Barroso e Cristovam no reino da hipocrisia, por Luis Nassif

Augusto Nardes, o Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), relator do inquérito sobre as tais pedaladas, foi acusado de receber R$ 100 mil por mês dos esquemas de corrupção da Petrobras, que Dilma Rousseff tentou enfrentar.

A seção Radar, da Veja, informa que o desembargador João Pedro Gebran Neto admitiu a familiares que agiu fora da lei, ao desautorizar a decisão do juiz de plantão. Mas que sua intenção foi evitar o “mal maior”, da libertação de Lula. Esse era o mesmo álibi ao qual recorriam os torturadores do período militar para justificar suas brutalidades.

No entanto, mais uma vez o diáfano Ministro Luís Roberto Barroso repetiu sua cantilena de fé no futuro do país. Disse que em seus tempos de estudante combatia-se a tortura e a censura. E, agora, combate-se a corrupção “dentro da lei”. É o chamado reinado da hipocrisia.

Para justificar sua visão poliana, analisa o país da Constituinte até hoje e comemora o fato de um dos feitos nacionais ter sido o da inclusão social. Trata-se de malandragem retórica. Há um país em construção da Constituinte até o golpe. E políticas de inclusão social que foram consolidados em regime democrático.

A outra etapa do país, pós-golpe, se caracteriza pela destruição das políticas sociais, das redes de proteção social e dos direitos individuais.

Mas Barroso, que defendeu com unhas e dentes a Lei do Teto, que jamais deblaterou contra os cortes na saúde e na educação, votou a favor do reajuste de 16% dos Ministros do Supremo. Indagado sobre esse contrassenso, explicou que a votação se refere exclusivamente ao Supremo e não ao Judiciário como um todo. Ótimo! Qual a razão, então, das associações de magistrados comemorarem o feito?

Ontem mesmo, o Ministério Público Federal anunciava o reajuste dos salários, sem mexer no orçamento. Ou seja, será à custa da redução dos serviços jurisdicionais.

Não leva o campeonato de hipocrisia porque à sua frente está o campeoníssimo Cristovam Buarque. Em seu Twitter, Cristovam – que votou a favor da Lei do Teto – dizia que o MPF, em vez de dar aumento de salários com contenção de despesas, deveria usar a contenção para garantir as bolsas estudantis.

 

28 comentários

  1. Pode tirar o cavalinho

    Alvaro Dias 16 milhões escolheu sejumoro para sinistro.

    ÇERRA45 escolheu (2038) fegacê para vice…viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiixe!

    Osmarina vai de Cristovan Buarque vice em 2042, ui!

    Não há vaga para Barroso.

    Bem, quem sabe para vice do cabo Daciolo na presidência da URSAL!

  2. Também quero 16% de aumento

    Também quero 16% de aumento salarial.E tem 13 milhões de irmãos brasileiros que querem emprego. Com carteira assinada.

     

  3. Memória

    No ensejo do afastamento da Presidenta Dilma, para justificar seu apoio ao golpe Cristovam Buarque citou o “fato” de que o governo dela e seu partido deixavam de investir em educação.

    A falta de coerência desse senador revela algum tipo de demência senil precoce.

    Desde o fim da ditadura nenhum governo investiu tanto em educação quanto os governos petistas. Um senador da república que, ainda por cima, se arroga o papel de educador, tem a obrigação de reconhecer isso. 

    Após apoiar numericamente o golpe com seu voto o senador ainda votou a favor do congelamento dos gastos governamentais, não apenas com educação  mas também com saúde, segurança, saneamento básico… por vinte anos.

    Esse homem é uma fraude, não tem a menor coerência política e intelectual.

    Maldita hora em que, nos idos de 1994, me voluntariei a trabalhar de graça para o ajudar a se eleger governador do Distrito Federal. 

  4. Bartoso farinha pouca meu pirão primeiro
    Primeiro. Barroso e cia. Os destruidores da tênue democracia brasileira,movidos pela inveja e pela submissão à elite patrimonialista que a 500 anos nos oprime
    Barroso, Moro, Cristóvão ,Dalagnol e Carmem Lúcia (aquela que deu 6 a 5 pra salvar Aecio e deu 6 a 5 pra ferrar o Presidente Lula).

  5. Bartoso farinha pouca meu pirão primeiro
    Primeiro. Barroso e cia. Os destruidores da tênue democracia brasileira,movidos pela inveja e pela submissão à elite patrimonialista que a 500 anos nos oprime
    Barroso, Moro, Cristóvão ,Dalagnol e Carmem Lúcia (aquela que deu 6 a 5 pra salvar Aecio e deu 6 a 5 pra ferrar o Presidente Lula).

  6. Os “éticos “do MPF votaram por unanimidade em favor do proprio a
    Foram céleres (um dia apos a votacao no STF).
    São ágeis em seus ptoprios benefícios e para ferrar o Lula.
    Raquel Dodge farinha pouca meu pirão primeiro.

    • Inclusive os servidores do

      Inclusive os servidores do Judiciário ficarão sem database, porque o projeto vencedor no Golpe de 16 é distanciar cada vez mais os 1% mais ricos da massa, inclusive da classe média, que se diz alta. Não há como consolidar esse projeto sem incluir juízes e parlamentares e demais cabeças da máquina pública no grupo dos 1%.

      Ironicamente, no outro 16, há 102 anos,  outro ponto culminante do debate público sobre convivência social, o Brasil ganhava um Código Civil de Clóvis Beviláqua, declaradamente patrimonialista, onde a única referência ao amor era esta aqui, o amor aos negócios. 

      “Art. 1.338. O gestor responde pelo caso fortuito, quando fizer operações arriscadas, ainda que o dono costumasse faze-las, ou quando preterir interesses deste por amor dos seus”. 

      A solidariedade mesmo só foi surgir como princípio geral na lei em 1988, antes era coisa para educador dizer às crianças e para voluntário na guerra achar o sentido da própria vida.

      A única batalha no Brasil sempre foi entre a Solidariedade e o Patrimônio. Aqueles que já arrumaram seu jeito de ganhar dinheiro até aposentar com a própria família, e aqueles que vão ter de trabalhar na incerteza até o fim do seu tempo na Terra.

      Consolida-se agora o grupo vitorioso ao colocar a cúpula para receber 600% do que recebe a base, enquanto essa distância média não passa de 3 na Suécia. Isso é um projeto, não uma mera falta de senso de responsabilidade ou justiça.

      Que duvidar, leia esse link de estatísticas aqui.

      http://www.lonestatistik.se/loner.asp/yrke/Domare-1068

  7. Muito além do jardim?

    Quanto a Barroso, nenhuma dúvida.

    Quanto a Cristóvam, não tenho tanta certeza. Há sempre a possibilidade de que não passe de um imbecil rematado, sentencioso mas incapaz de entender sequer o que ele mesmo diz. Me lembra, de certa forma, o personagem do Peter Sellers em “Muito Além do Jardim”, cujas bobagens são tomadas por profunda sabedoria por uma elite cabeça-oca.

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