Criança viada e porque aceitar a heterosexualização infantil, por Matê da Luz

Criança viada e porque aceitar a heterosexualização infantil

por Matê da Luz

Por que é que todo mundo acha normal e corriqueiro perguntar pra um menino de 4, 5 anos sobre as namoradinhas e comentar sobre as meninas de até menos que isso sobre o “trabalho” que vão dar pros pais? Por que segue sendo normal que as crianças sejam sexualizadas a este ponto, o que, de certa forma, eu só não sei explicar muito bem porque o assunto embrulha meu estômago, contribui para que a pedofilia seja amenizada dentro das famílias, tantas vezes colocada como algo que “acontece, não tem muito o que fazer”, como se não fosse crime mas feitio cultural? Por quê? 

Daí vem uma pessoa que usa a comunicação pra criar espaço pra si e para seus semelhantes por meio do humor, algo que já soa refinado, perceba: esta pessoa não ataca, não ofende, não macula, não oprime – ela apenas liberta. A si e a oportunidade de aliviar algumas dores da repressão. Esta pessoa explica como chegou naquela forma, detalhada e diversas vezes e, veja só, segue sendo taxada de tudo o que não é. Estou falando do Tumblr Criança Viada e peço, encarecidamente, que você acesse esse texto aqui – porque eu também não tenho muito estômago pra lidar com esse assunto. 

Só um plus no post, que é pra incrementar a nojeira: o Mackenzie, a instituição, a faculdade, essa escola que serve pra formar pessoas, credo, imaginem só que tipo de pessoa!, mandou uma carta pro Santander comentando sobre a exposição Queermuseu. Os termos “valores judaicos-cristãos”, “espinha dorsal de nossa sociedade” e “cantos obscuros que militam contra tudo oque exala moral” foram usados ali, o que faz com que este post termine com um gole gigantesco de eno porque – adivinha só? – meu estômago já está embrulhado faz tempo. 

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Socorra-se quem puder, que tempos difíceis são estes. 

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2 comentários

  1. falta de discenrnimento

    Ao ler o artigo, com o qual concordo em boa parte, principalemte sobre o caráter retrógrado e reacionário da Universidade Mackenzie, não posso deixar de comentar que a autora julga, e na minha opinião, de forma preconceituosa e leviana, os alunos a serem formados pela universidade. Uma coisa é a posição de uma instituição notadamente conservadora,  e outra muito diferente é a cabeça dos que lá estudam. 

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