5 de junho de 2026

Homofobia: Novo Projeto de Lei retoma mobilização no Congresso

Do Portal Brasil

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Número crescente de assassinatos de homossexuais no País aponta urgência de debate pela sociedade; Organização Grupo Gay Bahia (GGB) registra 326 mortes de gays, travestis e lésbicas em 2014
 

Depois de oito anos, o debate sobre a criação de uma lei de criminalização da homofobia avança com dificuldade no Congresso. Em janeiro deste ano, o Projeto de Lei 122, chamado PL da Homofobia, acabou arquivado no Senado. Para os defensores da criação da lei, a esperança reside no novo projeto de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS). O projeto 7582/2014 está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e tipifica crimes de ódio, preconceito e intolerância contra diferentes grupos.

Os números da violência contra a população LGBT apontam, de fato, para a urgência de uma ampla discussão sobre o assunto pela sociedade civil. De acordo com o Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais no Brasil, elaborado pela organização Grupo Gay Bahia (GGB), em 2014, foram registradas 326 mortes de gays, travestis e lésbicas, incluindo nove suicídios. O número é 4,1% maior do que o registrado no ano anterior, quando foram contabilizadas 313 mortes. Uma média de um assassinato a cada 27 horas.

LGBTT mortos no brasil

“O Brasil é um dos campeões dos crimes de ódio, da lesão corporal motivada pela homofobia”, afirma o deputado federal Jean Wyllis (PSOL-RJ). De acordo com Wyllys, não há dúvida sobre o fato de que a homofobia no Brasil é um fenômeno social e carrega “uma expressão letal” para a população LGBT.

O parlamentar observa que a homofobia deve ser enfrentada não apenas com a aplicação e ampliação de penas para os criminosos. “Queremos uma criminalização consoante com o Direito Penal Mínimo. Queremos que a injúria homofóbica, por exemplo, não seja punida com prisão. Por que a gente sabe quem vai parar na prisão: os pobres, as pessoas que não tiveram educação”, explica Jean Wyllys.

“Queremos punição com medidas socioeducativas e medidas pecuniárias, no caso de estabelecimentos comerciais que discriminem a população LGBT”, defende. Jean Wyllys aponta também para a necessidade de adoção de políticas públicas de educação e cultura para incluir socialmente a população LGBT e combater o chamado bullying homofóbico. “São políticas para que as famílias homoafetivas sejam reconhecidas e gozem de proteção legal. Essas políticas também devem incidir sobre as representações da homossexualidade nos meios de comunicação”, esclarece.

Seminário

O deputado é um dos participantes da 12ª edição do Seminário LGBT, que será realizado nos dias 20 e 21 de maio na Câmara. O foco do seminário será a empatia, “um sentimento político fundamental”, de acordo com o Wyllys. “A empatia permite que a gente se coloque no lugar do outro”. Para o parlamentar, a importância do tema da empatia encontra ressonância com o momento de grande polarização política vivido no País. “Os ódios afloraram”, observa.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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18 Comentários
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  1. Edu

    18 de maio de 2015 8:30 pm

    Nassif, apenas um comentário

    Nassif, apenas um comentário de ordem técnica. Acompanho seu blog via feedly e volta-e-meia entra no meu feed posts com o título “Não publicar”. Quando clico no post para abrir seu blog, a notícia não aparece, e vem a mensagem “Acesso Negado”. Mas ainda assim, quem vê pelo feedly (não sei se em outros readers também) tem acesso à manchete e a parte do texto da notícia, caso tenha sido inserido.

    Não sei se você ou os técnicos do portal sabem disso, mas fica aqui o toque.

  2. Conde de Rochester

    18 de maio de 2015 9:30 pm

    Direitos

    “Queremos punição com medidas socioeducativas e medidas pecuniárias, no caso de estabelecimentos comerciais que discriminem a população LGBT”, defende. Jean Wyllys aponta também para a necessidade de adoção de políticas públicas de educação e cultura para incluir socialmente a população LGBT e combater o chamado bullying homofóbico. 

    O assunto é realmente polemico por se basear em interesses classistas, tal como os interesses dos sindicalistas que patrocinaram a CLT em vigor.

    Uma pergunta: Em um estabelecimento comercial que duas pessoas do mesmko sexo se beijam publicamente é vedado ao dono do estabelecimento a censura para o ato?

    Em termos de educação qual o paramwetro a ser adotado?

    Sempre me vem a lembrança o caso da mocinha que entrou na justiça contra o proprio pai exigindo indenização pela falta de carinho que julgava negligenciado pelo pai.

  3. Jorge Rebolla

    18 de maio de 2015 9:46 pm

    Mentem, mentem descaradamente…

    Esses números apresentados pelo GGB são mentirosos!

    A quase totalidade são gays assassinados pelos seus parceiros sexuais, por dívidas de drogas ou por disputas por pontos de prostituição. Os casos realmente motivados pela homofobia* não chega a 1% dos 326.

    Interessante que a esquerda jamais fala dos 60.000 assassinatos anuais, número subestimado devido as estatísticas manipuladas. Refere-se aos homicídios exclusivamente quando podem tirar proveito político das vítimas. O que importa para a turma das Wyllys e Rosários, hipócritas ao extremo, é apenas a ideologia não a justiça!

    *Homofobia: invenção dos think tanks americanos e europeus para promoção do movimento gayzista. É parte da reengenharia social, junto com o racialismo e o nazifeminismo visam enfraquecer os povos periféricos para facilitar a dominação estrangeira. A esquerda brasileira abraçou a causa por ser apátrida. Nos países que prezam a sua soberania, os governos esquerdistas ou nacionalistas (Rússia, China, etc.) não permitem esta influência, que visa enfraquecer e fragmentar a nação para que a gangue EUA-UE se imponha.

    1. Atila

      18 de maio de 2015 11:32 pm

      Mentem?

      Desculpe Sr.Rebolla, mas de onde o Sr. extraiu esta pesquisa?

      Pelo seu texto todos os gays são promíscuos, drogados, etc.etc. Logo em seguida mistura política, gangues internacionais e ideologias. Há um  preconceito exacerbado sim, não só contra os homossexuais, mas também contra os negros, moradores de periferias, indios e até mesmo pessoas idosas de classes menos privilegiada em nosso país. Podemos observar isto no nosso cotidiano em todas as atividades, algumas vêzes disfarçadas e outras claramente expostas.

      Discordo de algumas colocações do GGB,mas defenderei sempre o direito de igualdade para todos os cidadãos, independentemente de suas crenças, posição social, etnia ou preferencia sexual.

       

      1. Athos

        19 de maio de 2015 4:16 pm

        Ele não atacou os

        Ele não atacou os gays.

        Contestou uma estatística e tendo isso como embasamento, atacou a forma como gays fazem política.

         

        Depois disse que o movimento gay seria uma iniciativa geopolítica… bla bla bla.

        Ele pode até pensar o que vc diz que ele pensa, mas ele não disse isso!

        Vc está argumentando o que? Uma coisa não dita que está apenas em sua cabeça!

        1. Atila

          19 de maio de 2015 5:24 pm

          Ele não atacou os gays…

          Então tá! Se você acha assim eu poderia tambem usar a sua estratégia: você pode até pensar o que diz que eu penso, mas eu não disse isso. Você está argumentando o quê? Uma coisa que está apenas em sua cabeça?

          Eu acho até que ele não atacou os gays e que  tenha se referido a TFP , talvez ao exército da salvação.

          Athos, para bom entented mei palav bas.

          1. leonidas

            19 de maio de 2015 11:19 pm

            Cara pede pra sair que ta

            Cara pede pra sair que ta falando bobagem…

          2. Athos

            20 de maio de 2015 6:49 pm

            Não precisa sair, hehehe.

            Não precisa sair, hehehe.

            Só acho que este tipo de argumentação não ajuda o debate.

            Sou sempre afavor da liberdade total de opiniões!

    2. Maurício1

      19 de maio de 2015 1:56 am

      a extrema direita

      a extrema direita nazifascista retornando com força total. Sequer mudam o discurso. Vomitam sempre os velhos clichês. 

  4. Flávio Martinho

    18 de maio de 2015 10:37 pm

    Poderia começar assim:

    Poderia começar assim: “Número crescente de assassinatos no País, incluindo os praticados no trânsito, aponta urgência de debate pela sociedade;”

  5. Pereira LF

    18 de maio de 2015 11:13 pm

    Penas de acordo com a classe social ou opção sexual?

    Uma agressão, perversão ou  crueldade qualquer praticada contra uma criança, contra um idoso, contra um incapaz ou vulnerável é um crime contra o ser humano. A lei que coibe e pune deve ser sempre genérica e  sem a pretensão de criar uma escala de valores e agravantes. A mulher vale mais por ser mulher? Está em que posição em relação ao homem comum ou do policial, do juiz, da juiza, ou do…………gay? Ah, e se para complicar for gay mulher? 

    É preciso largar essa mania de criar leis. Temos isso de monte. Precisamos é cobrar eficiência e punição. A condição do atingido pouco importa. Ou o comportamento gay é algum avanço civilizatório que exige excepcionalidade penal?

    Como disse com clareza o Guilherme Fiuza na crônica “Já pro armário”: “Ser gay não é orgulho nem vergonha, não é ideologia nem espetáculo, não é chique nem braga. Não é revanche. Não é moderno. Não é moda. É apenas humano”.

     

     

    1. Athos

      19 de maio de 2015 4:10 pm

      Exatamente!

      Exatamente!

  6. orlando soares varêda

    18 de maio de 2015 11:56 pm

    Se os gays e lesbicas sentem

    Se os gays e lesbicas sentem necessidade de uma lei específica para sentirem-se mais seguros. Não vejo razão para  ficar nervozinho, muito menos, gastar meus parcos recursos de gramática para me opor à criação de uma lei que em absolutamente nada vai me prejudicar. Portanto, meu voto é favorável à lei contra a homofobia.

    Orlando

  7. leonidas

    19 de maio de 2015 1:04 am

    se o projeto é da Maria do

    se o projeto é da Maria do rosario não pode ser nada bom, trata-se de uma boçal…

    1. Maurício1

      19 de maio de 2015 2:03 am

      acredito que para esse tipo

      acredito que para esse tipo de pessoa, projeto bom deve ser o do Bolsonaro (que deve ser admirado pelo mesmo…) que prega surra exemplar em crianças que sejam “viadinhos”, como dito pelo próprio (???)deputado. Alguns levaram o conselho ao pé da letra e vários são os casos de pais espancando seus filhos gays. Principalmente aquele caso, em SP, onde o pai espancou o filho de 8 anos até a morte, por achar que ele era “mulherzinha demais”….vai ver que para esses casos, quem acha a Maria do Rosário boçal (no mínimo por compartilhar as mentiras e distorções sobre ela espalhadas pelo blog do tal de Joselito Muller), os pais agiram certo…

      tristes tempos esses em que vivemos…

      1. leonidas

        19 de maio de 2015 11:17 pm

        A Maria do Rosario nao

        A Maria do Rosario nao precisa do Bolsanaro para ser uma boçal

        E vc se fosse minimamente esperto não faria uma relação tão idiota, onde achar que  essa tonta seja uma boçalkl seja o mesmo que concordar com o Bolsanaro.

        Mas enfim é coerente que gente como voce seja fã dela, pois os dois fazem analises estupidas como essa,  dai ela merecer o adjetivo…rs

  8. Spin Ggnauta

    19 de maio de 2015 11:18 am

    Em postes como este

    Em postes como este a fascistada se esbalda, até se parecem com fiscais de corpos que não lhes pertencem: dois homens ou duas mulheres cuidando de suas vidas  lhes desperta sensações inconfessáveis…hmmmm

    Resultado de imagem para temas para mensários

  9. Athos

    19 de maio de 2015 4:08 pm

    São todos os gays do Braisl

    São todos os gays do Braisl analfabetos políticos?

    Eles acham mesmo que o momento é favorável aos seus projetos?

    OU deveriam esperar Cunha sair, ser preso ou o que for?

     

     

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