Senado vai debater desmatamento e aumento de queimadas na Amazônia, mas exclui Inpe da conversa

Luís Carlos Heinze defende a realização de um debate “embasado em dados técnicos e econômicos, e não da forma extremista”

José Cruz - Agência Brasil

Jornal GGN – O Senado aprovou ontem, dia 2, em sessão remota, a realização de sessão temática, sem data ainda, para debater o aumento das queimadas e o desmatamento da Amazônia.

Serão convidados o vice-presidente da República e que também atua como presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), Hamilton Mourão; pesquisadores da Embrapa; e representantes do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) da Universidade Federal do Amazonas e do Ibama.

O senador Luís Carlos Heinze (PP-RS) é autor da iniciativa e tem o texto assinado pelos senadores Telmário Mota (PROS-RR), Zequinha Marinho (PSC-PA), Diego Tavares (PP-PB), Esperidião Amin (PP-SC), Alvaro Dias (Podemos-PR), Ciro Nogueira (PP-PI) e pela senadora Mailza Gomes (PP-AC).

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentaram requerimento, aprovado pelos pares, que inclui no debate representantes do Inpe, da UFMG, da USP e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), entre outros.

Mas Luís Carlos Heinze defende a realização de um debate “embasado em dados técnicos e econômicos, e não da forma extremista”, que seja capaz de demonstrar o quanto os produtores brasileiros preservam a Amazônia, além “da verdade sobre as queimadas e o desenvolvimento agrícola na região”.

“O Brasil tornou-se alvo de uma maciça campanha internacional com o objetivo de abalar a imagem do país e represar nosso desenvolvimento social e econômico. É indiscutível a necessidade de abordarmos o tema ambiental. Com pouco o que preservar em termos florestais, países europeus decidiram preservar as matas de outras nações. Logicamente, o Brasil é o grande alvo das políticas ambientalistas. Até aí, é perfeitamente aceitável, compreensível e até elogiável. O problema começa quando eles se reúnem e decidem o que o Brasil terá de fazer, impondo condições e números calculados por puro “achismo”, sem um embasamento técnico “que sustente seus cálculos”, ressalta Luís Carlos Heinze na justificativa do requerimento.

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Fonte: Agência Senado

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