Guedes atuou na negociação de MP que atrasou a compra da Pfizer

Documentos obtidos pela CPI da Covid mostram que, ao contrário do que alegou, Guedes se posicionou ativamente contra a proposta que a União assumia riscos

Jornal GGN – Paulo Guedes, o ministro da Economia, foi contrário ao dispositivo da Medida Provisória das vacinas que facilitava a compra da Pfizer. Documentos obtidos pela CPI da Covid mostram que, ao contrário do que alegou, Guedes se posicionou ativamente contra a proposta que a União assumia riscos de eventuais efeitos adversos dos imunizantes.

Recentemente, a Comissão do Senado perguntou ao ministro da Economia como ele se manifestou sobre as petições das farmacêuticas, principalmente a Pfizer, mas também a Janssen, que pediam a proteção.

Guedes respondeu que o Ministério só foi chamado a se manifestar em março, já na sanção da Medida Provisória. No início do mês, o GGN mostrou como a Medida Provisória nº 1.026 abriu as portas da administração pública para polêmicas e suspeitas nas contratações do governo federal para a compra de vacinas contra a Covid-19, com exceções, proteções e benesses que beneficiaram as empresas com a venda dos imunizantes no país.

Contudo, os documentos obtidos pelos senadores revelam que o ministro havia se posicionado contra as exigências da Pfizer, o que atrasou a compra do imunizante. Os documentos revelam que, final do ano passado, o Ministério da Economia participou ativamente de reuniões para elaboração da MP.

E, enquanto negociava com a Pfizer, o governo se envolveu em irregularidades, como a negociação da vacina AstraZeneca, no qual o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde teria solicitado propina de US$ 1 por dose; a quase compra da Coronavac pelo triplo do preço; a contratação da Sputnik por US$ 12 a unidade, acima do valor do mercado; e as irregularidades no contrato da indiana Covaxin.

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