24 de junho de 2026

Fracionados em intervalo de minutos: Recibos mostram rotina de depósitos de ajudantes de Bolsonaro

Em nota do PL Mulher, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, diz que é "muito triste" toda essa repercussão

Os documentos apresentados na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos atos golpistas, deixam ainda mais claro o modus operandi da família Bolsonaro, para o recebimento de valores suspeitos, realizados de forma fracionada, em intervalo de minutos. 

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De acordo com comprovantes divulgados pelo site Metrópoles, e descobertos através de recibos de e-mails deletados, a conta da vez é a da tia de Michelle Bolsonaro, Maria Helena Graces de Moraes Braga, que recebia R$ 2.840 mensalmente, aos poucos. A parente também trabalhou no gabinete do ex-presidente quando deputado. 

Dentre as centenas de depósitos em dinheiro vivo, segundo o Metrópoles, a quantia foi dividida em três vezes, em 18 de agosto de 2022. A primeira de R$ 1 mil por volta das 09:24, a segunda também de R$ 1 mil feita dois minutos depois; e logo em seguida, a terceira de R$ 840.

O feito se repetiu em novembro, e, em outubro, por exemplo, os valores variavam e eram realizados em dois depósitos.

Outro que recebia não somente ordens era Adriano Alves Teperino. Foram 4 depósitos recebidos em 26 de setembro, no valor de R$ 1 mil com quatro minutos de diferença entre cada.

Há também um depósito no valor de quase 4 mil, em janeiro do ano passado, para Edenilson Nogueira Garcia, ex-marido de “Wal do Açaí”, suspeita de ser funcionária fantasma de Bolsonaro, à época deputado. 

“Muito triste!” 

Michelle Bolsonaro recebeu, ao todo, R$ 60 mil em um intervalo de 11 dias, em 45 operações bancárias. A ex-primeira-dama se posicionou através de uma nota do PL Mulher, e aproveitou para relacionar os fatos noticiados a uma espécie de “malabarismo semântico”, a fim de conduzir o leitor a suspeitar dos valores mencionados, o que segundo Michelle, é “muito triste”. 

Depósitos fracionados

Depósitos fracionados podem ser realizados para evitar limites e reduzir a exposição ao risco, a fim de não levantar suspeitas de autoridades financeiras, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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1 Comentário
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  1. Omeg

    14 de agosto de 2023 7:38 am

    Fala pra Dona Michele que muito triste é matar as carpas pra pegar dois mil reais em moedas.

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