27 de junho de 2026

Fórum Econômico Mundial alerta perigo de nova retração

Organização prevê declínio de crescimento mundial que vive oitavo ano consecutivo de bonança considerando “exacerbado” humor das bolsas de valores 
 
Foto: Divulgação World Economic Forum
 
foto_do_forum_economico_mundial_divulgacao.jpeg
 
Jornal GGN – A economia mundial irá cresce 3,1% em 2018, segundo previsões do Banco Mundial. Será, portanto, o oitavo ano consecutivo de expansão no mundo que, no ano passado cresceu 3% e 2,6% em 2016. O desempenho, atualmente, é acompanhado pela alta de ações em todo o mundo e inovações em ativos financeiros, como a a moeda criptografada bitcoin que aumentou cerca de 1.200% em 2017.
 
O Fórum Econômico Mundial analisa todos esses dados com cautela e realiza nesta semana alguns encontros para debater o risco do excesso de otimismo isso porque, historicamente, as crises econômicas sucederam momentos de crescimento exacerbado lembrando que, em média, o mundo sofreu uma crise financeira a cada seis anos, e já estamos entrando no oitavo de bonança. 
 
Segundo informações do Valor, o Banco Mundial já aponta para o que poderá ser o início do refluxo considerando que 2018 será um ano em que pela primeira vez, desde 2008, o output gap global, ou seja, a diferença entre o nível de produção global e seu “potencial” será bastante reduzido ficando próximo de zero em países desenvolvidos e em alguns emergentes beneficiados pela recuperação do mercado de commodities.
 
Ao mesmo tempo que assistimos um cenário favorável para os países em desenvolvimento com “output gap” próximo de zero, a insegurança política de governos nos países emergentes aumenta o risco de erros nos ajustes financeiros. Outro fator que leva o Banco Mundial a analisar que o crescimento da economia corre risco de ser abreviado é porque nos últimos anos a produtividade sofreu deterioração e seria necessária a aplicação de grandes investimentos para aumentar os níveis de ganhos via implantação de tecnologias, infraestruturas e especialização de mão de obra, por exemplo. 
 
Chama a atenção também o aumento expressivo da dívida global que, segundo o Instituto Internacional de Finanças (IIF), passou de US$ 230 trilhões no terceiro trimestre do ano passado, ou US$ 16 trilhões a mais que em dezembro de 2016. E, quanto maior a dívida, maior a taxa de juros. Portanto, com os governos pagamento das dívidas mais elevadas, sobrará menos recursos para o investimento, fechando assim o cenário para a retração. 
 
Nesta quarta-feira (17) o Fórum Econômico Mundial questionou também sobre o risco de recessão no seu Relatório sobre Riscos Globais 2018 considerando a alta expressiva das bolsas de valores no mundo. Segundo informações trazidas pelo Estado de S.Paulo, a organização cita que a “exuberância irracional” na alta de pregões antecedeu a crise internacional de 2008.
 
Em 2017 as principais bolsas do mundo registraram alta, sem exceção: Dow Jone, 25%; S&P 500, 19%; a Bolsa de Hong Kong, 35%; a japonesa, 19%; a alemã, 11%, a francesa, 8% e a Bolsa de Valores de São Paulo, 27%. O Fórum ressalta que o crescimento recente apresentado pelas bolsas dos Estados Unidos foram semelhantes em apenas dois momentos desde que elas existem: em 1929 e 2000, períodos próximos as grandes quebras. 
 
O aumento marcante dos títulos de dívida também preocupa a organização mostrando que cerca de US$ 9 trilhões desses papéis apresentavam rendimento negativo em meados de 2017. Segundo o Fórum, esse fenômeno reflete a compra de ativos lançados pelos bancos centrais para reequilibrar a economia em momentos de crise, analisando que em muitos momentos o valor desses papeis segue tendência oposta ao preço real dos ativos que representam.
 
Nesse cenário, se houver uma correção abrupta no mercado as economias mais expostas ao mercado vão sofrer o maior impacto. 
 
Quanto ao bom humor do mercado, o economista-sênior do Centro de Competitividade Mundial do IMD, José Caballero, avalia que os investidores limitam os cálculos para concluir ou não um investimento como, por exemplo, as ameaças comerciais e militares de Donald Trump, sem considerar também que “uma rápida mudança na confiança das instituições pode deteriorar a situação do mercado”, assim como o aprofundamento da crise na Venezuela pode retrair investidores sobre toda a América Latina. 
 
*Com informações do Valor e Estado

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Ivan de Union

    17 de janeiro de 2018 9:25 pm

    O alerta nao eh o que finge

    O alerta nao eh o que finge ser.  Pelo contrario, ele ate faz projecoes (promessas?) de possible lucro para “exportadores de commodities”.

    O aviso eh pra descarregar a vindoura crise no resto do mundo desinvestindo e se livrando dos tais “papeis” que eles proprios enfiaram goela abaixo do mundo inteiro.

    Nao foi isso que tentaram fazer em 2007 e 2008?

Recomendados para você

Recomendados