5 de junho de 2026

Três momentos do mercado de trabalho brasileiro, por Luis Nassif

Na análise de dez anos, chama atenção a perda de postos de trabalho na Agricultura, fruto da forte mecanização do setor.
Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro.

Vamos analisar o mercado de trabalho brasileiro em três momentos, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Mensal do IBGE.

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  1. Set-out-nov 20200 – dez-jan-fev 2023

Houve um aumento de 1,9 milhão em Desocupados + Fora da Força de Trabalho, e uma redução de 1,6 milhão na Força de Trabalho ocupada. Explica-se pela sazonalidade.

  1. Dez-Jan-Fev 2022 a Dez-Jan-Fev 2023

A População Economicamente Ativa (PEA) – aquela que está apta ao trabalho – cresceu 1,6 milhão. A Força de Trabalho cresceu apenas 97 mil. Houve um bom aumento na Força de Trabalho ocupada, de 2,9 milhões. Mas a soma de Desocupados + Fora da Força de Trabalho diminuiu 1,3 milhões.

  1. Dez-Jan-Fev 2013 a Dez-Jan-Fev 2023

Aqui se mostra a tragédia do mercado de trabalho brasileiro. A PEA cresceu 11,8% no período. Mas a Força de Trabalho ocupada, cresce apenas 9,1%. Com essa defasagem, a Força de Trabalho desocupada aumentou 21,6% e a soma de Desocupados + Fora da Força e Trabalho mais 15,5%.,

Na análise de dez anos, chama atenção a perda de postos de trabalho na Agricultura, fruto da forte mecanização do setor.

Os setores com menos dinamismo no emprego foram a Agricultura e a Indústria Geral. O gráfico abaixo toma dez-jan-fev de 2013 como base 100.

Com a mecanização, o salário médio na Agricultura também foi o que mais cresceu em dez anos.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. José Machado

    1 de abril de 2023 9:51 am

    O nível de empregabilidade da população, deveria ser a principal preocupação da economia. Pois é a partir da renda do trabalhador que todos os setores funcionam. Os bancos ganham
    dinheiro do governo e do crédito, e os governos recebem dinheiro dos impostos que cobram do trabalhador.

    É a renda do trabalhador e consequente o consumo que ele faz com esse dinheiro, que sustenta toda riqueza. O salário que o trabalhador ganha é a base inicial de toda riqueza. Explorados, na maioria das vezes, pelos governos, através dos impostos, e dos bancos, através do capital que vendem caríssimo. Sem trabalho não há circulação de riqueza, ninguém consegue vender nada e a exportação (para trabalhadores que tem renda fora do Brasil) não é a solução.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    1 de abril de 2023 10:05 am

    Centenas de milhões de pessoas desempregadas, subempregadas e pauperizadas ao redor do mundo passam horas e horas navegando no Facebook, Twitter, TikTok, etc… produzindo informações que serão utilizadas para maximizar os lucros dos barões tecnofeudais do capitalismo de vigilância. E agora dezenas de milhões desses “trabalhadores virtuais”, cujo trabalho voluntário incansável não é remunerado, também passam horas e horas ajudando a treinar a inteligência artificial para que o dono da Open AI possa ganhar centenas de milhões de dólares monetizando-a. É preciso redefinr conceito de mercado de trabalho, Nassif.

  3. Viver

    2 de abril de 2023 4:43 am

    Olhai as aves do céu e os lírios do campo que não fiam ou tecem. Onde está o gelo para secar? Derreteu tudo? Capital é valor que se valoriza, mas a maioria das instituições se degenera. Vai Lula! Tão somente seja forte! Um homem tem que ser o que ele é…

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