5 de junho de 2026

Proposta de criminalizar homofobia deve ser votada depois das eleições

Sugerido por Sérgio T.

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Do iG

Por 2014, Planalto freia projeto que criminaliza homofobia

Pelo telefone, a ministra Ideli Salvatti orientou bancada a só votar a proposta depois das eleições, condição imposta por evangélicos em troca de apoio para a reeleição da presidente 

Preocupado com o risco de ficar sem o apoio de evangélicos na campanha para a reeleição da presidente Dilma Rousseff no próximo ano, o governo começou a orientar a base no Senado a ceder ao desejo dos religiosos e não votar neste ano do projeto que criminaliza a homofobia (PLC-122).

Como parte da estratégia para orientar a bancada, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, entrou em campo nesta semana. Ela telefonou para senadores governistas para pedir que a proposta fosse deixada para depois das eleições ou, de acordo com relatos de senadores, quando houver consenso sobre o assunto.

Ministra Ideli Salvatti orientou bancada a só votar a proposta depois das eleições

O acordo pedido pela ministra teria que conciliar interesses das igrejas e dos gays, até agora considerados pelos dois lados como inconciliáveis. A proposta também é um pleito histórico no PT, que se antecipou à movimentação do Planalto e divulgou na semana passada uma nota na qual reforça a posição em favor da votação do projeto.

“O Planalto tem afirmado que se houver ameaça a liberdade de expressão das igrejas, o relatório deve ser melhorado”, defendeu o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PT-PI). “Não acredito que haja alguma igreja que defenda o ódio”, argumentou.

O pedido de Ideli atende diretamente às exigências dos religiosos que não querem permitir avanço na tramitação da proposta. Na quarta-feira (11), na reunião da Comissão de Direitos Humanos, o senador e relator, Paulo Paim (PT-RS), driblou as manobras tentadas pelos evangélicos para protelar a votação e conseguiu ler o relatório.

Os evangélicos, que haviam tentado esvaziar o quórum necessário para a votação, tiveram que recorrer para o último pedido de vista do documento. Regimentalmente, os evangélicos não podem mais se utilizar deste recurso para protelar as votações. “Foi uma vitória poder ler o relatório e ainda fazer com que os evangélicos usassem o pedido de vista. Li e colocamos em votação. Ainda temos a próxima semana para colocar o texto em votação”, considerou Paim.

A presidente da comissão, senadora Ana Rita (PT-ES), informou que está disposta a colocar o relatório em votação na próxima sessão da comissão, na quarta-feira (18).

Divergências

A posição do Planalto a favor do adiamento da votação ocorreu mesmo após a flexibilização da proposta apresentada por Paim. Para tentar aprovar seu relatório na comissão até o fim deste ano, Paim retirou do texto a palavra “homofobia”, incluiu artigos que resguardam a liberdade de expressão em eventos religiosos e que definem o “respeito” a templos e eventos religiosos no caso da manifestação de afetividade por parte de homossexuais. O senador também ampliou os tipos de preconceito a serem tratados na lei.

Consenso sobre o assunto não há nem entre gays e religiosos, nem entre senadores da base, nem entre senadores do próprio PT que integram a comissão. Ana Rita e Paim são os únicos titulares petistas a defenderem a aprovação da proposta. O senador Walter Pinheiro (PT-BA), que é evangélico, se alinha à posição defendida pelo Planalto nos bastidores e à de Wellington Dias, a favor do adiamento da votação até que se forme o consenso.

Paim acredita que tem como aprovar seu texto na comissão com apoio da maior parte do colegiado. Em apoio ao relatório, já se manifestaram informalmente os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Randolfe Rodrigues (PSOL-AC), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Davim (PV-RN).

Condição

O condicionamento do apoio à reeleição de Dilma Rousseff à rejeição ou adiamento da votação da proposta foi apresentado ao Planalto por senadores que estão na linha de frente do lobby das igrejas. Um deles é o senador Magno Malta (PR-ES), pastor da Igreja Batista. Malta não faz segredo da exigência.

“Não adianta na época de eleições tomar café com pastor, visitar as igrejas e depois de eleitos, defenderem projetos contra a família, da forma que foi concebida por Deus. Nós vamos nos posicionar contrários aos políticos que defendem essa ideologia homossexual. No segundo turno das eleições, andei este país inteiro com a Dilma, mas agora ninguém vai me usar mais”, reclamou o senador.

Na semana passada, Wellington Dias, que é católico, viajou ao Espírito Santo para se encontrar com Magno Malta. Os dois trataram da estratégia para barrar a aprovação da proposta e Malta aproveitou para colocar sua posição em relação ao apoio dos evangélicos na corrida eleitoral para a Presidência da República.

Gim Argello (PTB-DF) foi relator da lei que incluiu a música gospel entre os projetos culturais que podem ser financiado pela Lei Ruanet. Ele também manteve interlocução com o Planalto exigindo que a proposta não fosse levada a frente.

Outro senador que tem atuadopara barrar a proposta é Eduardo Lopes (PRB-RJ), pastor da Igreja Universal, que substituiu no mandato Marcello Crivella quando o bispo se licenciou para assumir o Ministério da Pesca no governo de Dilma Rousseff.

Eduardo Lopes argumentou que a proposta de criminalização não deveria ser tratada fora das alterações no Código Penal e que, por isso, deveria ser arquivada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. O projeto já foi aprovado na Câmara e antes de chegar ao plenário do Senado terá que ser aprovado pela CDH e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

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36 Comentários
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  1. Ed Döer

    13 de dezembro de 2013 5:42 pm

    Ela telefonou para senadores

    Ela telefonou para senadores governistas para pedir que a proposta fosse deixada para depois das eleições ou, de acordo com relatos de senadores, quando houver consenso sobre o assunto.

     

    Ou seja, quando a base evangélica estiver ainda maior (pois duvido que vai encolher), para garantir que o consenso nunca chegue.

     

    1. ArthurTaguti

      13 de dezembro de 2013 6:44 pm

      O axioma das estrelinhas

      Impressionante como qualquer comentário contrário ou que remotamente se assemelhe a uma crítica ao PT/governo é rapidamente negativado aqui. Mesmo vindo de alguém “moderado” tal qual Ed Doer, e fazendo uma crítica pertinente.

      1. Ed Döer

        13 de dezembro de 2013 7:29 pm

        Eu nunca dei muita bola para

        Eu nunca dei muita bola para essas estrelinhas, e na prática não causam nenhum impacto, imagino. Mais questão de ego e identificação, provavelmente. Se fosse o Nassif, aproveitava o próximo primeiro de abril e trocava por “tucaninhos” para ver a reação do pessoal….hehe

        Não é como ocorria no antigo sistema de postagem do Viomundo (que não frequento mais) onde os comentaristas que agradavam iam ficando com uma pontuação positiva no longo prazo, com direito a ranking ….e os “do contra” no negativo, meio que já servindo de alerta para identificar o “inimigo” que devia ser combatido.

        E não querendo defender os defensores de primeira hora do governo, mas acho que ainda tá valendo crítica quando os alvos são os ministros da Justiça (que ultimamente parece ter acordado) e Comunicações.

        1. ArthurTaguti

          13 de dezembro de 2013 8:02 pm

          Eu também não ligo para estas

          Eu também não ligo para estas estrelas, mas que dá para fazer um baita de um estudo sociológico com elas, dá, haha.

          O que digo é que este sistema estrela está servindo muito mais pra guerra política (eu negativo quem é “contra”, positivo quem é a “favor”) do que para aferir a qualidade de um comentário ou post.

          Tanto que, este sistema de classificação poderia ser útil para, em um post com muitos comentários, “filtrar” lendo os com mais estrelas, mas no fim acaba não servindo muito pra esta função.

           

           

           

        2. Vânia

          13 de dezembro de 2013 10:46 pm

          Adorei a ideia!

          “Se fosse o Nassif, aproveitava o próximo primeiro de abril e trocava por “tucaninhos” para ver a reação do pessoal”

          Ouviu essa, Nassif?

          Ótima ideia do Ed doer.

          Também fiquei curiosa para ver a reação do pessoal. Engraçado também foi quando o GGn inaugurou e não tinha o recurso de estrelinhas, vários comentáristas começaram a choramingar pedindo as estrelinhas de volta. Até que o Nassif fez a vontade dos chorões…rs

          Mas essa dos tucaninhos foi realmente ótima! 

        3. Gunter Zibell - SP

          14 de dezembro de 2013 12:37 am

          Acho que tem que dar a

          Acho que tem que dar a opção.

          Tucaninhos ou crucifixos.

      2. Gunter Zibell - SP

        14 de dezembro de 2013 12:36 am

        Assim é.

        Assim é.

  2. Gunter Zibell - SP

    13 de dezembro de 2013 6:05 pm

    Enquanto há vida há esperança

    http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/enquanto-ha-vida-ha-esperanca

    Tinha que ser numa sexta-feira 13!

    Agora, que está claro para todos (para mim já estava claro desde 2009, no mais tardar 2011) que o PT não deseja avançar no combate à homofobia, o que fazer?

    Esperar que políticos conscientes e comprometidos com direitos humanos ao menos façam algum discurso criticando essa situação. Se for de algum candidato a executivo, melhor, vote-se nele.

    Não é para se perder a esperança, afinal até nos anos de chumbo havia quem pedisse liberdade de imprensa ou direito de greve.

    Tudo passa! E a luta continua!

    Há vários caminhos:
    – pressionar CNBB e Igreja Católica a se manifestar. A maior denominação religiosa brasileira não é oficialmente contra, mas é muito omissa ainda;
    – prestigiar políticos de oposição que eventualmente venham a declarar-se em público favoráveis ao PLC 122/06;
    – buscar sensibilizar a grande mídia da importância desse projeto.

    1. Juliano Santos

      13 de dezembro de 2013 6:46 pm

      Sei que não vai adiantar nada

      Sei que não vai adiantar nada eu fazer a ressalva, mas assim mesmo o farei. Não significa que o combate a homofobia não vai avançar nunca no governo do PT, significa que o governo prefere não mexer nesse assunto em ano eleitoral.

      Uma atitude a ser repudiada? Pode ser, mas é uma avaliação de cálculo político do governo. Assim como também o é, a decisão de não avançar na ley de medios. Uma análise de conjuntura dentro de uma postura pragmática.

      Eu me incomodo mais com a segunda pauta, embora também apoie sua luta pelos direitos LGBT, Gunter. Voce não se interessa pela pauta da ley de medios, e dá prioridade total a outra pauta. Ok, democracia.

      A unica coisa que eu digo é que voce se engana em achar que a saída é votar na oposição. Tenho certeza que não melhoraria em nada se fosse o PSDB no governo. Só não vou chegar ao ponto de querer que a oposição ganhe para dizer “não disse?”.

      1. Ed Döer

        13 de dezembro de 2013 7:44 pm

        Mas ano eleitoral é o ano que

        Mas ano eleitoral é o ano que vem, o atual é só “pré-eleitoral”. E considerando que temos eleições de 2 em 2 anos, todo ano é de eleição ou de véspera….logo, se for considerar o fator eleitoral, não sai avanço tão cedo, só quando ocorrer um esvaziamento do meio evangélico como ocorreu com o católico ao longo das últimas décadas.

        1. ArthurTaguti

          13 de dezembro de 2013 8:18 pm

          Além da ameaça de não-apoio

          Além da ameaça de não-apoio das eleições, em 2015 terá o “não vote, senão sairemos da base”. 

          Foi assim quando Dilma estava para sancionar aquele projeto que amparava vítimas de estupro.

          Ela sancionou, deputados evangélicos prometeram “se vingar”, partir pra oposição, mas que nada, estão aí até hoje.

          1. Gunter Zibell - SP

            14 de dezembro de 2013 1:10 am

            Que um dia sairão da base é

            Que um dia sairão da base é óbvio. A fidelidade é zero nesse meio.

            Até lá o PT perdeu a credibilidade como defensor de direitos humanos e modernidade.

            E as classes médias urbanas não retornarão ao PT também.

            E quantos % dos LGBTs vocês acham que votarão em Dilma em 2014?

            Seria bom pesquisar.

        2. Gunter Zibell - SP

          14 de dezembro de 2013 1:07 am

          Claro que haverá avanços!

          Claro que haverá avanços!

          Há cada vez mais LGBTs que não se deixam enganar pelo papo-barbante do PT.

          A mídia dá cada vez mais atenção ao problema da homofobia.

          Logo conseguiremos convencer parentes próximos, como pais, mães, irmãos a apoiarem congressistas de partidos que sejam defensores do estado laico. Os há à direita e à esquerda.

          Um dia a criminalização da homofobia ocorrerá.

          Um dia os programas de combate à homofobia dos ministérios da Saúde e Educação voltarão.

          Isso é inevitável, só está sendo adiado pelo governo.

          Quando isso ocorrer que valor os recuos de agora terão em negociações políticas?

          Os partidos religiosos continuarão fiéis ao PT pelos bons serviços prestados no passado?

      2. Gunter Zibell - SP

        14 de dezembro de 2013 1:57 am

        Não adianta mesmo. Está óbvio

        Não adianta mesmo, Juliano. Sua confiança no PT é quase religiosa, eu vejo o processo de fora, não há como conciliar os diagnósticos.

        Sei que é constrangedor ver o partido de preferência fazer o que faz, mas você deve se conscientizar do que acontece. Se você pessoalmente não for LGBT, converse mais com amigos ou parentes. Tente se colocar no lugar de quem é perseguido. Faça de conta que você é um ‘esquerdista’ nos anos 1970.

        https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/ordem-e-progresso

        Senão você só vai ficar reproduzindo propaganda pronta. Sente-se bem informado? Eu, sinceramente, acho que não.

        Eu vou votar no PSB, mas não consigo imaginar que com o PSDB fique pior do que está.

        Quem quiser votar no PT deve fazê-lo, mas sem essa de proselitismo, que não convence ninguém mais. Quantos % Dilma tem junto ao segmento ensino superior, que é mais informado?

        Está óbvio que o PT está seguindo estratégia eleitoral parecida a de Putin ou a dos Republicanos nos EUA, favorecer discurso retrógrado para obter voto junto de quem se deixa manipular.

        Popularidade por popularidade, Putin tem 70%. Você votaria em Putin?

        “Análise de conjuntura dentro de uma postura pragmática” é conversa de autoengano. Aceite que o PT representa o conservadorismo moral que doi menos.

        Especificamente no Brasil, o PT usa com LGBTs a fábula do sapo na água quente, conhece? Vai se dizendo simpatizante mas tirando as coisas aos poucos. Quando as pessoas perceberem já estão ‘cozidas’.

        Você diz que apoia luta LGBT? Você apoia incondicionalmente o governo que faz isto:

        http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/2014-a-ultima-parada-gay

        Quando governos começam a recorrer a discursos retrógrados para se manterem, sabemos que LGBTs tendem a ser as primeiras vítimas. 

        Quais serão as outras? Os Indígenas? Os usuários de drogas? As religiões afro-brasileiras?

        http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/frases-e-poemas-para-alem-da-omissao#.UqtRYbMlirs.facebook

        Se você deseja mesmo se informar sobre esse assunto de política vs homofobia eu recomendo um grupo no facebook:

        https://www.facebook.com/groups/tchlt/

        Para dar uma ideia, o grupo tem 35 mil pessoas. Umas 200 comentam com frequência (+/- como neste blog.) Hoje só uma fez comentários a favor do governo.

         

    2. Adriana M Carvalho

      13 de dezembro de 2013 7:33 pm

      Veja o lado bom da coisa,

      Veja o lado bom da coisa, podeira ser pior:
       

      Supremo da Austrália proíbe casamento homossexual no país,Governo australiano recorreu alegando que contradiz a legislação federal. Lei foi invalidada por unanimidade, já no brasil, pra defender os direitos do gays Relação sexual entre gays volta a ser crime na Índia No Brasil milhões de analfabetos, crianças morrendo de fome, seca e em filas de hospitais.As mulheres e crianças morrem como mosca,a violência contra a mulher é tanta que ofensas como piranhas, prostituta, vaca e periguete são banais…….os homossexuais estão bem na fita.  

       

  3. Zanchetta

    13 de dezembro de 2013 6:53 pm

    Caraca, véi! Eu crente que a

    Caraca, véi! Eu crente que a gente estava avançando nesse assunto e não estamos nem parados… estamos retrocedendo…

    1. Gunter Zibell - SP

      14 de dezembro de 2013 2:23 am

      Estamos retrocedendo há

      Estamos retrocedendo há anos:

      Novembro/2009 > 1º engavetamento do PLC 122/06
      Maio/2011 > Cancelamento do Escola Sem Homofobia 
      Fevereiro/2012 > Cancelamento de campanha anti-AIDS
      Março/2013 > Recolhimento das cartilhas de educação sexual do Min. da Saúde
      Abril/2013 > Entrega da CDHM para o PSC
      Maio/2013 > Revogação da lei Antihomofobia do Distrito Federal
      Setembro/2013 > Fechamento do Autorama (SP-Capital)
      Dezembro/2013 > Abandono da inclusão de orientação sexual na lei 7716/89 (2º engavetamento do PLC 122/06)

      E eu percebo isso há anos.

      E falo disso há anos. Meu primeiro post a respeito foi de junho/2011.

      Mas adianta falar alguma coisa? Conscientizar pessoas aqui é impossível, são fascinados pelo tempo de TV dos fundamentalistas.

      Ainda bem que a sociedade civil brasileira não se resume às áreas de comentários em blogs.

  4. alexis

    13 de dezembro de 2013 7:29 pm

    Super direito: ação delitiva ou interpretação da vitima?

    A tipificação do crime é algo complexo, pois não emana necessariamente de um eventual agressor (aqui tipificado como homofóbico), mas de acusação que surge da interpretação que um suposto homossexual irá exercer. “Policia! esse sujeito me olhou feio e é homofóbico!”. Eu posso trocar insultos com um cara chato, num bar, que esteja fumando ou fazendo desordem, mas, se ele for homossexual eu vou preso? Na hora, eu poderia afinar a minha voz e me apresentar na delegacia bastante Gay para livrar a minha barra? É Gay quem se declara assim? Acho essa lei muito estúpida e cria “super direitos”, pois todos os cidadãos deveriam comportar-se em forma correta com os seus semelhantes, de qualquer sexo, raça ou religião.

    1. Adriana M Carvalho

      13 de dezembro de 2013 7:39 pm

      Gays com super cidadania.

      Mulher pode ser chamada de piranha, galinha, vaca, puta, prostituta, periguete em qualqer lugar e em qualquer momento, principalmente na mída.Homem pode ser chamado de corno, mais homossexual não pode ser chamado de viado, bicha, biba, etc, que será crime!.

       

      1. alexis

        13 de dezembro de 2013 8:24 pm

        Neste blog nem pensar diferente pode

        Adriana,

        Se depender da patrulha Gay deste blog, tanto você e muitos de nós viveríamos na cadeia, apenas por não concordar com certas coisas..

    2. Ed Döer

      13 de dezembro de 2013 7:59 pm

      Alguém vai preso

      Alguém vai preso atualmente por “simplesmente” brigar com um negro, porque o caso é automaticamente encarado como racismo? Imagino que não, então não força na criação de “espantalhos”.

      Casos de “vitimização”, embora possíveis, podem ser descobertos e apontados por autoridades competentes (ou pela mídia), com as devidas consequências como esse aqui que rolou nos EUA recentemente:

      http://www.huffingtonpost.com/2013/12/09/new-jersey-waitress-let-go-anti-gay_n_4412028.html

      1. alexis

        13 de dezembro de 2013 8:13 pm

        Hoje talvez possa, mas, depois da Lei?

        Ainda, estamos falando de homofóbicos e não de negros, que quase são maioria no Brasil.

        Se fosse briga com Neymar não pode! pois ele diz que não é negro!

    3. Helio J. Rocha-Pinto

      13 de dezembro de 2013 8:27 pm

      Voz fina e trejeitos não

      Voz fina e trejeitos não definem a orientação sexual de ninguém.

      Você tampouco pode fingir que é gay para se livrar de uma acusação de homofobia; a ofensa recebida tem de relacionar-se à orientação sexual do ofendido, e não do ofensor, e mesmo gays podem ser homofóbicos ou agir de forma preconceituosa com respeito a outros gays ou héteros (o PL se trata de ofensa e discriminação com base na orientação sexual, independente de qual seja).

      Você tampouco é preso por brigar e discutir com homossexuais, mas pode ser processado por injúria se demonstrar ofendê-lo em termos relacionados à orientação sexual dele. O mesmo que acontece com negros — você não é preso ou processado meramente por discutir ou brigar com negros, mas pode ser enquadrado na lei do racismo se essa discussão envolver injúrias ligadas à depreciação da cor da pele do ofendido.

      1. alexis

        13 de dezembro de 2013 8:55 pm

        Tipificação do Delito ou do delinqüente?

        Um sujeito não vai preso pelo fato ser um criminoso, nem acusado por ser um “criminoso”, mas porque incorreu em algum delito claramente comprovado pelas Leis correntes deste país, cuja ação torna-o um criminoso. O crime é tratar mal, ofender, bater, etc. a qualquer pessoa, seja ou não homossexual. A Lei aqui discutida pretende primeiramente enquadrar o cidadão dentro do termo “homofóbico” e, com base nessa condição (que seria agora uma condição própria da personalidade do acusado e não do delito praticado), aplicar os rigores da lei. Querem enquadrar a quem possa ser chamado de homofóbico e não a quem comete delito, devidamente comprovado, qualquer que este seja.

        1. Helio J. Rocha-Pinto

          15 de dezembro de 2013 12:04 am

          Eu duvido que você tenha

          Eu duvido que você tenha dúvida de interpretação com quem comete ofensa ou injúria de racismo.

          Por que essa má vontade com respeito à ofensa por homofobia? A acusação de homofobia precisa ser provada, tanto como a de racismo.

          Ser homofóbico não é o crime, tanto quanto ser racista não é crime a priori. Mas o racista sabe que deve guardar para si suas opiniões e impropérios, tal como deverá saber o homofóbico.

  5. Ed Döer

    13 de dezembro de 2013 7:39 pm

    Eu não pensei que iria ter

    Eu não pensei que iria ter que citar os “boliviarianos” como exemplo para ser seguido, mas vale dar uma olhada o que diz a constituição do Equador e da Bolívia quando o assunto é preconceito para ver como não somos tão avançados dentro da esquerda. E como o pessoal adora aplaudir o finado Chavez e os amigos, fica a provocação:

    Equador:

    Art. 11.- EI ejercicio de los derechos se regirá por los siguientes principios:

    2.  Todas  las  personas  son  iguales  y  gozaran  de  los  mismos  derechos,
    deberes y oportunidades.
     
    Nadie  podrá  ser  discriminado  por  razones  de  etnia,  lugar  de
    nacimiento,  edad,  sexo,  identidad  de  género,  identidad  cultural,
    estado  civil,  idioma,  religión,  ideología,  filiación  política,  pasado
    judicial, condición socio-económica, condición migratoria, orientación
    sexual, estado de salud, portar VIH, discapacidad, diferencia física; ni
    por  cualquier  otra  distinción,  personal  o  colectiva,  temporal  o
    permanente, que tenga por objeto o resultado menoscabar o anular el
    reconocimiento,  goce  o  ejercicio  de  los  derechos.    La  ley  sancionará
    toda forma de discriminación.
     
    El  Estado  adoptará  medidas  de  acción  afirmativa  que  promuevan  la
    igualdad real en favor de los titulares de derechos que se encuentren
    en situación de desigualdad.

     

    Bolívia:

    Artículo 14.

    II.  El Estado prohíbe y sanciona toda forma de discriminación funda-
    da en razón de sexo, color, edad, orientación sexual, identidad de
    género,  origen,  cultura,  nacionalidad,  ciudadanía,  idioma,  credo
    religioso, ideología, filiación política o filosófica, estado civil, con-
    dición económica o social, tipo de ocupación, grado de instruc-
    ción, discapacidad, embarazo, u otras que tengan por objetivo o
    resultado anular o menoscabar el reconocimiento, goce o ejercicio,
    en condiciones de igualdad, de los derechos de toda persona.

    1. Gunter Zibell - SP

      14 de dezembro de 2013 1:49 am

      Podemos citar os

      Esses são os representantes da ‘esquerda beata’, que depende de voto conservador para se eleger:

      http://internacional.elpais.com/internacional/2013/10/26/actualidad/1382753986_992167.html

      São menos piores por não patrocinarem oficialmente a homofobia. Mas direitos como casamento gay, nem pensar em países bolivarianos.

      Podemos citar os ‘direitistas’ também…

      Na Itália e no Chile a criminalização da homofobia passou este ano em ambos os parlamentos com maiorias de 3/4 e 4/5

      E esses países sequer tem união civil homoafetiva!

      Alguém tem que ser muito crédulo ou desinformado para acreditar no circo que foi armado.

      O PLC 122 tem o apoio de 77% da população.

      Não é criticado por nenhum jornalista, artista ou acadêmico relevante.

      O PT está nessa do lado de Guzzo, Reinaldo Azevedo, Malafaia e Olavo de Carvalho.

      Assim como em outros assuntos está com opiniões parecidas aos governadores do Texas e estados do sul dos EUA.

      “Governabilidade”… Só rindo mesmo…

       

  6. Marcelo Castro

    14 de dezembro de 2013 12:07 am

    não é problema de lei

    O fundamentalismo, a ignorancia e o ódio insano destes evangelicos não mudarão com a aprovação de mais uma lei. É obra para gerações e será resolvido com educação e divulgação cientifica. Me solidarizo com ativistas como o Gunter, mas penso que o momento é de se evitar o retrocesso.

    Os evangélicos podem barrar uma lei, mas não Darwin e a teoria da evolução.  

    1. Gunter Zibell - SP

      14 de dezembro de 2013 1:38 am

      É que não se trata de uma

      É que não se trata de uma medida isolada.

      O PT e os fundamentalistas usam a estratégia do sapo cozinhando em água. Quando as pessoas percebem já estão cozidas.

      Veja como o processo é cumulativo (inclusive barrando a educação)

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/2014-a-ultima-parada-gay

      E é claro que não vão renegar a ciência natural, mas apostam na omissão da maioria para fazer manipulações.

      E veja como militantes fundamentalistas ficam incomodados quando fatos ou notícias são comentados. Para dar certo é necessário manter as pessoas sem informação! 

      É necessário demonizar alguém. No passado já usaram alcoólatras, feministas, judeus, comunistas. Agora o alvo fácil são LGBTs.

      Como somos só 5% e com histórico de discriminação até em famílias e por todos os lados do espectro político (o que não ocorre com outros grupos), conhecemos os mecanismos todos de manipulação e os sofismas todos usados.

      Conhece aquilo dos passarinhos usados em minas para detectar gás? 

      Não meu caro. O retrocesso está acontecendo agora.

      É o momento de se evitar que isso continue se aprofundando.

      A Rússia, por exemplo, não era como agora há anos atrás. E Putin tem 60 ou 70% de popularidade. Com um programa bem parecido ao do Tea Party. Há até quem já fale em proibir o aborto na Rússia.

      Pense nisso.

       

      1. alexis

        14 de dezembro de 2013 9:32 am

        Petefóbico!

        “O PT e os fundamentalistas usam a estratégia do sapo cozinhando em água. Quando as pessoas percebem já estão cozidas.”

        Quem sabe também uma Lei contra os Petefóbicos!

        Delito seria incorrer em “ato criminoso” contra homossexuais, petistas ou contra qualquer cidadão e não pelo nome (homofóbico ou outro) que você consegue adjetivar ao seu desafeto.

        Espertoso, cataloga aos seus desafetos como criminosos ao invés de se dar o trabalho de tipificar e comprovar cada crime, como acontece com qualquer um, homossexual ou não.

         

  7. Gunter Zibell - SP

    14 de dezembro de 2013 2:10 am

    Em relação ao título do

    Em relação ao título do post…

    Tomara que sim, que seja votada.

    Com algum presidente que use a popularidade para promover avanços, como Johnson fez em relação ao apartheid, Obama em relação ao Casamento Gay, e por aí vai.

    Popularidades mantidas ‘à la Putin’, baseadas em discursos do atraso, não me comovem.

    Quanto mais informadas as pessoas vão ficando menos cegas se tornam.

    Tem um lado bom no que aconteceu hoje, por coincidência no 45º aniversário do AI-5.

    Mais pessoas ficaram sabendo com o que realmente estão lidando.

    1. Adriana M Carvalho

      14 de dezembro de 2013 2:29 pm

      Estranhamente, toda vez que

      Estranhamente, toda vez que sobe a popularidade da Dilma o ativismo gay ganha mais asas!.

    2. Adriana M Carvalho

      14 de dezembro de 2013 4:43 pm

      Mulherfobia, a nossa próxima
      Mulherfobia, a nossa próxima luta será pela nossa feminilidade!. Em um mundo homossexual nem todas poderam usar um véu rosa e ser a rainha do deserto, pois se a machisto hetéro é ruim, o do gay, é PERVERSO!. 

  8. Adriana M Carvalho

    14 de dezembro de 2013 4:41 pm

    Poderia ser pior!. Supremo da
    Poderia ser pior!. Supremo da Austrália proíbe casamento homossexual no país,Governo australiano recorreu alegando que contradiz a legislação federal. Lei foi invalidada por unanimidade. Relação sexual entre gays volta a ser crime na Índia.  Mulherfobia, a nossa próxima luta será pela nossa feminilidade!. 
    Lei da fisíca “dois corpos não ocupam o mesmo espaço”,em todas as sociedade homossexual as mulheres foram tratadas como cidadã de segunda classe…Em um mundo homossexual nem todas poderam usar um veu rosa e ser a rainha do deserto.

  9. Adriana M Carvalho

    14 de dezembro de 2013 5:28 pm

    É sempre bom lembrar!.

    E sempre bom lembrar!…..Transexual não é mulher!. 

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