25 de junho de 2026

Câmara cassa mandato de Chiquinho Brazão sem punição política definitiva

Apesar da cassação, deputado investigado no caso Marielle segue com direitos políticos
Deputado Federal Chiquinho Brazão, eleito pelo União Brasil - Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o mandato do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) por ausência reiterada em sessões plenárias. O ato foi publicado nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da Casa e assinado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), pelo primeiro-secretário Carlos Veras (PT-PE) e pelo segundo-secretário Lula da Fonte (PP-PE).

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A cassação tem como base o artigo 55 da Constituição Federal, que determina a perda de mandato do parlamentar que faltar a mais de um terço das sessões ordinárias em uma mesma sessão legislativa, sem justificativa ou autorização da Casa.

A decisão, porém, livra Brazão da inelegibilidade de forma imediata, já que o processo não passou por votação no plenário, como ocorre nos casos de quebra de decoro parlamentar.

No ano passado, Chiquinho Brazão compareceu a apenas 12 das 85 sessões realizadas na Câmara. Em 2025, seu nome consta como ausente em todas as 32 sessões até o momento — nenhuma delas com justificativa.

Apesar de ter sido aprovado no Conselho de Ética, o processo por quebra de decoro parlamentar contra Brazão permaneceu parado por um ano, sem ser pautado pelo então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e, posteriormente, por seu sucessor, Hugo Motta. Durante esse período, o deputado seguiu recebendo salário, mesmo afastado das atividades parlamentares.

Com a cassação efetivada por faltas, a representação movida pelo PSOL no Conselho de Ética deve ser arquivada. Além disso, como a cassação ocorreu por ato da Mesa Diretora — e não por deliberação do plenário — o deputado mantém seus direitos políticos.

Chiquinho Brazão foi preso preventivamente em março de 2024. Ele e seu irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCU-RJ), Domingos Brazão, são suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), ocorrido em 2018.

No último dia 11, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Brazão deixasse a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) para cumprir prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, no Rio de Janeiro.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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