Jornal GGN – O plano nacional de vacinação contra o coronavírus deve ser concluído em 30 dias. A determinação partiu do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão nesta terça (24), do ministro Ricardo Lewandowski. Para o diretor da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), Renato Kfouri, o plano do governo Bolsonaro será finalizado antes, em 10 dias, mas deve “ficar em suspensão pelos cenários possíveis”.
A existência de um plano, contudo, não garante a disponibilização imediata da vacina, porque depende dos avanços dos estudos que estão sendo testados hoje no país, podendo ser modificado posteriormente à sua publicação.
Em decisão de ontem, Lewandowski obrigou o governo de Jair Bolsonaro a apresentar um plano de vacinação em um prazo máximo de 30 dias, determinando, ainda, que contemple “a aquisição e distribuição universal de todas as vacinas disponíveis no mercado interno e internacional, comprovadamente eficazes e seguras”.
Kfouri, que integra o grupo de preparação do plano de vacinação, afirmou em entrevista à GloboNews que acredita que este primeiro documento será concluído antes dos 30 dias. “Na semana que vem, vai haver reunião pra finalizar o plano”, contou. “É um trabalho de muita gente e demora um pouco para consolidar. Mas acredito que até o final da semana que vem fica pronto, no máximo 10 ou 15 dias”, completou.
Mas destacou que o plano final “desenvolve cenários”, que podem variar e ser modificados de acordo com o avanço dos resultados dos testes das vacinas. “”É um plano que desenvolve cenários. Porque uma coisa é ter 10 milhões de vacinas. Outra é ter 50 milhões de vacinas. Uma coisa é ter uma vacina que vai bem para idosos. Outra é ter vacinas que não são tão boas. Não conhecemos tudo dos estudos de fase 3 ainda. E isso é crucial.”
E admitiu que “esse plano fica em suspensão pelos cenários possíveis”. “O cenário é dinâmico. O plano é feito em cima de possibilidades, como todo mundo vem fazendo. Os Estados Unidos e o Reino Unido fizeram planos, mas depende da vacina, da quantidade e da logística de transporte”, acrescentou.
Na decisão do STF, o ministro estipulou que o governo deve atualizar o plano a cada 30 dias e que seja enviado ao Congresso.
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