3 de junho de 2026

Não há previsão de envio da vacina AstraZeneca da Índia ao Brasil

Jair Bolsonaro reuniu-se com o embaixador indiano no país, Suresh K. Reddy. Não houve a confirmação, por parte do governo, de que as doses chegarão ao país
Foto: Evaristo Sá / AFP

Jornal GGN – Ainda não há datas confirmadas para que a Índia forneça as 2 milhões de doses negociadas da vacina AstraZeneca/Oxford. A informação de fontes diplomáticas, segundo coluna de Jamil Chade, ocorre ao mesmo tempo que o presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o embaixador indiano no país, Suresh K. Reddy. Depois do encontro, não houve a confirmação, por parte do governo, de que as doses chegarão ao país.

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O Brasil fechou um acordo milionário com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford para a aquisição da vacina, produzida pelo laboratório indiano Serum. Contra todos os protocolos de segurança nacional, na semana passada, o Itamaraty divulgou o avião, com a data, que traria os imunizantes do país.

Ao tomar conhecimento do voo, o governo do primeiro-ministro Narendra Modi afirmou que era “cedo demais” para enviar as doses e que era preciso garantir, antes, a vacinação interna da Índia.

Depois do episódio de fracasso diplomático, Bolsonaro mininizou, afirmando que o cronograma de entrega das doses poderia atrasar “dois, três dias”. “Não foi decisão nossa, atrasar em um ou dois dias até que o povo comece a ser vacinado lá (na Índia), porque lá também tem as pressões políticas de um lado ou de outro”, disse o presidente, na sexta.

Agora, na manhã desta segunda (18), o mandatário disse que estava indo “atrás” dos contratos das vacinas que não foram entregues.

“A Anvisa aprovou (a vacina), não tem o que discutir mais. Agora, havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também que era pra ter chegado a vacina aqui”, disse Bolsonaro. Horas depois, ele recebeu o embaixador da Índia no Brasil, Suresh K. Reddy, em reunião fora da agenda oficial.

Enquanto que essa é a versão divulgada por Bolsonaro e pelo Itamaraty, de que as doses chegariam ainda nesta semana, a análise dentro da pasta é outra. “Diplomatas admitiram que, nesta segunda-feira, não existe ainda um plano claro de quando os insumos poderiam ser enviados e nem de quando o avião seguiria para a Índia”, divulgou Jamil Chade.

Os próprios jornais indianos revelam que o abastecimento deve priorizar, além do país, as fronteiras e nações vizinhas, como Butão, Bangladesh, Nepal, Mianmar, Sri Lanka, Afeganistão. Reportagem do jornal Times of India afirma que só depois de um gesto dado pelo governo indiano a estes países é que seria liberada a exportação a outros países.

E o Brasil não é o único da fila. Foram fechados contratos com a África do Sul, Marrocos e Arábia Saudita. O laboratório indiano previa o envio para o Brasil em duas semanas, sem uma confirmação concreta.

 

Redação

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5 Comentários
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  1. Lúcio Vieira

    18 de janeiro de 2021 4:04 pm

    Depois do sujeito entrar na briga de mkt com o Dória marqueteiro, ficou no desespero para receber vacinas. Se esquece ele que tratou os laboratórios feito os médicos, que aguardam as visitas de vendedores por catálogo, no momento que é o produto, o item mais comprado no mundo?
    É mesmo sem noção e sem razão.

  2. Marcio Cruzeiro

    18 de janeiro de 2021 4:17 pm

    Ou seja, tem que Ajoelhar e Rezar no Butantan…..

  3. Edivaldo Dias de Oliveira

    18 de janeiro de 2021 4:36 pm

    E Bozo tá como?
    Feito esmolé esmolando vacina, quando não não consegue tungar, como tentou com a do Butantã.
    Uma esmola, pelo amor de Deus!

  4. Leo Bahia

    19 de janeiro de 2021 12:58 am

    O cabra com autorização de fabricar na Fiocruz e/ou de importar não ter uma dose. O Doria importou 6 milhões e fabricou 3 milhoes. Governo estadual deu 9 milhoes a zero em comparação com a maquina federal que tem inclusive o instrumento da diplomacia. O General é muito incompetente.

  5. jcordeiro

    19 de janeiro de 2021 2:00 am

    Nassif: pintou a chancha dos VerdeSauvas mostrarem que têm colhões roxos. É só mandar invadir a Índia, por quebra de “acordo”. PactaSuntServanda, podem alegar no ConselhoDeSegurança da ONU. De quebra, tomam a Cachemira, invadem o Láos e o Tibet. O DhalaiLama, confinam em Goiá, feudo dos Caiados, desde o tempo do Império. Como são regiões propícias pra produção da “branquinha” mandam o PlayboyDasAlterosas prá cuidar o Cafofo. AdministradorPlenipotenciario. Podem até parar de dar porrada nos de Pindorama. Metem lá uma DitaMole (que nisso são mestres) e levam a TVSalomão e o pessoal da BarãoDeLimeira pra noticiar as gloriosas batalhas no sopé do Himalaia. Os do JardimBotânico e os dois da MarginalDireita do Tietê (sentido CEAGESP) vão babar de raiva. Mas logo conseguem umas sobrinhas. A GrandeMídia sempre se compõe. Nas EscolasKhuartel a moçada, fardada e alinhada, vai soltar a voz:

    “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo / Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil / Eu te amo, meu Brasil, eu te amo / Ninguém segura a “Sauva” do Brasil”.

    Assim é que se “canta” numa Nação poderosa, independente, com soldados de verdade. As com simples Mercenários e pausmandados só cuidam do Quintal…

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