes, eu apesar de ser socialista apoio a agenda dos costumes de Trump, a legalização do aborto é algo gravíssimo, a taxa de natalidade já está muito baixa, se fetos de bêbês forem mortos esta situação se agravará, isto prejudicará o crescimento do país, forçará reformas impopulares como da previdência corporativa dos EUA e trará mais descontentamento, o certo seria legalizar uma política para o aborto como as que temos no Brasil hoje, o permitir somente em caso de estupro ou ellm caso de risco de vida a mãe, mas grupos radicais do partido democrata incistem na legalização do aborto e perdem porquê a população dos EUA é muito religiosa (algo que admiro) e depois não sabem porquê perderam.
    Sobre a economia, não se trata de comunicar, mas se trata de fazer, atualmente a taxa de desemprego nos EUA é de 4.1%, quando o atual governo assumiu a taxa de desemprego era de 6.7%, dado semelhante ao do Brasil atual, ou seja, o governo Biden fez uma boa gestão neste aspécto, no entanto, a população ten que perceber esta melhoria na vida prática, nos preços das mercadorias, a comunicação do governo ajuda, mas não é suficiente, Biden perdeu mais por causa da agenda dos costumes, como evangélico que convive muito com quem tem pensamento de direita, inclusive americanos poderia assegurar isto.
    Sobre a comparação de que o partido republicano e quivalente ao PL e ao partido democrata ao PT, acho que esta não foi uma boa escolha dos dois partidos, o partido liberal resolveu tentar copiar o partido republicano e o PT resolveu tentar copiar o partido democrata, mas isto não deu certo, porquê a realidade política do Brasil é muito diferente da dos EUA, por exemplo, o PL defende a liberação de armas, tal como o partido republicano, só que lá existe uma crença de que os cidadãos devem pegar em armas para defender a nação caso surja um governo autoritário, isto inclusive está escrito textualmente na 2ª imenda a constituição dos EUA, pensamento do século XVIII desatualizado e que reflete o pensamento de guerra civil, já que os colonos britânicos se uniram para lutar contra a coroa, aqui no Brasil não foi assim, o exército e estrangeiros mersenários lutaram por nossa independência, não houve este clima de mobilização patriótica que houve nos EUA, lá também existe uma cultura por um tipo de amor a armas, aqui no Brasil este sentimento é bem menos genrealizado, lá, apesar de ataques em escolas a população sabe manipular mais armas e acidentes e mortes existem, mas são menos comuns, aqui no Brasil a socidade não está preparada para isso, porisso é patético o PL defender a liberação das armas..
    O PT se inspira no partido democrata, mas sito também não faz muito sentido, lá nos EUA não existe um estatuto da criança e do adolescente, nem licença maternidade remunerada, muito menos um sistema semelhante ao SUS, porisso, alguns grupos defendem a legalização do aborto, mas aqui existe uma maior rede de bem-estar social e esta prática não é muito aceita, até porquê a maioria da população tem origens católicas, que é uma religião que incentiva mais a caridade do que a religião protestante, isto se aplica mesmo aos que se tornaram evangélicos depois, não é a mesma coisa de quem nasceu evangélico nos EUA, cada país tem suas particularidades.
    Apoio Trump em políticas contra o aborto e desejo que ele faça um bom governo, a política tarifária pode criar mais empregos nos EUA, isto pode ser uma agenda que aproxima Lula e Trump, os dois falam sobre trabalhadores e Trump nomeou uma peessoa que ele disse que irá melhorar os salários dos trabalhadores.
    Sobre a imigração não concordo com Trump.

    Sobre o plano econômico do partido democrata, como de elevar o salário mínimo para 15 dólares a hora, concordo.

    1. Jicxjo

      7 de janeiro de 2025 2:58 pm

      Parabéns pela opinião independente e por vocalizá-la de forma sincera e desapaixonada. Também não concordo com quem exige adesão a “combos” ideológicos, motivo pelo qual sempre digo que sou de centro-esquerda. Política não pode ser como religião.

    2. vera lúcia costa nazzari

      8 de janeiro de 2025 5:55 am

      És muito esclarecido e bem posicionado. Não combina com erros elementares presentes no texto. Não tenho preconceito linguístico; mas, acho, apenas acho, que tu está escondendo tua identidade. Acertei?

  4. NELSON MANCINI NICOLAU

    6 de janeiro de 2025 5:20 pm

    MUITO LUCIDO . COMO SEMPRE!

  5. J.marceloeu

    6 de janeiro de 2025 5:58 pm

    DIZER O INÓBVIO OU DIZER O ÓBVIO?QUEM VENCERÁ??? OBS.:AQUELE Q NÃO FICAR A MAIORIA DO TEMPO NA DEFENSIVA MAS É ÓBVIO J.MARCELOEU !!!

  6. José de Almeida Bispo

    6 de janeiro de 2025 7:09 pm

    Isn’t economy,stupid. Quem baliza lideranças políticas pelo vai-e-vem do dinheiro é agiota. O povo quer mesmo é barriga cheia, segurança e festa.
    Ninguém foi tão bom para o funcionalismo público quanto Lula II-Dilma I. Eu, barnabé, agora aposentado não encontrava quase ninguém neutro; menos petistas, nos anos de chumbo derretido. E como os barnabés,onde andei, foi assim.

  7. fabricio coyote

    6 de janeiro de 2025 7:13 pm

    Ernest Sabato; Sobre héroes y tumbas; 1961

    Al llegar a la época de la banda de asaltantes, había elaborado ya las siguientes posibilidades:
    1. – Dios no existe
    2. – Dios existe y es un canalla
    3. – Dios existe pero a veces duerme, sus pesadillas son nuestra existencia
    4. – Dios existe pero tiene acceso de locura. Esos accesos son nuestra existencia
    5. – Dios no es omnipresente, no puede estar en todas partes
    A veces está ausente, en otros mundos, en otras cosas
    6. – Dios es un pobre diablo con problemas demasiado complicado para sus fuerzas
    Lucha con la materia como un artista con su obra
    Algunas veces, en algún momento llega a ser goya, pero generalmente es un desastre
    7. – Dios fue derrotado antes de la historia por el príncipe de las tinieblas
    Y derrotado, cometido como presunto diablo es doblemente desprestigiado
    Puesto que se le atribuye este universo calamitoso

    1. Jicxjo

      7 de janeiro de 2025 2:48 pm

      Variante do número 2: Deus existe e é um fanfarrão, ou mesmo um espírito de porco. Na melhor das hipóteses apenas joga dados, ou usa nossas existências como malabares.

  8. JOSE DE ALMEIDA BISPO

    6 de janeiro de 2025 7:26 pm

    Eu de novo: Lula ganhou porque é de carne e osso; Putin se mantém de pé, pelo mesmo motivo. Carter ficou mais popular e respeitado, também. Já Clinton… caiu na lábia dos randistas, tipo Alan Greenspan, e se anulou completamente. Desde Kennedy, e execeto Carter, os Estados Unidos só teve fantoches na sua presidência. O povo acaba escolhendo a mais falastrão. Vai ver que cola, né?

  9. Douglas da Mata

    6 de janeiro de 2025 7:48 pm

    Uai, se a economia melhorou, mas democratas e petistas patinam, Carville se contradiz…

    Aliás, só tolos acreditam nessa frase.

    É a POLÍTICA que define…

    Esse economicismo determinista vulgar é uma distorção conservadora do pensamento marxista, aliás, muito bem feita…porque enganou a esquerda toda…

    Todos os tópicos descritos no texto são de natureza política…

    Eita que tá ficando cada vez mais difícil, sô…

  10. Felipe Martin Munhoz

    6 de janeiro de 2025 8:34 pm

    Parece que até o muitas vezes lúcido Nassif erra.
    É um equívoco muito grande ressoar o papinho de que é “narrativa” aquilo que foi perdido.
    Não posso discordar, contudo, que a economia é, em muitos (ou a maioria dos casos), o que alguns sociólogos econômicos chama de “ficções”.
    É preciso ficções bem contadas para alinhar expectativas. No caso dos gringos, os problemas são graves e estruturais. Os remendos que o PD adotou foi pouco, muito pouco, a despeito das cifras aparentemente estratosféricas.
    E até mesmo as políticas de incentivo econômico se basearam em tímidas políticas desenvolvimentistas que dão vergonha de serem chamadas de “green new deal”. Não tinha nenhum “new” nesses deals. Só um amontoado de incentivos fiscais com baixa adesão e um toque de protecionismo bem mequetrefe.
    O grosso do sistema de offshoring de produção e o agressivo sistema econômico especulativo continua a todo vapor, drenando dinheiro da economia manufatureira e guiando para os ciclos financeiros de dinheiro fácil.

    A vida do norte americano piorou. E como assim fizeram no pós-guerra em relação aos comunistas, hoje os republicanos fazem às vezes dos democratas daquele tempo utilizando uma fantasiosa ameaça (os comunistas antes e os imigrantes agora) para achar o bode expiatório que agregue a massa. A diferença é que naquele tempo eles contavam com o Keynesianismo turbinado, abrindo o mundo para esse mercado globalizado que por muito favoreceu os estados unidos.
    Agora, em regime dual (exporta dólar e um segmento específico de tecnologias do vale do silício, que são minúsculos em termos de empregabilidade), a massa dos 300 milhoes veem suas vidas piorar, alimentado pelo rancor de ser os bem-aventurados norte americanos mas vivendo de dívida.

    Esse estrategista do Clinton não entendeu antes da eleição e não entendeu agora. O mundo cor de rosa dos democratas não é crível. E não oferece mudança, pq pinta a realidade com cores vencidas.

    Aqui é meio semelhante. Outro dia tava a mídia alternativa revoltada pq uma pesquisa aparentemente bizarra dizia que o Brasil era novamente um país de classe média. Onde?
    Além de confundir o básico de faixa de renda e classe social, qlq brasileiro que ganha 3,4 mil reis por mês sabe perfeitamente (caso não seja um lunático) que não pertence à classe média.
    Repetir essa bobagem não só não ajuda como atrapalha.

    A narrativa está sendo perdida não pq falta comunicação (que de fato está ruim) mas pq falta proposta mais radical, falta política da panela de pressão em cima da classe dirigente.
    Mas com inteligência nisso que o Lula tem de sobra.
    O lance da isenção de imposto de renda foi ótimo e tinha de ser aprofundado. Mas o Haddad tá muito contaminado por economistas ortodoxos que enquadram a realidade e a política como meros “ruídos” em seus modelos
    Matemáticos.

    Tá na hora de aprender um pouco com os malucos da extrema direita e -ora veja vc – com os Mexicanos. AMLO estava sapateando na cara da elite direitista mexicana e conseguiu várias vitórias consecutivas. As mañaneras por exemplo são ótimos meios de criar um gostoso “ruído” todos os dias.
    Canal direto com o povo!
    Os cercadinhos do inominável era uma coisa muito semelhante, mas como o energúmeno não aguentava um jornalista, dava preferência aos lobotomisados que por ali se apinhavam.

    É preciso narrativa, mas não essa de que tá tudo lindo. É preciso ódio, não essa ideia tola de “amorzinho”, como foi na péssima campanha do Boulos.

    O povo tem raiva, o povo tem ódio, e essas forças precisam ser canalizadas para a esperança.

    1. Douglas da Mata

      7 de janeiro de 2025 7:24 am

      Como eu disse lá em cima:

      É a política, estúpidos.

      É definir o que fazer, por que fazer, e quem vai pagar a conta.

      Nada mais, nada menos.

      No entanto, ao invés dessa definição, como bem disse Felipe, a esquerda prefere criar uma versão adaptada de uma realidade que só deteriora.

      E só deteriora porque a esquerda abandonou a política, e segue o flautista da Faria Lima.

    2. Jicxjo

      8 de janeiro de 2025 9:29 am

      Lúcido. Parabéns pelo comentário.

  11. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    7 de janeiro de 2025 8:38 am

    Não podemos negar a contribuição do impeério romano para o desenvolvimento sócio econômico, mas não podemos deixar de considerar que Roma cresceu e desenvolveu-se para e pelas guerras, que espalhou no mundo antigo. Na atualidade, tal como os romanos, os EUA funcionam como as claasses dominantes do império romano, pouco importando quem é o governante da ocasião, pois essencialmente o negócio mais importante dos EUA é a guerra. Tanto os demoniocratas como os repugnantes são controlados pelos plutocratas que dominam o complexo industrial-militar que pela sua lógica de funcionamento precisam fomentar conflitos pelo mundo afora e assim poderem converter as armas-mercadorias em dinheiro o que lhes propricia acumulação de capital. Portanto, a única diferença significativa entre demoniocratas e repugnantes é qual guerra é a mais prioritária para os interesses do império.

  12. Jicxjo

    8 de janeiro de 2025 9:35 am

    Veja continua escolhendo a dedo as fotos para a capa, para insinuar o que não pode escrever e transmitir mensagens subliminares, quando não escancaradas.

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