Em cenário “provável”, Brasil deve vacinar população adulta contra Covid até novembro

Projeção não leva em conta doações internacionais, negociações não finalizadas e vacinas ainda não aprovadas pela Anvisa. Estudo ainda prevê queda da média móvel de óbitos a partir de maio

Agência Brasil

Um estudo realizado pela Impulso Gov, uma das organizações idealizadoras da plataforma CoronaCidades, projeta que, em cenário “mais provável”, o Brasil terá doses para cobrir a vacinação de “toda a população adulta” contra Covid-19 até o final de novembro de 2021.

“Dadas as premissas e considerando nosso cenário mais provável, ainda em maio devemos ver a media de óbitos diários ficar abaixo de 900”, diz o estudo divulgado em 23 de março. Neste mês, o pior da pandemia até agora, a média móvel chegou a passar de 2,2 mil mortes.

O cenário “mais provavel” considera apenas a produção nacional pelos institutos Butantan e Fiocruz, descartando, portanto, as doses doadas por consórcios internacionais, contratos não finalizados pelo Ministério da Saúde com laboratórios estrangeiros e vacinas que ainda não foram aprovadas pela Anvisa. É o caso das vacinas da Sputnik, Pfizer, Janssen, e doações das vacinas da Oxford e Coronavac, Covaxin e Covax, que foram inseridas todas computadas pelo general Eduardo Pazuello, ao anunciar que o País já conta com mais de 500 mil doses de vacinas “contratadas”.

De acordo com o estudo, até o final de abril, a capacidade de produção de vacinas do Butantan e Fiocruz seria suficiente para cobrir toda a população que trabalha no ramo da saúde e os idosos acima de 60 anos, que representam mais de 80% das mortes por Covid-19 no Brasil. Na quarta (24/3), o País passou da marca de 301 mil óbitos na pandemia.

Até o final de maio, com a produção do Butantan e Fiocruz, o Brasil já terá vacinado os profissionais de saúde, os idosos com mais de 60 anos e os grupos com pelo menos uma comorbidade.

Ainda no cenário mais provável, até o final de novembro, 156 milhões de doses da Coronavac e da vacina de Oxford já teriam sido aplicadas em toda a população adulta brasileira. Para isso, a Fiocruz teria de fabricar, a partir de abril, 30 milhões de doses ao mês. O cenário não considera restrições a materiais importados.

Enquanto o impacto da vacinação não chega, profissionais envolvidos no estudo defendem, em artigo divulgado na Folha de S. Paulo desta quinta (25), lockdown nacional por 30 dias.

PIOR CENÁRIO

No pior cenário estudado, o Brasil só poderia contar com metade da produção nacional de vacinas do Butantan e da Fiocruz, descartando ainda as doses que dependem de negociações não concluídas, aprovação da Anvisa ou doações internacionais. Isso significa que, até o final de julho, os institutos conseguiriam entregar cerca de 84 milhões de doses.

Com esse volume, sem que houvesse desperdícios e perdas, cerca de 42 milhões de brasileiros poderiam ser vacinados até o final de julho. Seria o bastante para vacinar os grupos prioritários: pessoas com mais de 60 anos (institucionalizadas ou não), povos indígenas vivendo em terras demarcadas, trabalhadores da saúde, povos ribeirinhos e quilombolas, pessoas com deficiência institucionalizadas.

Ainda no pior cenário, as 77 milhões de pessoas que fazem parte do grupo prioritário estendido (que inclui também os trabalhadores das forças de segurança, educação, transporte, entre outras áreas essenciais, além de pessoas com comorbidades e a população em situação de rua), só seriam vacinadas no final do ano.

Abaixo, o cronograma de vacinas desenhado pelo Ministério da Saúde.

Leia o artigo completo abaixo.

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