Simone Tebet deixa liderança do MDB no Senado

Decisão aconteceu após primeira reunião da bancada para discutir candidatura do partido à Presidência do Senado; Sem negar a disputa, Renan diz que só será candidato por decisão majoritária do MDB
 
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
 
Jornal GGN – A pré-candidata à presidência no Senado Simone Tebet (MDB-MS) anunciou nesta terça-feira (29) que vai deixar a liderança do seu partido na Casa.
 
A saída tinha data marcada para a próxima sexta-feira (1ª), mas a parlamentar decidiu adiantar o movimento em uma atitude de protesto. “Vou até o fim. Não abro mão da minha candidatura à Presidência do Senado. Deixei a liderança para que o processo seja democrático e para que eu possa vir a discordar de alguns posicionamentos que a bancada venha a deliberar”, escreveu em sua conta no Twitter.
 
A decisão de Tebet foi anunciada horas após a primeira reunião da bancada emedebista para discutir a liderança e a candidatura do partido à Presidência do Senado. 
 
Em entrevista coletiva, logo após o encontro, a senadora disse, ao lado de Renan Calheiros (AL) e de José Maranhão (PR), Simone Tebet destacou que não tem condições de abrir mão da disputa. Apesar disso, os senadores emedebistas não chegaram a um consenso na reunião de ontem. A decisão de quem será o candidato e os permanentes que vão compor a liderança do partido ficará para quinta-feira (31), um dia antes da eleição no Senado. 
 
“Ninguém é candidato avulso sem partido. Nós temos todos os partidos com candidaturas próprias. Qual é o partido que não tem candidatura própria? Então, eu quero dizer que eu disputo pra valer dentro da bancada, pra ganhar ou pra perder, no processo democrático”, disse aos jornalistas. 
 
Com a saída de Simone, quem passa a liderar o MDB no Senado é José Maranhão. O parlamentar garantiu, na coletiva, que o MDB terá um candidato.
 
“Não há dúvida nenhuma de que nada nos impede de conversar. Mas uma coisa ficou absolutamente acertado consensualmente: o MDB tem candidato e não abrirár mão da candidatura”. Ele respondeu, ainda, que uma candidatura avulsa de um membro do partido está fora de cogitação. “Regimentalmente não existe candidatura avulsa”, completou. 
 
Sem negar que está fora da disputa, Renan Calheiros disse que só será candidato “se essa for a decisão do MDB”.
 
“Eu quero, com todas as minhas forças, me dedicar a eleição do candidato da bancada. E, às 17h de quinta-feira (31) nós vamos novamente nos reunir, sob a coordenação do [senador] Maranhão para, quem sabe, até lá ter na prática essa unidade construída”.
 
Quando perguntado qual é sua plataforma como candidato ao Senado, Renan respondeu: “Não sou candidato, não sou pré-candidato. Só serei candidato como produto da decisão majoritária da bancada. Por isso que tenho dito que não sou candidato, se não nessa condição”.  
 
 

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