Amazonas contratou hospital privado e manteve vagas públicas fechadas, diz Braga

“É preciso começar a falar a verdade”, diz senador amazonense durante depoimento do ex-secretário Marcellus Campelo

Senador Eduardo Braga (MDB-AM). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Jornal GGN – O estado do Amazonas contratou hospital privado para tratar os pacientes de covid-19, enquanto o Estado tinha um hospital público disponível para atendimento e que não foi devidamente preparado.

A afirmação foi feita pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), durante o depoimento do ex-secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, na CPI da Pandemia no Senado Federal.

Enquanto Campelo falava do aumento do número de internações em dezembro – “somente no final de dezembro começamos a notar que havia algo diferente, alguma coisa diferente, na contaminação que estava sendo muito mais rápida, no número de internações e no perfil dos pacientes que chegavam muito agravados” – Braga pediu a palavra ao relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Ao questionar sobre a contratação de um hospital de campanha – com contrato fechado para os meses de maio, junho e julho, nas palavras de Campelo – Braga afirma que tal contratação foi feita “enquanto o hospital Delphina Aziz tinha três andares de hospital público, fechado, e sem operação”.

Depois de ficar sem uma resposta clara sobre o número de leitos disponíveis no Hospital Delphina Aziz, Braga continuou: “O senhor tem de verificar porque, na realidade, metade do Delphina Aziz – hospital público – estava fechado. E o Estado contratando um hospital de campanha privado. Acho que essas questões precisam ser começadas a falar com a necessária ênfase”.

Sem uma resposta clara sobre a quantidade de metros quadrados que foram construídos durante a gestão de Campelo na secretaria estadual de Saúde, Braga diz que “pegaram salas que eram de cirurgia e colocaram leitos de UTI dentro de centro cirúrgico. Pegaram áreas de depósito e transformaram em área de UTI. Não aumentaram em um metro quadrado a área de UTI”.

“Quando vossa senhoria está falando, não parece que o Amazonas viveu o subsolo do inferno, e que as pessoas não morreram por falta de assistência e de atendimento”, diz Braga. “É preciso começar a falar a verdade”.

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