Covid-19 – As taxas de crescimento seguem a cair e estão agora em 0,2812% (casos) e 0,1071% (mortes).
Por Felipe A. P. L. Costa [*].
RESUMO. – Este artigo atualiza os valores das taxas de crescimento (casos e mortes) publicados em artigo anterior (aqui). Entre 21 e 27/2, os valores ficaram em 0,2812% (casos) e 0,1071% (mortes). A taxa de casos caiu pela quarta semana consecutiva e a de mortes, pela segunda. No ritmo atual, o país irá contabilizar 31.121.030 casos e 668.894 mortes até o dia 27/3.
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1. O RITMO DA PANDEMIA NO PAÍS.
No domingo (27/2), de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, foram registrados em todo o país mais 24.054 casos e 221 mortes. Teríamos chegado assim a um total de 28.768.104 casos e 649.134 mortes.
Na semana encerrada no domingo (21-27/2), foram registrados 559.892 novos casos – uma queda de 23% em relação à semana anterior (14-20/2: 728.249).
Entre 21 e 27/2, infelizmente, foram registradas 4.848 mortes – uma queda de 18% em relação ao que foi anotado na semana anterior (14-20/2: 5.924). Trata-se de uma segunda queda consecutiva, algo que não ocorria desde dezembro (ver a figura que acompanha este artigo).
2. TAXAS DE CRESCIMENTO.
Os percentuais e os números absolutos referidos acima ajudam a descrever a situação. Todavia, para monitorar o ritmo e o rumo da pandemia [1], sigo a usar as taxas de crescimento no número de casos e de mortes. Ambas agora estão a declinar (ver a figura que acompanha este artigo).
Vejamos os resultados mais recentes.
A taxa de crescimento no número de casos caiu de 0,3744% (14-20/2) para 0,2812% (21-27/2) – é a quarta queda consecutiva [2, 3].
A taxa de crescimento no número de mortes, por sua vez, caiu de 0,1320% (14-20/2) para 0,1071% (21-27/2) – é a segunda queda consecutiva após uma sucessão de seis escaladas (ver a figura que acompanha este artigo).
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FIGURA. A figura que acompanha este artigo ilustra o comportamento das médias semanais das taxas de crescimento no número de casos (pontos em azul escuro) e no número de óbitos (pontos em vermelho escuro) em todo o país (valores expressos em porcentagem), entre 6/6/2021 e 27/2/2022. (Para resultados anteriores, ver aqui.) Alguns pares de pontos são coincidentes ou quase isso. A elipse e a seta associada (em azul escuro) chamam a atenção para a queda na taxa de mortes observada nas últimas quatro semanas.
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3. CODA.
As médias semanais das taxas de crescimento (casos e mortes) seguem em trajetórias declinantes. A taxa de casos caiu pela quarta semana consecutiva e a de mortes, pela segunda (ver a figura que acompanha este artigo). No ritmo atual, o país irá contabilizar 31.121.030 casos e 668.894 mortes até o dia 27/3.
Conforme escrevi em artigo anterior (aqui), as duas taxas estão a seguir trajetórias desiguais, mas combinadas. Trata-se de um padrão recorrente, a saber: tendo batido no teto, a trajetória da taxa de casos passa a declinar; duas ou três semanas depois, começa a declinar também a taxa de mortes.
A questão que continua de pé é a seguinte: como assegurar que a taxa de casos (e, por extensão, a de mortes) permaneça em trajetória declinante? Não custa repetir [4]: (1) ampliar a vacinação; e (2) manter as medidas de prevenção (e.g., uso generalizado de máscara e cobrança permanente do passaporte da vacina).
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NOTAS.
[*] Há uma campanha de comercialização em curso envolvendo os livros do autor – ver o artigo Ciência e poesia em quatro volumes. Para mais informações ou para adquirir (por via postal) os quatro volumes (ou algum volume específico), faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros artigos e livros, ver aqui.
[1] Para capturar e antever a dinâmica de processos populacionais, como é o caso da disseminação de uma doença contagiosa, devemos recorrer a um parâmetro que tenha algum poder preditivo. Não é o caso da média móvel. Mas é o caso da taxa de crescimento. Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver qualquer um dos três primeiros volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
[2] Entre 21/12/2021 e 27/2/2022 (para as semanas anteriores, ver aqui), as médias semanais exibiram os seguintes valores: (1) casos: 0,0345% (27/12-2/1), 0,1472% (3-9/1), 0,2997% (10-16/1), 0,6359% (17-23/1), 0,7576% (24-30/1), 0,6544% (31/1-6/2), 0,5022% (7-13/2), 0,3744% (14-20/2) e 0,2812% (21-27/2); e (2) mortes: 0,0151% (27/12-2/1), 0,0196% (3-9/1), 0,0245% (10-16/1), 0,0471% (17-23/1), 0,0859% (24-30/1), 0,1212% (31/1-6/2), 0,1388% (7-13/2), 0,1320% (14-20/2) e 0,1071% (21-27/2).
[3] Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver referências citadas na nota 1.
[4] Cabe ressaltar que o ritmo da vacinação caiu muito ao longo dos últimos meses. Levamos 34 dias (24/8-27/9) para ir de 60% a 70% da população com ao menos uma dose da vacina. (Hoje, 28/2, este percentual está em 83%.) Antes disso, porém, levamos 25 dias (9/7-3/8) para ir de 40% a 50% e apenas 21 dias (3-24/8) para ir de 50% a 60%. Sobre os percentuais, ver ‘Coronavirus (COVID-19) Vaccinations’ (Our World in Data, Oxford, Inglaterra).
Como escrevi em ocasiões anteriores, uma saída rápida para a crise (minimizando o número de novos casos e, sobretudo, o de mortes) dependeria de dois fatores: (i) a adoção de medidas efetivas de proteção e confinamento; e (ii) uma massiva e acelerada campanha de vacinação.
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WEDSON DESIDERIO FERNANDES
1 de março de 2022 8:51 pmBoas notícias. Espero que continue diminuindo.